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segunda-feira, 1 de abril de 2013

O estilo growth hacking e a importância de se pensar como uma startup


Adotar o estilo growth hacking pode trazer benefícios aos negócios. Entenda como levar o growth hackingpara a cultura da sua organização

Fazer mais com menos. Isso lhe soa familiar? Esta é uma declaração que podemos escutar em todas as reuniões de estratégia e planejamento.
Sim, há momentos em que, quando você puder, deve fazer mais com menos. Mas, fazer mais com menos não é um mantra em si. É uma forma de administração que tenta aumentar a produtividade e otimizar os processos para se ter mais eficiência.
Esta é a maneira pela qual as empresas competem hoje em dia, sem necessariamente pensar como isso vai posicioná-los no futuro.
A inovação e o risco, muitas vezes carregam um custo muito alto para que algumas empresas possam suportar. Isso é mais do que apenas dinheiro ou finanças.
Explorar novas situações também apresenta um custo de oportunidade significativa que pode de fato significar fazer mais com mais, ao invés de fazer mais com menos.

O modelo hacker

O “hacker way” é a ideologia que Mark Zuckerberg há muito emprega no Facebook. É também o nome da estrada que leva ao vasto campus da sede do Facebook em Menlo Park, na California.
Para se ter sucesso nos negócios hoje, você de fato precisa ser um hacker, já que…
Tudo começa com uma mudança de perspectiva e cultura. Às vezes é preciso aprender com uma pequena empresa enxuta, para poder colocar a sua empresa de volta nos trilhos.
As startups são os queridinhos novos da indústria. Twitter, Forsquare, Instagram,Pinterest, Uber, AirBnB são empresas que estão perturbando antigos modelos de negócios, enquanto criam mercados inteiramente novos.
No mundo das startups, ao contrário das grandes organizações, os funcionários não apenas usam múltiplos chapéus, como estão habilitados para se destacarem em cada frente para ajudar a ganhar impulso e, finalmente crescer.
Esse é o clássico intraempreendedorismo. Essa abordagem levam os elementos que representam os pilares que definem o empreendedorismo e tenta celebrá-los dentro de um ecossistema maior.
Growth hacking: a interseção entre marketing e desenvolvimento.
Growth hacking: a interseção entre marketing e desenvolvimento.

Os intraempreendedores são os novos empreendedores

Intraempreendedores repensam e promovem a inovação em processos, desenvolvimento de produtos, marketing, colaboração e em qualquer lugar e em todos os lugares que forem possíveis.
Na comunidade startup, uma das coisas que mais se fala sobre intraempreendedorismo é o papel do hacker de crescimento, ou growth hacking.
Para ser um growth hacking, você precisa ser justamente a pessoa encarregada de fazer mais com menos. A diferença aqui é que os growth hackers encarregam-se de fazer mais com menos, como cortar o modo como as coisas são feitas para encontrar uma maneira rápida de atingir metas.
O que é um growth hacking?
Growth hacking é a arte e a ciência de criar a consciência, a tração, adoção e utilização de meios de defesa não ortodoxas e surpreendente. É literalmente um hacker de processos tradicionais para acelerar os negócios.
Em 2010 Sean Ellis apresentou o conceito no seu artigo “Find a Growth Hacker for Your Startup”.
Em seu artigo, Ellis reconhece a diferença entre o marketing tradicional e o growth hacking no desenvolvimento dos negócios. O problema é que a maioria das startups tenta contratar para as habilidades e experiências que são irrelevantes, deixando de se concentrar nas competências essenciais.
As típicas descrições de trabalho muitas vezes estão carregadas de requisitos genéricos, mas aparentemente necessários, como a capacidade de estabelecer um plano estratégico de marketing para atingir objetivos corporativos, construir e gerenciar a equipe de marketing, gerir vendedores externos e etc.
A melhor definição sobre growth hacking vem através do Quora, e é dada por Andy Johns:
Growth hacking é a ideia de que um empreendedor pode ter uma abordagem inteligente ou não-tradicional para aumentar a taxa de crescimento/adoção de seu produto por hackear processos específicos para fins de crescimento.
O que é conhecido por hackear  hoje, será a definição mais comum do mundo da tecnologia no futuro, porque as pessoas estão acordando para o fato de que o crescimento não se limita a um bom produto.
É claro que, quando você ouve a palavra hacker, provavelmente você entende como invadir redes, ou sequestrar ideias e computadores para acessar seus arquivos e informações.
Mas, hacking ainda é um método de contornar tarefas tradicionais para conseguir atingir uma meta. Para competir com relevância no futuro, os tecnólogos e líderes acreditam que que o futuro do marketing se resume à tecnologia.
Growth hacking parece algo intrigante mas, na sua essência, representa uma homenagem à programação e o respeito à cultura das comunidades online, mídias sociais emobile a fim de influenciar um comportamento diferente.
Em 2012, Andrew Chen, um empreendedor e blogueiro do Vale do Silício descreveu o conjunto de habilidades que serve a corrente growth hacking no notável artigo: “Growth hacking is the new VP of Marketing”.
Essa é a peça definitiva do que se espera, descrevendo a importância, as habilidades, as responsabilidades e os resultados em potencial de crescimento, quando os hackers assumem o papel do marketing.
Este não é apenas uma única função – toda a equipe de marketing acaba sendo influenciada. Ao invés de um vice-presidente de marketing, com um conjunto grupo de não-marqueteiros se reportando a eles, os growth hackers são engenheiros liderando equipes de engenheiros.
Growth hacking é método de contornar tarefas tradicionais para alavancar o crescimento de uma startup.
Growth hacking é método de contornar tarefas tradicionais para alavancar o crescimento de uma startup.

As pessoas são o quinto pê do marketing e a fonte de crescimento dogrowth hacking

A metodologia growth hacking leva pessoas de tecnologia usando tecnologia para atingir o público desejado para conseguir os cliques desejados, conversões e resultados.
Ele está certo. Mas ele está errado sobre as pessoas. As pessoas representam o quinto pê do marketing e é através da empatia em compreender os desafios do mundo real que abrimos as portas para novas oportunidades.
Para ter sucesso nos negócios e continuamente competir no futuro você precisa ter a cultura de intraempreendedorismo para desencadear a inovação dentro da sua empresa.
Lembre-se que isso tem muito menos a ver com fazer mais com menos e muito mais com encontrar ou criar soluções quando os recursos e oportunidades são pequenos e modestos.
Hackear o crescimento não é apenas sobre encontrar novos meios para o crescimento e pegar um atalho, mas sim sobre a descoberta de um meio para um fim, quando os outros caminhos para chegar ao resultado são vazios, medíocres e sem brilho.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 01/04/2013.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os 4 C’s para uma estratégia de canais de vendas


Esses quatro elementos, importantes e conceituais, são os que irão determinar uma série de esforços e ações por parte da empresa.
Conquistar um maior acesso ao mercado, para vender sempre mais e melhor é definitivamente um dos principais desafios de qualquer empreendedor. Dessa forma a estruturação de uma estratégia adequada decanais de vendas tem se tornado cada vez mais importante e consumido tempo e energia dos gestores de negócios.
Vários fatores são necessários na elaboração e implantação desses canais de vendas, para ampliar o acesso ao mercado, porém, temos percebido que uma fórmula elaborada pelos maiores especialistas mundiais na gestão de canais de vendas, chamada dos 3 C´s (Cobertura, Controle e Custo), descritos a seguir deve ser ampliada para o modelo dos 4 C´s(Convencimento), principalmente no mercado brasileiro.
Os quatro C´s referem-se aos elementos importantes e conceituais que irão determinar uma série de esforços e ações por parte da empresa.
Cobertura de Mercado
O que a empresa espera de cobertura, do tamanho do mercado, potencial de negócios, capilaridade de sua rede de distribuição, etc
Controle sobre o Canal
Que tipo de controle a empresa exercerá sobre o canal de vendas, como irá avaliar a atuação de seus integrantes, como está a interação com o consumidor final (no caso de canais com contato direto com o público alvo da empresa), as políticas de remuneração e comissionamento, etc
Custo para servir o Canal
Como a empresa prestará suporte e qual o tipo de suporte aos canais, como irá recrutar, liderar, servir e capacitar os integrantes dos canais de vendas.
Convencimento dos integrantes do Canal
O Convencimento refere-se a buscar o envolvimento e o engajamento dos integrantes dos canais, visando maior integração e alinhamento com o posicionamento da marca e entrega dessa promessa aos clientes, ampliando o nível de motivação de todos os participantes e assim, gerando melhores resultados ao negócio.
Em todos os casos, a empresa deve adotar a política de trade-off, uma expressão que define uma situação em que há conflito de escolha, muitas vezes estratégica, que acarreta necessariamente uma perda, já que o foco se torna fundamental na definição de canais, sendo impossível abranger todas as situações sem perdas ou grandes investimentos financeiros.
Ou seja, é praticamente impossível se conseguir cobertura alta, controle alto com custo baixo para servir. Quanto maior o controle sobre o canal a empresa pretende adotar, maior será o custo para servir e provavelmente a cobertura será menor.
A estratégia multicanal tem tido cada vez mais impacto e fazendo sentido na ampliação de acesso ao mercado, onde há a necessidade de integração de todos os pontos de contato com o cliente e os canais.

Fonte: Endeavor MAG, 24/01/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/canais-de-distribuicao/os-4-c-s-para-uma-estrategia-de-canais-de-vendas

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Por que a cultura importa mais nesta época do ano?


No fim do ano, época de festas, mas também de pressões e tensões, os valores de uma empresa tornam-se fundamentais para manter a equipe engajada.
A cultura de uma empresa não se resume a valores que giram em torno do método de trabalho, da produtividade e da forma de encarar o cliente. Ela representa também a forma como as pessoas se relacionam dentro da organização, e determina se o trabalho de cada colaborador é encarado como uma função importante e essencial.
Ao mesmo tempo, se esses valores contagiam a equipe de forma positiva, a empresa melhora as relações dentro de casa e se torna mais produtiva. Por isso, as pequenas confraternizações de time, capazes de fortalecer esses laços e conceitos, são tão importantes, em especial na época de festas do calendário, no fim do ano.
Em um artigo publicado na revista Inc.com, a empreendedora do e-commerce Metal Mafia,Vanessa Merit Nornberg, compartilhou a sua forma de mostrar aos funcionários como aprecia o trabalho feito todos os dias. Além de promover refeições em conjunto, ela procura ir na contra mão dos varejos tradicionais e, em vez de aumentar ainda mais a carga de trabalho no fim do ano, fecha a empresa desde a véspera de Natal até o segundo dia do ano, remunerando a semana como férias.
Para a co-fundadora do Instituto Beleza NaturalLeila Velez, as pessoas que fazem parte da empresa têm de ser, antes de tudo, bem atendidas pela própria organização. Ela procura organizar ao longo do ano eventos que retribuam o trabalho realizado todos os dias por seus funcionários. Em uma de suas ações, sócios e gestores preparam pizzas como agradecimento a suas equipes. Leila reconhece essa prática como ‘endomarketing’, ou seja, um marketing voltado para o público interno.
Nesta época do ano, também é possível que o empreendedor perceba a necessidade de uma transformação nos rumos da empresa. Mas, como observou Deidre Paknad, presidente e CEO da PSS Systems, em uma entrevista ao 30seconds MBA, da revista Fast Company, mudar a cultura de um negócio não é tarefa fácil. Segundo ele, é muito difícil mudar as pessoas que não estão alinhadas com os valores da organização.
“Você terá de plantar novas sementes para colher novas flores. É praticamente impossível mudar a cultura de uma empresa sem mexer nas pessoas do time. Todos os líderes também têm que estar alinhados. Tenha certeza de que você tem as pessoas certas no lugar certo caminhando na direção certa”, orientou.
Para quem está vivendo dificuldades no engajamento do time, selecionamos algumas dicas que podem ser efetivas para incentivar sem pressionar e para motivar de acordo com a sua situação.

Fonte: Endeavor MAG, 19/12/2012.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/cultura-corporativa/por-que-a-cultura-importa-mais-nesta-epoca-do-ano

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Por que sua empresa precisa de uma estratégia?



Estratégia é uma palavra amplamente utilizada no mundo dos negócios, mas, na prática, muitas pessoas ainda tem dificuldade na definição e, principalmente, quanto ao significado do termo, portanto, este artigo está divido em três partes distintas.

O que é estratégia?

Estratégia, do grego antigo strategos, junção das palavras stratos (exército) e agos (comando), tem origem militar, e, em resumo, era entendida como a arte do general.
De acordo com Michael Porter, PhD., considerado a maior autoridade mundial no assunto:
- Estratégia é mais do que um conjunto de ações;
- Estratégia é uma corrida para se chegar a uma posição ideal;
- Estratégia trata das condições únicas a que uma empresa quer chegar;
- Estratégia trata de coisas concretas;
- Estratégia é deixar alguns clientes infelizes;
- Estratégia é testada diariamente;
- Estratégia é diferente de visão, missão, metas e ações;
- Estratégia é escolher o que não fazer (trade off).
Imagem: Thinkstock

Eu não sou o Michael Porter, mas quero compartilhar um conceito mais prático, o qual eu sempre divido com os meus alunos de MBA: estratégia é um caminho a ser seguido. Se o caminho escolhido é o melhor, somente o tempo vai dizer. De fato, não existe estratégia certa ou errada. Existe, sim, estratégia que deu certo ou estratégia que deu errado.
Como dizia Peter Drucker, no começo de um projeto podemos fazer tudo, mas, ainda não sabemos nada. No final de um projeto, sabemos tudo, mas não podemos fazer nada. Penso que podemos refazer o caminho, porém, haverá sempre o custo do aprendizado, razão pela qual a maioria dos executivos é contratada para abreviar o caminho, o que não parece tão simples assim.

Para que serve a estratégia?

Abrir uma empresa é a coisa mais fácil do mundo. Manter uma empresa e conseguir bons resultados é um desafio para a maioria. No mundo dos negócios, não existe mais idade para a competição.

Empreendedores de todas as idades competem num mercado que privilegia, basicamente, a persistência, o planejamento e as vantagens competitivas duradouras.
Se você não sabe mais quem é o competidor, mas entende que os princípios da gestão não mudam assim tão facilmente, estabelecer uma estratégia torna-se um imperativo, ou seja, não há mais como fugir do conceito. Sua empresa precisa discutir com frequência as razões que poderão perpetuar ou destruir o negócio mais adiante.
Atualmente, é bem mais fácil entender as razões pelas quais algumas empresas de sucesso "quebram" assim, sem mais nem menos, de um dia para o outro. Deixar que isso aconteça, por razões simples de se resolver, é uma falha imperdoável.
Estratégia, aliada ao bom planejamento, serve para posicionar corretamente uma empresa no mercado e definir as principais diretrizes do negócio. Segundo Peter Drucker e Michael Porter, uma boa estratégia deve responder a quatro questões fundamentais:
- Em que negócio você está? (Segmento)
- O que você realmente vende? (Produto ou Serviço)
- Qual é o seu público-alvo (Foco)
- Qual é o seu diferencial competitivo? (Vantagem Competitiva)
Considerando que estratégia é um caminho a ser seguido, quanto mais corretas e claras forem as respostas para essas questões, melhor o entendimento do seu mercado, maior o esforço para tornar o seu produto um sucesso e, portanto, maior a percepção por parte do seu público-alvo.
Assim sendo, uma boa estratégia de mercado resume-se em: (1) reforçar os seus pontos fortes, a ponto torna-los uma vantagem competitiva, (2) reduzir os seus pontos fracos, a fim de reduzir a vulnerabilidade do seu negócio, (3) aproveitar as boas oportunidades para se tornar ainda mais rentável e, finalmente, (4) precaver-se contra as ameaças que surgem todos os dias.
Para isso, sua empresa precisa criar um ambiente favorável ao pensamento estratégico. Já falamos sobre isso em outro artigo, lembra? Quanto mais estratégico, menos operacional, e vice versa. Isso vale para a vida pessoal e profissional.
Você não tem como fugir da pressão diária por resultados, entretanto, é necessário parar de vez em quando para dedicar atenção e repensar algumas questões fundamentais do seu negócio. Se você não o fizer, a concorrência fará no seu lugar.

Por que sua empresa precisa de uma boa estratégia?

Aqui estão as principais razões para criar uma boa estratégia e, no mínimo, para pensar a respeito. Criar uma estratégia, boa ou ruim, é melhor do que não ter alguma, portanto, ao pensar sobre isso e definir as diretrizes que nortearão o futuro, você estará em vantagem em relação a milhares de empresários que não dão pouca importância para isso e, depois, não sabem por que o negócio não deu certo.
Sua empresa precisa de uma boa estratégia para:
Criar um modelo de negócio diferenciado: não basta ser mais um na multidão; os clientes estão cada vez mais exigentes, querendo mais por menos; se você criar um modelo de negócio competitivo, não precisa ir ao cliente perguntar o que ele quer; obviamente, ele vai querer o seu produto ou serviço.
Garantir o retorno sobre o investimento: o simples orgulho de ter criado um negócio não é suficiente para mantê-lo de pé; empresas são criadas para enriquecer os donos, gerar empregos e beneficiar a sociedade por meio de impostos.
Adotar um posicionamento estratégico correto: quem quer ser tudo para todos acaba não sendo nada, segundo Al Ries e Jack Trout; quanto mais claro este posicionamento, mais rápido se dará a percepção do cliente; imagine-se tentando vender equipamentos eletrônicos, frutas, remédios e roupas íntimas, tudo no mesmo lugar; nesse caso, quem é o seu cliente? O que você realmente vende? Quem é o seu público-alvo?
Atrair bons investidores e/ou agentes de financiamento: queira ou não, todo negócio precisa de investimentos; olhe para o negócio como se fosse um potencial investidor e pergunte a si mesmo: eu investiria nesse negócio?
Tomar decisões melhores: quando você conhece seus pontos fortes e reconhece suas fraquezas, tem mais embasamento para tomar decisões coerentes com a realidade do seu negócio. Seja qual for o caminho escolhido, com uma estratégia bem estudada, o risco de insucesso diminui e peso da responsabilidade também.
Garantir a sustentabilidade do negócio: prosperar significa criar riqueza suficiente para garantir a sustentabilidade do negócio e atender a diversos interesses, além dos seus. Ninguém cria uma empresa para fechar daqui a cinco anos, ainda mais quando dá lucro. Criar uma empresa, gerar empregos, recolher impostos e melhorar a sociedade em que vivemos são mais fáceis quando você cria um negócio rentável.
Em caso de dúvida, lembre-se da máxima chinesa: quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Não leia esse artigo e faça de conta que já sabe de tudo isso. O segredo não está na leitura ou no entendimento da estratégia. O segredo está na execução, a disciplina que separa os que fazem daqueles que vão continuar pensando que isso é uma bobagem.
Pense nisso, empreenda e seja feliz!

Fonte: Administradores.com, 30/09/2012.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como se tornar mais interessante [10 passos pela Forbes]


Como se tornar mais interessante?

A escritora Jessica Hagy, que conta histórias, piadas e verdades na revista on-line Forbes, dá as dicas de uma forma divertida e interessante.

É isso mesmo, 10 passos simples e incríveis, para se tornar mais interessante em forma de gráficos matemáticos.

1.Explore

Explore idéias, lugares e opiniões.
Pessoas entendiantes e chatas são aquelas que vivem repetindo tudo e vivem em um espaço fechado.

2. Compartilhe o que você descobrir.

E seja generoso quando você o fizer.
Nem todos passam a explorar com você. Deixe-os viver através de suas próprias aventuras.

3. Faça algo. Qualquer coisa.


Dance. Fale. Construa. Crie redes. Brinque. Ajude. Crie.
Não importa o que você faz, contanto que o esteja fazendo. Ficar sentado e reclamando não é uma forma aceitável de ‘fazer algo’, caso estivesse pensando nisso.

4. Abrace suas esquisitices inatas.

Ninguém é normal. Todos tem manias, insights, visões e idéias que são exclusivos de cada um.
Não esconda essas coisas – elas são o que fazem você interessante.

5. Ter uma causa, uma paixão.

Se você não dá a mínima para nada, ninguém dará a mínima para você.

6. Minimize a arrogância.

Egos ficam no caminho das idéias.
Se sua arrogância é mais óbvia que o seu conhecimento, você é uma pessoa que outras ignorarão.

7. Se arrisque.

Experimente. Brinque com uma nova ideia. Faça algo estranho.
Se você nunca sai de sua zona de conforto, você nunca crescerá.

8. Pule para fora do vagão.

Se todo mundo já está fazendo isso, você está atrasado para a festa. Se você o fizer, os outros irão pegar carona com você. Além do mais, é melhor conduzir a ser conduzido.

9. Cresça.

É necessário coragem para ter opiniões contrárias e tomar caminhos inesperados.
Se você não for corajoso, provavelmente andará em círculos enquanto fala sobre alguém que realmente é.

10. Ignore repreensões.

O tedioso é seguro, e você será instruído a se comportar desta maneira.
Alguns dos repressores dirão que você ‘poderia’ ou ‘deveria’ ter feito algo. E ainda fazem você se ressentir por suas aventuras.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 26/09/2012.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como Elaborar um Pitch (quase) Perfeito

Cinco slides eficientes para você se basear quando se apresentar para um investidor ou cliente.

I – Introdução
O pitch é uma apresentação sumária de 3 a 5 minutos com objetivo de despertar o interesse da outra parte (investidor ou cliente) pelo seu negócio, assim, deve conter apenas as informações essenciais e diferenciadas. O pitch deve tanto poder ser apresentado apenas verbalmente quanto ilustrado por 3 a 5 slides. Ele deve conter basicamente:
1. Qual é a oportunidade.
2. O Mercado que irá atuar.
3. Qual é a sua solução.
4. Seus diferenciais.
5. O que está buscando.
Estes tópicos são genéricos, pois cada negócio tem suas peculiaridades, assim o que importa realmente é conseguir demonstrá-los sucintamente na sua apresentação. Lembre-se que investidor estará analisando não só o seu negócio, mas principalmente você, o empreendedor, assim tão importante quanto apresentar claramente sua empresa é conseguir demonstrar seu conhecimento e capacidade de execução.
Lembrar também que não existe fórmula universal, pois cada investidor tem um interesse distinto, assim, é possível que tenha de elaborar 2 ou 3 versões do seu pitch para apresentar conforme o perfil do ouvinte. Antes de efetivar sua apresentação, procure descobrir qual é o nível de conhecimento do mesmo sobre o seu mercado e seu negócio. Para ouvintes que tenham pouco conhecimento, procure fazer um pitch mais básico; para aqueles que tem know-how no seu segmento, apresente seu pitch mais avançado.
II – A Apresentação
Detalho abaixo como elaborar cada slide do Pitch com base no modelo de apresentação em PowerPoint em www.anjosdobrasil.net/pitch.html:
Slide 1 – Identificando a Oportunidade
Um pitch deve começar indicando qual a oportunidade que sua empresa irá atender, isto é, qual o mercado e a necessidade que o mesmo tem e não é bem atendida pelos players majoritários, de forma bem objetiva e direta. Exemplo: “Nós iremos resolver o problema das perdas na distribuição de água” -> aqui você já determinou o mercado (“distribuidoras de água”) e a oportunidade (“resolver o problema das perdas”).
Slides 2 e 3 – Apresentando a sua Solução
A seguir apresente rapidamente qual a solução que propõe para atender a necessidade da oportunidade já destacando a sua inovação/diferenciação. Continuando o exemplo anterior: “através uma tecnologia própria não-invasiva de monitoramento ativo que identifica os pontos de perda para reparo”. Veja que não foi necessário detalhar como a mesma funciona, mas ao mesmo tempo já destacou um diferencial (“tecnologia própria”).
Insira amostras do seu produto/serviço, sejam telas do mesmo, fotos de um protótipo, um vídeo explicativo, etc. Tudo que tanto facilite o entendimento quanto demonstre sua capacidade de execução.
Slide 4 – Destacando seus Diferenciais
Você deve agora reforçar suas vantagens competitivas perante a solução dominante do mercado. Observar que deve-se comparar com quem já tenha maior market-share no mercado que irá atuar independentemente de ser similar. Exemplo: “Nossa tecnologia, diferentemente do maior player deste mercado, não precisa que se instalem medidores específicos, pois monitoramos o fluxo de água por nosso equipamento de detecção”.
Slide 5 – Explanando sua Proposta
Aqui, se você estiver apresentando para um investidor, deve apresentar qual o estágio do seu negócio, qual valor do investimento está buscando e para que será utilizado. Exemplo: “Já temos um protótipo funcional testado e avaliado pela companhia XYZ e estamos buscando um investimento de R$ nnn para completar o desenvolvimento, fabricar as unidades piloto e fechar os primeiros contratos”. E completar perguntando se teria interesse em avaliar para investir.
Se você estiver apresentando para um cliente, deve apresentar qual sua proposta comercial. Exemplo: “Nossos serviços são remunerados com uma parte da economia que gerarmos para sua empresa; você não precisará fazer qualquer investimento”.
Concluída a elaboração da apresentação, simule a mesma tanto utilizando os slides quanto sem os mesmos para verificar que está consistente. Busque apresentar para colegas e amigos, solicitando feedbacks, em especial se está atrativa despertando o seu interesse.

Fonte: Endeavor MAG, 20/08/2012.

http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/ferramentas/como-elaborar-um-pitch-quase-perfeito

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como fazer com que a estratégia não morra pela execução

Acadêmico aponta dificuldades e sinaliza que as organizações brasileiras precisam começar a planejar também a implementação da estratégia

Recente pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral com 331 profissionais de cinco grandes empresas brasileiras, por meio do Núcleo de Estratégia e Mercados Emergentes, aponta os sete principais fatores que impactam na execução da estratégia. São eles:

1.    Dificuldades na interação e coordenação entre processos, funções e áreas.
2.    Pouca eficiência ou ausência de monitoramento do desempenho da estratégia que permita a aprendizagem, correção de falhas e/ou revisão da estratégia.
3.    Pouca eficiência ou ausência de sistemas de mensuração e monitoramento do desempenho que permitam acompanhar o progresso da implementação da estratégia.
4.    Atrasos na implementação da estratégia em relação aos prazos planejados.
5.    Alocação ineficiente de recursos (financeiros, pessoais, materiais, tempo etc.) durante a implementação da estratégia.
6.    Falta de divulgação da estratégia planejada para todos os níveis da empresa.
7.    Pouca ou nenhuma adequação das rotinas relevantes para a implementação da estratégia.

O estudo aponta que entre a intenção estratégica e o resultado existe um processo e tempo permeado por questões-chave que impulsionam a implementação: alavancas de resultados, avaliação da mudança, mapeamento de redes de poder e influência, programa de implementação, entre outras. Para a execução, os quatro elementos-chave são: disponibilidade e alocação de recursos, papéis da alta administração e média gerência, gestão do desempenho da implementação e coordenação entre processos, funções e áreas.

Foco do problema

Segundo Aldemir Drummond, coordenador do programa Estratégia e Execução e coordenador do Núcleo de Estratégia e Mercados Emergentes da FDC, todas as dificuldades encontradas pelos executivos estão relacionadas a um único fator: falta de planejamento da implementação. “A maior parte das empresas foca no planejamento estratégico e acredita que a execução é apenas uma consequência de um plano bem estruturado, o que não é verdade. Execução e implementação são parte da estratégia”, pontua.

As organizações brasileiras, atualmente, determinam responsáveis para as iniciativas estratégicas e cada um observa a área que coordena. Entretanto, sem a visão do todo e a importância de cada iniciativa a seu momento, os profissionais se veem no seguinte dilema: projetos estratégicos concorrem com a rotina diária. “Há uma concorrência entre curto e longo prazo”, aponta Drummond.

Planejar, entender e compartilhar

De acordo com o acadêmico, a solução está no planejamento da implementação e a alta administração ainda precisa entender o seu papel na execução. “Ela determina as iniciativas e a estratégia é executada de forma independente. No dia a dia as pessoas são cobradas pelo curto prazo, mas a alta administração precisa sempre lembrar o longo prazo. Além disso, é preciso criar um sistema de consequência, que dá reconhecimento para aqueles que estão alinhados com a estratégia”, sugere.

No cenário brasileiro, há um foco excessivo no curto prazo, o que gera uma falsa percepção de que as empresas sofrem com falta de recursos. “Na verdade, as empresas têm recursos, mas como não houve uma distribuição deles ao longo do tempo de forma estruturada, os envolvidos na execução têm a sensação de que não há recurso hoje. Isso é reflexo do não planejamento da execução”, esclarece o professor.

A recomendação de Drummond é que a alta administração desenhe a distribuição de recursos e os cronogramas da estratégia de forma unificada e compactue com os envolvidos a visão do todo, bem como o papel de cada um no processo de implementação. “As metas de longo prazo só serão alcançadas através de ações operacionais no curto prazo. Com isso, a prioridade da estratégia se perde ao longo do tempo e o papel de recuperar e relembrar a estratégia está nas mãos da alta administração”, avalia.



Fonte: Portal HSM, 15/08/2012.

http://www.hsm.com.br/editoriais/estrategia-e-marketing/como-fazer-com-que-estrategia-nao-morra-pela-execucao