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segunda-feira, 7 de julho de 2014

35 sinais de que está na hora de você começar seu negócio


E essa aqui foi feita para você, que precisa de motivação. Eles listaram 50 sinais de que está na hora de você sair da sua zona de conforto e empreender. Nós diminuímos para 35 e adaptamos algumas. Veja e inspire-se:

1) Você está sempre pensando
2) Você é apaixonado
3) Você é independente
4) Você é motivado
5) Você é organizado
6) Você realmente sente necessidade de ajudar pessoas
7) Você está certo de que pode fazer uma empresa melhor
8) Você se sente preso a seu trabalho
9) Você sente necessidade de provar sua visão
10) Você sabe que você é especial
11) Você sempre quis ser seu chefe
12) A sua área de atuação está com poucos empregos
13) Você está disposto a correr riscos
14) Você não aguenta mais rotina
15) Você tem uma exemplar ética de trabalho
16) Você sempre vê o potencial das coisas/pessoas
17) Você sente uma necessidade de ter sucesso financeiro
18) Você quer criar empregos
19) Você sente que pode criar um produto ou serviço que ainda não foi desenvolvido
20) Você quer montar seu próprio calendário
21) Você é criativo
22) Você inspira as pessoas
23) Você quer construir um legado para seus filhos
24) Você não se importa de colocar a mão na massa
25) Você está disposto a fazer “o trabalho difícil” que muitas vezes as pessoas não têm coragem
26) Você está procurando um novo desafio
27) Você está apto a resolver problemas
28) Você consegue ser multitasking
29) Você conhece pessoas talentosas
30) Você se relaciona bem com pessoas
31) Você questiona “se não agora, quando?”
32) Você é aventureiro
33) Você tem diferentes habilidades
34) Você tem uma visão única de mercado
35) Você sempre quis fazer algo que gosta

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Fonte: Site www.jornaldoempreendedor.com.br
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que a moda do “ganhe dinheiro agora” está fazendo com o sonho dos empreendedores

Fonte: www.jornaldoempreendedor.com.br
17 de outubro de 2013

Se você vive na internet já deve ter se dado conta de uma série de soluções que estão surgindo todos os dias prometendo ganhos financeiros extraordinários. Com o empreendedorismo bombando no Brasil, muitas pessoas estão investindo em cursos, treinamentos e empresas para fazer parte do maior movimento pró-empreendedorismo já visto no nosso país. O problema é que existe um sabor de “faz de conta” e de “sonho” em toda essa propaganda veiculada distraindo a maior parte dos empreendedores iniciantes.

 Para se construir empreendedor acredito que seja preciso passar por quatro estágios antes de começar a “acertar a mão”:

1. O primeiro estágio é o da busca pela liberdade, onde o empreendedor se vê em uma situação insuportável da vida e quer a liberdade. O problema é que neste estágio, o empreendedor pensa que é o dinheiro que lhe dará a liberdade e investe pesado em alternativas rápidas para solucionar o seu problema. 2. No segundo estágio, o empreendedor está frustrado com suas escolhas anteriores e vive o conflito entre o possível e o impossível, comparando a sua capacidade de empreender com a de outros empreendedores que atingiram os objetivos que ele almejava. Aqui ele faz uma busca por mais informação e procura se conectar a pessoas com menos marketing e mais resultados.

3. Informado e já “gato escaldado”, o empreendedor agora busca a liberdade tentando alinhar uma boa ideia a um bom modelo de negócios e as suas paixões. Entretanto sofre tendo e implementando várias ideias que não dão certo porque ele ainda acredita que é fazendo mais que se produz mais resultados.

4. Passadas algumas falências, quando chegou neste estágio, o empreendedor compreendeu que o importante é pensar na sua carreira e nos seus negócios a longo prazo. Já testemunhou que 20% das suas ações são as que produzem 80% dos resultados e entendeu que é preciso ter mais do que um bom plano de negócios nas mãos para dar certo. É preciso ter tesão pelo trabalho que faz.

Nos estágios 1 e 2 estamos mais propensos a nos distrairmos com as “oportunidades” que aparecem. Apostamos (não investimos) em empresas, cursos e treinamentos que nos mantém presos na nossa classe social na esperança de que alguém nos dê a fórmula mágica que nos livrará de todos os nossos problemas. Eu já estive nessa posição e sei o que é isso, mas atualmente só invisto em cursos, treinamentos e oportunidades que estejam alinhados com:
- os meus talentos, valores e paixões;
- os meus requisitos para empreender; e
- o planejamento da minha carreira e de meus negócios a longo prazo.

 Já comprovei que não adianta investir em algo fora dos meus talentos, valores e paixões porque sempre vai existir alguém mais apaixonado por aquilo que eu investi do que eu e por conta disso fará um trabalho muito melhor. Se for para adquirir competências em um curso ou um treinamento, que seja algo que eu possa somar a minha carreira para fortalecê-la e não apenas distraí-la.

Além disso, tenho requisitos bastante sólidos para tocar os meus negócios que geram meu conforto. Gosto de trabalhar a maior parte do tempo em casa e não gosto de me deslocar em eventos físicos (reuniões, palestras, cursos, etc.), pois prefiro fazer a maior parte do meu trabalho online, até mesmo gerenciando equipe. Logo, seria improdutivo investir em um negócio que precisasse da minha presença física, seja como empresário, educador, palestrante, etc. Eu não me sentiria feliz desempenhando esses papéis.

 Muitas pessoas não tem um planejamento para suas carreiras e negócios e sequer enxergam como pretendem estar trinta anos à frente nas suas vidas. Por esse motivo elas se distraem investindo tempo e dinheiro em coisas que não irão colaborar com a pessoa que desejam ser no futuro. Você não precisa saber o que você vai ter, mas saber quem você quer ser e como você vai viver no futuro é fundamental, pois é este conhecimento que lhe proporcionará a estrutura emocional e intelectual para negar e aceitar esta ou aquela oportunidade.

Ganhe dinheiro agora e prorrogue o seu amanhã
Evite toda a informação e oportunidade que lhe dê algum “macete” para empreender. Esses “macetes” são temporários e não colaborarão com a construção da pessoa que você quer ser no futuro, a não ser pelo fato que lhe darão experiência sobre o que não fazer para empreender.

 O pior é que geralmente as “oportunidades de ganhar dinheiro” chegam até nós por pessoas que usam argumentos péssimos, porém convincentes para empreendedores que estejam no primeiro e segundo estágio, para nos persuadir a entrar na “moda”. Essas pessoas comentariam sobre este artigo, coisas do tipo: “Esse cara quer te sabotar. Ele tem inveja de você. Ele está perdendo uma grande oportunidade. Não passa de um blogueiro sem conhecimento”. Falariam isso de mim e também de todos os seus amigos e familiares que te pedem um pouco mais de paciência e reflexão para fechar a compra da oportunidade que se apresenta.

 Preste atenção em uma coisa. Aliás, muita atenção.

Quando tomamos uma decisão, seja ela qual for, tendemos a justificá-la de alguma forma para demonstrar que fizemos a melhor escolha.

 No livro As Armas da Persuasão, o autor Robert B. Cialdini relata casos onde mulheres voltaram para a casa onde apanhavam dos seus respectivos maridos ao mesmo tempo em que se justificavam das suas escolhas para seus pais e familiares.

Se você fizer uma breve análise das suas piores escolhas, vai perceber que as justificou um dia com plena razão. Adolescentes são “craques” em fazer isso para justificar suas rebeldias.Se você esta em dúvida em investir em uma oportunidade de negócio, de treinamento ou de curso recomendo antes de mais nada a leitura deste livro, pois ele abrirá os seus olhos a respeito do quão tolos podemos ser neste mundo de distrações.

Toda moda é passageira. Sua carreira não.

 Fonte: http://www.jornaldoempreendedor.com.br/empreendedorismo-na-web/novidades-pela-net/o-que-a-moda-do-ganhe-dinheiro-agora-esta-fazendo-com-o-sonho-dos-empreendedores

quarta-feira, 10 de abril de 2013

E se Cristóvão Colombo fosse empreendedor, ele receberia investimento?


Seria difícil convencer o rei da Espanha?

Outro dia estava debatendo sobre como era o empreendedorismo antigamente e como era diferente dos dias de hoje. Imagine se Cristóvão Colombo precisasse de investimento para descobrir a América nos dias de hoje.
Seria algo assim:
- Bom dia majestade, rei da Espanha. Eu tenho uma ideia revolucionária. Vou descobrir um novo caminho para as Índias.
- Sei, como você vai fazer isso?
- Vou navegar para o Oeste
- E quanto isso vai custar?
- Eu preciso de três caravelas, comida e bebida. Eu não sei direito quanto tempo eu vou demorar…
- E você precisa de dinheiro, mas não consegue me calcular o retorno? E se for mais caro do que você imagina? Temos que considerar o risco de o mundo ser plano…Tem gente que acredita nisso. Além de tudo, você pode morrer e isso faz com que o ‘valuation’ diminua…
- Mas majestade, eu tenho tudo planejado, se eu tiver sucesso você vai fazer uma enorme fortuna com o novo caminho para as Índias.
- Me prepara uma planilha com as principais linhas de despesa e receita e uma apresentação para eu levar para o ‘board’
- Ok…
Algum tempo depois:
- Cristóvão, eu falei com o board, e eles aprovaram. Não vai ser tudo o que você pediu, mas dá para tentar
- Obrigado”.
Aí, Cristóvão volta da América e faz outra reunião com o investidor:
- Majestade, eu não descobri o caminho para as Índias, mas eu descobri um novo mundo.
- Então, você falhou!
- Mas majestade, é um novo mundo. Podem ter muitas riquezas. Eu vi ouro em um colar de uma nativa. Preciso de mais recursos para voltar lá.
- Você me pediu dinheiro para ir para a Índia, não conseguiu e ainda me pede mais dinheiro para tentar achar ouro em uma terra que você não conhece. Como você sabe que a nativa não comprou o colar em Paris?
- Majestade, como ela poderia ter ido para Paris?
- Não interessa, não dá para basear uma nova rodada de investimento em um colar de uma nativa. Você falou com ela?
- Ela não fala a minha língua majestade.
- Tá vendo, não temos evidencias de que o modelo de negócio seja sustentável. Dessa vez vai ser difícil o ‘board’ aprovar.
Bom, eu não sou nenhum especialista em história, e tenho certeza que não foi exatamente assim que Cristóvão Colombo descobriu a América, mas eu acho que temos algumas coisas a aprender com ele e com todos os outros empreendedores do passado: eles arriscavam suas vidas em seus projetos. Mesmo sem um plano de negócio elaborado e com pouca evidencia de que o seu projeto podia dar certo, eles iam atrás.
Eles não desistiam de suas ideias facilmente. Os empreendedores e investidores de hoje são muito bitolados no retorno de investimento, na mitigação de risco e na busca de um mercado consumidor. De vez em quando você precisa só das suas próprias convicções para descobrir a América.


Fonte: Estadão PME, 09/03/2013.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Como estar no lugar certo, na hora certa

Entenda a importância de estar no lugar certo quando os clientes buscam pela sua empresa e a influência disso no resultado das vendas

Em 2005, a primeira página do Wall Street Journal dava a notícia de que a Procter & Gamble havia criado um novo cargo executivo, colocando Dina Howell, uma veterana de 20 anos de empresa e estrategista sênior de marketing responsável pelo setor que a P&G chamou de primeiro momento da verdade.
Esse primeiro momento da verdade (ou FMOT, da sigla first moment of truth, em inglês) é quando o consumidor está na sua loja, olhando para o seu produto, seus preços e comparando você com a concorrência.
Nesse momento, no caso da P&G, todos estão em uma prateleira e, nessa pequena fração de segundos, as pessoas tomam a decisão de comprar você ou seu concorrente.
A P&G sentiu que esse era uma parte tão importante do processo de compras e um cliente que precisava que alguém cuidasse disso.

O momento zero da verdade

Hoje, entretanto, o primeiro momento da verdade tem sido usurpado pelo que o Google chama de momento zero da verdade (ou ZMOT, da sigla zero moment of truth, em inglês).
Isso significa que, mesmo antes do cliente chegar à sua loja, ou talvez enquanto ele está na loja e se aproximando da prateleira do supermercado, ele provavelmente vai procurar o produto que está tentando encontrar, tentando rever suas especificações e características, compará-los com outras marcas e produtos e estudar as opiniões disponíveis e até mesmo consultar a opinião de amigos em suas redes sociais.
Em suma, os consumidores passaram a comprar muitos produtos, todos os dias com o mesmo hábito de consumo, sejam os produtos mais baratos (como sabonetes e pastas de dentes), até os mais caros (como carros, casas e apartamentos).
Nas pesquisas, de 70% a 80% dos consumidores americanos afirmam que verificam os comentários dos produtos antes da compra, fazem pesquisas online sobre os produtos depois de um anúncio na TV e usam um smartphone durante o processo de compra em si.
Esses são eventos ZMOT que representam um campo de batalha totalmente novo para o marketing, publicidade e promoção.
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios.

O impacto do ZMOT

A questão que a sua empresa precisa se perguntar, e responder é: a sua marca está adequadamente representada quando o cliente primeiro quer saber sobre você?
Você está lá quando o cliente pede?
Jim Lecinsky, vice-presidente de vendas e serviços do Google nos EUA escreveu um breve, mas extremamente útil, guia sobre “Como Vencer o Momento Zero da Verdade – ZMOT” detalhando as suas perspectivas pessoais e do Google sobre a melhor forma de estar lá quando os clientes quiserem encontra-lo.
Apoiado por uma pesquisa feita pelo próprio Google, o livro mostra passo-a-passo que uma empresa precisa tomar para garantir que a sua marca aparece da maneira correta nos resultados de busca de um cliente, recebe críticas e menções positivas de outros clientes e oferece uma mensagem de venda mais persuasiva para clientes em torno da compra.
Entre outras coisas, os pesquisadores do livro documentaram o quão rapidamente a combinação de smartphones e mídias sociais estão transformando o mundo e as vendas.

O Google é um comportamento padrão

ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
Em 2011, por exemplo, a média de consultas antes de se decidir por uma compra era de 10 fontes de informação, contra 5 fontes consultadas em 2010. Hoje, todas as pessoas online consultam pelo menos alguma informação antes de comprar algo às cegas.
Além disso, o percentual de consumidores que consultam as redes sociais (ou seja, a opinião de amigos e outras conexões) antes da compra duplicou durante o período da pesquisa (2010 e 2011), passando de 19% para 37%.
Na minha opinião isso se encaixa muito bem com a proliferação dos smartphones e é a mais uma prova para a demanda crescente de ferramentas de monitoramento e filtros sociais.
As principais atividades sociais online monitoradas pela pesquisa do Google incluem:
  • Obter uma referência online de um amigo.
  • Tornar-se amigo, ou seguidor de uma marca.
  • Ler blogs e fóruns onde o produto foi discutido.
  • Ver menções sobre a marca em redes sociais.
Você pode pensar que a pesquisa do cliente ainda é feita apenas considerando grandes compras, mas isso é um grande equívoco.
A verdade é que os consumidores de hoje fazem pesquisas desde as menores compras.
A decisão de compra de um produto de lavanderia pode demorar mais do que decidir o lugar para passar as férias, mas as pessoas estão investindo seu tempo investigando abas as decisões.
Lecinski enfatiza que o advento do smartphonetablets e dispositivos móveis também têm mudado drasticamente o caráter das buscas online das pessoas para obter informações.
Por exemplo, enquanto 20% das buscas em todo o Google são locais, 40% das buscas móveis são locais.



O que você precisa aprender com isso

Ao estar no topo dos resultados de busca, você permite que as pessoas consigam encontrar você ainda mais facilmente. No mobile, uma queda da primeira para a quarta posição pode reduzir a sua taxa de cliques em 90%.
Apesar de parecer um assunto batido e já passado, o ZMOT ainda é ignorado por grande parte de micro, pequenos empreendedores e profissionais liberais.
Porém, é a internet hoje a grande influenciadora de compras e, a pesquisa pela reputação de uma empresa já se tornou um hábito entre os brasileiros.
A conclusão que podemos tirar com isso é: a sua empresa, seja ela pequena ou grande, precisa estar lá na hora que alguém pesquisa sobre você, preferencialmente com elogios ao seu trabalho.
Caso contrário, se a concorrência, ou as suas reclamações no ReclameAqui aparecem na sua frente, é um péssimo sinal.
A lição de casa é: aprenda a cuidar da sua imagem e reputação online da mesma maneira que você cuida do seu PDV e da fachada da sua loja.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 27/03/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/como-estar-no-lugar-certo-na-hora-certa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Talentos femininos transformam o empreendedorismo


Grandes mudanças no cenário empreendedor brasileiro devem-se à presença feminina no mercado.
À luz de alguns dados, pode-se perceber uma nova e marcante presença na cena empreendedora, que está mudando as características desse mercado. Uma pesquisa realizada pela Endeavor em 2011, a primeira no mundo sobre empreendedores inovadores que considerou diferenças entre gêneros, mostra que empresas inovadoras e de alto crescimento lideradas por mulheres têm mais facilidade em atrair e reter talentos, item considerado o maior entrave de qualquer empreendedor.
“É preciso que as instituições de fomento aprendam a lidar com o jeito diferente de fazer negócios das mulheres. Afinal, um levantamento recente do Global Entrepreneurship Monitor mostrou que 51% dos empreendedores brasileiros são do sexo feminino”, diz Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor.
Outro dado relevante apontado pela pesquisa indica que as mulheres agregam mais inovação do que os homens ao setor de serviços, área que representa cerca de 60% do PIB do Brasil. “O IBGE mostra que o setor de serviços é o maior gerador de empregos formais do país. Em uma área em que as mulheres mais inovam, é natural esperar que elas tenham um potencial maior de crescer rapidamente”, observa Amisha.
A experiência de Lucy Onodera, diretora geral daOnodera, rede de clínicas de estética corporal e facial, sustenta a afirmação. Motivada pelo exemplo de sua mãe, que começou a empreender 30 anos atrás, “quando eram pouquíssimas as mulheres em posições de liderança”, ela se envolveu aos 19 anos com os negócios da família e hoje, aos 31, entende que as mulheres têm uma sensibilidade maior para lidar com o cliente, entendê-lo e até “paparicá-lo, às vezes, quando necessário”. E, por mais que Lucy alegue reservas quanto à diferenciação de gêneros, atualmente, 80% de sua rede é administrada por mulheres.
O mesmo acontece na Kapa+ Ecoembalagens, empresa de embalagens ecológicas fundada por Karla Haidar, onde todos os cargos de chefia são ocupados por mulheres. “Apenas o contador e o motorista são homens”, compartilha a empreendedora. “Temos uma facilidade maior para organizar muitas coisas ao mesmo tempo, algo que muitos homens não têm. Talvez por causa de todo o histórico de funções que a gente acumulou”, completa, ao ser questionada sobre a característica mais positiva de suas gestoras.
Para ela, a maior dificuldade está em equilibrar o modelo tradicional de estrutura familiar com a dedicação no trabalho. “Elas são as chefes em casa também, então acabam acumulando as funções ‘do homem’ no trabalho e ‘da mulher’ no lar. O desafio está em passar por tudo isso sem perder a essência, a feminilidade”. E pondera: “Esta não é uma disputa com os homens pelas oportunidades, é uma conquista de espaço”.
Na visão de Maristela Mafei, sócio-fundadora do Grupo Máquina, a grande transformação se deve à mudança de atitude das mulheres das novas gerações, que se preparam cada vez mais para o mercado. “Elas estão mais aptas a se qualificar, em número mais significativo fazendo MBA, recorrem mais aos programas de bolsas de estudo e pesquisa do governo e da iniciativa privada, buscam mais oportunidades de empreender. Estamos assistindo a uma mudança cultural muito grande”, ressalta.
Ela aponta essa característica como uma tendência cada vez mais marcante das novas gerações. “Eu sou da geração 1.0 de empreendedoras. Na época em que eu abri a Máquina, estava na minha quarta empresa. Já tinha empresas, marido, filhos e casa para tocar. Hoje, noto as meninas executivas e empreendedoras da geração 3.0 muito mais criteriosas para fazerem escolhas para si mesmas”, completa.
Uma transformação pontual, segundo Maristela, é a maior valorização da área de comunicação nas empresas, um setor predominantemente ocupado por mulheres. “Até um passado recente, principalmente dentro das grandes corporações, a comunicação não era vista como corebusiness, mas como apoio secundário a outras áreas. (...) Talvez a valorização da área com o passar dos anos tenha a ver justamente com o fato de estarem ocupadas por mulheres, quem sabe”, defende a comunicadora.
Além disso, no que diz respeito ao mercado de trabalho em geral, a avaliação de Maristela é de que, hoje, quando se abre uma vaga de CEO ou de vice-presidente, já é possível ver ao menos uma mulher disputando para dois ou três homens. “Cerca de cinco anos atrás não se via isso”, garante.
Existem, no entanto, tendências que revelam outro cenário. De acordo com um estudo realizado pela agência norte-americana Maternal Instinct, embora elas representem 80% do mercado consumidor, apenas 3% dos cargos criativos são ocupados por mulheres. Uma das razões apontadas para isso é a dificuldade das empresas em proporcionar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Enquanto isso acontecer, desdobra a pesquisa, as mulheres continuarão sendo levadas a fazer esse tipo de escolha, e o mundo permanecerá desprovido de seus talentos particulares.

Fonte: 11/03/2013.

http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/talentos-femininos-transformam-o-empreendedorismo

quarta-feira, 6 de março de 2013

Por que você empreende?


Negócios que priorizam o impacto social, e não o lucro, têm cada vez mais possibilidade de êxito com o aumento das demandas na base da pirâmide.
De tão novo o modelo, nem mesmo o seu conceito está estabelecido. Negócio social, empresa social, negócio inclusivo e negócio voltado para a base da pirâmide são alguns dos nomes criados pelas organizações envolvidas com essa tendência de mercado. Apesar da indefinição, o objetivo é um denominador comum: “utilizar estratégias de negócio para melhorar a qualidade de vida das pessoas de baixa renda”, como definiu Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures, em artigo intitulado Negócios Sociais: um modelo em evolução.
O debate em torno da conceituação também não interfere na força do fenômeno. Com presença cada vez mais marcante na sociedade a partir da segunda metade dos anos 2000, os negócios que têm como prioridade o impacto social, e não o aumento do lucro, destinam uma visão otimista a estatísticas negativas em sua origem e, por meio de diferentes estratégias, procuram exercer sobre elas uma mudança positiva. No caso do Brasil, por exemplo, 80% da população compõe a base da pirâmide, ou seja, vive com baixa renda e acesso limitado a saúde, educação e outros serviços básicos de qualidade.
No cenário global, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 39% da população mundial não dispõe de saneamento básico, enquanto mais de 2,6 milhões de jovens entre 10 e 24 anos morrem a cada ano por doenças que poderiam ser prevenidas. Indo mais além, embora o número de usuários de internet nos países em desenvolvimento tenha dobrado entre 2007 e 2011, apenas 25% desse total tem acesso à rede.
Esses são apenas alguns números que representam os grandes desafios da sociedade e, ao mesmo tempo, se traduzem em oportunidades para empreendedores de diversos setores. “Está cada vez mais claro que as soluções para essas questões não podem depender apenas do poder público”, defende Safiri Felix, co-fundador do TreinaLink, uma plataforma de qualificação profissional voltada para a população de baixa renda. Por isso mesmo, pondera ele, “é enorme a possibilidade de êxito e escala de iniciativas inovadoras, capazes de suprir essas lacunas, apresentadas pelo mercado”.
Para Camilla Junqueira, coordenadora do projetoVisão de Sucesso, realizado pela Endeavor Brasil em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Itaú, ainda existe um mito de que gerar impacto social positivo é “coisa de ONG”. “Se você quer impacto, vai para ONG, se quer dinheiro, vai para empresa. Mas isso está acabando. Está surgindo todo um setor que propicia o investimento em negócios de impacto e, portanto, retorno financeiro”, observa.
Ainda a seu ver, as empresas estão tomando consciência de seu papel na sociedade. “Os movimentos deresponsabilidade social dentro das empresas já são praticamente obrigatórios. Mas por que não torná-los integrais, em vez de apenas parte da empresa? Uma empresa com uma intenção clara, voltada para o impacto que ela causa na sociedade, tem muito mais chance de ser bem-sucedida neste trajeto. E, quando eu falo bem-sucedida, não digo só financeiramente, mas não colocando o lucro acima do impacto. O grande desafio é chegar neste equilíbrio.”
Conforme reflete Rebeca Rocha, coordenadora do pólo brasileiro do Instituto Aspen, o imprescindível é que todas as organizações tenham consciência do espaço que ocupam e das suas necessidades. “Qual é o seupoder de influência? O que você pode fazer junto ao governo para a sua empresa ser cada vez mais relevante? Esta reflexão traz valor, e, em um futuro breve, clientes escolherão o seu produto e serviço no lugar de um convencional”, propõe.
Derrubar algumas crenças tradicionais do mundo dos negócios e provar que dá para seguir esse caminho é a chave para a consolidação desse tipo de empreendimento. “Todo esse setor está tentando se provar, mas uma das maiores dificuldades é o fato de ainda não haver grandes exemplos. É aí que entra o Visão de Sucesso”, pontua Camilla, lembrando o papel do projeto neste processo: apoiar o desenvolvimento de negócios voltados para a base da pirâmide e disseminar esses exemplos para o mercado tradicional. “Mostramos para o empreendedor que ele pode olhar para esse setor e enxergar a oportunidade de gerar um impacto mais direto e, ainda assim, ter um negócio lucrativo.”
 Fonte: Endeavor MAG, 06/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/oportunidades-de-negocios/por-que-voce-empreende

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

6 lições de liderança com os maiores presidentes da história


Entenda o que podemos aprender sobre liderança com os governos dos presidentes que marcaram história


Essa semana foi comemorado nos EUA o dia do presidente.
Como o Brasil apresenta uma história recente de ditadura, em que a persuasão era feita pela força, e uma transição democrática duvidosa iniciada por Collor, FHC e depois Lula, vamos ver o que podemos aprender sobre empreendedorismo com os maiores presidentes da história.
“O principal negócio da presidência moderna é a persuasão – convencer as pessoas a fazer as coisas que elas realmente deveriam fazer, mas não necessariamente querem fazer – o que não é tão diferente da missão de vender um produto ou serviço”.
É o que diz o historiador Richard Norton Smith, ex-presidente de bibliotecas de 6 presidentes e autor de “Thomas E. Dewey and His Times”, finalista do prêmio Pulitzer de 1983.
Sendo assim, aqui vão 6 lições do que podemos aprender com alguns dos mais célebres presidentes americanos, cada um ilustrando seu método peculiar de comunicação.

#1. Aponte grande, mas seja específico

John Kennedy pensou grande o suficiente para levar o homem à Lua.
John Kennedy pensou grande o suficiente para levar o homem à Lua.
John Kennedy transformou com sucesso o seu objetivo de colocar o homem na lua até o final da década de 1960, a partir da ideia de uma realidade possível.
De acordo com Douglas Brinkley, autor e professor de história daRice University, Kennedy tinha uma boa abordagem de vendas, dizendo que era possível vencer a União Soviética.
Quando ele disse “que podemos vencer” ele capturou a atenção e a imaginação das pessoas. Mas foram os detalhes, bem como o seu plano específico, que deram aos políticos e aos americanos algo a perseguir.

Lição para os empreendedores

As empresas precisam se perguntar “qual é a nossa viagem à lua?”, e em seguida trabalharem em um quadro de estratégia e de tempo específico para que a viagem aconteça.
Pense sobre o que é grande e ousado e o que sua empresa pode fazer a respeito e faça. Além disso, um cronograma é extremamente importante, porque significa mais do que promessas vazias.

#2. Saia entre as pessoas

Franklin D. Roosevelt sofreu de poliomielite e passava os verões em tratamento no Georgia Warm Springs Foundation aonde ele pode se relacionar com alguns dos americanos mais pobres do país.
Franklin Roosevelt é exemplo de um presidente que saiu e escutou as pessoas. Isso foi o responsável por várias das suas ideias sobre o New Deal.

Lição para os empreendedores

Nesta época de videoconferências via Skype é fácil para empreendedores e vendedores perderem o contato pessoal que é muito importante na construção de relacionamentos.

#3. Conte bem a sua história

Abraham Lincoln sabia muito bem contar boas histórias.
Abraham Lincoln sabia muito bem contar boas histórias.
As melhores histórias são as mais ensaiadas. A história de Abraham Lincoln em seu vagão de trem ensaiando o seu discurso de Gettysburg é lendária.
Em seus discursos e conversas, Lincoln ainda era capaz de citar longas passagens da Bíblia, fábulas de Esopo e outros livros que devorava com o apetite de uma criança.

Lição para os empreendedores

A propensão de Lincoln para a memorização serviu muito bem ao seu propósito. Principalmente quando ele estava se dirigindo a chefes de Estado, membros do gabinete ou ao povo americano.
Conhecer o seu discurso de vendas para a ponto de poder proferi-lo dormindo e antecipar-se a todas as perguntas é a chave para os sucessos nos negócios.

#4. Um plano memorável requer um longo caminho

“A única coisa que temos a temer é o próprio medo. Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pelo seu país”. Franklin Roosevelt e John Kennedy.
Não há nada tão eficaz como uma mensagem simples, mas memoráveis como essas 2 frases icônicas. Com uma retórica poderosa, os 2 presidentes agitaram as suas gerações para a ação.

Lição para os empreendedores

Se alguém escutou o que você disse e não pode repetir nem uma palavra do que foi dito, o que foi dito não serviu para nada.
E isso pode valer para o discurso de um presidente, na campanha de marketing de uma empresa, ou uma apresentação de vendas.

#5. Coloque o lado humano nas coisas

Lyndon Johnson soube usar a sua história e suas dificuldades a seu favor.
Lyndon Johnson soube usar a sua história e suas dificuldades a seu favor.
Quando Lyndon Johnson tentou vender as suas reformas doGreat Society para o povo americano, ele usou a própria experiência de ter crescido em meio à pobreza para humanizar o programa.
As histórias fundamentadas na sua experiência no Texas deu vida às estatísticas e programas como o Head Start assumiu uma dimensão totalmente nova.

Lição para os empreendedores

Seja você um presidente que tenta vender uma ideia, ou um empreendedor tentando vender um produto, utilizar as suas experiências de vida podem adicionar um tanto de profundidade à apresentação.
É possível fazer muito mais quando nos conectamos com as pessoas primeiro emocionalmente e apenas depois disso, intelectualmente.

#6. Não há nenhum substituto para a personalidade

Se Kennedy amolecia os repórteres facilmente com o seu senso de humor, ou Ronald Reagan usava o seu poder de persuasão para empurrar suas políticas ao Congresso, o carisma dos 2 foram fundamentais para o sucesso.
Não importa qual é a mensagem quando ela é entregue com charme, inteligência e integridade.

Lição para os empreendedores

Não importa o que você está lançando, o seu apelo pessoal pode ser tão importante quanto a qualidade e preço do seu produto.
Além de vender suas visões políticas, os presidentes foram capazes de vender a si mesmos. E isso vale muito para os empreendedores.

Fonte: 26/02/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/6-licoes-de-lideranca-com-os-maiores-presidentes-da-historia

É hora de mudar o jogo


Desde a fase inicial da sua empresa, o empreendedor está sujeito a mudanças que, muitas vezes, não dependem dele. Veja como lidar com elas.
Quantas vezes você já se deparou com situações nas quais teve de mudar o foco, estratégia ou processos da sua empresa devido a algum fator não calculado anteriormente? André Schuartz, fundador daCassinera, empresa que leva a experiência dos cassinos americanos a festas privadas, está ainda no começo de sua carreira como empreendedor, mas revela que já precisou rever o seu mindset diversas vezes.
A própria empresa era algo que parecia impossível no começo, graças ao artigo 50 da Lei das Contravenções Penais da Constituição Nacional, que desde 1946 proíbe jogos de azar, ou seja, o jogo em que o ganho ou perda depende exclusivamente do fator sorte, em lugares acessíveis ao público, mediante pagamento de entrada ou sem. O empecilho foi contornado tornando o lucro proveniente da locação das mesas e não dos jogos.
Antes de aterrissar no Brasil trazendo vigas de madeira, fichas de pôquer, cartas de baralho e trajes de crupiê, André imaginava que seus futuros clientes seriam principalmente aniversariantes, noivos e organizadores de “eventos sociais”. No entanto, ao participar de eventos na casa de diretores e executivos de empresas percebeu o potencial de um novo mercado. “Descobri os eventos corporativos e, em pouco tempo, eles passaram a ser responsáveis por grande parte do nosso faturamento”, conta.
A partir de uma amostra de 100 eventos organizados em um determinado período de tempo, sendo 60 sociais e 30 corporativos, a Cassinera concluiu que esses 30% realizados em organizações representavammais de 70% do lucro total. “Na festa da casa de alguém, você coloca no máximo três ou quatro mesas e nunca é a atração principal; é sempre o aniversariante ou a noiva. Já nas empresas, nós somos as grandes estrelas e levamos mais mesas”, observa.
Outra coisa que o empreendedor teve de mudar no caminho foi a estratégia de divulgação. “Eu acreditava que conseguiria vender o meu produto com a ajuda dos amigos como sócios. Acontece que, embora a grande maioria achasse a proposta divertida, não acreditava que eu conseguiria monetizar o negócio. Então, parti para a mídia espontânea, e deu certo”, revela.
André percebeu que seus clientes mais rentáveis eram as empresas.
Depois de expandir a sua atuação na cidade de São Paulo, André sonhou mais: queria chegar a outros polos econômicos do Brasil. Consumidores potenciais, que ficaram conhecendo o trabalho da Cassinera, começaram a reclamar da falta de operação da empresa fora do Sudeste. “Era uma queixa comum de nossos clientes, que não conseguiam fazer um evento social de pequeno porte em outra região do país”, comenta André. No entanto, os preços que teria de cobrar pelo mesmo serviço prestado na capital paulista seriam imensamente maiores dependendo da região. “Um evento aqui custaria 6 mil reais, enquanto no Nordeste, por exemplo, o preço mudaria para 18 mil”, compara. “O custo do deslocamento das mesas e da equipe, alimentação e estadia é muito alto. O tempo que a mesa passa fora de São Paulo também é cobrado.”
A próxima manobra de André, ainda em fase de testes, para tornar viável a aposta e alcançar o objetivo de expansão foi optar por franquias. “Começamos em Florianópolis, como uma experiência para avaliar em 2012. Agora, já faz parte de nossas metas de 2013 expandir para outros centros do país. Queremos chegar a 25 cidades”, destaca o empreendedor, alertando que este é apenas o começo de uma empresa promissora em território nacional. “Esse é o nosso objetivo, mas ainda estamos no começo do jogo, dando as cartas.”

Fonte: Endeavor MAG, 26/02/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/aprendendo-a-ser-empreendedor/e-hora-de-virar-o-jogo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ex-faxineiro que virou empreendedor lança livro em que conta a sua trajetória de sucesso


Davi Moreti/Divulgação
Davi Moreti/Divulgação
Livro "Como assim?!" conta trajetória de Tedd Albuquerque
Foi com apenas seis anos que Ednelson José da Rocha Albuquerque, o Tedd Albuquerque, teve sua primeira "ideia empreendedora". Como sua mãe não tinha dinheiro para pagar a entrada do circo, ele resolveu montar a própria apresentação no quintal da casa em Barreiros, no interior de Pernambuco, para ganhar alguns trocados. Hoje, com 48 anos, Tedd está a frente do movimento Como assim?!, que é composto pela feira do Shopping Center 3, na Avenida Paulista, e de uma galeria na Praça Benedito Calixto.
A trajetória do empreendedor está narrada no livro "Como Assim?!... A ideia que mudou a vida de milhares de pessoas e revolucionou a Economia Criativa do Brasil", lançado no fim do ano passado, pela editora Biografia. O caminho até a vida de empresário não foi fácil. Depois das apresentações de  circo, Tedd ainda trabalhou na feira vendendo frutas e com oito anos passou a lavar os carros dos clientes que iam até a sua casa em busca dos serviços de manicure da irmã.
No interior, chegou a trabalhar no banco, mas resolveu fazer faculdade em Recife - não chegou a concluir na época por falta de dinheiro. "Não consegui emprego em Recife, mas não queria voltar para a minha cidade e começar tudo de novo. Resolvi ir para São Paulo, uma cidade onde não conhecia ninguém e podia começar do zero", conta.
Em São Paulo, trabalhou como carregador de móveis, garçom e lavou pratos até conhecer a então deputada Ercy Ayala. Ela se sensibilizou quando Tedd começou a chorar quando a garrafa de whisky que ele servia foi quebrada.
"Uma garrafa de whisky Buchana´s era como se fosse um trabalho de três fins de semana. Comecei a chorar e ela me deu um cartão de visita e pagou a garrafa. Fui indicado para trabalhar em uma empresa de informática como assistente de importação", lembra. Para ajudar a pagar as contas, o empreendedor ainda trabalhou como faxineiro.
Novas áreas. Tedd começou a viajar para o Paraguai para fazer compras nos fins de semana e depois passou a trabalhar na área de turismo. Durante um congresso, o empreendedor teve a ideia de promover um encontro de mulheres na política. Chegou a realizar oito edições.
Mas foi durante uma de suas viagens, na Inglaterra, que ele conheceu Camden Town. "Fiquei encantado com esse espaço e fiquei com a ideia na cabeça de promover isso no Brasil, de reunir criadores", conta. De uma ação social no Conjunto Nacional, a feira de criadores se instalou aos domingos em um estacionamento localizado na esquina das ruas Haddock Lobo e Alameda Santos aos domingos. Em 2000, a feira foi transferida para o Shopping Center 3. Atualmente, os 217 expositores movimentam em torno de R$ 5 milhões por mês.
O movimento Como Assim?! também está presente na Praça Benedito Calixto, com um espaço para os 46 criadores exporem seus trabalhos, além de uma restaurante. Tedd também planeja a inauguração de uma área fitness, voltada para estética e saúde.
Nome. De tanto ouvir a indagação "Como assim?!", Tedd resolveu adotá-la como nome do movimento. "Quando começamos no estacionamento, só aos domingos, as pessoas chegavam na segunda e falavam: como assim? Cadê a feira que estava aqui? Quando eu explicava que tinha moda, circo e outras artes do espaço, as pessoas também falavam: mas como assim, não é uma feira? Foi um nome que pegou", explica Tedd.


Fonte: Estadão Pme, 24/02/2013.
http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,ex-faxineiro-que-virou-empreendedor-lanca-livro-em-que-conta-a-sua-trajetoria-de-sucesso,2718,0.htm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Empreendedorismo de cabelos brancos



O senso comum traduz geralmente uma percepção correta da realidade. Mas nem sempre. Muitas vezes a realidade é contra intuitiva. Por exemplo, o senso comum aponta corretamente o fato de que pessoas ainda jovens são os grandes protagonistas da revolução digital. Casos emblemáticos ilustrados por Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckemberg e Michael Dell. Todos esses foram capazes de desenvolver inovações de ruptura de impacto global ainda na faixa entre 20 e 30 anos.
Baseados nessa premissa, o senso comum imagina que empreendedorismo é igualmente protagonizado pelos indivíduos jovens. Entretanto, nos EUA a realidade é outra. De acordo com pesquisas da Kauffman Foundation, entidade norte-americana que realiza estudos com foco em empreendedorismo, das novas empresas criadas nos EUA em 2011, 21% foi fundada por empreendedores com idades entre 55 e 64 anos.  Além disso, os empreendedores na faixa entre 45 e 54 anos fundaram 28% das novas empresas. Isso quer dizer que as pessoas entre 45 e 64 anos foram responsáveis por 49% das empresas iniciantes, bem acima dos 29% da faixa dos 20 aos 34 anos.
Mas tem mais, high tech não é apenas território exclusivo para jovens empreendedores, conforme sustenta Dane Stangler, diretor de análise e políticas da Kauffman Foundation: “Estamos vendo muitos empreendedores em campos como a tecnologia e engenharia, que estão lançando empresas de peso”… “Eles criaram empresas quando estavam na faixa dos 30 e dos 40 anos e estão fazendo isso de novo.”
O maior protagonismo dos empreendedores de cabelos brancos parece ser uma tendência em aceleração. Um bom indicador é dado pelo fato de que a faixa entre 45 e 54, responsável pela criação de 21% das novas empresas em 2011, foi responsável por 14% das novas empresas em 2007, também de acordo com as pesquisas da Kauffman Foundation.
E você de cabelos brancos – ou carecas como eu! – está nos seus planos uma vida de empreendedor depois dos 45 ou você pensa mesmo é em “sombra, água fresca e botina larga”?

Fonte: Época Negócios, 13/02/2013.
http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/foradacaixa/2013/02/19/empreendedorismo-de-cabelos-brancos/

Livros que me inspiraram a empreender



Mudei de casa este fim de semana e organizando os livros na nova estante encontrei três leituras que me inspiraram a empreender. Sempre desconfiei que livros de administração fossem bastante maçantes até ganhar de uma amiga o divertido “Se você não tem bunda, use laços no cabelo” (Ed. Planeta).  Ele conta a história da norte-americana Barbara Corcoran, que fundou um dos maiores impérios imobiliários em Nova Iorque.
Ela tinha 23 anos quando pegou mil dólares emprestados do namorado e deixou de ser garçonete para começar seu próprio negócio. De origem humilde, Barbara conta no livro que não tinha nenhuma experiência administrativa e que sua gestão foi sempre muito intuitiva, baseada nas lições domesticas de sua mãe, que “administrava” de forma exemplar uma casa com 12 pessoas.
Já contei aqui, baixinho, que desde criança tenho mania de ficar brincando de inventar novos negócios. Quando li “A estratégia do oceano azul” (Ed. Best Seller) me senti menos estranha. Os autores defendem no livro a teoria de que existem inúmeros negócios por serem criados e que antes de empreender deve-se buscar um produto ou serviço que ainda não exista. Adotando essa estratégia, segundo eles, a empresa “navega” sozinha no oceano azul do mercado e se estabelece sem pressão da concorrência que, por analogia, os autores chamam de “oceano vermelho”.
O terceiro livro foi decisivo para minha mudança de vida. Era o meu livro de cabeceira na época em que deixei o jornalismo. Escrito pela inglesa Anita Rodick, fundadora da Body Shop, “Meu jeito de fazer negócios” (Negócio Editora) subverte a visão clássica de administrar uma empresa, propondo uma gestão humana e engajada.
Anita, assim. como Barbara, quebrou velhos paradigmas do mercado e criou uma das empresas de cosméticos mais expressiva do mundo. Resumo aqui a cartilha de Anita para empreender um negócio que faça a diferença:
1 – A visão de algo novo e a crença de que isso é tão forte que será uma realidade;
2 – Um toque de loucura;
3 – Habilidade para destacar-se na multidão;
4 – Habilidade de ter idéias novas, até conseguir uma solução;
5 – Otimismo patológico;
6 – O conhecimento claro de como fazer as coisas;
7 – Experiência de vida prática: a maioria dos empreendedores que conheci tinha o desejo espontâneo de mudança social;
8 – Criatividade;
9 – A habilidade de combinar tudo isso de maneira eficiente. No meu caso, tornar-me uma empreendedora foi o resultado da combinação de qualificações que eu tinha e de criar uma existência. Por isso, não posso acreditar que o caminho esteja em procurar uma faculdade e estudar empreendedorismo com um professor notável;
10 – E finalmente, todo empreendedor é um grande contador de histórias. E nas histórias contadas está o que nos diferencia.


Fonte: Estadão PME, 20/02/2013.
http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/livros-que-me-inspiraram-a-empreender/