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quarta-feira, 10 de abril de 2013

E se Cristóvão Colombo fosse empreendedor, ele receberia investimento?


Seria difícil convencer o rei da Espanha?

Outro dia estava debatendo sobre como era o empreendedorismo antigamente e como era diferente dos dias de hoje. Imagine se Cristóvão Colombo precisasse de investimento para descobrir a América nos dias de hoje.
Seria algo assim:
- Bom dia majestade, rei da Espanha. Eu tenho uma ideia revolucionária. Vou descobrir um novo caminho para as Índias.
- Sei, como você vai fazer isso?
- Vou navegar para o Oeste
- E quanto isso vai custar?
- Eu preciso de três caravelas, comida e bebida. Eu não sei direito quanto tempo eu vou demorar…
- E você precisa de dinheiro, mas não consegue me calcular o retorno? E se for mais caro do que você imagina? Temos que considerar o risco de o mundo ser plano…Tem gente que acredita nisso. Além de tudo, você pode morrer e isso faz com que o ‘valuation’ diminua…
- Mas majestade, eu tenho tudo planejado, se eu tiver sucesso você vai fazer uma enorme fortuna com o novo caminho para as Índias.
- Me prepara uma planilha com as principais linhas de despesa e receita e uma apresentação para eu levar para o ‘board’
- Ok…
Algum tempo depois:
- Cristóvão, eu falei com o board, e eles aprovaram. Não vai ser tudo o que você pediu, mas dá para tentar
- Obrigado”.
Aí, Cristóvão volta da América e faz outra reunião com o investidor:
- Majestade, eu não descobri o caminho para as Índias, mas eu descobri um novo mundo.
- Então, você falhou!
- Mas majestade, é um novo mundo. Podem ter muitas riquezas. Eu vi ouro em um colar de uma nativa. Preciso de mais recursos para voltar lá.
- Você me pediu dinheiro para ir para a Índia, não conseguiu e ainda me pede mais dinheiro para tentar achar ouro em uma terra que você não conhece. Como você sabe que a nativa não comprou o colar em Paris?
- Majestade, como ela poderia ter ido para Paris?
- Não interessa, não dá para basear uma nova rodada de investimento em um colar de uma nativa. Você falou com ela?
- Ela não fala a minha língua majestade.
- Tá vendo, não temos evidencias de que o modelo de negócio seja sustentável. Dessa vez vai ser difícil o ‘board’ aprovar.
Bom, eu não sou nenhum especialista em história, e tenho certeza que não foi exatamente assim que Cristóvão Colombo descobriu a América, mas eu acho que temos algumas coisas a aprender com ele e com todos os outros empreendedores do passado: eles arriscavam suas vidas em seus projetos. Mesmo sem um plano de negócio elaborado e com pouca evidencia de que o seu projeto podia dar certo, eles iam atrás.
Eles não desistiam de suas ideias facilmente. Os empreendedores e investidores de hoje são muito bitolados no retorno de investimento, na mitigação de risco e na busca de um mercado consumidor. De vez em quando você precisa só das suas próprias convicções para descobrir a América.


Fonte: Estadão PME, 09/03/2013.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Remuneração e incentivos em governança corporativa


É muito fácil diminuir o valor de uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração equivocado.
O sistema de remuneração e incentivos é uma das mais potentes armas do arsenal de governança corporativa de uma organização. Entretanto, ele tanto pode catapultar os resultados quanto destruir valor caso seja desenhado de forma equivocada.
Importante lembrar que um dos propósitos da governança corporativa é facilitar e estimular o desempenho das organizações, criando e mantendo incentivos que motivem os dirigentes e colaboradores (corporate insiders) das empresas a maximizar a sua eficiência operacional, o retorno sobre ativos e o crescimento da produtividade no longo prazo. Portanto, não é nenhum exagero afirmar que o sistema de remuneração e incentivos determina opadrão de comportamento, e por conseqüência, dos resultados de uma organização.
Jack Welch, o célebre ex-CEO da gigantesca GE, costuma destacar esse fator como um dos mais importantes em sua experiência de gestão. Certa vez, em uma entrevista, perguntado sobre suas práticas de liderança, declarou que liderar é, antes de tudo, remunerar de acordo com o comportamento esperado.
No entanto, uma parcela importante das organizações enfrenta muita dificuldade em desenhar um bom sistema desse tipo. Muitas vezes cometem equívocos que produzem péssimos resultados.
Lembro-me de uma organização que incentivava sua equipe comercial a vender volumes cada vez maiores. A equipe sempre batia as metas de volume. Porém, concentravam seus esforços nos produtos mais fáceis de vender e menos rentáveis. Os novos produtos, com margens mais favoráveis e mais difíceis de vender, simplesmente não decolavam e a rentabilidade da empresa despencava. Ao mesmo tempo a equipe comercial embolsava polpudos bônus.
Portanto, é simples destruir valor em uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração e incentivos equivocado. Um bom sistema de incentivos deve estar perfeitamente alinhado com o sistema de gestão da estratégia empresarial e este, por sua vez, deve permear todos os níveis da organização e permitir o estabelecimento de objetivos, metas e indicadores departamentais e individuais, coerentes, consistentes e alinhados com os objetivos e estratégias de negócios da organização.
As empresas que gerenciam de forma adequada sua estratégia de negócios promovem esse alinhamento, estabelecem metas, definem indicadores e acompanham sistematicamente o desempenho e, finalmente, remuneram de forma coerente com a contribuição efetiva de cada departamento ou indivíduo para os resultados.

Fonte: Endeavor MAG, 01/04/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/governanca-corporativa/remuneracao-e-incentivos-em-governanca-corporativa

quarta-feira, 27 de março de 2013

Como estar no lugar certo, na hora certa

Entenda a importância de estar no lugar certo quando os clientes buscam pela sua empresa e a influência disso no resultado das vendas

Em 2005, a primeira página do Wall Street Journal dava a notícia de que a Procter & Gamble havia criado um novo cargo executivo, colocando Dina Howell, uma veterana de 20 anos de empresa e estrategista sênior de marketing responsável pelo setor que a P&G chamou de primeiro momento da verdade.
Esse primeiro momento da verdade (ou FMOT, da sigla first moment of truth, em inglês) é quando o consumidor está na sua loja, olhando para o seu produto, seus preços e comparando você com a concorrência.
Nesse momento, no caso da P&G, todos estão em uma prateleira e, nessa pequena fração de segundos, as pessoas tomam a decisão de comprar você ou seu concorrente.
A P&G sentiu que esse era uma parte tão importante do processo de compras e um cliente que precisava que alguém cuidasse disso.

O momento zero da verdade

Hoje, entretanto, o primeiro momento da verdade tem sido usurpado pelo que o Google chama de momento zero da verdade (ou ZMOT, da sigla zero moment of truth, em inglês).
Isso significa que, mesmo antes do cliente chegar à sua loja, ou talvez enquanto ele está na loja e se aproximando da prateleira do supermercado, ele provavelmente vai procurar o produto que está tentando encontrar, tentando rever suas especificações e características, compará-los com outras marcas e produtos e estudar as opiniões disponíveis e até mesmo consultar a opinião de amigos em suas redes sociais.
Em suma, os consumidores passaram a comprar muitos produtos, todos os dias com o mesmo hábito de consumo, sejam os produtos mais baratos (como sabonetes e pastas de dentes), até os mais caros (como carros, casas e apartamentos).
Nas pesquisas, de 70% a 80% dos consumidores americanos afirmam que verificam os comentários dos produtos antes da compra, fazem pesquisas online sobre os produtos depois de um anúncio na TV e usam um smartphone durante o processo de compra em si.
Esses são eventos ZMOT que representam um campo de batalha totalmente novo para o marketing, publicidade e promoção.
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios.

O impacto do ZMOT

A questão que a sua empresa precisa se perguntar, e responder é: a sua marca está adequadamente representada quando o cliente primeiro quer saber sobre você?
Você está lá quando o cliente pede?
Jim Lecinsky, vice-presidente de vendas e serviços do Google nos EUA escreveu um breve, mas extremamente útil, guia sobre “Como Vencer o Momento Zero da Verdade – ZMOT” detalhando as suas perspectivas pessoais e do Google sobre a melhor forma de estar lá quando os clientes quiserem encontra-lo.
Apoiado por uma pesquisa feita pelo próprio Google, o livro mostra passo-a-passo que uma empresa precisa tomar para garantir que a sua marca aparece da maneira correta nos resultados de busca de um cliente, recebe críticas e menções positivas de outros clientes e oferece uma mensagem de venda mais persuasiva para clientes em torno da compra.
Entre outras coisas, os pesquisadores do livro documentaram o quão rapidamente a combinação de smartphones e mídias sociais estão transformando o mundo e as vendas.

O Google é um comportamento padrão

ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
Em 2011, por exemplo, a média de consultas antes de se decidir por uma compra era de 10 fontes de informação, contra 5 fontes consultadas em 2010. Hoje, todas as pessoas online consultam pelo menos alguma informação antes de comprar algo às cegas.
Além disso, o percentual de consumidores que consultam as redes sociais (ou seja, a opinião de amigos e outras conexões) antes da compra duplicou durante o período da pesquisa (2010 e 2011), passando de 19% para 37%.
Na minha opinião isso se encaixa muito bem com a proliferação dos smartphones e é a mais uma prova para a demanda crescente de ferramentas de monitoramento e filtros sociais.
As principais atividades sociais online monitoradas pela pesquisa do Google incluem:
  • Obter uma referência online de um amigo.
  • Tornar-se amigo, ou seguidor de uma marca.
  • Ler blogs e fóruns onde o produto foi discutido.
  • Ver menções sobre a marca em redes sociais.
Você pode pensar que a pesquisa do cliente ainda é feita apenas considerando grandes compras, mas isso é um grande equívoco.
A verdade é que os consumidores de hoje fazem pesquisas desde as menores compras.
A decisão de compra de um produto de lavanderia pode demorar mais do que decidir o lugar para passar as férias, mas as pessoas estão investindo seu tempo investigando abas as decisões.
Lecinski enfatiza que o advento do smartphonetablets e dispositivos móveis também têm mudado drasticamente o caráter das buscas online das pessoas para obter informações.
Por exemplo, enquanto 20% das buscas em todo o Google são locais, 40% das buscas móveis são locais.



O que você precisa aprender com isso

Ao estar no topo dos resultados de busca, você permite que as pessoas consigam encontrar você ainda mais facilmente. No mobile, uma queda da primeira para a quarta posição pode reduzir a sua taxa de cliques em 90%.
Apesar de parecer um assunto batido e já passado, o ZMOT ainda é ignorado por grande parte de micro, pequenos empreendedores e profissionais liberais.
Porém, é a internet hoje a grande influenciadora de compras e, a pesquisa pela reputação de uma empresa já se tornou um hábito entre os brasileiros.
A conclusão que podemos tirar com isso é: a sua empresa, seja ela pequena ou grande, precisa estar lá na hora que alguém pesquisa sobre você, preferencialmente com elogios ao seu trabalho.
Caso contrário, se a concorrência, ou as suas reclamações no ReclameAqui aparecem na sua frente, é um péssimo sinal.
A lição de casa é: aprenda a cuidar da sua imagem e reputação online da mesma maneira que você cuida do seu PDV e da fachada da sua loja.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 27/03/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/como-estar-no-lugar-certo-na-hora-certa

terça-feira, 26 de março de 2013

Empreendedores com funcionários têm maior sucesso


Segundo pesquisa lançada pela Endeavor Brasil, esses 4% da população brasileira têm maior renda mensal e são mais escolarizados.
Empreendedores com funcionários correspondem a 4% da população brasileira, revela estudo sobre a cultura empreendedora no Brasil, realizado pela Endeavor Brasil com o apoio da Ibope Inteligência. Além disso, essa é a parcela populacional com maior sucesso profissional e mais escolarizada. Em geral, inicia os negócios por oportunidade e sonha grande, e, portanto, alcança rendas maiores. Como mostra a pesquisa, a renda familiar desse perfil de empreendedor é a mais alta entre todos os brasileiros: R$ 3.410,02, contra R$ 1.648,81 dos empreendedores sem funcionários.

Quanto à escolaridade, 24% dos empreendedores com funcionários completou o ensino superior, enquanto a média dos empreendedores em geral é de 16%. Este dado demonstra, segundo a pesquisa, que diferentes perfis de empreendedores têm diferentes necessidades educacionais. Como apresentam níveis mais elevados de formação e uma vida mais estável,empreendedores com funcionários demandam conselhos mais estratégicos sobre crescimento. Por outro lado, empreendedores sem funcionários ou informais enfrentam problemas menos complexos – por isso, enquanto não atingem o estágio seguinte, se satisfazem com treinamentos mais elementares.
Ainda assim, empreendedor ou não, formal ou informal, o brasileiro tem um grande déficit educacional a suprir. Isso fica evidente quando são relacionados os principais problemas do cotidiano empreendedor. Entre os quatro maiores problemas enfrentados pelos empreendedores brasileiros, três estão ligados à falta de conhecimento, principalmente nos quesitos: gestão de pessoas, fluxo de caixa e como administrar um negócio. Outra informação divulgada na pesquisa é que muitos acreditam que o empreendedorismo é algo intrínseco e particular e, portanto, colocam o preparo e o treinamento em segundo plano. Praticamente todos os empreendedores afirmam conhecer o SEBRAE e o Sistema S (SENAC, SESI e SESC), mas apenas 46% dos proprietários de negócios formais já teve algum tipo de relacionamento com SEBRAE. O mesmo percentual fica em 31% entre os informais.
A pesquisa mapeou ainda os principais perfis de empreendedores e potenciais empreendedores no pais, destacando nove tipos, detalhando suas características mais relevantes e diferentes maneiras de apoiá-los. Entre os empreendedores formais, destacam-se quatro perfis:
Apaixonado: a maioria é mulher, entre 25 e 35 anos. Em geral, possui empresas nas áreas de saúde, estética e venda de acessórios. Enfrenta dificuldades burocráticas e falta de investimento. Poderia se beneficiar de cursos sobre acesso a capital, inovação e networking.
Antenado: geralmente jovem e com maior renda familiar. Enfrenta obstáculos de conhecimento e investimento. Necessita de mentoring e coaching, além de ajuda com recursos humanos.
Independente: empreendedor mais maduro e estável. Não acessa muito a Internet, portanto precisa de conteúdo por meio de revistas e ou jornais. Para resolver problemas financeiros, requer educação sobre linhas de financiamento e oportunidades de acesso a capital.
Arrojado: a maioria é comporta por homens com maiores rendas pessoal e familiar. Para crescer, precisaria de ajuda sofisticada e mentoring/networking com especialistas para resolver problemas de conhecimento empresarial, obstáculos financeiros e pessoais.
Além desses, a pesquisa traz ainda os perfis possíveis daqueles que querem ser empreendedores, mas ainda não são, e os representantes dos empreendedores informais. O intuito da pesquisa, ao mostrar o quanto empreendedores e empresas são heterogêneos, é que as instituições de apoio ao empreendedorismo pensem em produtos e serviços mais focados e ofereçam um apoio adequado a cada grupo.

Fonte: Endeavor MAG, 26/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/empreendedores-com-funcionarios-tem-maior-sucesso

quinta-feira, 14 de março de 2013

Modelos de negócios: por que os administradores estão tão atrasados?


Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é


Shutterstock

Acabei de terminar e leitura do Best Seller Business Model Generation: inovação em modelos de negócios, escrito por Alex Osterwalder, Yves Pigneur e mais 470 coautores que trabalharam de maneira colaborativa via internet. Tal obra descreve o modelo Canvas (clique aqui para ler um resumo completo sobre esse modelo), um dos mais famosos e comentados ultimamente, isso dentro das comunidades de negócios é claro, porque garanto que nem 10% dos alunos de administração e MBA ouviram falar de tal obra em suas salas de aula, fato esse que comento adiante.
O livro por si só é sensacional, faz jus a fama que tem. Seu design é lindo e muito bem organizado, dentre os seus detalhes, seu formato retangular, seus capítulos separados por cores e suas fotos, fontes e desenhos dão a essa obra um valor único. Nele não há miséria de cores e nem de fotos em sua impressão, algo comumente visto em 90% como dos livros de negócios que existem no mercado, ansiosos por uma economia de custos.
Entretanto, apesar de toda sua fama e utilidade, já demonstrada por meio de inúmeros depoimentos e cursos existentes, tal método ainda é desconhecido por boa parte dos recém-formados na área de negócios, tantos os de graduação quanto os de pós-graduação. Mas por que esse atraso?
Para quem está lendo este texto, fica o aviso. Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é. Está mais do que provado que na área de negócios os alunos já se formam com o conteúdo defasado, ficando por sua conta atualizar-se perante as novidades do mercado.

“O maior obstáculo para a inovação de Modelos de Negócios está nas pessoas que resistem a qualquer mudança até que um problema surja e precise ser corrigido”
Em minha visão, há duas prováveis opções:
1 - Os professores estão poupando seus alunos, pois entendem que os mesmos ainda não estão preparados para aprender algo novo e complexo, fato até que compreensível para alunos de graduação, mas inadmissível para alunos de pós-graduação.
2 - Os professores pararam no tempo, limitando-se a ensinar modelos aprendidos há décadas atrás, como o Modelo das 5 forças de Porter ou a Matriz BCG, o que é pouco, muito pouco mesmo, para preparar nossos futuros administradores para esse mercado dinâmico, ágil e competitivo de hoje.
Digo isso porque acabo de terminar meu MBA em Marketing, que foi aprovado com o selo “TOP MBA’s” da revista Você S/A, tendo aula com doutores da FGV e ESPM e asseguro que em nenhum momento foi abordado qualquer comentário sobre o livro, mesmo este tendo sido escrito originalmente em 2010, com tradução para o português em 2011.
“O maior obstáculo para a inovação de Modelo de Negócios não é a tecnologia: somos nós, humanos e instituições nas quais vivemos”
É por isso que afirmo que nesses 2 anos de MBA aprendi muito mais lendo livros, blogs e portais de notícias do que propriamente dentro da sala de aula. Dela só aproveitei mesmo as amizades, 95% do que foi me ensinado lá eu não poderia aprender por conta própria, é claro que demandaria muito mais esforço, mas aprenderia.

Finalizo o texto com uma frase, que na visão do autor, melhor descreve o porquê desse modelo de negócios ainda não ser estar sendo adotado por grande maioria das empresas:
“As companhias mais bem-sucedidas frequentemente ficam cegas pelo “é assim que as coisas são feitas aqui” ou pelo “se não estiver quebrado, não conserte”, e não enxergam o surgimento de Modelos de Negócios Inovadores”.


Fonte:  Administradores.com, 13/03/2013.

http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/modelos-de-negocios-por-que-os-administradores-estao-tao-atrasados/69288/

quarta-feira, 13 de março de 2013

O poder da autoconfiança


Com este domínio, desenvolvemos a liberdade e a autonomia para arriscar, ir até os limites e fazer as mudanças necessárias em qualquer lugar.
A história a seguir é real e gosto muito de contá-la, pois mostra a importância da autoconfiança no desenvolvimento da carreira e conquista do seu espaço. Uma média empresa de consultoria de São Paulo, com aproximadamente 200 funcionários, realizava a cada duas semanas uma reunião geral com todos os seus 8 diretores. Um deles chamava-se Getúlio e era conhecido entre os colegas como ‘o mala’. Ninguém gostava dele porque ele tinha a mania de procurar ‘pelo em ovo’, ou seja, quando o grupo já tinha tomado uma decisão, ele sempre levantava um ponto: “Acho que não discutimos isso o suficiente” e fazia todo mundo voltar a debater o assunto. Uma reunião com o Getúlio levava sempre mais tempo, até uma hora a mais. Getúlio, ‘o mala’.
Nesta época, eu dava consultoria para esta empresa e uma vez um dos sócios me disse que pensava em dispensar o Getúlio. Perguntei por que ele faria isso e ele respondeu laconicamente: “Não precisamos de gente como ele aqui. Precisamos de pessoas que jogam junto, como um time e não do contra, como ele”. Então, fiz outra pergunta: “Alguma vez o Getúlio levantou uma questão que, depois de discutirem mais, vocês mudaram a decisão e a nova decisão acabou se provando melhor?” Ele respondeu que sim, inclusive mais de uma vez.
“Bem”, completei, “acho que o Getúlio é a pessoa mais importante que você tem na sua equipe". Ele parece ser o único que não se sujeita a votar pela maioria. Ele tem uma opinião própria e não tem medo de manifestá-la e lutar por ela. Isso é raro nas empresas. Normalmente as pessoas têm medo de serem diferentes, ou pior, não conseguem enxergar o que está na cara delas. Quando você encontra uma pessoa que vê o que ninguém viu, precisa mantê-la a todo custo, pois ela pode abrir os olhos de quem só tem uma visão da coisa.
Ele refletiu e acabou cedendo ao meu argumento. Getúlio continua lá, depois de quase 10 anos deste episódio. Mas a história não acaba aqui. Há dois meses encontrei o Getúlio e fomos tomar um café. Ele está muito contente na empresa, como responsável pela área de novos produtos. Apenas neste momento mencionei o que havia acontecido naquela ocasião. Ele ficou espantado, não sabia de nada e me agradeceu muito. Então, perguntei a ele: “Você não tem medo de ficar falando as coisas assim, na lata, sem se importar se vai agradar ou não? E se eu não estivesse lá? E se eu não intercedesse a seu favor? Você poderia ter perdido o emprego!”. A resposta foi surpreendente e representou uma grande lição para mim:
“Sabe o que é, Marcos? Eu não estou muito preocupado com emprego, não. Posso ter muitos defeitos, mas sou muito bom no que faço. Sei disso porque já recebi muitas ofertas para ir para o concorrente. Se eu tivesse perdido o emprego, sei que no dia seguinte já estaria empregado de novo, talvez até com um salário melhor. Só que eu gosto daqui, me sinto bem com as pessoas, sei que posso fazer a diferença e é exatamente por me importar que quero continuar.”
Trocamos mais algumas ideias e nos despedimos com o compromisso de mantermos contato. Enquanto via ele sair, pensei em como é importante o autoconhecimento, saber do que somos capazes, conhecer nossas limitações e potencialidades. É com este domínio que desenvolvemos a autoconfiança que nos dá liberdade e autonomia para arriscar, ir até os limites e fazer as mudanças necessárias em qualquer lugar.

Fonte: Endeavor MAG, 13/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/desenvolvimento-de-lideranca/o-poder-da-autoconfianca

terça-feira, 12 de março de 2013

Na Etiópia, crianças analfabetas aprendem sozinhas a hackear tablets

Reprodução/MIT Technology Review

Antes de disseminar a tecnologia é necessário levar alimentação, saúde e alfabetização às comunidades carentes, certo? Não. A inclusão digital, quando bem feita, pode ajudar a dar cabo dos demais problemas - e nem precisa de tanto esforço assim.


Pesquisadores do programa One Laptop Per Child (OPLC) distribuem gadgets gratuitamente em 40 países ao redor do mundo, e em muitos locais são úteis para facilitar o trabalho dos professores junto aos alunos. Mas em duas aldeias etíopes - Wonchi e Wolonchete - não existiam professores. Nem sequer um adulto alfabetizado.

Ainda assim, duas caixas com tablets da marca Motorola, modelo Xoom, foram deixadas nas aldeias. Embora o sistema formal de escrita nunca tenho passado por lá, isso não impediu as crianças de desenvolverem habilidades impressionantes com os aparelhos. Em pouco tempo elas estavam fazendo hacking - ou seja, adaptando a tecnologia em seu favor.

Os pesquisadores deram algumas orientações aos adultos apenas para usar o carregador solar nos aparelhos, que já estavam com aplicativos pré-instalados - desde jogos educativos até filmes. Os resultados foram impressionantes: em 4 minutos as crianças já sabiam ligar e desligar os aparelhos - algo que eles nunca tinham visto. Em duas semanas, já sabiam soletrar o alfabeto, e promoviam disputas.

Ao final de cinco meses, já com domínio completo sobre o funcionamento da tecnologia, elas conseguiram habilitar a câmera, que havia sido deixada desabilitada por padrão. E à medida em que uma delas aprendia algo sozinha, compartilhava imediatamente com as demais, que a partir da nova descoberta, encontrava mais coisas.

Conclusão: quer ver o desenvolvimento acabar com as fome e as desigualdades sociais:? Compartilhe tecnologias e aprendizados.


Fonte: Administradores.com, 11/03/2013.

http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/na-etiopia-criancas-analfabetas-aprendem-sozinhas-a-hackear-tablets/73937/


segunda-feira, 11 de março de 2013

O que as mulheres querem



Somos capazes de criar projetos grandiosos, mas ainda temos espaços para ocupar por Sônia Hess de Souza






Sou filha de uma grande empreendedora. Adelina Hess de Souza, minha mãe, transformou uma dificuldade em oportunidade de negócio. Fundou, em 1957, a Dudalina, uma companhia que hoje emprega mais de 2.000 pessoas. Tudo começou por acaso. Ela já tinha seis filhos quando meu pai comprou um grande lote de tecido para a loja que os dois administravam na cidade de Luis Alves, no interior de Santa Catarina. A mercadoria encalhou, e ela decidiu fazer camisas para vender.

A empresa cresceu, sempre com a minha mãe no comando. Depois de fundar a Dudalina, ela teve mais dez filhos. Isso não a impediu de continuar empreendendo. Era multitarefa antes de o termo entrar na moda. Mulheres como a minha mãe não desistem diante das dificuldades. Elas conseguem ver além dos problemas e enxergar as oportunidades. Esse é o espírito que todo empreendedor precisa ter.

Com minha mãe, também aprendi que precisamos ter a preocupação de gerar impacto social com o nosso trabalho. Hoje sou jurada do prêmio Cartier Women’s Initiative Awards, que reconhece projetos inovadores feitos por mulheres ao redor do mundo, e me deparo com iniciativas inspiradoras. Em 2012, o trabalho de duas empreendedoras em Ruanda, na África, me impressionou. Os absorventes no país são itens caros, e muitas mulheres deixam de sair de casa quando estão menstrua¬das. As empreendedoras desenvolveram um absorvente alternativo, feito com fibra de bananeira, 70% mais barato que as marcas internacionais vendidas no país. Com isso, resolveram um problema social.

MINORIA NO PODER Já somos responsáveis por metade dos novos negócios que surgem no Brasil, ocupamos a maioria das vagas nas universidades, chegamos à Presidência da República. Mas, apesar de tantos movimentos, deveríamos ter mais mulheres ascendendo a posições de poder.

Basta olhar as fotos em uma revista de negócios ou circular entre eventos promovidos para CEOs. Ainda estamos em minoria. Às vezes me pergunto: será que as mulheres realmente querem ser presidentes de empresas? Assumir um cargo como esse é uma tarefa solitária, que exige enorme dedicação e uma boa dose de abdicação. Nem todas estão prontas para isso.

Em 2012, a Dudalina fez um processo de seleção de trainees. Recebemos mais de 500 currículos — 40% deles de mulheres. Em meu esforço de deixar o board da companhia mais feminino, duas das cinco vagas foram preenchidas por moças. Na hora de decidir se queriam seguir na empresa, elas disseram não: uma condição para fazer parte do programa era morar em Blumenau (SC). Os homens não se importaram de mudar de cidade. Por que elas passaram pelo processo e, no final, não tiveram coragem de assumir o desafio?

Somos capazes de fazer coisas grandiosas, mas ainda precisamos nos aprimorar se quisermos ocupar novos espaços. Há alguns aspectos que merecem atenção. Se você é mulher, é importante que:

• Pare de olhar para os lados, olhe para a frente. Não pense no colega que é homem e foi promovido. Trabalhe para se desenvolver. Seja mais objetiva e tome as decisões motivada pela razão, sem se deixar contaminar tanto pela emoção.

• Aprenda a fazer networking e use isso a seu favor. Não tenha vergonha de aparecer, expor o que pensa, se promover.

• Sonhe um sonho pronto. E não tenha medo de arriscar.


*Sônia Hess de Souza é presidente da Dudalina. É também presidente do Lide Mulher, jurada do prêmio Cartier e conselheira do Women’s Forum da Ernst & Young


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 11/03/2013.

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI332510-17162,00-O+QUE+AS+MULHERES+QUEREM.html

quarta-feira, 6 de março de 2013

Por que você empreende?


Negócios que priorizam o impacto social, e não o lucro, têm cada vez mais possibilidade de êxito com o aumento das demandas na base da pirâmide.
De tão novo o modelo, nem mesmo o seu conceito está estabelecido. Negócio social, empresa social, negócio inclusivo e negócio voltado para a base da pirâmide são alguns dos nomes criados pelas organizações envolvidas com essa tendência de mercado. Apesar da indefinição, o objetivo é um denominador comum: “utilizar estratégias de negócio para melhorar a qualidade de vida das pessoas de baixa renda”, como definiu Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures, em artigo intitulado Negócios Sociais: um modelo em evolução.
O debate em torno da conceituação também não interfere na força do fenômeno. Com presença cada vez mais marcante na sociedade a partir da segunda metade dos anos 2000, os negócios que têm como prioridade o impacto social, e não o aumento do lucro, destinam uma visão otimista a estatísticas negativas em sua origem e, por meio de diferentes estratégias, procuram exercer sobre elas uma mudança positiva. No caso do Brasil, por exemplo, 80% da população compõe a base da pirâmide, ou seja, vive com baixa renda e acesso limitado a saúde, educação e outros serviços básicos de qualidade.
No cenário global, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 39% da população mundial não dispõe de saneamento básico, enquanto mais de 2,6 milhões de jovens entre 10 e 24 anos morrem a cada ano por doenças que poderiam ser prevenidas. Indo mais além, embora o número de usuários de internet nos países em desenvolvimento tenha dobrado entre 2007 e 2011, apenas 25% desse total tem acesso à rede.
Esses são apenas alguns números que representam os grandes desafios da sociedade e, ao mesmo tempo, se traduzem em oportunidades para empreendedores de diversos setores. “Está cada vez mais claro que as soluções para essas questões não podem depender apenas do poder público”, defende Safiri Felix, co-fundador do TreinaLink, uma plataforma de qualificação profissional voltada para a população de baixa renda. Por isso mesmo, pondera ele, “é enorme a possibilidade de êxito e escala de iniciativas inovadoras, capazes de suprir essas lacunas, apresentadas pelo mercado”.
Para Camilla Junqueira, coordenadora do projetoVisão de Sucesso, realizado pela Endeavor Brasil em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Itaú, ainda existe um mito de que gerar impacto social positivo é “coisa de ONG”. “Se você quer impacto, vai para ONG, se quer dinheiro, vai para empresa. Mas isso está acabando. Está surgindo todo um setor que propicia o investimento em negócios de impacto e, portanto, retorno financeiro”, observa.
Ainda a seu ver, as empresas estão tomando consciência de seu papel na sociedade. “Os movimentos deresponsabilidade social dentro das empresas já são praticamente obrigatórios. Mas por que não torná-los integrais, em vez de apenas parte da empresa? Uma empresa com uma intenção clara, voltada para o impacto que ela causa na sociedade, tem muito mais chance de ser bem-sucedida neste trajeto. E, quando eu falo bem-sucedida, não digo só financeiramente, mas não colocando o lucro acima do impacto. O grande desafio é chegar neste equilíbrio.”
Conforme reflete Rebeca Rocha, coordenadora do pólo brasileiro do Instituto Aspen, o imprescindível é que todas as organizações tenham consciência do espaço que ocupam e das suas necessidades. “Qual é o seupoder de influência? O que você pode fazer junto ao governo para a sua empresa ser cada vez mais relevante? Esta reflexão traz valor, e, em um futuro breve, clientes escolherão o seu produto e serviço no lugar de um convencional”, propõe.
Derrubar algumas crenças tradicionais do mundo dos negócios e provar que dá para seguir esse caminho é a chave para a consolidação desse tipo de empreendimento. “Todo esse setor está tentando se provar, mas uma das maiores dificuldades é o fato de ainda não haver grandes exemplos. É aí que entra o Visão de Sucesso”, pontua Camilla, lembrando o papel do projeto neste processo: apoiar o desenvolvimento de negócios voltados para a base da pirâmide e disseminar esses exemplos para o mercado tradicional. “Mostramos para o empreendedor que ele pode olhar para esse setor e enxergar a oportunidade de gerar um impacto mais direto e, ainda assim, ter um negócio lucrativo.”
 Fonte: Endeavor MAG, 06/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/oportunidades-de-negocios/por-que-voce-empreende

segunda-feira, 4 de março de 2013

Porque a vida continua. Uma história de superação.


Conheça a trajetória de Flávio Peralta, um jovem que teve os braços amputados e mesmo assim não desistiu de lutar

Amputados Vencedores é um livro que relata a experiência pessoal de Flávio Peralta, um jovem que, inesperadamente, se vê diante da morte, após levar um choque de 13.800 volts e teve que amputar os dois braços, e decide lutar pela vida.
Amputados VencedoresNeste relato sincero e corajoso retrata o seu sofrimento e o de seus familiares, as dificuldades e os desafios, o processo de recuperação e adaptação familiar e, finalmente, a superação, os desafios de se casar e de se tornar pai e mais tarde de se reinventar profissionalmente.
Como ele mesmo relata, “chego a esquecer que não tenho os dois braços; quando, por exemplo, numa palestra, tenho a oportunidade de falar sobre segurança no trabalho, prevenir acidentes e motivar as pessoas a enfrentarem os desafios que surgem a cada dia. Parece que, hoje, sem os dois braços, sei enfrentar melhor os desafios da vida”.
Em suas palestras, relata o acidente que sofreu e enfoca aspectos motivacionais para o trabalho e de superação para a vida.


Fonte: Jornal do Empreendedor, 04/03/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/amputados-vencedores

O óbvio precisa ser dito


Lembrar o real objetivo das reuniões e manter o foco influenciam os resultados mais do que você imagina.
Observo a cada dia o quanto é importante o alinhamento de expectativas, tanto na vida profissional quanto pessoal. Independente da situação, seja em uma transação ou em um relacionamento, caso uma das partes tenha uma interpretação diferente do que realmente foi acordado, sem dúvida alguma delas terá, no mínimo, um retrabalho ou desentendimento.
No caso da Exection, uma empresa de serviços, precisamos constantemente transformar o intangível em tangível. Mas como fazemos isso? Alguns dizem até que somos artesãos do século 21, porque literalmente tecemos resultados para as organizações. A cada interação com o nosso cliente, necessitamos entender diferentes variáveis ao mesmo tempo, o que chamamos de análise de ambiente.
Essa análise tem um elevado grau de complexidade até que, ao realizá-la com frequência, ganha-se mais naturalidade. Vamos supor que estamos iniciando uma reunião que demonstrará os resultados do mês anterior e falaremos sobre o que se espera nos próximos meses. O passo anterior a esse evento é se preparar, entendendo seu(s) objetivo(s), quem participará dele, quais são os interesses de cada um, conversar com as pessoas que estarão lá, preparar opções de soluções para melhorar os resultados, forma e dinâmica que o líder da reunião está acostumado, etc.
Antes de entrar na sala, geralmente observo se estou alguns minutos adiantado, nunca ou raramente atrasado. Gosto de sentir o ambiente e, caso chegue atrasado, perco a oportunidade de fazer esse ritual.
No início, se as pessoas estão munidas de papeis, calculadoras, notebooks, procuro entender a melhor forma de me posicionar. Analiso também os recursos disponíveis na sala, para que no momento certo sejam utilizados da melhor forma e, ao iniciar a reunião, faço questão de ressaltar o nosso objetivo para não desviarmos do foco.
Parece preciosismo, talvez até um pouco óbvio, mas, além de ajudar as empresas a alcançar os resultados esperados, manteremos o que havia sido alinhado de forma objetiva. Ou seja, caso algum dos passos acima seja negligenciado, existe uma grande probabilidade de que as expectativas, enquanto prestador de serviços de consultoria e cliente, não sejam alcançadas.
Portanto, em quaisquer situações que você esteja, analise: por que você está aí? Quais são as necessidades, expectativas e objetivos? Alinhe, pergunte, não tenha medo de parecer que é óbvio, pois muitas vezes o que parece óbvio é, na verdade, fundamental.

Fonte: Endeavor MAG, 04/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/comunicacao/o-obvio-precisa-ser-dito

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lições de Santa Maria: os cuidados que todo empresário deve tomar


O que os empreendedores brasileiros podem aprender com a tragédia na boate Kiss Por Rafael Farias Teixeira





Exatamente um mês depois da tragédia na casa noturna Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande Sul, olhar para a catástrofe na tentativa de tirar dela algumas lições pode ser uma forma de evitar qualquer situação minimamente semelhante volte a ocorrer. O incêndio de 27 de janeiro matou 239 pessoas, deixou centenas de feridos e marcas que não se restringiram às famílias e aos amigos das vítimas.
Por todo o país, prefeituras se mobilizaram para revisar alvarás de casas noturnas e outros ambientes fechados e aumentar asegurança. Enquanto isso em Santa Maria, o inquérito sobre o incêndio continua em aberto e deverá ser concluído até o próximo domingo, 3 de março. Até o momento, 350 pessoas foram ouvidas e mais 150 devem depor até o fim de semana.

Mas, que lições tirar de uma tragédia assim? O que deveria ter sido feito para impedir a morte de tantas pessoas? O que a trajetória empresarial dos donos da casa noturna Kiss pode ensinar a empreendedores? Hoje revisitamos algumas dessas questões tentando extrair ensinamentos que possam ser aplicados por pequenos e médios empresários a seus negócios, para evitar desde crises e imprevistos menores até incidentes como o da Kiss.


1. A escolha do sócio

Para esse ponto é importante fazer um breve histórico da casa noturna: a boate Kiss, inaugurada em 2009, nasceu da sociedade entre dois empresários, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Londero Hoffmann. Spohr já tinha uma revendedora de pneus, e Hoffmann é dono de bares, restaurantes e casas de show em Santa Maria. De acordo com uma reportagem publicada pela revista Época, Hoffmann comprou 50% das cotas da Kiss no meio do ano passado, para salvar o empreendimento da falência. A boate, porém, não estava no nome de Spohr, mas nos de sua irmã e sua mãe, devido a dívidas de seu negócio anterior. Funcionários afirmaram em depoimentos que Hoffmann não era um sócio atuante na casa, e ele mesmo disse que só fazia parte da divisão dos lucros.

As poucas e contraditórias informações sobre os sócios e seus papéis na casa noturna levantam reflexões sobre como encontrar o parceiro ideal no momento de abrir uma empresa. “Mais do que um bom sócio, você precisa de um negócio que esteja dentro da lei, para saber se está investindo em um problema ou em uma solução”, afirma José Alfredo Lion, advogado especialista em direito empresarial. Com mais de 20 anos de atuação na área, Lion diz que antes mesmo de assinar um contrato societário, qualquer empreendedor precisa fazer uma pesquisa sobre a vida de seu sócio e identificar qualquer problema que possa prejudicar sua própria carreira. No caso do investimento em um negócio já estabelecido, descobrir como anda a saúde da empresa como um todo (e não apenas a financeira) é essencial.


O próximo passo é formalizar a união por meio de um contrato social. Para Gilberto Sarfati, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), problemas societários são bastante comuns, o que requer um contrato claro, que estabeleça os direitos, as obrigações e as atribuições de cada um. Lion ainda recomenda a assinatura de um instrumento particular de acordo de acionistas, que cria regras de boa convivência e de lealdade entre os envolvidos, e que ficarão em voga até a dissolução da empresa. “Em qualquer sociedade empresarial, a conversa e o contato frequente entre os sócios são essenciais para o sucesso”, afirma Sarfati. “Caso os atritos sejam muitos, é recomendado pensar em terminar a sociedade por meio da venda das partes ou da própria dissolução de negócio.”

2. Como lidar com dívidas ao abrir uma nova empresa

Durante o processo de investigação sobre os sócios, descobriu-se que a revendedora de pneus de Spohr deve cerca de R$ 3 milhões em impostos ao governo federal e seus bens foram penhorados. Para Sarfati, professor da FGV-EAESP, o Brasil ainda tem uma visão muito negativa sobre o empreendedor que fracassa em um negócio e tenta empreender novamente. “Ninguém deveria ser visto como um criminoso só porque sua empresa quebrou e ele quer empreender novamente”, diz. “Em outros países, e aqui também, é muito comum abrir um novo negócio justamente para pagar dívidas.”

Ronaldo Gotlib, advogado e autor do livro Dívidas? Tô Fora – Um guia para você sair do sufoco, afirma que o empresário deve organizar suas dívidas em dois tipos, de acordo com a urgência do pagamento: as mais agressivas estão relacionadas a questões fiscais e trabalhistas, que podem prejudicar muito o negócio e sua imagem, e devem ser pagas antes. As mais brandas são as relacionadas a empréstimos com bancos, que sempre podem ser renegociadas mesmo durante a abertura de um novo negócio.

Obviamente, o cenário perfeito é que um empresário cuide de suas dívidas antes de começar uma nova empresa. No caso de dívidas muito agressivas, a melhor opção é evitar a abertura de um novo empreendimento. Diante de problemas financeiros mais controláveis, as soluções podem ser criar um planejamento orçamentário e ajustar as dívidas ao desenvolvimento da empresa. “O que o empresário não pode fazer é começar sem recursos por causa de dívidas”, diz Gotlin. “Isso é suicídio empresarial, principalmente se levar à negligência em determinados aspectos do negócio, como a segurança.”

3) Cuide da segurança

A principal discussão depois do incêndio na boate Kiss foi relacionada à segurança em empresas. Qualquer negócio deve se atentar às exigências feitas por órgãos que protegem tanto os consumidores quanto os trabalhadores, como o Ministério do Trabalho, com a portaria 3214/78, o Corpo de Bombeiros e a Associação Brasileira de Normas Técnicas. “Desde o começo da formatação e da construção do local físico da empresa, seus donos devem ficar atentos a qualquer condição que facilite acidentes”, afirma Kelly Marangon, advogada da Marangon, empresa de consultoria em segurança do trabalho. “No caso de incêndios, por exemplo, essa proteção não pode ficar restrita à instalação de alguns extintores no local”, diz. Segundo ela, a empresa deve ter um projeto de combate a incêndio feito por um profissional habilitado e devidamente aprovado pelo Corpo de Bombeiros, em que haja também a previsão de situações de risco.

Para evitar tragédias como a de Santa Maria, é preciso redobrar o cuidado com a prevenção, checando saídas de emergência, quantidade e validade de extintores, e quaisquer outros pontos relacionados à segurança. “Não existe risco zero, mas se você segue todas as normas de segurança estabelecidas por lei, boa parte do caminho está andada”, afirma Tatiana de Miranda Jordão, diretora-executiva da Crisis Response, empresa especializada em gestão de crises.

Ainda assim, acidentes podem acontecer mesmo em empresas muito cuidadosas e, portanto, é preciso se preparar para eventualidades. Segundo Tatiana, que também é professora de gerenciamento de crises e planejamento para contingências no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), primeiro é preciso envolver os donos e o alto escalão da empresa em todo o processo e não apenas escolher alguns funcionários para esta responsabilidade. Depois é necessário analisar quais são as possíveis áreas ou os pontos vulneráveis da sua estrutura e identificar planos de ação em caso de problemas em cada um deles. “Dessa forma você saberá como responder rapidamente”, diz Tatiana.

4) Treinamento em segurança

Um passo importante para manter uma empresa segura é o treinamento de seus funcionários. “Para os diversos trabalhos realizados, o colaborador deve ser treinado sobre como executar sua atividade com segurança”, afirma Kelly, da Marangon. Segundo ela todos devem saber como agir em caso de um acidente com um funcionário ou cliente ou na ocorrência de um incêndio em seu local de trabalho.

A equipe, portanto, deve estar ciente de como se comportar em cada situação – todas aquelas que você analisou e identificou anteriormente – e também saber com quem entrar em contato. Realizar treinamentos práticos para acostumar seus colaboradores a situações assim pode aumentar a eficiência deles em um incidente de verdade.

5) Gerenciamento de crise

Não importa qual é o tamanho do incidente dentro de sua empresa – desde um cliente que encontra um inseto em sua refeição até um incêndio com vítimas –, você deve estar preparado para atuar diante de uma crise. Isso vale tanto para uma resposta aos seus clientes quanto para os meios de comunicação, caso a situação tome proporções maiores.

O primeiro passo é sempre reconhecer o erro e não alimentar discussões ao reagir de forma agressiva. Caso haja ações legais, o ideal é procurar sempre uma solução amigável e evitar dispendiosas brigas judiciais. “Indenize quem precise ser indenizado e evite processos demorados, que só aumentam a raiva e o descontentamento do consumidor e acabam se disseminando para outros clientes”, afirma o advogado e autor Ronaldo Gotlib.

Em casos mais sérios, o empresário deve procurar as vítimas e recorrer ao seu seguro para amenizar os problemas dessas pessoas, usando, inclusive, seu patrimônio, caso o valor do seguro não seja suficiente. “Nesses casos é preciso esquecer o lado empresário e tomar a decisão ética e justa”, afirma o advogado José Alfredo Lion. Segundo ele, em casos como o da Kiss, o empresário deve ir ao Ministério Público e assinar um termo de ajuste de conduta, assumindo suas falhas e se comprometendo a fazer tudo que for preciso para se ajustar às exigências da lei, mesmo diante de possíveis sanções.


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 27/02/2013.

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI331982-17180,00-LICOES+DE+SANTA+MARIA+OS+CUIDADOS+QUE+TODO+EMPRESARIO+DEVE+TOMAR.html

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

6 lições de liderança com os maiores presidentes da história


Entenda o que podemos aprender sobre liderança com os governos dos presidentes que marcaram história


Essa semana foi comemorado nos EUA o dia do presidente.
Como o Brasil apresenta uma história recente de ditadura, em que a persuasão era feita pela força, e uma transição democrática duvidosa iniciada por Collor, FHC e depois Lula, vamos ver o que podemos aprender sobre empreendedorismo com os maiores presidentes da história.
“O principal negócio da presidência moderna é a persuasão – convencer as pessoas a fazer as coisas que elas realmente deveriam fazer, mas não necessariamente querem fazer – o que não é tão diferente da missão de vender um produto ou serviço”.
É o que diz o historiador Richard Norton Smith, ex-presidente de bibliotecas de 6 presidentes e autor de “Thomas E. Dewey and His Times”, finalista do prêmio Pulitzer de 1983.
Sendo assim, aqui vão 6 lições do que podemos aprender com alguns dos mais célebres presidentes americanos, cada um ilustrando seu método peculiar de comunicação.

#1. Aponte grande, mas seja específico

John Kennedy pensou grande o suficiente para levar o homem à Lua.
John Kennedy pensou grande o suficiente para levar o homem à Lua.
John Kennedy transformou com sucesso o seu objetivo de colocar o homem na lua até o final da década de 1960, a partir da ideia de uma realidade possível.
De acordo com Douglas Brinkley, autor e professor de história daRice University, Kennedy tinha uma boa abordagem de vendas, dizendo que era possível vencer a União Soviética.
Quando ele disse “que podemos vencer” ele capturou a atenção e a imaginação das pessoas. Mas foram os detalhes, bem como o seu plano específico, que deram aos políticos e aos americanos algo a perseguir.

Lição para os empreendedores

As empresas precisam se perguntar “qual é a nossa viagem à lua?”, e em seguida trabalharem em um quadro de estratégia e de tempo específico para que a viagem aconteça.
Pense sobre o que é grande e ousado e o que sua empresa pode fazer a respeito e faça. Além disso, um cronograma é extremamente importante, porque significa mais do que promessas vazias.

#2. Saia entre as pessoas

Franklin D. Roosevelt sofreu de poliomielite e passava os verões em tratamento no Georgia Warm Springs Foundation aonde ele pode se relacionar com alguns dos americanos mais pobres do país.
Franklin Roosevelt é exemplo de um presidente que saiu e escutou as pessoas. Isso foi o responsável por várias das suas ideias sobre o New Deal.

Lição para os empreendedores

Nesta época de videoconferências via Skype é fácil para empreendedores e vendedores perderem o contato pessoal que é muito importante na construção de relacionamentos.

#3. Conte bem a sua história

Abraham Lincoln sabia muito bem contar boas histórias.
Abraham Lincoln sabia muito bem contar boas histórias.
As melhores histórias são as mais ensaiadas. A história de Abraham Lincoln em seu vagão de trem ensaiando o seu discurso de Gettysburg é lendária.
Em seus discursos e conversas, Lincoln ainda era capaz de citar longas passagens da Bíblia, fábulas de Esopo e outros livros que devorava com o apetite de uma criança.

Lição para os empreendedores

A propensão de Lincoln para a memorização serviu muito bem ao seu propósito. Principalmente quando ele estava se dirigindo a chefes de Estado, membros do gabinete ou ao povo americano.
Conhecer o seu discurso de vendas para a ponto de poder proferi-lo dormindo e antecipar-se a todas as perguntas é a chave para os sucessos nos negócios.

#4. Um plano memorável requer um longo caminho

“A única coisa que temos a temer é o próprio medo. Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pelo seu país”. Franklin Roosevelt e John Kennedy.
Não há nada tão eficaz como uma mensagem simples, mas memoráveis como essas 2 frases icônicas. Com uma retórica poderosa, os 2 presidentes agitaram as suas gerações para a ação.

Lição para os empreendedores

Se alguém escutou o que você disse e não pode repetir nem uma palavra do que foi dito, o que foi dito não serviu para nada.
E isso pode valer para o discurso de um presidente, na campanha de marketing de uma empresa, ou uma apresentação de vendas.

#5. Coloque o lado humano nas coisas

Lyndon Johnson soube usar a sua história e suas dificuldades a seu favor.
Lyndon Johnson soube usar a sua história e suas dificuldades a seu favor.
Quando Lyndon Johnson tentou vender as suas reformas doGreat Society para o povo americano, ele usou a própria experiência de ter crescido em meio à pobreza para humanizar o programa.
As histórias fundamentadas na sua experiência no Texas deu vida às estatísticas e programas como o Head Start assumiu uma dimensão totalmente nova.

Lição para os empreendedores

Seja você um presidente que tenta vender uma ideia, ou um empreendedor tentando vender um produto, utilizar as suas experiências de vida podem adicionar um tanto de profundidade à apresentação.
É possível fazer muito mais quando nos conectamos com as pessoas primeiro emocionalmente e apenas depois disso, intelectualmente.

#6. Não há nenhum substituto para a personalidade

Se Kennedy amolecia os repórteres facilmente com o seu senso de humor, ou Ronald Reagan usava o seu poder de persuasão para empurrar suas políticas ao Congresso, o carisma dos 2 foram fundamentais para o sucesso.
Não importa qual é a mensagem quando ela é entregue com charme, inteligência e integridade.

Lição para os empreendedores

Não importa o que você está lançando, o seu apelo pessoal pode ser tão importante quanto a qualidade e preço do seu produto.
Além de vender suas visões políticas, os presidentes foram capazes de vender a si mesmos. E isso vale muito para os empreendedores.

Fonte: 26/02/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/6-licoes-de-lideranca-com-os-maiores-presidentes-da-historia