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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Hábitos das pessoas mais ricas do mundo


35 sinais de que está na hora de você começar seu negócio


E essa aqui foi feita para você, que precisa de motivação. Eles listaram 50 sinais de que está na hora de você sair da sua zona de conforto e empreender. Nós diminuímos para 35 e adaptamos algumas. Veja e inspire-se:

1) Você está sempre pensando
2) Você é apaixonado
3) Você é independente
4) Você é motivado
5) Você é organizado
6) Você realmente sente necessidade de ajudar pessoas
7) Você está certo de que pode fazer uma empresa melhor
8) Você se sente preso a seu trabalho
9) Você sente necessidade de provar sua visão
10) Você sabe que você é especial
11) Você sempre quis ser seu chefe
12) A sua área de atuação está com poucos empregos
13) Você está disposto a correr riscos
14) Você não aguenta mais rotina
15) Você tem uma exemplar ética de trabalho
16) Você sempre vê o potencial das coisas/pessoas
17) Você sente uma necessidade de ter sucesso financeiro
18) Você quer criar empregos
19) Você sente que pode criar um produto ou serviço que ainda não foi desenvolvido
20) Você quer montar seu próprio calendário
21) Você é criativo
22) Você inspira as pessoas
23) Você quer construir um legado para seus filhos
24) Você não se importa de colocar a mão na massa
25) Você está disposto a fazer “o trabalho difícil” que muitas vezes as pessoas não têm coragem
26) Você está procurando um novo desafio
27) Você está apto a resolver problemas
28) Você consegue ser multitasking
29) Você conhece pessoas talentosas
30) Você se relaciona bem com pessoas
31) Você questiona “se não agora, quando?”
32) Você é aventureiro
33) Você tem diferentes habilidades
34) Você tem uma visão única de mercado
35) Você sempre quis fazer algo que gosta

The post 35 sinais de que está na hora de você começar seu negócio appeared first on Startupi.com.br.

Fonte: Site www.jornaldoempreendedor.com.br
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que a moda do “ganhe dinheiro agora” está fazendo com o sonho dos empreendedores

Fonte: www.jornaldoempreendedor.com.br
17 de outubro de 2013

Se você vive na internet já deve ter se dado conta de uma série de soluções que estão surgindo todos os dias prometendo ganhos financeiros extraordinários. Com o empreendedorismo bombando no Brasil, muitas pessoas estão investindo em cursos, treinamentos e empresas para fazer parte do maior movimento pró-empreendedorismo já visto no nosso país. O problema é que existe um sabor de “faz de conta” e de “sonho” em toda essa propaganda veiculada distraindo a maior parte dos empreendedores iniciantes.

 Para se construir empreendedor acredito que seja preciso passar por quatro estágios antes de começar a “acertar a mão”:

1. O primeiro estágio é o da busca pela liberdade, onde o empreendedor se vê em uma situação insuportável da vida e quer a liberdade. O problema é que neste estágio, o empreendedor pensa que é o dinheiro que lhe dará a liberdade e investe pesado em alternativas rápidas para solucionar o seu problema. 2. No segundo estágio, o empreendedor está frustrado com suas escolhas anteriores e vive o conflito entre o possível e o impossível, comparando a sua capacidade de empreender com a de outros empreendedores que atingiram os objetivos que ele almejava. Aqui ele faz uma busca por mais informação e procura se conectar a pessoas com menos marketing e mais resultados.

3. Informado e já “gato escaldado”, o empreendedor agora busca a liberdade tentando alinhar uma boa ideia a um bom modelo de negócios e as suas paixões. Entretanto sofre tendo e implementando várias ideias que não dão certo porque ele ainda acredita que é fazendo mais que se produz mais resultados.

4. Passadas algumas falências, quando chegou neste estágio, o empreendedor compreendeu que o importante é pensar na sua carreira e nos seus negócios a longo prazo. Já testemunhou que 20% das suas ações são as que produzem 80% dos resultados e entendeu que é preciso ter mais do que um bom plano de negócios nas mãos para dar certo. É preciso ter tesão pelo trabalho que faz.

Nos estágios 1 e 2 estamos mais propensos a nos distrairmos com as “oportunidades” que aparecem. Apostamos (não investimos) em empresas, cursos e treinamentos que nos mantém presos na nossa classe social na esperança de que alguém nos dê a fórmula mágica que nos livrará de todos os nossos problemas. Eu já estive nessa posição e sei o que é isso, mas atualmente só invisto em cursos, treinamentos e oportunidades que estejam alinhados com:
- os meus talentos, valores e paixões;
- os meus requisitos para empreender; e
- o planejamento da minha carreira e de meus negócios a longo prazo.

 Já comprovei que não adianta investir em algo fora dos meus talentos, valores e paixões porque sempre vai existir alguém mais apaixonado por aquilo que eu investi do que eu e por conta disso fará um trabalho muito melhor. Se for para adquirir competências em um curso ou um treinamento, que seja algo que eu possa somar a minha carreira para fortalecê-la e não apenas distraí-la.

Além disso, tenho requisitos bastante sólidos para tocar os meus negócios que geram meu conforto. Gosto de trabalhar a maior parte do tempo em casa e não gosto de me deslocar em eventos físicos (reuniões, palestras, cursos, etc.), pois prefiro fazer a maior parte do meu trabalho online, até mesmo gerenciando equipe. Logo, seria improdutivo investir em um negócio que precisasse da minha presença física, seja como empresário, educador, palestrante, etc. Eu não me sentiria feliz desempenhando esses papéis.

 Muitas pessoas não tem um planejamento para suas carreiras e negócios e sequer enxergam como pretendem estar trinta anos à frente nas suas vidas. Por esse motivo elas se distraem investindo tempo e dinheiro em coisas que não irão colaborar com a pessoa que desejam ser no futuro. Você não precisa saber o que você vai ter, mas saber quem você quer ser e como você vai viver no futuro é fundamental, pois é este conhecimento que lhe proporcionará a estrutura emocional e intelectual para negar e aceitar esta ou aquela oportunidade.

Ganhe dinheiro agora e prorrogue o seu amanhã
Evite toda a informação e oportunidade que lhe dê algum “macete” para empreender. Esses “macetes” são temporários e não colaborarão com a construção da pessoa que você quer ser no futuro, a não ser pelo fato que lhe darão experiência sobre o que não fazer para empreender.

 O pior é que geralmente as “oportunidades de ganhar dinheiro” chegam até nós por pessoas que usam argumentos péssimos, porém convincentes para empreendedores que estejam no primeiro e segundo estágio, para nos persuadir a entrar na “moda”. Essas pessoas comentariam sobre este artigo, coisas do tipo: “Esse cara quer te sabotar. Ele tem inveja de você. Ele está perdendo uma grande oportunidade. Não passa de um blogueiro sem conhecimento”. Falariam isso de mim e também de todos os seus amigos e familiares que te pedem um pouco mais de paciência e reflexão para fechar a compra da oportunidade que se apresenta.

 Preste atenção em uma coisa. Aliás, muita atenção.

Quando tomamos uma decisão, seja ela qual for, tendemos a justificá-la de alguma forma para demonstrar que fizemos a melhor escolha.

 No livro As Armas da Persuasão, o autor Robert B. Cialdini relata casos onde mulheres voltaram para a casa onde apanhavam dos seus respectivos maridos ao mesmo tempo em que se justificavam das suas escolhas para seus pais e familiares.

Se você fizer uma breve análise das suas piores escolhas, vai perceber que as justificou um dia com plena razão. Adolescentes são “craques” em fazer isso para justificar suas rebeldias.Se você esta em dúvida em investir em uma oportunidade de negócio, de treinamento ou de curso recomendo antes de mais nada a leitura deste livro, pois ele abrirá os seus olhos a respeito do quão tolos podemos ser neste mundo de distrações.

Toda moda é passageira. Sua carreira não.

 Fonte: http://www.jornaldoempreendedor.com.br/empreendedorismo-na-web/novidades-pela-net/o-que-a-moda-do-ganhe-dinheiro-agora-esta-fazendo-com-o-sonho-dos-empreendedores

quarta-feira, 27 de março de 2013

Como estar no lugar certo, na hora certa

Entenda a importância de estar no lugar certo quando os clientes buscam pela sua empresa e a influência disso no resultado das vendas

Em 2005, a primeira página do Wall Street Journal dava a notícia de que a Procter & Gamble havia criado um novo cargo executivo, colocando Dina Howell, uma veterana de 20 anos de empresa e estrategista sênior de marketing responsável pelo setor que a P&G chamou de primeiro momento da verdade.
Esse primeiro momento da verdade (ou FMOT, da sigla first moment of truth, em inglês) é quando o consumidor está na sua loja, olhando para o seu produto, seus preços e comparando você com a concorrência.
Nesse momento, no caso da P&G, todos estão em uma prateleira e, nessa pequena fração de segundos, as pessoas tomam a decisão de comprar você ou seu concorrente.
A P&G sentiu que esse era uma parte tão importante do processo de compras e um cliente que precisava que alguém cuidasse disso.

O momento zero da verdade

Hoje, entretanto, o primeiro momento da verdade tem sido usurpado pelo que o Google chama de momento zero da verdade (ou ZMOT, da sigla zero moment of truth, em inglês).
Isso significa que, mesmo antes do cliente chegar à sua loja, ou talvez enquanto ele está na loja e se aproximando da prateleira do supermercado, ele provavelmente vai procurar o produto que está tentando encontrar, tentando rever suas especificações e características, compará-los com outras marcas e produtos e estudar as opiniões disponíveis e até mesmo consultar a opinião de amigos em suas redes sociais.
Em suma, os consumidores passaram a comprar muitos produtos, todos os dias com o mesmo hábito de consumo, sejam os produtos mais baratos (como sabonetes e pastas de dentes), até os mais caros (como carros, casas e apartamentos).
Nas pesquisas, de 70% a 80% dos consumidores americanos afirmam que verificam os comentários dos produtos antes da compra, fazem pesquisas online sobre os produtos depois de um anúncio na TV e usam um smartphone durante o processo de compra em si.
Esses são eventos ZMOT que representam um campo de batalha totalmente novo para o marketing, publicidade e promoção.
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios
Entenda como o momento zero da verdade influencia em seus negócios.

O impacto do ZMOT

A questão que a sua empresa precisa se perguntar, e responder é: a sua marca está adequadamente representada quando o cliente primeiro quer saber sobre você?
Você está lá quando o cliente pede?
Jim Lecinsky, vice-presidente de vendas e serviços do Google nos EUA escreveu um breve, mas extremamente útil, guia sobre “Como Vencer o Momento Zero da Verdade – ZMOT” detalhando as suas perspectivas pessoais e do Google sobre a melhor forma de estar lá quando os clientes quiserem encontra-lo.
Apoiado por uma pesquisa feita pelo próprio Google, o livro mostra passo-a-passo que uma empresa precisa tomar para garantir que a sua marca aparece da maneira correta nos resultados de busca de um cliente, recebe críticas e menções positivas de outros clientes e oferece uma mensagem de venda mais persuasiva para clientes em torno da compra.
Entre outras coisas, os pesquisadores do livro documentaram o quão rapidamente a combinação de smartphones e mídias sociais estão transformando o mundo e as vendas.

O Google é um comportamento padrão

ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
ZMOT: o Livro. Clique aqui para baixar.
Em 2011, por exemplo, a média de consultas antes de se decidir por uma compra era de 10 fontes de informação, contra 5 fontes consultadas em 2010. Hoje, todas as pessoas online consultam pelo menos alguma informação antes de comprar algo às cegas.
Além disso, o percentual de consumidores que consultam as redes sociais (ou seja, a opinião de amigos e outras conexões) antes da compra duplicou durante o período da pesquisa (2010 e 2011), passando de 19% para 37%.
Na minha opinião isso se encaixa muito bem com a proliferação dos smartphones e é a mais uma prova para a demanda crescente de ferramentas de monitoramento e filtros sociais.
As principais atividades sociais online monitoradas pela pesquisa do Google incluem:
  • Obter uma referência online de um amigo.
  • Tornar-se amigo, ou seguidor de uma marca.
  • Ler blogs e fóruns onde o produto foi discutido.
  • Ver menções sobre a marca em redes sociais.
Você pode pensar que a pesquisa do cliente ainda é feita apenas considerando grandes compras, mas isso é um grande equívoco.
A verdade é que os consumidores de hoje fazem pesquisas desde as menores compras.
A decisão de compra de um produto de lavanderia pode demorar mais do que decidir o lugar para passar as férias, mas as pessoas estão investindo seu tempo investigando abas as decisões.
Lecinski enfatiza que o advento do smartphonetablets e dispositivos móveis também têm mudado drasticamente o caráter das buscas online das pessoas para obter informações.
Por exemplo, enquanto 20% das buscas em todo o Google são locais, 40% das buscas móveis são locais.



O que você precisa aprender com isso

Ao estar no topo dos resultados de busca, você permite que as pessoas consigam encontrar você ainda mais facilmente. No mobile, uma queda da primeira para a quarta posição pode reduzir a sua taxa de cliques em 90%.
Apesar de parecer um assunto batido e já passado, o ZMOT ainda é ignorado por grande parte de micro, pequenos empreendedores e profissionais liberais.
Porém, é a internet hoje a grande influenciadora de compras e, a pesquisa pela reputação de uma empresa já se tornou um hábito entre os brasileiros.
A conclusão que podemos tirar com isso é: a sua empresa, seja ela pequena ou grande, precisa estar lá na hora que alguém pesquisa sobre você, preferencialmente com elogios ao seu trabalho.
Caso contrário, se a concorrência, ou as suas reclamações no ReclameAqui aparecem na sua frente, é um péssimo sinal.
A lição de casa é: aprenda a cuidar da sua imagem e reputação online da mesma maneira que você cuida do seu PDV e da fachada da sua loja.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 27/03/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/como-estar-no-lugar-certo-na-hora-certa

10 dicas de finanças para quem está abrindo um negócio


Você já tem uma ideia em mente, recurso financeiro (ou sabe como consegui-lo) e está pronto para empreender? A saúde financeira do seu negócio é crucial para fazê-lo dar certo

Por isto, separamos 10 dicas de finanças para auxiliá-lo na abertura do seu negócio. Confira:

1. O negócio é seu, as finanças da sua empresa não

Saiba separar o pessoal dos negócios, principalmente quando se tratar das finanças. Abra uma conta corrente e tenha um cartão de crédito, se necessário for, exclusivamente para seu empreendimento. Isto facilitará o controle das contas a pagar e a receber, garantindo o total controle do seu fluxo de caixa.
Para evitar confusões não comprometendo o desenvolvimento da sua empresa ou se endividando com as contas do mês, considere reservas financeiras também distintas: capital de giro para investimentos conforme previsto em seu plano de negócios e um montante para arcar com suas despesas pessoais à parte pelo mesmo período.

2. Tenha todos os custos na ponta do lápis

Você passou horas amadurecendo a ideia antes de efetivamente abrir seu negócio. Analisou cada detalhe, montou um plano de ação. Faça o mesmo com os custos da abertura até, no mínimo, os próximos 12 meses ou o tempo previsto até o seu empreendimento chegar ao grau de maturidade.
Desde o primeiro dia do negócio, utilize um software para controle de finanças empresariais. Contemple os custos diretos, indiretos, fixos e variáveis. Se você não puder controlar os custos utilizando uma plataforma mais profissional, comece ao menos utilizando uma planilha e lembre-se de registrar nela toda e qualquer transação.
Não esqueça de englobar os juros e encargos de empréstimos, caso os tenha feito, e a sua remuneração dos funcionários da sua folha de pagamento. Faça ajustes sempre que necessário para que seu orçamento permaneça atualizado. Isto o ajudará a identificar as despesas de médio e longo prazo, além de distingui-las das pessoas.

3. Evite papéis

Controlar sua empresa utilizando papéis significa a necessidade de arquivos físicos e exímia organização, ou seja, mais espaço e mais tempo dependido: custo!
Com o avanço tecnológico e a internet, as transações financeiras se adequaram ao on-line. Hoje é possível efetuar pagamentos, transferências, gerar e enviar faturas de cobrança e controlar a movimentação bancária da sua empresa sem filas, estresse ou perda de tempo.
Também acompanharam esta evolução os documentos fiscais. Notas fiscais ganharam exigências por um formato eletrônico. Desta forma, mantenha pastas organizadas por tipo de transação, ano e mês de vencimento em seu computador e não se esqueça do backup diário. Acessibilidade aos dados é trivial para facilitar a gestão e o controle total das finanças do seu negócio.

4. Estoque é dinheiro parado

Se você enxerga seu estoque como um mero local para armazenagem de mercadorias, você está fazendo isto errado.
Estoque é dinheiro já investido e parado. Claro que você quer dar vazão a este. Mais que isto, é preciso entender que o seu estoque, quando devidamente controlado, é um ativo de inteligência para o seu negócio, funcionando como um termômetro de investimento: produtos com saída lenta ou em pouca quantidade devem ter seu plano marketing e vendas revisto ou devem ser descontinuados (e o inverso também é verdadeiro). Com isto será possível otimizar as vendas e crescer o seu faturamento.

5. Alinhe as contas a pagar e a receber

Existem as datas em que contas devem ser pagas e as de recebimento dos pagamentos pelas vendas efetuadas. Manter o alinhamento entre estas contribuirá com a precisão seu caixa mantendo-o estável (atenção: isto não necessariamente está relacionado ao lucro).
Para isto, além de efetuar pagamentos em dia, cuidados como a avaliação da capacidade de pagamento dos seus clientes é primordial. Antes de concretizar a venda, realize as consultas de crédito padrões (CPF ou CNPJ junto aos órgãos de crédito), avalie as formas e prazos de pagamento (principalmente neste início) e não se deslumbre com grandes pedidos de novos clientes (estes casos requerem mais atenção e, por isto, dê preferência aos pagamentos à vista).
Com o tempo e ganho de confiança você saberá quem pode ter um diferencial no pagamento, seja um maior desconto ou prazo de pagamento. Até lá, além do alertado, tenha uma sobra para cobrir possíveis atrasos, evitando gastos não programados como juros e outras taxas.

6. Fluxo de caixa: sobrar ou faltar é diferente de lucrar ou ter prejuízo

O fluxo de caixa é um controle essencial para acompanhar a evolução do seu negócio através de entradas e saídas por um dado período (o ideal é um controle e análise diários, mas fica a seu critério e modelo de gestão esta periodicidade).
Com este instrumento gerencial é possível ter controle e acesso a informações de toda a movimentação financeira da sua empresa, uma vez que este engloba contas a pagar, a receber, de vendas, de despesas, de saldo de aplicações e todas as demais movimentações de recursos da sua empresa.
Uma análise criteriosa deste fluxo auxilia a maximização do ROI e previsão de sobras e faltas de recursos (dinheiro) para o seu negócio, o que não é necessariamente considerado lucro ou prejuízo.
Dinheiro parado não rende. Por isto, resultados positivos (sobra), quando de fato são analisados todos os custos, devem ser aplicados ou investidos, antecipando o planejamento de médio prazo, por exemplo. Para isto, seu controle de estoque e de vendas serão grandes aliados indicando em que investir.
Já os resultados negativo servirão como sinalizadores para modificação de ações para reverter resultados.
Apenas a longo prazo será possível verificar se esta sobras ou faltas representam lucros ou prejuízos reais. Por isto, fique de olho no fluxo do seu caixa com foco na análise dos resultados. Identificar onde, como e por que seu caixa apresentou resultados positivos ou negativos direcionará o seu negócio.

7. Conte com orientações de um profissional de finanças

Se você não é um profissional da área de finanças, não tem um sócio com esta expertise ou um amigo disposto a auxiliar nestas questões, contrate.
Ter o máximo de orientações de um contador ou administrador é um investimento fundamental para evitar surpresas fiscais e manter seu plano de contas em dia sem se preocupar com o leão.

8. Conheça os aspectos legais para a sua empresa e do seu ramo de atuação

Verifique os aspectos legais necessários para o funcionamento da sua empresa conforme o seu ramo de atuação.
Ter conhecimento sobre tipos de sociedade, registro de contrato social,marcas e nome da empresa, tributação, alvarás e licenças para funcionamento, planejamento trabalhista e cadastros na Receita Municipal, Estadual ou Federal pode evitar dores de cabeça e custos não planejados.

9. Trabalhe com metas e defina indicadores de desempenho

Você sabe aonde quer chegar. Para acompanhar as evoluções do seu negócio, estabeleça metas periódicas para cumprir o planejamento financeiro e defina indicadores de desempenho financeiro para acompanhar o retorno no investimento (ROI).

10. Aja sempre com planejamento

Planejar e avaliar deve fazer parte de um ciclo contínuo para você. Não conte com a fé de que amanhã um cliente pode pagar o que está atrasado ou que um novo pedido de compra chegará para salvar o mês. Isto poderá se tornar uma bola de neve e comprometer o seu negócio.
Por isto, um plano de negócios com um plano financeiro bem desenhado é a melhor forma de não passar apertos e prejudicar o crescimento da sua empresa. Conte com profissionais para fazer ou revisá-lo. Ter controles efetivos o auxiliará nas tomadas de decisão e dará mais segurança para investir.
Seguir estas dicas ajudará no crescimento sustentável do seu empreendimento, além de uma visualização sistêmica do negócio. Planejamento feito e instrumentos de controle preparados? Mãos à obra!

Fonte: Jornal do Empreendedor, 27/03/2013.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/10-dicas-de-financas-para-quem-esta-abrindo-um-negocio

segunda-feira, 18 de março de 2013

Talentos femininos transformam o empreendedorismo


Grandes mudanças no cenário empreendedor brasileiro devem-se à presença feminina no mercado.
À luz de alguns dados, pode-se perceber uma nova e marcante presença na cena empreendedora, que está mudando as características desse mercado. Uma pesquisa realizada pela Endeavor em 2011, a primeira no mundo sobre empreendedores inovadores que considerou diferenças entre gêneros, mostra que empresas inovadoras e de alto crescimento lideradas por mulheres têm mais facilidade em atrair e reter talentos, item considerado o maior entrave de qualquer empreendedor.
“É preciso que as instituições de fomento aprendam a lidar com o jeito diferente de fazer negócios das mulheres. Afinal, um levantamento recente do Global Entrepreneurship Monitor mostrou que 51% dos empreendedores brasileiros são do sexo feminino”, diz Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor.
Outro dado relevante apontado pela pesquisa indica que as mulheres agregam mais inovação do que os homens ao setor de serviços, área que representa cerca de 60% do PIB do Brasil. “O IBGE mostra que o setor de serviços é o maior gerador de empregos formais do país. Em uma área em que as mulheres mais inovam, é natural esperar que elas tenham um potencial maior de crescer rapidamente”, observa Amisha.
A experiência de Lucy Onodera, diretora geral daOnodera, rede de clínicas de estética corporal e facial, sustenta a afirmação. Motivada pelo exemplo de sua mãe, que começou a empreender 30 anos atrás, “quando eram pouquíssimas as mulheres em posições de liderança”, ela se envolveu aos 19 anos com os negócios da família e hoje, aos 31, entende que as mulheres têm uma sensibilidade maior para lidar com o cliente, entendê-lo e até “paparicá-lo, às vezes, quando necessário”. E, por mais que Lucy alegue reservas quanto à diferenciação de gêneros, atualmente, 80% de sua rede é administrada por mulheres.
O mesmo acontece na Kapa+ Ecoembalagens, empresa de embalagens ecológicas fundada por Karla Haidar, onde todos os cargos de chefia são ocupados por mulheres. “Apenas o contador e o motorista são homens”, compartilha a empreendedora. “Temos uma facilidade maior para organizar muitas coisas ao mesmo tempo, algo que muitos homens não têm. Talvez por causa de todo o histórico de funções que a gente acumulou”, completa, ao ser questionada sobre a característica mais positiva de suas gestoras.
Para ela, a maior dificuldade está em equilibrar o modelo tradicional de estrutura familiar com a dedicação no trabalho. “Elas são as chefes em casa também, então acabam acumulando as funções ‘do homem’ no trabalho e ‘da mulher’ no lar. O desafio está em passar por tudo isso sem perder a essência, a feminilidade”. E pondera: “Esta não é uma disputa com os homens pelas oportunidades, é uma conquista de espaço”.
Na visão de Maristela Mafei, sócio-fundadora do Grupo Máquina, a grande transformação se deve à mudança de atitude das mulheres das novas gerações, que se preparam cada vez mais para o mercado. “Elas estão mais aptas a se qualificar, em número mais significativo fazendo MBA, recorrem mais aos programas de bolsas de estudo e pesquisa do governo e da iniciativa privada, buscam mais oportunidades de empreender. Estamos assistindo a uma mudança cultural muito grande”, ressalta.
Ela aponta essa característica como uma tendência cada vez mais marcante das novas gerações. “Eu sou da geração 1.0 de empreendedoras. Na época em que eu abri a Máquina, estava na minha quarta empresa. Já tinha empresas, marido, filhos e casa para tocar. Hoje, noto as meninas executivas e empreendedoras da geração 3.0 muito mais criteriosas para fazerem escolhas para si mesmas”, completa.
Uma transformação pontual, segundo Maristela, é a maior valorização da área de comunicação nas empresas, um setor predominantemente ocupado por mulheres. “Até um passado recente, principalmente dentro das grandes corporações, a comunicação não era vista como corebusiness, mas como apoio secundário a outras áreas. (...) Talvez a valorização da área com o passar dos anos tenha a ver justamente com o fato de estarem ocupadas por mulheres, quem sabe”, defende a comunicadora.
Além disso, no que diz respeito ao mercado de trabalho em geral, a avaliação de Maristela é de que, hoje, quando se abre uma vaga de CEO ou de vice-presidente, já é possível ver ao menos uma mulher disputando para dois ou três homens. “Cerca de cinco anos atrás não se via isso”, garante.
Existem, no entanto, tendências que revelam outro cenário. De acordo com um estudo realizado pela agência norte-americana Maternal Instinct, embora elas representem 80% do mercado consumidor, apenas 3% dos cargos criativos são ocupados por mulheres. Uma das razões apontadas para isso é a dificuldade das empresas em proporcionar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Enquanto isso acontecer, desdobra a pesquisa, as mulheres continuarão sendo levadas a fazer esse tipo de escolha, e o mundo permanecerá desprovido de seus talentos particulares.

Fonte: Endeavor MAG, 15/05/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/talentos-femininos-transformam-o-empreendedorismo

quinta-feira, 14 de março de 2013

Modelos de negócios: por que os administradores estão tão atrasados?


Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é


Shutterstock

Acabei de terminar e leitura do Best Seller Business Model Generation: inovação em modelos de negócios, escrito por Alex Osterwalder, Yves Pigneur e mais 470 coautores que trabalharam de maneira colaborativa via internet. Tal obra descreve o modelo Canvas (clique aqui para ler um resumo completo sobre esse modelo), um dos mais famosos e comentados ultimamente, isso dentro das comunidades de negócios é claro, porque garanto que nem 10% dos alunos de administração e MBA ouviram falar de tal obra em suas salas de aula, fato esse que comento adiante.
O livro por si só é sensacional, faz jus a fama que tem. Seu design é lindo e muito bem organizado, dentre os seus detalhes, seu formato retangular, seus capítulos separados por cores e suas fotos, fontes e desenhos dão a essa obra um valor único. Nele não há miséria de cores e nem de fotos em sua impressão, algo comumente visto em 90% como dos livros de negócios que existem no mercado, ansiosos por uma economia de custos.
Entretanto, apesar de toda sua fama e utilidade, já demonstrada por meio de inúmeros depoimentos e cursos existentes, tal método ainda é desconhecido por boa parte dos recém-formados na área de negócios, tantos os de graduação quanto os de pós-graduação. Mas por que esse atraso?
Para quem está lendo este texto, fica o aviso. Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é. Está mais do que provado que na área de negócios os alunos já se formam com o conteúdo defasado, ficando por sua conta atualizar-se perante as novidades do mercado.

“O maior obstáculo para a inovação de Modelos de Negócios está nas pessoas que resistem a qualquer mudança até que um problema surja e precise ser corrigido”
Em minha visão, há duas prováveis opções:
1 - Os professores estão poupando seus alunos, pois entendem que os mesmos ainda não estão preparados para aprender algo novo e complexo, fato até que compreensível para alunos de graduação, mas inadmissível para alunos de pós-graduação.
2 - Os professores pararam no tempo, limitando-se a ensinar modelos aprendidos há décadas atrás, como o Modelo das 5 forças de Porter ou a Matriz BCG, o que é pouco, muito pouco mesmo, para preparar nossos futuros administradores para esse mercado dinâmico, ágil e competitivo de hoje.
Digo isso porque acabo de terminar meu MBA em Marketing, que foi aprovado com o selo “TOP MBA’s” da revista Você S/A, tendo aula com doutores da FGV e ESPM e asseguro que em nenhum momento foi abordado qualquer comentário sobre o livro, mesmo este tendo sido escrito originalmente em 2010, com tradução para o português em 2011.
“O maior obstáculo para a inovação de Modelo de Negócios não é a tecnologia: somos nós, humanos e instituições nas quais vivemos”
É por isso que afirmo que nesses 2 anos de MBA aprendi muito mais lendo livros, blogs e portais de notícias do que propriamente dentro da sala de aula. Dela só aproveitei mesmo as amizades, 95% do que foi me ensinado lá eu não poderia aprender por conta própria, é claro que demandaria muito mais esforço, mas aprenderia.

Finalizo o texto com uma frase, que na visão do autor, melhor descreve o porquê desse modelo de negócios ainda não ser estar sendo adotado por grande maioria das empresas:
“As companhias mais bem-sucedidas frequentemente ficam cegas pelo “é assim que as coisas são feitas aqui” ou pelo “se não estiver quebrado, não conserte”, e não enxergam o surgimento de Modelos de Negócios Inovadores”.


Fonte:  Administradores.com, 13/03/2013.

http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/modelos-de-negocios-por-que-os-administradores-estao-tao-atrasados/69288/

quarta-feira, 13 de março de 2013

O poder da autoconfiança


Com este domínio, desenvolvemos a liberdade e a autonomia para arriscar, ir até os limites e fazer as mudanças necessárias em qualquer lugar.
A história a seguir é real e gosto muito de contá-la, pois mostra a importância da autoconfiança no desenvolvimento da carreira e conquista do seu espaço. Uma média empresa de consultoria de São Paulo, com aproximadamente 200 funcionários, realizava a cada duas semanas uma reunião geral com todos os seus 8 diretores. Um deles chamava-se Getúlio e era conhecido entre os colegas como ‘o mala’. Ninguém gostava dele porque ele tinha a mania de procurar ‘pelo em ovo’, ou seja, quando o grupo já tinha tomado uma decisão, ele sempre levantava um ponto: “Acho que não discutimos isso o suficiente” e fazia todo mundo voltar a debater o assunto. Uma reunião com o Getúlio levava sempre mais tempo, até uma hora a mais. Getúlio, ‘o mala’.
Nesta época, eu dava consultoria para esta empresa e uma vez um dos sócios me disse que pensava em dispensar o Getúlio. Perguntei por que ele faria isso e ele respondeu laconicamente: “Não precisamos de gente como ele aqui. Precisamos de pessoas que jogam junto, como um time e não do contra, como ele”. Então, fiz outra pergunta: “Alguma vez o Getúlio levantou uma questão que, depois de discutirem mais, vocês mudaram a decisão e a nova decisão acabou se provando melhor?” Ele respondeu que sim, inclusive mais de uma vez.
“Bem”, completei, “acho que o Getúlio é a pessoa mais importante que você tem na sua equipe". Ele parece ser o único que não se sujeita a votar pela maioria. Ele tem uma opinião própria e não tem medo de manifestá-la e lutar por ela. Isso é raro nas empresas. Normalmente as pessoas têm medo de serem diferentes, ou pior, não conseguem enxergar o que está na cara delas. Quando você encontra uma pessoa que vê o que ninguém viu, precisa mantê-la a todo custo, pois ela pode abrir os olhos de quem só tem uma visão da coisa.
Ele refletiu e acabou cedendo ao meu argumento. Getúlio continua lá, depois de quase 10 anos deste episódio. Mas a história não acaba aqui. Há dois meses encontrei o Getúlio e fomos tomar um café. Ele está muito contente na empresa, como responsável pela área de novos produtos. Apenas neste momento mencionei o que havia acontecido naquela ocasião. Ele ficou espantado, não sabia de nada e me agradeceu muito. Então, perguntei a ele: “Você não tem medo de ficar falando as coisas assim, na lata, sem se importar se vai agradar ou não? E se eu não estivesse lá? E se eu não intercedesse a seu favor? Você poderia ter perdido o emprego!”. A resposta foi surpreendente e representou uma grande lição para mim:
“Sabe o que é, Marcos? Eu não estou muito preocupado com emprego, não. Posso ter muitos defeitos, mas sou muito bom no que faço. Sei disso porque já recebi muitas ofertas para ir para o concorrente. Se eu tivesse perdido o emprego, sei que no dia seguinte já estaria empregado de novo, talvez até com um salário melhor. Só que eu gosto daqui, me sinto bem com as pessoas, sei que posso fazer a diferença e é exatamente por me importar que quero continuar.”
Trocamos mais algumas ideias e nos despedimos com o compromisso de mantermos contato. Enquanto via ele sair, pensei em como é importante o autoconhecimento, saber do que somos capazes, conhecer nossas limitações e potencialidades. É com este domínio que desenvolvemos a autoconfiança que nos dá liberdade e autonomia para arriscar, ir até os limites e fazer as mudanças necessárias em qualquer lugar.

Fonte: Endeavor MAG, 13/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/desenvolvimento-de-lideranca/o-poder-da-autoconfianca

segunda-feira, 11 de março de 2013

O que as mulheres querem



Somos capazes de criar projetos grandiosos, mas ainda temos espaços para ocupar por Sônia Hess de Souza






Sou filha de uma grande empreendedora. Adelina Hess de Souza, minha mãe, transformou uma dificuldade em oportunidade de negócio. Fundou, em 1957, a Dudalina, uma companhia que hoje emprega mais de 2.000 pessoas. Tudo começou por acaso. Ela já tinha seis filhos quando meu pai comprou um grande lote de tecido para a loja que os dois administravam na cidade de Luis Alves, no interior de Santa Catarina. A mercadoria encalhou, e ela decidiu fazer camisas para vender.

A empresa cresceu, sempre com a minha mãe no comando. Depois de fundar a Dudalina, ela teve mais dez filhos. Isso não a impediu de continuar empreendendo. Era multitarefa antes de o termo entrar na moda. Mulheres como a minha mãe não desistem diante das dificuldades. Elas conseguem ver além dos problemas e enxergar as oportunidades. Esse é o espírito que todo empreendedor precisa ter.

Com minha mãe, também aprendi que precisamos ter a preocupação de gerar impacto social com o nosso trabalho. Hoje sou jurada do prêmio Cartier Women’s Initiative Awards, que reconhece projetos inovadores feitos por mulheres ao redor do mundo, e me deparo com iniciativas inspiradoras. Em 2012, o trabalho de duas empreendedoras em Ruanda, na África, me impressionou. Os absorventes no país são itens caros, e muitas mulheres deixam de sair de casa quando estão menstrua¬das. As empreendedoras desenvolveram um absorvente alternativo, feito com fibra de bananeira, 70% mais barato que as marcas internacionais vendidas no país. Com isso, resolveram um problema social.

MINORIA NO PODER Já somos responsáveis por metade dos novos negócios que surgem no Brasil, ocupamos a maioria das vagas nas universidades, chegamos à Presidência da República. Mas, apesar de tantos movimentos, deveríamos ter mais mulheres ascendendo a posições de poder.

Basta olhar as fotos em uma revista de negócios ou circular entre eventos promovidos para CEOs. Ainda estamos em minoria. Às vezes me pergunto: será que as mulheres realmente querem ser presidentes de empresas? Assumir um cargo como esse é uma tarefa solitária, que exige enorme dedicação e uma boa dose de abdicação. Nem todas estão prontas para isso.

Em 2012, a Dudalina fez um processo de seleção de trainees. Recebemos mais de 500 currículos — 40% deles de mulheres. Em meu esforço de deixar o board da companhia mais feminino, duas das cinco vagas foram preenchidas por moças. Na hora de decidir se queriam seguir na empresa, elas disseram não: uma condição para fazer parte do programa era morar em Blumenau (SC). Os homens não se importaram de mudar de cidade. Por que elas passaram pelo processo e, no final, não tiveram coragem de assumir o desafio?

Somos capazes de fazer coisas grandiosas, mas ainda precisamos nos aprimorar se quisermos ocupar novos espaços. Há alguns aspectos que merecem atenção. Se você é mulher, é importante que:

• Pare de olhar para os lados, olhe para a frente. Não pense no colega que é homem e foi promovido. Trabalhe para se desenvolver. Seja mais objetiva e tome as decisões motivada pela razão, sem se deixar contaminar tanto pela emoção.

• Aprenda a fazer networking e use isso a seu favor. Não tenha vergonha de aparecer, expor o que pensa, se promover.

• Sonhe um sonho pronto. E não tenha medo de arriscar.


*Sônia Hess de Souza é presidente da Dudalina. É também presidente do Lide Mulher, jurada do prêmio Cartier e conselheira do Women’s Forum da Ernst & Young


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 11/03/2013.

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI332510-17162,00-O+QUE+AS+MULHERES+QUEREM.html

quarta-feira, 6 de março de 2013

Por que você empreende?


Negócios que priorizam o impacto social, e não o lucro, têm cada vez mais possibilidade de êxito com o aumento das demandas na base da pirâmide.
De tão novo o modelo, nem mesmo o seu conceito está estabelecido. Negócio social, empresa social, negócio inclusivo e negócio voltado para a base da pirâmide são alguns dos nomes criados pelas organizações envolvidas com essa tendência de mercado. Apesar da indefinição, o objetivo é um denominador comum: “utilizar estratégias de negócio para melhorar a qualidade de vida das pessoas de baixa renda”, como definiu Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures, em artigo intitulado Negócios Sociais: um modelo em evolução.
O debate em torno da conceituação também não interfere na força do fenômeno. Com presença cada vez mais marcante na sociedade a partir da segunda metade dos anos 2000, os negócios que têm como prioridade o impacto social, e não o aumento do lucro, destinam uma visão otimista a estatísticas negativas em sua origem e, por meio de diferentes estratégias, procuram exercer sobre elas uma mudança positiva. No caso do Brasil, por exemplo, 80% da população compõe a base da pirâmide, ou seja, vive com baixa renda e acesso limitado a saúde, educação e outros serviços básicos de qualidade.
No cenário global, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 39% da população mundial não dispõe de saneamento básico, enquanto mais de 2,6 milhões de jovens entre 10 e 24 anos morrem a cada ano por doenças que poderiam ser prevenidas. Indo mais além, embora o número de usuários de internet nos países em desenvolvimento tenha dobrado entre 2007 e 2011, apenas 25% desse total tem acesso à rede.
Esses são apenas alguns números que representam os grandes desafios da sociedade e, ao mesmo tempo, se traduzem em oportunidades para empreendedores de diversos setores. “Está cada vez mais claro que as soluções para essas questões não podem depender apenas do poder público”, defende Safiri Felix, co-fundador do TreinaLink, uma plataforma de qualificação profissional voltada para a população de baixa renda. Por isso mesmo, pondera ele, “é enorme a possibilidade de êxito e escala de iniciativas inovadoras, capazes de suprir essas lacunas, apresentadas pelo mercado”.
Para Camilla Junqueira, coordenadora do projetoVisão de Sucesso, realizado pela Endeavor Brasil em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Itaú, ainda existe um mito de que gerar impacto social positivo é “coisa de ONG”. “Se você quer impacto, vai para ONG, se quer dinheiro, vai para empresa. Mas isso está acabando. Está surgindo todo um setor que propicia o investimento em negócios de impacto e, portanto, retorno financeiro”, observa.
Ainda a seu ver, as empresas estão tomando consciência de seu papel na sociedade. “Os movimentos deresponsabilidade social dentro das empresas já são praticamente obrigatórios. Mas por que não torná-los integrais, em vez de apenas parte da empresa? Uma empresa com uma intenção clara, voltada para o impacto que ela causa na sociedade, tem muito mais chance de ser bem-sucedida neste trajeto. E, quando eu falo bem-sucedida, não digo só financeiramente, mas não colocando o lucro acima do impacto. O grande desafio é chegar neste equilíbrio.”
Conforme reflete Rebeca Rocha, coordenadora do pólo brasileiro do Instituto Aspen, o imprescindível é que todas as organizações tenham consciência do espaço que ocupam e das suas necessidades. “Qual é o seupoder de influência? O que você pode fazer junto ao governo para a sua empresa ser cada vez mais relevante? Esta reflexão traz valor, e, em um futuro breve, clientes escolherão o seu produto e serviço no lugar de um convencional”, propõe.
Derrubar algumas crenças tradicionais do mundo dos negócios e provar que dá para seguir esse caminho é a chave para a consolidação desse tipo de empreendimento. “Todo esse setor está tentando se provar, mas uma das maiores dificuldades é o fato de ainda não haver grandes exemplos. É aí que entra o Visão de Sucesso”, pontua Camilla, lembrando o papel do projeto neste processo: apoiar o desenvolvimento de negócios voltados para a base da pirâmide e disseminar esses exemplos para o mercado tradicional. “Mostramos para o empreendedor que ele pode olhar para esse setor e enxergar a oportunidade de gerar um impacto mais direto e, ainda assim, ter um negócio lucrativo.”
 Fonte: Endeavor MAG, 06/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/oportunidades-de-negocios/por-que-voce-empreende

segunda-feira, 4 de março de 2013

O óbvio precisa ser dito


Lembrar o real objetivo das reuniões e manter o foco influenciam os resultados mais do que você imagina.
Observo a cada dia o quanto é importante o alinhamento de expectativas, tanto na vida profissional quanto pessoal. Independente da situação, seja em uma transação ou em um relacionamento, caso uma das partes tenha uma interpretação diferente do que realmente foi acordado, sem dúvida alguma delas terá, no mínimo, um retrabalho ou desentendimento.
No caso da Exection, uma empresa de serviços, precisamos constantemente transformar o intangível em tangível. Mas como fazemos isso? Alguns dizem até que somos artesãos do século 21, porque literalmente tecemos resultados para as organizações. A cada interação com o nosso cliente, necessitamos entender diferentes variáveis ao mesmo tempo, o que chamamos de análise de ambiente.
Essa análise tem um elevado grau de complexidade até que, ao realizá-la com frequência, ganha-se mais naturalidade. Vamos supor que estamos iniciando uma reunião que demonstrará os resultados do mês anterior e falaremos sobre o que se espera nos próximos meses. O passo anterior a esse evento é se preparar, entendendo seu(s) objetivo(s), quem participará dele, quais são os interesses de cada um, conversar com as pessoas que estarão lá, preparar opções de soluções para melhorar os resultados, forma e dinâmica que o líder da reunião está acostumado, etc.
Antes de entrar na sala, geralmente observo se estou alguns minutos adiantado, nunca ou raramente atrasado. Gosto de sentir o ambiente e, caso chegue atrasado, perco a oportunidade de fazer esse ritual.
No início, se as pessoas estão munidas de papeis, calculadoras, notebooks, procuro entender a melhor forma de me posicionar. Analiso também os recursos disponíveis na sala, para que no momento certo sejam utilizados da melhor forma e, ao iniciar a reunião, faço questão de ressaltar o nosso objetivo para não desviarmos do foco.
Parece preciosismo, talvez até um pouco óbvio, mas, além de ajudar as empresas a alcançar os resultados esperados, manteremos o que havia sido alinhado de forma objetiva. Ou seja, caso algum dos passos acima seja negligenciado, existe uma grande probabilidade de que as expectativas, enquanto prestador de serviços de consultoria e cliente, não sejam alcançadas.
Portanto, em quaisquer situações que você esteja, analise: por que você está aí? Quais são as necessidades, expectativas e objetivos? Alinhe, pergunte, não tenha medo de parecer que é óbvio, pois muitas vezes o que parece óbvio é, na verdade, fundamental.

Fonte: Endeavor MAG, 04/03/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/comunicacao/o-obvio-precisa-ser-dito

sexta-feira, 1 de março de 2013

Brasileiro tem visão positiva dos empreendedores


Pesquisa da Endeavor Brasil revela que 3 em cada 4 brasileiros prefeririam ter um negócio próprio a ser funcionário de uma empresa.
Aproximadamente 88% da população brasileira reconhece os empreendedores como geradores de emprego. O número é o mesmo nos Estados Unidos e quase 20% maior do que no Japão. Em meio às melhores percepções sobre o empreendedorismo, as pessoas entendem ainda que ter um negócio próprio é assumir responsabilidades, poder oferecer oportunidades, “colocar a mão na massa”.
Essas informações fazem parte do pré-lançamento da Pesquisa Empreendedores brasileiros: Perfis e percepções, divulgada em fevereiro de 2013 pela equipe da Endeavor Brasil, com o apoio da Ibope Inteligência.
Com o intuito de registrar os perfis empreendedores no país e compará-los com a população como um todo, foramentrevistados proprietários de micro, pequenas e médias empresas de todos os setores, potenciais empreendedores e até mesmo jovens e adultos que não pretendem abrir um negócio próprio.
A partir do estudo, destaca-se uma impressão geral: os brasileiros veem o empreendedorismo com bons olhos e consideram esta atividade benéfica para o país em vários aspectos.
Muita vontade e pouca ação
Mais do que a visão otimista sobre o papel do empreendedor, a pesquisa identifica também que o brasileiro realmente deseja empreender. Neste quesito, o país tem a segunda maior taxa do mundo, atrás apenas da Turquia (segundo dados do Eurobarometer).
A amostra da Endeavor revela que 3 em cada 4 brasileiros prefeririam ter um negócio próprio a ser empregado ou funcionário, enquanto metade dos americanos tem a mesma ambição. Além disso, 52% dessa população acredita ser provável ou muito provável que se torne empreendedor em um horizonte de 5 anos.
Por que, então, apenas 4% dos brasileiros são empreendedores com funcionários (aqueles com maior sucesso profissional e mais escolarizados)?
Falta de recursos
Um dos principais impedimentos para começar, segundo a pesquisa, é a falta de recursos financeiros. Entre aqueles que acham pouco provável empreender no futuro, 66% diz que esta é a principal razão para isso – um dos maiores índices em todo o mundo.
Como termômetro, a pesquisa lança mão da seguinte pergunta: “O que você faria se ganhasse R$ 50 mil?”, à qual a maioria responde que iniciaria um negócio ou compraria uma casa, em troca das opções: poupar dinheiro, gastar em coisas que sempre quis e trabalhar menos ou parar de trabalhar.
Apesar disso, no Brasil, outros riscos da atividade empreendedora parecem ser subdimensionados, como perder a propriedade, falir ou gastar muita energia ou tempo de trabalho.
O empreendedor do futuro
De acordo com a pesquisa, o futuro empreendedor brasileiro, embora seja mais jovem, guarda características semelhantes as do empreendedor com funcionários. Ambas as categorias são mais escolarizadas e empreendem mais por oportunidade do que por necessidade, ou seja, têm maior convicção em relação à atividade. Além disso, a sua renda familiar é mais elevada e o acesso aos bens de consumo, maior.
Esta é, portanto, a nova cara do empreendedorismo no Brasil e um sinal muito positivo para o futuro do país.


Fonte: Endeavor MAG, 01/03/2013.

http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/brasileiro-tem-visao-positiva-dos-empreendedores

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Empreendedor não tem direito a depressão


Sou como todos os empreendedores que estão lutando para atingir o ponto de equilíbrio. Vivo em uma montanha russa convivendo com meses de alta e meses de baixa. Com aquisições e falências. Com sócios e família. Enfim, sou como a maioria dos empreendedores que existem hoje no Brasil que lutam diariamente para conquistar o seu futuro.
Uma luta que não dá trégua. Que não permite doença, depressão ou preguiça. Se você está nessa, bem-vindo ao clube. Se você ainda não está e quer entrar, posso dizer que vale à pena cada depressão perdida. Este post é um desabafo e ao mesmo tempo, um incentivo.

A preguiça é inimiga da vitória

Há pouco mais de cinco anos, desde que assumi o estado de empreendedor (larguei totalmente o emprego para só empreender) praticamente não descanso. Somado a isso, o nascimento de filhos e escola de outros, me impuseram uma pressão que tirou de vez qualquer preguiça ou depressão que tenha restado da minha adolescência, quando achava que tinha algum problema e não tinha nenhum.
A minha vizinhança é composta 90% de empreendedores. Sejam pequenos, médios ou grandes. Todos eles, sem exceção, acordam cedo, não esmorecem e não param.
Alguns, mais velhos que eu, já têm o direito de descansar nos finais de semana e passar férias com a família duas vezes por ano, mas os jovens como eu, em torno dos seus trinta anos, não têm outra alternativa senão a de trabalhar todos os dias errando o mais rápido que puder para poder corrigir rapidamente o rumo em direção ao objetivo final: a vitória.

O fraco não tem espaço

O empreendedorismo não tem espaço para fracos. Aqui só fica quem assume seus erros e persiste rumo ao sucesso mesmo após falências e constrangimentos pessoais e profissionais. Aqui tem que ter estômago, tem que matar um leão por dia mesmo, pra valer.
A fatura do cartão de crédito está chegando e assim também as mensalidades escolares e os impostos. Não tem jeito, você tem que pagar tudo, tem que crescer e não há espaço para fraquejar. Quer descansar, espere a próxima vez que ficar doente para isso. Agora é só trabalho amigo. Só trabalho.
Mas não é para ficar trabalhando feito louco dia e noite. Tem que saber atingir o equilíbrio. Tem que parar e tem que fazer exercícios, assim como se alimentar bem. Porque se ficar fraco da saúde, aí camarada, de nada terá adiantado tanto trabalho porque você não vai aproveitar os seus frutos.

O covarde morre sem tentar

O covarde então, nem se fala. Aquele que estuda um, dois, três livros e só planeja não tem espaço. Tem que descer pra arena, tem que criar e tem que botar a cara a tapa. Tem que falar com cliente e contratar funcionário. Tem que ouvir bronca do cliente e dar bronca no funcionário. Tem que ser “demitido” pelo cliente e também demitir funcionário.
Essa é a vida e quem tem medo de responsabilidades, é melhor continuar de fora porque aqui é olho na meta, só na meta. Não tem chopp, não tem churrasquinho e não tem samba, só se for na caixa de som do escritório ou da fábrica para produzir mais e mais. Covarde que tem “medinho” de errar, sai fora.

Faz o certo, faz a sua

O negócio é fazer o que é certo pra deitar a cabeça no travesseiro pensando que, pelo menos fez a sua parte. Quando o seu saldo bancário quase toca o chão e você tem que se manter calmo para continuar trabalhando para salvar o mês, a úncia coisa que te consola é deitar a cabeça no travesseiro e pensar: “Eu hoje fiz a minha parte mais uma vez”.
Eu faço a minha parte e você faz a sua e nós, juntos fazemos tudo isso crescer, mantemos as nossas famílias, estudamos, nos aprimoramos e damos de tudo para vencer sem morrer.

Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena

Quem te disse que ia ser fácil? Nunca foi assim. Então porque agora teria que ser? Quem é empreendedor sabe que tem que progredir pessoalmente ao mesmo tempo que progride profissionalmente.
E quando falo de progressão, falo mais para assumir os seus próprios erros do que de fato atingir o sucesso. Esse só vem depois que tenhamos aprendido todas as lições. Enfim…
“Vamos acordar, vamos acordar, porque o sol não espera.
Vamos acordar, o tempo não cansa. Ontem a noite você pediu uma oportunidade e mais uma chance
Como Deus é bom né? Olha aí, mais um dia todo seu. Que céu azul hein?
Vamos acordar, vamos acordar.
Agora vem com a sua cara.
Sou mais você nessa guerra.
A preguiça é inimiga da vitória.
O fraco não tem espaço e o covarde morre sem tentar.
Não vou te enganar, o bagulho tá doido, ninguém confia em ninguém, nem em você.
Os inimigos vêm de graça. É a selva de pedra. Ela esmaga os humildes demais.
Você é do tamanho do seu sonho, faz o certo, faz a sua.
Vamos acordar, vamos acordar.
Cabeça erguida, olhar sincero.
Tá com medo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, mas lembre-se: aconteça o que aconteça
nada como um dia após outro dia.” ~ Racionais MCs
Vamos acordar. Vamos fazer. Vamos testar. Vamos empreender. Vamos crescer!


Fonte: Jornal do Empreendedor, 19/02/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/empreendedor-nao-tem-direito-a-depressao