quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Livros que me inspiraram a empreender



Mudei de casa este fim de semana e organizando os livros na nova estante encontrei três leituras que me inspiraram a empreender. Sempre desconfiei que livros de administração fossem bastante maçantes até ganhar de uma amiga o divertido “Se você não tem bunda, use laços no cabelo” (Ed. Planeta).  Ele conta a história da norte-americana Barbara Corcoran, que fundou um dos maiores impérios imobiliários em Nova Iorque.
Ela tinha 23 anos quando pegou mil dólares emprestados do namorado e deixou de ser garçonete para começar seu próprio negócio. De origem humilde, Barbara conta no livro que não tinha nenhuma experiência administrativa e que sua gestão foi sempre muito intuitiva, baseada nas lições domesticas de sua mãe, que “administrava” de forma exemplar uma casa com 12 pessoas.
Já contei aqui, baixinho, que desde criança tenho mania de ficar brincando de inventar novos negócios. Quando li “A estratégia do oceano azul” (Ed. Best Seller) me senti menos estranha. Os autores defendem no livro a teoria de que existem inúmeros negócios por serem criados e que antes de empreender deve-se buscar um produto ou serviço que ainda não exista. Adotando essa estratégia, segundo eles, a empresa “navega” sozinha no oceano azul do mercado e se estabelece sem pressão da concorrência que, por analogia, os autores chamam de “oceano vermelho”.
O terceiro livro foi decisivo para minha mudança de vida. Era o meu livro de cabeceira na época em que deixei o jornalismo. Escrito pela inglesa Anita Rodick, fundadora da Body Shop, “Meu jeito de fazer negócios” (Negócio Editora) subverte a visão clássica de administrar uma empresa, propondo uma gestão humana e engajada.
Anita, assim. como Barbara, quebrou velhos paradigmas do mercado e criou uma das empresas de cosméticos mais expressiva do mundo. Resumo aqui a cartilha de Anita para empreender um negócio que faça a diferença:
1 – A visão de algo novo e a crença de que isso é tão forte que será uma realidade;
2 – Um toque de loucura;
3 – Habilidade para destacar-se na multidão;
4 – Habilidade de ter idéias novas, até conseguir uma solução;
5 – Otimismo patológico;
6 – O conhecimento claro de como fazer as coisas;
7 – Experiência de vida prática: a maioria dos empreendedores que conheci tinha o desejo espontâneo de mudança social;
8 – Criatividade;
9 – A habilidade de combinar tudo isso de maneira eficiente. No meu caso, tornar-me uma empreendedora foi o resultado da combinação de qualificações que eu tinha e de criar uma existência. Por isso, não posso acreditar que o caminho esteja em procurar uma faculdade e estudar empreendedorismo com um professor notável;
10 – E finalmente, todo empreendedor é um grande contador de histórias. E nas histórias contadas está o que nos diferencia.


Fonte: Estadão PME, 20/02/2013.
http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/livros-que-me-inspiraram-a-empreender/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

10 FRASES QUE NUNCA DEVEM SER DITAS NO TRABALHO



Diálogo Conversa Dúvidas O que dizer Falar Discurso (Foto: Shutterstock)
A escritora Darlene Price, autora do livroWell Said! Presentations e Conversations That Get Results (Apresentações e conversas que dão resultado) selecionou para o site da revista Forbes algumas das frases que nunca devem ser ditas no ambiente de trabalho. Selecionamos aqui dez exemplos. Confira e lembre-se de banir essas expressões do seu vocabulário durante o expediente.
"Não é justo" - em vez de dizer que você está sendo injustiçado porque só o seu colega ganhou aumento ou porque só você precisou trabalhar no feriado, tente juntar dados e informações que apresentem bem o seu trabalho e façam com que ele seja reconhecido.
"Não é problema meu", "Não sou pago para isso" - atitudes egoístas podem limitar o crescimento profissional. Por mais que um pedido feito a você seja inconveniente ou inapropriado, imagine que ele é importante para quem o fez, portanto, tente não se mostrar indiferente ou insensível ao problema de outras pessoas.
"Eu acho" - Que frase soa melhor: "Eu acho que a nossa empresa pode ser uma boa parceira para você?" ou "Eu acredito que a nossa empresa pode ser a uma boa parceira para você? O "Eu acho" transmite uma certa insegurança para o interlocutor.
"Eu vou tentar" - Quando dizemos que iremos tentar fazer algo, está implícito que há a possibilidade de falharmos. Quando for falar com alguém no ambiente de trabalho, especialmente com seus superiores, prefira usar palavras como "Eu vou fazer".
"Ele é um idiota", "Ela é uma preguiçosa", "Odeio essa empresa" - Evite fazer esse tipo de comentário imaturo sobre seu trabalho e seus colegas, pois isso poderá se voltar contra você. Se você tiver uma reclamação realmente pertinente sobre alguém ou alguma coisa, tente comunicar seus superiores com tato e neutralidade.
"Mas nós sempre fazemos desse jeito" - Os líderes valorizam a inovação, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Uma frase como esta revela exatamente o oposto, ou seja, que você está fechado para novidades. Em vez de dizer isso, tente falar: "Que interessante, como poderíamos fazer esse trabalho?" Ou "Isso é bem diferente do que temos feito, vamos discutir os prós e contras".
"Isso é impossível" ou "Não há nada que eu possa fazer" - Ao falar dessa forma mostrando uma atitude pessimista, passiva e sem esperança. Será mesmo que todas as possibilidades de solucionar o caso já foram checadas? Para não deixar uma impressão negativa entre seus colegas, prefira dizer "Vamos discutir as possibilidades diantes das circunstâncias" ou "O que eu posso fazer é isso".
"Você deveria ter feito assim" ou "Você poderia ter feito de tal forma" - O ambiente de trabalho precisa ser um lugar de colaboração e trabalho em equipe. Ao apontar o dedo e dizer como alguém deveria ter feito seu trabalho, criamos um desconforto para todo mundo. Ao dar um feedback, tente usar expressões como "Da próxima vez, me passe as informações imediatamente" ou "Recomendo que no futuro você...".
"Eu posso estar errada, mas..." ou "Esta pode ser uma ideia boba, mas..." - Quando usamos uma expressão depreciativa, você acaba depreciando também a ideia que vem a seguir. Não é necessário usar esse tipo de expressão ao fazer uma sugestão. Em vez de dizer "Posso estar enganado, mas acho que estamos gastando tempo com essa discussão sem importância", prefira falar "A meu ver estamos gastando tempo com essa discussão sem importância".
Eu não tenho tempo para isso agora" ou "Estou muito ocupado" - Ainda que isso seja verdade, ninguém quer se sentir menos importante que alguém ou alguma coisa. Prefira dizer: "Será que podemos discutir isso outra hora?" ou "Que tal se eu passar na sua sala em 15 minutos para discutirmos isso?".

Fonte: Época Negócios, 18/02/2013.
http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2013/02/10-frases-que-nunca-devem-ser-ditas-no-trabalho.html

Empreendedor não tem direito a depressão


Sou como todos os empreendedores que estão lutando para atingir o ponto de equilíbrio. Vivo em uma montanha russa convivendo com meses de alta e meses de baixa. Com aquisições e falências. Com sócios e família. Enfim, sou como a maioria dos empreendedores que existem hoje no Brasil que lutam diariamente para conquistar o seu futuro.
Uma luta que não dá trégua. Que não permite doença, depressão ou preguiça. Se você está nessa, bem-vindo ao clube. Se você ainda não está e quer entrar, posso dizer que vale à pena cada depressão perdida. Este post é um desabafo e ao mesmo tempo, um incentivo.

A preguiça é inimiga da vitória

Há pouco mais de cinco anos, desde que assumi o estado de empreendedor (larguei totalmente o emprego para só empreender) praticamente não descanso. Somado a isso, o nascimento de filhos e escola de outros, me impuseram uma pressão que tirou de vez qualquer preguiça ou depressão que tenha restado da minha adolescência, quando achava que tinha algum problema e não tinha nenhum.
A minha vizinhança é composta 90% de empreendedores. Sejam pequenos, médios ou grandes. Todos eles, sem exceção, acordam cedo, não esmorecem e não param.
Alguns, mais velhos que eu, já têm o direito de descansar nos finais de semana e passar férias com a família duas vezes por ano, mas os jovens como eu, em torno dos seus trinta anos, não têm outra alternativa senão a de trabalhar todos os dias errando o mais rápido que puder para poder corrigir rapidamente o rumo em direção ao objetivo final: a vitória.

O fraco não tem espaço

O empreendedorismo não tem espaço para fracos. Aqui só fica quem assume seus erros e persiste rumo ao sucesso mesmo após falências e constrangimentos pessoais e profissionais. Aqui tem que ter estômago, tem que matar um leão por dia mesmo, pra valer.
A fatura do cartão de crédito está chegando e assim também as mensalidades escolares e os impostos. Não tem jeito, você tem que pagar tudo, tem que crescer e não há espaço para fraquejar. Quer descansar, espere a próxima vez que ficar doente para isso. Agora é só trabalho amigo. Só trabalho.
Mas não é para ficar trabalhando feito louco dia e noite. Tem que saber atingir o equilíbrio. Tem que parar e tem que fazer exercícios, assim como se alimentar bem. Porque se ficar fraco da saúde, aí camarada, de nada terá adiantado tanto trabalho porque você não vai aproveitar os seus frutos.

O covarde morre sem tentar

O covarde então, nem se fala. Aquele que estuda um, dois, três livros e só planeja não tem espaço. Tem que descer pra arena, tem que criar e tem que botar a cara a tapa. Tem que falar com cliente e contratar funcionário. Tem que ouvir bronca do cliente e dar bronca no funcionário. Tem que ser “demitido” pelo cliente e também demitir funcionário.
Essa é a vida e quem tem medo de responsabilidades, é melhor continuar de fora porque aqui é olho na meta, só na meta. Não tem chopp, não tem churrasquinho e não tem samba, só se for na caixa de som do escritório ou da fábrica para produzir mais e mais. Covarde que tem “medinho” de errar, sai fora.

Faz o certo, faz a sua

O negócio é fazer o que é certo pra deitar a cabeça no travesseiro pensando que, pelo menos fez a sua parte. Quando o seu saldo bancário quase toca o chão e você tem que se manter calmo para continuar trabalhando para salvar o mês, a úncia coisa que te consola é deitar a cabeça no travesseiro e pensar: “Eu hoje fiz a minha parte mais uma vez”.
Eu faço a minha parte e você faz a sua e nós, juntos fazemos tudo isso crescer, mantemos as nossas famílias, estudamos, nos aprimoramos e damos de tudo para vencer sem morrer.

Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena

Quem te disse que ia ser fácil? Nunca foi assim. Então porque agora teria que ser? Quem é empreendedor sabe que tem que progredir pessoalmente ao mesmo tempo que progride profissionalmente.
E quando falo de progressão, falo mais para assumir os seus próprios erros do que de fato atingir o sucesso. Esse só vem depois que tenhamos aprendido todas as lições. Enfim…
“Vamos acordar, vamos acordar, porque o sol não espera.
Vamos acordar, o tempo não cansa. Ontem a noite você pediu uma oportunidade e mais uma chance
Como Deus é bom né? Olha aí, mais um dia todo seu. Que céu azul hein?
Vamos acordar, vamos acordar.
Agora vem com a sua cara.
Sou mais você nessa guerra.
A preguiça é inimiga da vitória.
O fraco não tem espaço e o covarde morre sem tentar.
Não vou te enganar, o bagulho tá doido, ninguém confia em ninguém, nem em você.
Os inimigos vêm de graça. É a selva de pedra. Ela esmaga os humildes demais.
Você é do tamanho do seu sonho, faz o certo, faz a sua.
Vamos acordar, vamos acordar.
Cabeça erguida, olhar sincero.
Tá com medo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, mas lembre-se: aconteça o que aconteça
nada como um dia após outro dia.” ~ Racionais MCs
Vamos acordar. Vamos fazer. Vamos testar. Vamos empreender. Vamos crescer!


Fonte: Jornal do Empreendedor, 19/02/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/empreendedor-nao-tem-direito-a-depressao

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

4 passos para se tornar um empreendedor mais feliz


Veja como alcançar a maior medida do sucesso de um empreendedor: a felicidade

Durante a nossa infância, medir o sucesso era tão simples quanto contar as estrelas do céu e os adesivos de smiley dos nossos cadernos. Na escola e na faculdade, contávamos com os boletins para isso.
Mas como um empreendedor pode determinar o seu sucesso?
No sul da Califórnia, na animada onda de startups conhecida comoSilicon Beach, muitos profissionais deixam o conforto de seus salários fixos para perseguirem o sonho de iniciar algo que podem chamar de seu.
Depois de algumas conversas com esses empreendedores, podemos descobrir que eles medem o seu sucesso nos negócios não com as suas contas correntes, mas pela sua satisfação e felicidade.
Não é nenhum segredo que o dinheiro não pode comprar felicidade. Na verdade, de acordo com um estudo da Universidade de Stanford do economista Angus Deaton e o psicólogo Daniel Kahneman, quando você tem um rendimento aproximado de 75 mil, qualquer dinheiro adicional é irrelevante para a sua satisfação.
Então, se a felicidade não pode ser comprada – e ainda pode ser utilizada para medirmos o nosso sucesso – como fazer para alcança-la?
Durante a última década, os pesquisadores em Psicologia Positiva descobriram uma série de comportamento que aumentam a felicidade das pessoas.
À medida que começamos um novo ano, esses 4 comportamentos podem funcionar como resoluções para nós.
Felicidade: fator mais determinante para o sucesso dos empreendedores.
Felicidade: fator mais determinante para o sucesso dos empreendedores.

#1. Crie um círculo social de pessoas que pensam como empreendedoras

Diz o ditado que 2 cabeças pensam melhor do que 1 quando se trata de resolver problemas.
Uma equipe de parceiros podem ver o que acaba passando desapercebido por nós mesmos, as armadilhas antes que sejamos pegos por elas e se tornar uma proteção para decisões críticas e ações duvidosas.
Comprometa-se com a criação de um círculo de empresários de mentalidade semelhante em que não tenha dinheiro envolvido entre os membros.

#2. Doe seu tempo livre

Muitos empreendedores pensam que dedicar todo o seu tempo para o seu empreendimento acarretará no sucesso.
Mas, quando você passa algum tempo ajudando os outros ao invés de si mesmo, o sentido do tempo se expande.
O professor Cassie Mogilner, um pesquisador sobre a felicidade e a gestão do tempo na Wharton Schoolfalou sobre isso recentemente.
“Os resultados mostram que doar o seu tempo aos outros pode fazer você sentir o seu tempo mais fluído e tende a desperdiçar menos seu tempo gastando em si mesmo, ou desperdiçando o seu tempo”, afirma o professor.
Seja através de coaching, voluntariado, se interessando por alguma causa, ou emprestando um ombro amigo, dedicar o seu tempo ao próximo expande o seu senso de tempo e resulta em uma maior satisfação sobre a vida.

#3. Defina metas alcançáveis

A arte de definir metas pode demorar anos para ser alcançada. Como empreendedores, todos temos grandes objetivos e, para experimentar o sucesso precisamos aprender a quebrar grandes metas em metas menores, que podem ser alcançadas diariamente por nós.
Tente criar uma meta por dia, que possa ser alcançada no seu dia-a-dia cheio de e-mails, compromissos e reuniões e, em seguida faça todo o possível para transformar isso em um hábito duradouro.
Desenvolva a felicidade para garantir o seu sucesso.
Desenvolva a felicidade para garantir o seu sucesso.

#4. Pratique a gratidão

Há uma variedade de formas de praticar a gratidão que podem ser facilmente incorporadas na rotina de um empreendedor.
Uma das abordagens é reservar um tempo semanal para escrever notas de agradecimento e enviá-las via e-mail ou Correios.
Agradecer a um cliente pode ser algo esperado. Mas, se você agradecer alguém por uma tarefa inesperada, a pesquisa do professor Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, sugere que a sua mente se torna mais sensível às intenções positivas e menos sensíveis às negativas.
Ao praticar a gratidão, você vai começar a cultivar um estado crônico de felicidade.

A felicidade é o novo padrão

O padrão tradicional para medir o sucesso profissional é o dinheiro, mas os empreendedores quase sempre citam a felicidade como a meta mais alta a ser atingida pra alcançar o sucesso.
Você já pratica algum desses 4 hábitos rumo à felicidade? Se a resposta for não, tente integrá-los em sua prática diária a partir de hoje.
Além disso, a felicidade pode proporcionar a você uma saúde melhor, mais energia, produtividade e, consequentemente, mais dinheiro.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 18/02/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/4-passos-para-se-tornar-um-empreendedor-mais-feliz

Bootstrapping: ideias evoluem mesmo sem investimento


Nem toda empresa é estruturada a partir de fundos ou investidores. Veja 12 maneiras de financiar o seu negócio e os cuidados a se tomar.
Na hora de tirar uma ideia do papel, o que te impede de botar pra fazer? Caso sejam recursos financeiros, pense duas vezes antes de reclamar do investidor que não quis aportar capital em seu negócio. Existem muitas maneiras de conseguir incentivo para sua empresa e de operar com o mínimo de recursos. No universo do empreendedorismo, essa prática é conhecida como bootstrapping.
“Tem um pessoal que eu gosto de chamar de ‘pessoal da desculpa’. Para eles, falta capital, falta apoio, falta isso, falta aquilo. Tudo vira desculpa para não fazer nada. Adoro provocá-los dizendo que o Romero [Rodrigues], por exemplo, fez tudo sem dinheiro”, dizBob Wollheim, fundador do SixPix Content, citando o fundador do Buscapé, que se tornou um dos principais cases do setor de tecnologia do país.“Mesmo assim, ainda é comum ouvir: ‘mas ele era da Poli [Escola Politécnica da USP] e tinha apoio financeiro de família’. Isso não é verdade: o Buscapé começou com uma boa ideia e muito trabalho”, ressalta.
Só não vale fazer porque é moda, alerta Wolheim. “Bootstraping não pode ser encarado como se fosse legal, divertido ou um fim em si mesmo. Bootstraping é só um meio, não um fim.”
Conhecedor do ambiente empreendedor brasileiro e figurinha carimbada em eventos no Vale do Silício, ele apontou, a pedido do Portal Endeavor, 12 maneiras de estruturar um negócio sem o apoio de investidores, com dicas e ressalvas para o empreendedor que pretende optar por algum desses caminhos. Confira:
1. Capital próprio: “Saiba que você vai gastar o dobro do que planejou e que parte desse capital será usado para você viver! Normalmente, os empreendedores se esquecem desse ‘pequeno detalhe’!”
2. Patrimônio próprio: “A diferença é que, para virar capital, o patrimônio tem que ser vendido. E isso pode levar tempo, gerar um valor em dinheiro menor do que se imaginava e, claro, significar até um retrocesso para o empreendedor. Ou você acha que sua mulher vai achar divertido quando você disser que vai vender o seu apartamento?”
3. Amigos e família: “Cuidado para não aceitar capital de quem tem muito pouco – tipo a sua avó, que tem as economias de vida para sobreviver.  Depois, se der tudo errado com o seu negócio, você não poderá nunca mais aparecer nos almoços de família, pois você quebrou a vovó!”
4. Empréstimo: “Os mesmos cuidados das dicas 1 e 2 valem para essa e, claro, seja bem mais pessimista com o seu plano se você for colocar juros bancários na conta. O banco não será seu sócio, portanto, vai querer receber o dinheiro independentemente de como vai o seu negócio.”
5. Financiamento: “Aqui, estamos falando de coisas como BNDES, FINEP, etc. A dica é não esquecer que a burocracia faz parte de tudo isso e que deverá ser considerada nas suas contas.”
6. Incentivos: “Prêmios, doações e investimentos a fundos perdidos podem ajudar a financiar um negócio. A dica é não virar um participador compulsivo de prêmios e afins: o tempo pode passar e o seu negócio nunca acontecer.”
7. Faturamento: “Essa é uma maneira super saudável de financiar um negócio. Fature muito e pague o seu crescimento!”
8. Crowdfunding: “Apenas coisas muito legais e diferentes conseguem levantar capital via crowdfunding, portanto, cuidado para não ficar iludido e perder muito tempo produzindo videozinhos bacanas que não emocionam ninguém.”
9. Emprego paralelo: “Muita gente fica no emprego enquanto monta um negócio. Pode ser uma boa ideia quando o negócio tem mais de um sócio – um fica no emprego, outro começa. Mas é preciso saber como decidir isso, entender que aquele que ficou terá que aportar capital no negócio, o outro terá que receber algum pró-labore e isso é potencial enorme para confusão. Se for você a continuar no emprego, é possível que nem a sua carreira nem a empresa se saiam bem por falta de foco em ambos!”
10. Modelo de negócio alternativo: “Muitas vezes, existe um modelo de negócio menos disruptivo ou bacana, mas que pode ir pagando as suas contas. O importante é não perder a visão do negócio originale não se transformar no modelo que era alternativo e passageiro apenas.”
11. Financiamento via cliente: “É mais comum do que se pensa ter um cliente que, por gostar do produto/serviço da sua empresa, ajuda a financiar o seu crescimento antecipando pagamentos, financiando máquinas etc. O cuidado é não virar dependente de um único cliente.”
12. Cartão de crédito pessoal: “Essa é a pior maneira de financiar um negócio, ou seja, usar o cartão de crédito pessoal para fazer dívidas. Os juros são os mais altos e sua vida vira um inferno. Mas, se o mundo te colocou nessa, fique atento e faça tudo para sair o mais rápido que puder dessa fase. Se você tem certeza que a grana vai entrar em breve, vá em frente, mas, se for apenas uma forma de jogar pra frente, tome o maior cuidado do mundo!”

Fonte: Endeavor MAG, 18/02/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/financas/acesso-a-capital/bootstrapping-boas-ideias-evoluem-mesmo-sem-investimento

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

5 cuidados jurídicos ao abrir uma startup


Do registro do nome da empresa a contratos de sociedade bem redigidos, conheça quais são as preocupações legais que você deve ter ao abrir um negócio

Por Daniela Moreira






Montar o time, escolher o nome, buscar uma sede, desenvolver o produto, divulgar o negócio. São tantas as tarefas na agenda de quem está criando uma startup que, às vezes, um dos passos mais importantes acaba ficando de lado: os cuidados jurídicos.


“O empreendedor deve ter em mente que nem sempre o que se quer criar ou fazer é juridicamente possível. Por isso, antes mesmo da constituição da startup, deve buscar informações”, diz Nathália Freitas e Silva Martins de Britto, advogada e diretora do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da FIESP.

A especialista dá algumas dicas para evitar o descuido, que pode ser fatal para o seu negócio:

1. Conheça em detalhes a “Lei de Inovação” (Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004), que dispõe sobre os incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo.

2. Fique atento aos principais cuidados jurídicos básicos: a abertura formal da empresa (como entidade jurídica), o registro da marca, dos produtos e serviços da startup. Zele por sua formalização. Qualquer alteração na sua empresa deve ser informada e atualizada junto às autoridades competentes.

3. Determine regras claras na organização, principalmente em relação aos seus funcionários. Diversas startups acabam contratando profissionais na informalidade, o que pode acarretar em problemas trabalhistas futuros.

4. Seja cauteloso ao lidar com consultores, investidores anjo, incubadoras ou qualquer outro intermediador que busque informações sobre o seu negócio. Vá com calma. Abra o suficiente para chamar a atenção do interlocutor, mas tenha cuidado ao expor informações muito estratégicas. Juridicamente, recomenda-se assinar um Acordo de Confidencialidade – mas atenção, isso pode burocratizar o processo e custar a atenção do investidor. Saiba dosar o que você pode – e deve – abrir e o que precisa ser tratado com mais precaução.

5. Fique atento a todos os detalhes dos contratos de sociedade. Quem assistiu ao filme A Rede Social pode sentir o estrago que um contrato mal lido pode causar a um sócio fundador (no caso Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a fundar o Facebook).


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 15/02/2013.


http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI330986-17180,00-CUIDADOS+JURIDICOS+AO+ABRIR+UMA+STARTUP.html

A empatia é a sua ferramenta de produtividade mais poderosa?


Como a autonomia pode se transformar na maior inspiração de seus funcionários para cativar clientes e revolucionar a sua empresa

Em 2004, a revista Fortune nomeou a Wegmans Food como o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos.
Por lá, os empregados têm total liberdade para fazerem o que precisa ser feito para satisfazer os seus clientes. Exemplo disso é que, uma vez, um funcionário da Wegmans assou o peru de uma cliente no forno quando ela descobriu que o seu forno era pequeno demais para o peru.
A o retorno lendário da Southwest Airlines de 10 minutos até o portão de embarque e desembarque, que aumentaram muito a eficiência da transportadora é resultado de uma iniciativa de um funcionário logo no início das operações da empresa.
Ao ser forçada a vender 1 de suas 4 aeronaves, os funcionários da Southwest se uniram para descobrir como manter a mesma programação de voos com 1 avião a menos.
Com apenas 3 aeronaves sendo recebidas pelos funcionários no momento em que chegavam no aeroporto, pilotos e gestores ajudando com as bagagens e assistentes de voo ajudando na limpeza das cabines, dentre outras ações a empresa conseguiu construir esse retorno lendário de 10 minutos às pistas.
Vale ressaltar, que a Southwest é uma empresa das mais sindicalizadas nos EUA e, mesmo assim, todos os funcionários se dedicam igualmente para a rapidez dos voos.

Carinho: condutor de paixão, propósito e lucros

Firms of Endearment: o segredo dos negócios está no carinho e atenção com que tratamos as pessoas.
Firms of Endearment: o segredo dos negócios está no carinho e atenção com que tratamos as pessoas.
É o que garantem os autores de “Firms of Endearment: How World-Class Companies Profit from Passion and Purpose”, de Rajendra Sisodia, David Wolfe e Jagdish Sheth, que retratam essas e outras histórias como componente para vencer o jogo da competitividade.
Semelhante também é o argumento de Martha Rogers em seu livroExtreme Trust, em que os autores afirmam que o mundo está se tornando (gradualmente) um lugar melhor, mais confiante, com crenças fundamentais e valores que estão se realinhando.
No balanço, a maioria dos realinhamentos estão acontecendo para melhor. Na verdade, estamos nos transformando em um mundo melhor, uma afirmação que não seria possível pronunciar em nenhum momento anterior da história.
A vanguarda empresarial deste realinhamento para melhor sugerem que a solução é transformar suas empresas em empresas de carinho antes que seus concorrentes o façam.
Essas empresas não têm medo de mostrar sua vulnerabilidade a fim de construir a confiança de seus clientes e funcionários.
Admitir os erros e entender suas limitações, ao mesmo tempo em que se demonstra empatia genuína para os clientes, empregados e outros envolvidos no negócio gera empatia em contrapartida.
E a reciprocidade com que ela acontece é o caminho para que a sua empresa continue à frente. Todos os envolvidos com uma empresa que tenha empatia em suas origens vão querer que a empresa tenha sucesso, porque quando isso acontecer, serão as pessoas que vão sair ganhando.
Isso apresenta um grande benefício quando se trata de adaptar mudanças e enfrentar desafios competitivos.
Entre outras coisas, uma das alegações básicas dos autores de “Firms of Endearment” é que as pessoas não são apenas motivadas por interesse próprio, mas têm um grande viés emocional, empatia pelos outros e uma necessidade de conexão social.

Carinho, empatia e encantamento como estratégias de negócios

As empresas precisam levar em conta essas nuances no momento de definir os seus objetivos de negócios.
Ao fazer isso, as empresas vão perceber o engajamento de seus funcionários, que vão cozinhar perus para seus clientes e correr para fazer seus aviões serem os mais rápidos do pátio de manobra.
Nas instalações da GE em Durham, na Carolina do Norte em que são fabricados motores a jato, por exemplo, não há nenhum líder na fábrica. Os próprios trabalhadores gerenciam tudo, desde a melhoria dos processos e os horários de trabalho.
Felizmente para o segmento crescente de clientes de companhias aéreas, os defeitos têm sido muito menores do que o padrão da indústria. Para a GE, as equipes de trabalho autônomas e auto organizadas são o futuro.
Os autores defendem ainda que essa visão tem grandes características importantes que podem lhe proporcionar vantagem no nosso mundo hiperconectado:
  • Descentralizar a tomada de decisão de modo a aumentar a influência dos altos executivos nos níveis de uma empresa.
  • Remuneração acima da média. Em vez de aumentar o custo de vendas, isso geralmente reduz o percentual de receitas que acabam sendo destinados para pagar salários.
  • Dependem muito pouco das práticas de marketing tradicionais e, geralmente experimentam crescimento devido à relação afetiva que as partes têm entre si e com isso com o boca-a-boca gerado nesse processo.
  • Empresas de capital aberto tendem a ser menos influenciada por previsões de Wall Street e normalmente acabam se valorizando.
  • Atuam com maior transparência que a maioria das empresas e estão envolvidas em menos litígios.
Seria difícil discordar que esses atributos são altamente desejáveis em uma empresa e o fato deles estarem apoiados em grandes exemplos, torna essa conduta algo tentador.
Isso significa que a Southwest acaba de informar o seu quadragésimo ano consecutivo rentável em uma empresa cheia de perdas e falências.
A Wegmans paga seus funcionários cerca de 25% a mais do que o mercado e as suas vendas por metro quadrado são 50% maior e a sua margem operacional é duas vezes maior do que a concorrência.
Wegmans: melhor empresa para se trabalhar nos EUA e liberdade total para os funcionários servirem os clientes.
Wegmans: melhor empresa para se trabalhar nos EUA e liberdade total para os funcionários servirem os clientes.

Trazendo para a realidade

Comportando-se como uma empresa envolta de carinho uma empresa pode, realmente maximizar o seu valor.
Mas, a pergunta que fica é: nos Estados Unidos todo esse exemplo é muito bonito e funciona. Mas eles estão do outro lado do oceano. E aqui, será que isso não é conversa fiada?
Nosso país ainda é devoto da hierarquia. Isso pode ser por conta do recente governo militar e da grande influência do militarismo e coronelismo nas famílias brasileiras.
O resultado é que grande parte dos brasileiros almejam ser gerentes e diretores e, muitos deles se escondem atrás de cargos para não se arriscarem nas tomadas de decisão.
Mas existe uma luz no fim do túnel. O estilo de gestão descentralizado da Semco, de Ricardo Semler é um grande exemplo disso e, com a internet e a economia de serviços digitais em alta, a horizontalização dos organogramas em pouco tempo será um passo natural da evolução.
Sendo assim, a recomendação que fica é: entenda que a autonomia e confiança no ser humano precisa ser um dos principais pilares da sua organização para que, com isso, as pessoas sintam prazer em vestir a sua camisa, onde quer que elas estejam.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 15/02/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/a-empatia-e-a-sua-ferramenta-de-produtividade-mais-poderosa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Aprendendo a viver com a dúvida


O peso da dúvida e a certeza de não controlarmos o futuro nem o mundo pode tirar as pessoas dos seus objetivos. Aprenda a conviver com as incertezas da dúvida

A dúvida é uma realidade na vida de muitas pessoas: empreendedores, funcionários, pais de famílias e muito provavelmente, de todas as pessoas que estejam vivar nesse momento.
Muitas vezes nos sentimos como fraudes de nós mesmos, vivendo com o peso da incerteza e com isso temos uma (falsa) crença geral de que a chave para ser bem sucedido na vida exige a superação de todos os vestígios de dúvida.
Mas, essa não é uma crença verdadeira.
Ela é jogada sobre nós por palestrantes motivacionais que giram a roda do empreendedorismo como uma simples questão de sentir-se bem e autoestima, afim de vender seus produtos.
Todos nós carregamos conosco o peso das dúvidas.
Todos nós carregamos conosco o peso das dúvidas.

A grande maioria dos empreendedores nunca vai superar a sua dúvida

Na verdade, o dia em que superarmos todas as nossas dúvidas será provavelmente o dia em que iremos nos tornar cegos pelos nossos delírios de natureza e controle.
O que os empreendedores realmente precisam fazer é aprender a conviver com a dúvida. Aprender a viver com a dúvida, ser capaz de aceitar a dúvida é uma coisa muito poderosa pois permite que continuemos a questionar suposições e ainda avançar em face às incertezas.
Um dos efeitos colaterais negativos de esmagar a cultura que cada um tem em si é que, normalmente, isso vem acompanhado de uma forte dose de falsa confiança.
As pessoas que pensam assim vão dizer que você deveria acordar todos os dias como uma espécie de força da natureza pronto para enfrentar o mundo. Só que, muitas vezes, essas são as pessoas mais fracas.
Eles bravejam esse projeto como um disfarce e quando o mundo gira, o que acontece diariamente, eles são geralmente os primeiros a voltarem correndo pra casa, quando a sua falsa auto confiança é atingida por uma realidade de que o que eles fazem pode não dar certo.
Isso causa uma dissonância cognitiva em sua cabeça que só pode ser explicada por inventar falsas desculpas falsas ou abraçando uma auto imagem ilusória de sucesso que não é suportada na sociedade.
Por outro lado, aquelas pessoas que aprendem a conviver com a dúvida estão certas apenas de que o futuro virá. E que esse futuro é maleável.

Ninguém é 100% auto confiante

E é esta a capacidade de lidar com a dúvida que não só permite um empreendedor de experimentar, mas permite também que ele se adapte às novas circunstâncias.
Como empreendedor é bem lógico que a dúvida assole o seu comportamento. Você não sabe para onde está indo ou o que o futuro lhe reserva. Você optou por navegar em águas desconhecidas…
Mas, mesmo com essas incertezas batendo à sua porta você ainda está rumando para a frente, enquanto grande maioria das pessoas que parecem tão seguras de si estão de volta em terra firme.
Muitas pessoas pensam que a dúvida torna as pessoas fracas. Mas é o contrário, é a capacidade de viver com a dúvida que faz as pessoas serem fortes.
Aqueles que precisam da segurança de um futuro previsível, ou não podem deixar a sua auto imagem inflexível de quem são, ou o que supostamente acha que estão presos pela certeza daquilo que buscam.
Estas são as pessoas que você vê subindo escadas corporativas, ou sentadas em conferências procurando garantias e pílulas mágicas nos oradores dos palcos.
Estas são as pessoas que você vê colocando a palavra empreendedor, mas que sempre têm uma desculpa para isso de que não podem parar de trabalhar todos os dias e se arriscarem.
Pior de tudo, estas são as pessoas quem enganaram a si mesmas em acreditar que elas têm todas as respostas e as anunciam tão alto que os outros acabam sendo cegados por eles.

Não se engane, a dúvida sempre vai existir. Portanto, aprenda a dribá-la

Considere que o que Bruce Lee disse sobre artistas de segunda mão que cegamente seguem ou aceitam o outro como padrão.
Como resultado, a sua ação e, mais importante do que isso, o seu pensamento, se tornam mecânico.
Suas respostas se tornam automáticas, de acordo com os padrões estabelecidos, tornando as pessoas estreitas e limitadas.
Este é o destino daqueles que exigem a certeza de respostas claras e regras estabelecidas. Este é o destino daqueles que não querem ou não podem viver com a dúvida.
Não deixe o peso da dúvida e as incertezas façam com que você perca o rumo.
Não deixe o peso da dúvida e as incertezas façam com que você perca o rumo.

Não deixe que a dúvida impeça você de fazer o certo

Hoje estamos voltando do feriado de carnaval. Dizem as más línguas que, agora o ano começa pra valer no Brasil.
Sabemos que isso é uma ilusão e que tem muita gente trabalhando para mudar a sua realidade desde o dia 02 de janeiro.
Por isso, não permita que a dúvida tome conta da sua jornada, muito menos permita que ela ofusque a sua visão, manchando as suas perspectivas e metas para o primeiro trimestre.
Parabéns a você que, está batalhando pelos seus propósitos desde janeiro e, feliz ano novo, se você está começando atrasado o seu ano de 2013 agora.


Fonte: Jornal do Empreendedor, 14/02/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/aprendendo-a-viver-com-a-duvida

Por que o empreendedor deve ser “louco”


Referência em tecnologia e inovação, Salim Ismail explica porque essa característica é imprescindível para o brasileiro empreender.
Desde a segunda metade dos anos 2000, o Brasil vem crescendo em um ritmo muito alto. A economia nacional tem se destacado a níveis mundiais, ao passo que o poder de compra do cidadão brasileiro aumentou bastante nos últimos anos. A ascensão do país é uma onda que, para ser surfada, precisa de verdadeiros empreendedores ávidos por mudança e dispostos a testar suas ideias sem medo de falhar. Quem faz essa provocação é Salim Ismail, fundador da Singularity University e referência mundial em inovação e tecnologia.
Durante a sua participação na Campus Party Brasil 2013, ele mostrou como o Estado ainda tem uma forma de previsão de futuro linear, que não acompanha o avanço tecnológico mundial. “Nosso mundo não está preparado para essa rápida evolução. Todos os nossos sistemas, judiciais, educacionais, legais, políticos, estão baseados em 200 anos atrás.”
As formas de relações entre as pessoas têm mudado muito com a presença cada vez mais forte das redes sociais no dia a dia de todos. “O mundo está cada vez menos analógico. A nossa comunicação é essencialmente digital – o seu perfil no Facebook é mais importante do que as roupas que você está vestindo hoje”, garante.
Outro ponto ressaltado pelo investidor é o fato de que, com o aumento de investimentos externos no país nos últimos anos, tornou-se possível testar soluções e ideias, como acontece no Vale do Silício, berço do empreendedorismo norte-americano. Usar o modeloLean Startup, por exemplo, no qual você testa o seu produto ou serviço antes de colocá-lo no mercado, é altamente recomendável por Salim, que acredita que o próximo Steve Jobs será brasileiro.
Ainda em sua participação na feira, o americano mostrou algumas ideias inspiradoras para empreendedores brasileiros. Uma delas veio de um ex-aluno seu na Singularity University: Miguel Angel Luengo-Oroz criou oMalariaSpot.org, um jogo que permite o diagnóstico de malária em 20 minutos a partir de uma amostra sanguínea. Ao todo, foram quase 300 mil casos detectados pela plataforma. Outro exemplo foi oquadricóptero criado por Paul Wallich, um robô que acompanha o seu filho até o ponto de ônibus todos os dias antes da aula.
Esse tipo de proposta revolucionária parece estar longe de boa parte dos empreendedores no Brasil, certo? Errado. Segundo Salim, com o crescimento e barateamento da tecnologia – como as impressoras 3D, que prometem diminuir drasticamente o custo de produção de diversos produtos –, em pouco tempo ficará mais claro como pegar essa onda das novas tecnologias que prometem mudar a forma como encaramos o mundo e resolvemos nossos problemas.
Para isso, o especialista recomenda: “Sejam loucos, por favor! É a geração de vocês que vai consertar o que a minha estragou. Sintam-se animados quando enfrentarem um problema, pensem nas tecnologias que vocês podem utilizar e resolvam os impasses que o mundo tem hoje”.
Sobre a Singularity University
Singularity University é uma instituição de ensino localizada no Vale do Silício, nos Estados Unidos, que trabalha para educar e inspirar líderes que entendam os problemas do mundo e consigam facilitar o desenvolvimento de tecnologias e soluções que resolvam os principais problemas da humanidade nos dias de hoje. Empreendedorismo, Direito, Nanotecnologia e Estudos Futuros são exemplos disciplinas estudadas na universidade.


Fonte: Endeavor MAG, 13/02/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/aprendendo-a-ser-empreendedor/por-que-o-empreendedor-deve-ser-louco