Reprodução/MIT Technology Review
Antes de disseminar a tecnologia é necessário levar alimentação, saúde e alfabetização às comunidades carentes, certo? Não. A inclusão digital, quando bem feita, pode ajudar a dar cabo dos demais problemas - e nem precisa de tanto esforço assim.
Pesquisadores do programa One Laptop Per Child (OPLC) distribuem gadgets gratuitamente em 40 países ao redor do mundo, e em muitos locais são úteis para facilitar o trabalho dos professores junto aos alunos. Mas em duas aldeias etíopes - Wonchi e Wolonchete - não existiam professores. Nem sequer um adulto alfabetizado.
Ainda assim, duas caixas com tablets da marca Motorola, modelo Xoom, foram deixadas nas aldeias. Embora o sistema formal de escrita nunca tenho passado por lá, isso não impediu as crianças de desenvolverem habilidades impressionantes com os aparelhos. Em pouco tempo elas estavam fazendo hacking - ou seja, adaptando a tecnologia em seu favor.
Os pesquisadores deram algumas orientações aos adultos apenas para usar o carregador solar nos aparelhos, que já estavam com aplicativos pré-instalados - desde jogos educativos até filmes. Os resultados foram impressionantes: em 4 minutos as crianças já sabiam ligar e desligar os aparelhos - algo que eles nunca tinham visto. Em duas semanas, já sabiam soletrar o alfabeto, e promoviam disputas.
Ao final de cinco meses, já com domínio completo sobre o funcionamento da tecnologia, elas conseguiram habilitar a câmera, que havia sido deixada desabilitada por padrão. E à medida em que uma delas aprendia algo sozinha, compartilhava imediatamente com as demais, que a partir da nova descoberta, encontrava mais coisas.
Conclusão: quer ver o desenvolvimento acabar com as fome e as desigualdades sociais:? Compartilhe tecnologias e aprendizados.
Antes de disseminar a tecnologia é necessário levar alimentação, saúde e alfabetização às comunidades carentes, certo? Não. A inclusão digital, quando bem feita, pode ajudar a dar cabo dos demais problemas - e nem precisa de tanto esforço assim.
Pesquisadores do programa One Laptop Per Child (OPLC) distribuem gadgets gratuitamente em 40 países ao redor do mundo, e em muitos locais são úteis para facilitar o trabalho dos professores junto aos alunos. Mas em duas aldeias etíopes - Wonchi e Wolonchete - não existiam professores. Nem sequer um adulto alfabetizado.
Ainda assim, duas caixas com tablets da marca Motorola, modelo Xoom, foram deixadas nas aldeias. Embora o sistema formal de escrita nunca tenho passado por lá, isso não impediu as crianças de desenvolverem habilidades impressionantes com os aparelhos. Em pouco tempo elas estavam fazendo hacking - ou seja, adaptando a tecnologia em seu favor.
Os pesquisadores deram algumas orientações aos adultos apenas para usar o carregador solar nos aparelhos, que já estavam com aplicativos pré-instalados - desde jogos educativos até filmes. Os resultados foram impressionantes: em 4 minutos as crianças já sabiam ligar e desligar os aparelhos - algo que eles nunca tinham visto. Em duas semanas, já sabiam soletrar o alfabeto, e promoviam disputas.
Ao final de cinco meses, já com domínio completo sobre o funcionamento da tecnologia, elas conseguiram habilitar a câmera, que havia sido deixada desabilitada por padrão. E à medida em que uma delas aprendia algo sozinha, compartilhava imediatamente com as demais, que a partir da nova descoberta, encontrava mais coisas.
Conclusão: quer ver o desenvolvimento acabar com as fome e as desigualdades sociais:? Compartilhe tecnologias e aprendizados.
Fonte: Administradores.com, 11/03/2013.
http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/na-etiopia-criancas-analfabetas-aprendem-sozinhas-a-hackear-tablets/73937/
http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/na-etiopia-criancas-analfabetas-aprendem-sozinhas-a-hackear-tablets/73937/
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