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segunda-feira, 1 de abril de 2013

O estilo growth hacking e a importância de se pensar como uma startup


Adotar o estilo growth hacking pode trazer benefícios aos negócios. Entenda como levar o growth hackingpara a cultura da sua organização

Fazer mais com menos. Isso lhe soa familiar? Esta é uma declaração que podemos escutar em todas as reuniões de estratégia e planejamento.
Sim, há momentos em que, quando você puder, deve fazer mais com menos. Mas, fazer mais com menos não é um mantra em si. É uma forma de administração que tenta aumentar a produtividade e otimizar os processos para se ter mais eficiência.
Esta é a maneira pela qual as empresas competem hoje em dia, sem necessariamente pensar como isso vai posicioná-los no futuro.
A inovação e o risco, muitas vezes carregam um custo muito alto para que algumas empresas possam suportar. Isso é mais do que apenas dinheiro ou finanças.
Explorar novas situações também apresenta um custo de oportunidade significativa que pode de fato significar fazer mais com mais, ao invés de fazer mais com menos.

O modelo hacker

O “hacker way” é a ideologia que Mark Zuckerberg há muito emprega no Facebook. É também o nome da estrada que leva ao vasto campus da sede do Facebook em Menlo Park, na California.
Para se ter sucesso nos negócios hoje, você de fato precisa ser um hacker, já que…
Tudo começa com uma mudança de perspectiva e cultura. Às vezes é preciso aprender com uma pequena empresa enxuta, para poder colocar a sua empresa de volta nos trilhos.
As startups são os queridinhos novos da indústria. Twitter, Forsquare, Instagram,Pinterest, Uber, AirBnB são empresas que estão perturbando antigos modelos de negócios, enquanto criam mercados inteiramente novos.
No mundo das startups, ao contrário das grandes organizações, os funcionários não apenas usam múltiplos chapéus, como estão habilitados para se destacarem em cada frente para ajudar a ganhar impulso e, finalmente crescer.
Esse é o clássico intraempreendedorismo. Essa abordagem levam os elementos que representam os pilares que definem o empreendedorismo e tenta celebrá-los dentro de um ecossistema maior.
Growth hacking: a interseção entre marketing e desenvolvimento.
Growth hacking: a interseção entre marketing e desenvolvimento.

Os intraempreendedores são os novos empreendedores

Intraempreendedores repensam e promovem a inovação em processos, desenvolvimento de produtos, marketing, colaboração e em qualquer lugar e em todos os lugares que forem possíveis.
Na comunidade startup, uma das coisas que mais se fala sobre intraempreendedorismo é o papel do hacker de crescimento, ou growth hacking.
Para ser um growth hacking, você precisa ser justamente a pessoa encarregada de fazer mais com menos. A diferença aqui é que os growth hackers encarregam-se de fazer mais com menos, como cortar o modo como as coisas são feitas para encontrar uma maneira rápida de atingir metas.
O que é um growth hacking?
Growth hacking é a arte e a ciência de criar a consciência, a tração, adoção e utilização de meios de defesa não ortodoxas e surpreendente. É literalmente um hacker de processos tradicionais para acelerar os negócios.
Em 2010 Sean Ellis apresentou o conceito no seu artigo “Find a Growth Hacker for Your Startup”.
Em seu artigo, Ellis reconhece a diferença entre o marketing tradicional e o growth hacking no desenvolvimento dos negócios. O problema é que a maioria das startups tenta contratar para as habilidades e experiências que são irrelevantes, deixando de se concentrar nas competências essenciais.
As típicas descrições de trabalho muitas vezes estão carregadas de requisitos genéricos, mas aparentemente necessários, como a capacidade de estabelecer um plano estratégico de marketing para atingir objetivos corporativos, construir e gerenciar a equipe de marketing, gerir vendedores externos e etc.
A melhor definição sobre growth hacking vem através do Quora, e é dada por Andy Johns:
Growth hacking é a ideia de que um empreendedor pode ter uma abordagem inteligente ou não-tradicional para aumentar a taxa de crescimento/adoção de seu produto por hackear processos específicos para fins de crescimento.
O que é conhecido por hackear  hoje, será a definição mais comum do mundo da tecnologia no futuro, porque as pessoas estão acordando para o fato de que o crescimento não se limita a um bom produto.
É claro que, quando você ouve a palavra hacker, provavelmente você entende como invadir redes, ou sequestrar ideias e computadores para acessar seus arquivos e informações.
Mas, hacking ainda é um método de contornar tarefas tradicionais para conseguir atingir uma meta. Para competir com relevância no futuro, os tecnólogos e líderes acreditam que que o futuro do marketing se resume à tecnologia.
Growth hacking parece algo intrigante mas, na sua essência, representa uma homenagem à programação e o respeito à cultura das comunidades online, mídias sociais emobile a fim de influenciar um comportamento diferente.
Em 2012, Andrew Chen, um empreendedor e blogueiro do Vale do Silício descreveu o conjunto de habilidades que serve a corrente growth hacking no notável artigo: “Growth hacking is the new VP of Marketing”.
Essa é a peça definitiva do que se espera, descrevendo a importância, as habilidades, as responsabilidades e os resultados em potencial de crescimento, quando os hackers assumem o papel do marketing.
Este não é apenas uma única função – toda a equipe de marketing acaba sendo influenciada. Ao invés de um vice-presidente de marketing, com um conjunto grupo de não-marqueteiros se reportando a eles, os growth hackers são engenheiros liderando equipes de engenheiros.
Growth hacking é método de contornar tarefas tradicionais para alavancar o crescimento de uma startup.
Growth hacking é método de contornar tarefas tradicionais para alavancar o crescimento de uma startup.

As pessoas são o quinto pê do marketing e a fonte de crescimento dogrowth hacking

A metodologia growth hacking leva pessoas de tecnologia usando tecnologia para atingir o público desejado para conseguir os cliques desejados, conversões e resultados.
Ele está certo. Mas ele está errado sobre as pessoas. As pessoas representam o quinto pê do marketing e é através da empatia em compreender os desafios do mundo real que abrimos as portas para novas oportunidades.
Para ter sucesso nos negócios e continuamente competir no futuro você precisa ter a cultura de intraempreendedorismo para desencadear a inovação dentro da sua empresa.
Lembre-se que isso tem muito menos a ver com fazer mais com menos e muito mais com encontrar ou criar soluções quando os recursos e oportunidades são pequenos e modestos.
Hackear o crescimento não é apenas sobre encontrar novos meios para o crescimento e pegar um atalho, mas sim sobre a descoberta de um meio para um fim, quando os outros caminhos para chegar ao resultado são vazios, medíocres e sem brilho.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 01/04/2013.

Remuneração e incentivos em governança corporativa


É muito fácil diminuir o valor de uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração equivocado.
O sistema de remuneração e incentivos é uma das mais potentes armas do arsenal de governança corporativa de uma organização. Entretanto, ele tanto pode catapultar os resultados quanto destruir valor caso seja desenhado de forma equivocada.
Importante lembrar que um dos propósitos da governança corporativa é facilitar e estimular o desempenho das organizações, criando e mantendo incentivos que motivem os dirigentes e colaboradores (corporate insiders) das empresas a maximizar a sua eficiência operacional, o retorno sobre ativos e o crescimento da produtividade no longo prazo. Portanto, não é nenhum exagero afirmar que o sistema de remuneração e incentivos determina opadrão de comportamento, e por conseqüência, dos resultados de uma organização.
Jack Welch, o célebre ex-CEO da gigantesca GE, costuma destacar esse fator como um dos mais importantes em sua experiência de gestão. Certa vez, em uma entrevista, perguntado sobre suas práticas de liderança, declarou que liderar é, antes de tudo, remunerar de acordo com o comportamento esperado.
No entanto, uma parcela importante das organizações enfrenta muita dificuldade em desenhar um bom sistema desse tipo. Muitas vezes cometem equívocos que produzem péssimos resultados.
Lembro-me de uma organização que incentivava sua equipe comercial a vender volumes cada vez maiores. A equipe sempre batia as metas de volume. Porém, concentravam seus esforços nos produtos mais fáceis de vender e menos rentáveis. Os novos produtos, com margens mais favoráveis e mais difíceis de vender, simplesmente não decolavam e a rentabilidade da empresa despencava. Ao mesmo tempo a equipe comercial embolsava polpudos bônus.
Portanto, é simples destruir valor em uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração e incentivos equivocado. Um bom sistema de incentivos deve estar perfeitamente alinhado com o sistema de gestão da estratégia empresarial e este, por sua vez, deve permear todos os níveis da organização e permitir o estabelecimento de objetivos, metas e indicadores departamentais e individuais, coerentes, consistentes e alinhados com os objetivos e estratégias de negócios da organização.
As empresas que gerenciam de forma adequada sua estratégia de negócios promovem esse alinhamento, estabelecem metas, definem indicadores e acompanham sistematicamente o desempenho e, finalmente, remuneram de forma coerente com a contribuição efetiva de cada departamento ou indivíduo para os resultados.

Fonte: Endeavor MAG, 01/04/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/governanca-corporativa/remuneracao-e-incentivos-em-governanca-corporativa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Brasileiro tem visão positiva dos empreendedores


Pesquisa da Endeavor Brasil revela que 3 em cada 4 brasileiros prefeririam ter um negócio próprio a ser funcionário de uma empresa.
Aproximadamente 88% da população brasileira reconhece os empreendedores como geradores de emprego. O número é o mesmo nos Estados Unidos e quase 20% maior do que no Japão. Em meio às melhores percepções sobre o empreendedorismo, as pessoas entendem ainda que ter um negócio próprio é assumir responsabilidades, poder oferecer oportunidades, “colocar a mão na massa”.
Essas informações fazem parte do pré-lançamento da Pesquisa Empreendedores brasileiros: Perfis e percepções, divulgada em fevereiro de 2013 pela equipe da Endeavor Brasil, com o apoio da Ibope Inteligência.
Com o intuito de registrar os perfis empreendedores no país e compará-los com a população como um todo, foramentrevistados proprietários de micro, pequenas e médias empresas de todos os setores, potenciais empreendedores e até mesmo jovens e adultos que não pretendem abrir um negócio próprio.
A partir do estudo, destaca-se uma impressão geral: os brasileiros veem o empreendedorismo com bons olhos e consideram esta atividade benéfica para o país em vários aspectos.
Muita vontade e pouca ação
Mais do que a visão otimista sobre o papel do empreendedor, a pesquisa identifica também que o brasileiro realmente deseja empreender. Neste quesito, o país tem a segunda maior taxa do mundo, atrás apenas da Turquia (segundo dados do Eurobarometer).
A amostra da Endeavor revela que 3 em cada 4 brasileiros prefeririam ter um negócio próprio a ser empregado ou funcionário, enquanto metade dos americanos tem a mesma ambição. Além disso, 52% dessa população acredita ser provável ou muito provável que se torne empreendedor em um horizonte de 5 anos.
Por que, então, apenas 4% dos brasileiros são empreendedores com funcionários (aqueles com maior sucesso profissional e mais escolarizados)?
Falta de recursos
Um dos principais impedimentos para começar, segundo a pesquisa, é a falta de recursos financeiros. Entre aqueles que acham pouco provável empreender no futuro, 66% diz que esta é a principal razão para isso – um dos maiores índices em todo o mundo.
Como termômetro, a pesquisa lança mão da seguinte pergunta: “O que você faria se ganhasse R$ 50 mil?”, à qual a maioria responde que iniciaria um negócio ou compraria uma casa, em troca das opções: poupar dinheiro, gastar em coisas que sempre quis e trabalhar menos ou parar de trabalhar.
Apesar disso, no Brasil, outros riscos da atividade empreendedora parecem ser subdimensionados, como perder a propriedade, falir ou gastar muita energia ou tempo de trabalho.
O empreendedor do futuro
De acordo com a pesquisa, o futuro empreendedor brasileiro, embora seja mais jovem, guarda características semelhantes as do empreendedor com funcionários. Ambas as categorias são mais escolarizadas e empreendem mais por oportunidade do que por necessidade, ou seja, têm maior convicção em relação à atividade. Além disso, a sua renda familiar é mais elevada e o acesso aos bens de consumo, maior.
Esta é, portanto, a nova cara do empreendedorismo no Brasil e um sinal muito positivo para o futuro do país.


Fonte: Endeavor MAG, 01/03/2013.

http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/brasileiro-tem-visao-positiva-dos-empreendedores

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As tendências do varejo mundial


O que muda na arquitetura dos negócios a posição do consumidor no centro das decisões? Descubra como esta e outras reflexões sobre o varejo contemporâneo podem afetar o seu negócio.
O consumidor está mais empoderado e conhecedor dos produtos e serviços das empresas. Além disso, busca autenticidade das marcas e um alinhamento claro entre o propósito do negócio e o que ele oferece. Em paralelo, o conceito de multicanal evoluiu, passando a envolver todas as interações dos clientes com os pontos de contato das marcas. Esses são alguns dos principais aprendizados em torno do varejo contemporâneo captados durante o evento internacional Retail’s Big Show, organizado pela National Retail Federation, em Nova York.
A partir da pluralidade de tendências, inquietudes e reflexões presentes neste tipo de encontro, é possível traçar diversos panoramas de negócios e transformar a informação em conhecimento. Lembrar que o consumidor está no centro das decisões, por exemplo, muda bastante a arquitetura dos negócios e traz mudanças positivas para as empresas, que terão de ser mais ágeis e simples no seu funcionamento, com equipes preparadas para essa nova realidade.
Dessa maneira, reúno aqui uma lista de 5 insights importantes para os empreendedores que estão buscando conhecimento e tendências para melhorar o varejo e os canais de vendas/franquias no Brasil, visto que os desafios são enormes para todos que pretendem conquistar maior acesso ao mercado, seja por franquias ou unidades próprias, ou por outros canais de vendas, como distribuidores, representantes comerciais, e-commerce etc.
O consumidor no centro das decisões: Com a avalanche de opções de compras disponíveis e com o manancial tecnológico de apoio (celulares, smartphones, acesso a web, mobilidade, mídias sociais etc.), o consumidor está cada vez mais empoderado e conhecedor dos produtos e serviços das empresas, muitas vezes até mais que as equipes de venda e atendimento das empresas varejistas e franqueadoras. Esse consumidor tende a acreditar cada vez menos na publicidade dos negócios e ler (ouvir) os depoimentos de outros clientes – customer reviews – sobre suas percepções da marca e produtos.
Efeito “showrooming”: Frequentar as lojas físicas para conhecer os produtos e serviços das empresas, fazer pesquisas e comparativos antes da decisão de compra se tornou algo fundamental no processo de compra e isso tem trazido enormes desafios para as empresas que não trabalham numa visão integrada de canais de vendas. O conceito refere-se ao fato do consumidor usar as unidades físicas como showrooms das marcas e depois decidir a compra por meio do e-commerce (no site de um outro fornecedor, por exemplo), do mobile commerce (uso de um smartphone com acesso a web) ou das mídias sociais (onde avalia as opiniões dos consumidores).
Omni-Channel: A essência do “omni” (significado de tudo, todos, totalmente, etc.) é estar presente em todos os canais de vendas possíveis para permitir ao cliente o acesso àquele que julgar relevante no momento da compra, e de maneira alinhada. É uma evolução do conceito de multicanal, porque envolve não somente a venda, mas todas as interações do cliente com os pontos de contato das marcas. Aqui reside o maior desafio: alinhar a promessa da marca e oferecer uma prestação de serviços e atendimento adequados, além de produtos com uma visão integrada dos canais de vendas. Muitas vezes, a gestão de toda essa rede é bastante complexa por envolver não somente as unidades próprias da empresa, mas franquias, representantes comerciais, distribuidores, agentes/dealers, entre outros canais de acesso ao mercado.
Liderança consciente: Cada vez mais os clientes buscam autenticidade das marcas e um alinhamento claro entre a sua promessa e propósito de negócio com o que está sendo oferecido e a liderança tem papel fundamental como guardiã da marca e transmissora das tradições e valores para toda a equipe. Propostas de negócios sem uma clareza de propósito não atraem mais tantas pessoas para trabalhar e isso tem impacto em toda a cadeia de valor, desde a contratação de gente sem o perfil e preparo adequados até um atendimento desalinhado e não autêntico. Com 85%, propósitos claros e alinhados com valores pessoais são o maior fator de decisão da escolha de um empregador para a Geração dos Millennial (entre 18 a 34 anos), a frente de condições salariais, por exemplo.
Execução: Nas empresas varejistas do mundo todo, a execução tem conquistado mais destaque do que a estratégia, com a disciplina na busca de resultados consistentes, alinhados a um plano, que não permite distrações e perda de foco. Como a evolução é muito rápida, a mediocridade nos negócios não é mais tolerada, para que as empresas se tornem perenes e com resultados consistentes.

Fonte: Endeavor, 25/02/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/canais-de-distribuicao/as-tendencias-do-varejo-mundial

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Wireless: necessidade vs. comodidade?





Em 2014, o mundo terá mais celulares do que pessoas. Esse é um estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que retrata também que hoje há mais de 100 países com penetração de telefonia móvel superior à 100% da população, e em sete desses países, a densidade ultrapassa os 200%. O estudo mostra também que as receitas deste setor superam U$ 1,5 trilhão por ano, equivalente à 2,4% do PIB mundial. Há mais de 6 bilhões de assinaturas de celular no mundo.
O Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projeções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano, o Gartner coloca a crescente adoção de dispositivos móveis, tablets e smartphones, em ambiente empresarial, no topo da lista.
Se para ter acesso à Internet para você ainda é sinônimo de cabos para todos os lados, já está na hora de rever seus conceitos. Há cerca de vinte anos, a tecnologia Wireless trouxe mobilidade aos acessos. Mas esta cultura ainda está sendo desenvolvida no Brasil.
Wireless ou Wi-Fi (Wireless Fidelity) significam em português - rede sem fio - e refere-se a uma rede de computadores sem a necessidade do uso de cabos, funciona por meio de equipamentos que usam radiofrequência, comunicação via ondas de rádio, ou comunicação via infravermelho.
A comunicação sem fio permite às pessoas maior flexibilidade quando se comunicam, por que não precisam permanecer numa localização fixa. As tecnologias sem fio tornam os serviços de comunicação facilmente disponíveis do que os tradicionais baseados em fios, que exigem a instalação de cabos.
Quando o assunto é comunicação sem fio, a principal preocupação dos gestores de TI é em relação a segurança dos dados e no transporte das informações. Mas acho engraçado como a maioria dos gestores se esquece da segurança quando a rede é cabeada. Cito um exemplo genérico: a cada empresa que visito, peço um cabo de rede para acessar a Internet e não é raro eu ter acesso a rede corporativa, somente conectando meu notebook no cabo “emprestado”. Um exercício básico, é mapear as unidades de rede compartilhadas, assim como identificar os endereços de rede dos servidores. Acredite, é muito comum.
Portanto, não importa se a rede é cabeada ou sem fio, a segurança da informação tem que ser tratada de forma a manter a segurança dos dados sigilosos. E o mais legal é que, atualmente, conseguimos usar os mesmos protocolos de segurança e a mesma política de segurança, tanto para rede cabeada como para rede sem fio.
As tecnologias de comunicação sem fio evoluíram tanto nos últimos anos que, além dos altos níveis de segurança, hoje conseguimos atingir um nível maduro de gerenciamento desta rede. Através de políticas de configuração nos equipamentos que provêm a comunicação sem fio, conhecidos como Access Point, podemos em um único equipamento, configurar a rede corporativa e uma rede apartada para os visitantes acessarem a Internet, sem ter acesso nenhum a rede corporativa.
Há uma grande diferença entre implementar uma rede sem fio doméstica, onde você mesmo é capaz de instalar e configurar, e uma rede sem fio corporativa. Nesta segunda, as configurações não são triviais, visto que há necessidade de executar uma boa política de segurança, inclusive com equipamentos responsáveis por detectar tentativas de invasões, firewalls (equipamento responsável pela segurança, que permite ou nega determinado tráfego na rede), entre outros. Portanto, é de suma importância que empresas especializadas sejam consultadas para acompanhar o processo de implementação de uma rede sem fio segura.
"Não dá mais para pensar TI sem nuvem e sem mobilidade", destaca Cassio Dreyfuss, vice-presidente do Gartner. Mundialmente, mobilidade passa computação na nuvem na lista de prioridade e toma a segunda posição. "A TI como conhecemos - desenvolvimento, produção e suporte - está ai há 40 anos. Essa TI não suporta mais os tempos de hoje. Os tempos estão turbulentos na área de TI e as mudanças se impõem. Quem não pensar diferente, vai enfrentar sérios problemas", adverte Dreyfuss.
O vice-presidente do Gartner vai além: segundo ele, 90% de todas as iniciativas de TI não vão ser bem-sucedidas. "Não prevejo apenas o fracasso. Mas TI, como está hoje, não tem como entregar 100% das demandas. Os tempos são turbulentos e exigem colaboração. E não é tarefa simples", complementa.
De fato, acredito que a maioria das pessoas não sabe que precisam de internet sem fio até começar a usá-la.
A tecnologia wireless apresenta grande capacidade de crescimento no mercado mundial. A tecnologia traz uma proposta de comunicação rápida, segura e de fácil acesso, fazendo com que o usuário esteja on-line o tempo todo, ou seja, a proposta é de que: qualquer um poderá estar em qualquer lugar.
O chamado mundo móvel está realmente se tornando cada vez mais móvel. A tecnologia wireless vem ampliar ainda mais esta mobilidade já fornecida pelos notebooks, disponibilizando a informação ao usuário a qualquer momento e em qualquer lugar. Sem dúvida alguma estamos caminhando para um mundo sem fronteiras, onde os smartphones estão cada vez mais presentes.
Não posso encerrar esse artigo sem dizer que estamos caminhando cada vez mais em direção as comunicações sem fio, e é mais do que claro, é um caminho sem volta. Nenhuma empresa usará uma rede 100% sem fio, mas o uso genérico das comunicações sem fio é uma demanda mais que real atualmente.
E você, acha que a comunicação sem fio é uma comodidade ou uma necessidade real?


Fonte: Admonistradores.com, 20/02/2013.
http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/wireless-necessidade-vs-comodidade/73507/

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sonho de 44% dos brasileiros é abrir um negócio


O dado consta na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP)






Esqueça os tempos de inflação alta e insegurança econômica, quando trabalhar em uma empresa com carteira assinada era praticamente a única alternativa considerada segura para a maioria da população brasileira. O perfil da economia mudou e, atualmente, quase 44% dos brasileiros sonham em ter o próprio negócio, frente aos 25% que almejam seguir carreira como empregado em uma empresa. Os dados constam na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).
“O Brasil vive a plena expansão do mercado interno e a ascensão da classe média, que desponta com grande poder de consumo e também empreende em setores diversos. Nos últimos dez anos, as mudanças na legislação também favoreceram o ambiente empreendedor no país”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele cita como exemplos o surgimento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, do Supersimples – que reduz em média 40% da carga tributária dos pequenos negócios – e a criação do Microempreendedor Individual, que permite a formalização de negócios que faturam até R$ 60 mil por ano. “O brasileiro está mais escolarizado e passou a abrir empresa por identificar uma demanda de negócio. É muito diferente do cenário há alguns anos, quando a pessoa abria empresa ao ficar desempregada e não encontrar outra alternativa”, completa.
Atualmente, quase 70% dos empreendedores abrem um negócio por oportunidade. Em 2002, o índice dos que empreendiam motivados pela identificação de uma chance no mercado empresarial era de 42,4%. O dinamismo da economia brasileira nos últimos dez anos, com o aquecimento do mercado de trabalho e a melhora do grau de escolaridade dos brasileiros, passaram a promover o empreendedorismo como uma alternativa de ocupação e renda aos brasileiros em todas as regiões do país. “O empreendedorismo hoje tem mais qualidade porque cresce justamente em um momento em que o nível de emprego está bastante alto”, completa Barretto.
O levantamento comprova a evolução da atividade empreendedora no país. Em 2002, 20,9% da população estava envolvida na criação ou administração de um negócio. Dez anos depois, o índice saltou para 30,2% da população adulta, entre 18 e 64 anos. O crescimento de 44% na taxa de empreendedorismo é compatível com o dinamismo da economia brasileira no período, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em média cerca de 4%. Para 88% dos brasileiros adultos, o início de novo negócio é uma boa opção de carreira.
A GEM também constata que entre os brasileiros mais escolarizados é maior a proporção de empresários por oportunidade. No grupo dos empreendedores com pós-graduação completa, por exemplo, 87% dos empresários em fase inicial abriram o negócio após constatar uma oportunidade de mercado.
Nas mãos de mulheres e jovens
Homens e mulheres dividem o comando dos novos negócios brasileiros – aqueles com até 3,5 anos de atividade. De acordo com a pesquisa, 49,6% dos que iniciam a carreira empresarial são do sexo feminino. O percentual de mulheres é maior entre os empreendedores que abrem um estabelecimento do que entre aqueles com empresas já estabelecidas.
“A inserção mais intensa da mulher no mercado de trabalho e seu consequente empoderamento, principalmente na última década, favorecem o empreendedorismo feminino. À medida que as mulheres passam a ocupar em maior densidade cargos de liderança nas organizações, também adquirem mais segurança para empreender, principalmente no empreendedorismo por oportunidade”, analisa o diretor-presidente do IBPQ, Sandro Vieira.
Os negócios iniciais estão mais concentrados nas mãos de jovens entre 25 e 34 anos, que respondem pela criação de 33,8% das empresas. A faixa etária entre 35 e 44 anos reúne 27% das novas empresas. Já entre os empreendimentos estabelecidos – com mais de 3,5 anos de atividade -, a idade predominante está entre 35 e 44 anos, com 30% dos negócios.
A pesquisa GEM aponta ainda que a escolaridade está melhorando entre as empresas iniciais. Enquanto que nos negócios com mais de 3,5 anos de existência 30% dos empresários têm o Ensino Médio completo, nas empresas novas o índice corresponde a 37%.
Sobre a GEM
Realizada em âmbito mundial desde 1999, a GEM 2012 contou com a participação de 69 países – 15 a mais do que os analisados em 2011. O levantamento ouviu 10 mil pessoas entre 18 e 64 anos das cinco regiões brasileiras.

Fonte: Administradores.com, 31/01/2013.
http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/sonho-de-44-dos-brasileiros-e-abrir-um-negocio/73095/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Eletricidade mais barata: e o meio ambiente?



Empresas terão redução de custos, mas não devem perder de vista a necessidade de poupar energia e buscar meios alternativos Por Claudio Tieghi*



Recentemente, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a conta de luz ficaria mais barata para os brasileiros. É certo que essa iniciativa contribui positivamente para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, uma vez que a energia é um ponto crítico nos custos dos negócios.

A presidente também descartou a possibilidade de racionamento de energia e disse que o país está aumentando sua capacidade elétrica.

Queria aproveitar esse anúncio para alertar a sociedade sobre a importância da obtenção de energia por meios alternativos, uma vez que os ciclos das chuvas têm comprometido o fornecimento. O Brasil precisa ampliar sua matriz energética para garantir o desenvolvimento econômico e o fornecimento de energia do dia a dia em algumas regiões castigadas pela falta de água.

Já existe tecnologia disponível para a geração de energia de outras fontes que não a água, como o sol e o vento, tão abundantes em nosso país, mas tudo isso ainda parece muito distante de nossa realidade cotidiana.

Também entrará em vigor a partir do ano que vem um acréscimo na cobrança da energia elétrica para os que consomem mais eletricidade, sempre que os reservatórios estiverem em níveis críticos.

Para educar o cidadão, a partir de março de 2013 as contas trarão um quadro explicativo com as chamadas ”bandeiras tarifárias”. Quando os reservatórios estiverem cheios, a bandeira será de cor verde. O amarelo será utilizado para o estágio de atenção, e o vermelho quando os reservatórios estiverem em níveis preocupantes. Vale lembrar que atualmente todas as regiões do país se encontram em situação “vermelha”.

Não consigo enxergar outra cor a não ser essa quando se trata da utilização de recursos naturais. O planeta está no vermelho! Precisamos estar sempre alertas e não podemos “baixar a guarda” em relação à preservação do meio ambiente.

O estado de alerta quanto ao consumo de energia não deve ser entendido como apocalíptico e sim como uma oportunidade de elevarmos nossos padrões de consciência e abrir espaços para a inovação e a criatividade – em outras palavras, aprender a fazer mais com menos e harmonizar a operação dos negócios com a vida.

De toda forma, a redução da conta de luz ajuda o pequeno e o médio empresário, como a de qualquer outro custo inerente ao negócio. Mas o que ele realmente precisa é de uma imediata revisão fiscal. Isso sim daria um impulso fantástico ao empreendedorismo, à formalização dos negócios e à geração de renda.

A energia ficou mais barata, mas não é para usar mais. É para economizar sempre!


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 30/01/2013.



http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI329610-17141,00-ELETRICIDADE+MAIS+BARATA+E+O+MEIO+AMBIENTE.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

5 etapas para transformar a rejeição em sucesso


O número de rejeições que você recebe quando começa geralmente é proporcional ao sucesso que você vai conseguir


O medo da rejeição é a ruína do sucesso. Se você tem medo de que as pessoas (clientes, funcionários, colegas de trabalho, colegas, etc.) vão rejeitar a sua ideia, você vai evitar fazer o mais difícil e o seu medo vai atrapalhar no seu sucesso.
O medo da conquista é apenas o começo. Se você realmente quiser ser bem sucedido, você deve aprender a transformar a rejeição em um veículo que o leva mais rapidamente para os seus objetivos finais.
Isso é possível através de 5 etapas:

#1. Entenda porque você se sente rejeitado

Suponha que você tem a chance de entrar no escritório de um grande investidor.
Você vai fazer o seu melhor, mas o investidor lhe responde com um não nos ligue, nós ligaremos para você, ou pior do que isso, eles dizem que a sua ideia é horrível e colocam você pra fora.
Isso certamente é um resultado decepcionante se você estivesse contando que iria receber algum dinheiro para investimento.
No entanto, por que se sentir rejeitado, ao invés de apenas frustrado, irritado ou triste?
A resposta é que você levou os comentários a um nível pessoal e permitiu que esses comentários fizessem você se sentir mal sobre si mesmo, em vez de apenas se sentir mal com a situação.
Existem 3 razões pelas quais as pessoas se sentem rejeitadas:
  1. Quando isso acontece muito. Suponha que esse investidor de número 100 que você se aproximou e de todos você tenha tido a mesma resposta para a sua ideia. A partir do momento em que você está convencido de que a sua ideia é ótima, você conclui com base na opinião dos outros que deve haver algo errado com você.
  2. Quando você está emocionalmente envolvido. Quando você coloca muito tempo e esforço em um relacionamento, dói muito mais quando a outra pessoa não concorda com você sobre aquilo que você gosta.
  3. Quando você respeitar a rejeição. Quando você tem um respeito profundo e permanente pela pessoa, a rejeição acaba mais peso e autoridade.
É importante estar cientes desses fatores, porque isso é necessário para neutralizar a picada da rejeição ates de virar a situação a seu favor.

#2. Enfraquecer a picada da rejeição

Agora que você já sabe porque se sente rejeitado, a rejeição se torna menos tóxica barateando as crenças e pressupostos desse sentimento.
Se você sentir que está recebendo muitas rejeições, examine as pessoas que fazem o que você faz. Por exemplo, os vendedores muitas vezes fazem uma centena de ligações antes de conseguir um prospect.
Empreendedores, por vezes, se apresentam para centenas de investidores antes de conseguir capital.
Se você está emocionalmente envolvido com a outra pessoa, dissocie o seu envolvimento com o desfecho da situação. O bom e velho João pode não querer investir em sua empresa, mas vocês ainda podem ser amigos.
prospect que você cultivou a meses pode não comprar, mas a longo prazo você pode fechar um grande contrato.
Se você está convencido de que a outra pessoa é realmente importante, modere o seu respeito a essas pessoas com uma dose de realidade.
Muitas pessoas bem sucedidas – até mesmo os magnatas de negócios famosos – são pessoas normais que já tropeçaram no sucesso.
E mesmo que não, eles não são deuses, são pessoas de carne e osso, como todos nós.
A rejeição faz parte da vida de todo empreendedor
A rejeição faz parte da vida de todo empreendedor.

#3. Jogue fora as objeções inválidas

Agora que você já tem alguma perspectiva sobre as suas emoções, é hora de aplicar alguma lógica da vida real através de diferenciação entre objeções válidas e inválidas.
A rejeição válida é quando uma pessoa não faz o que você que por causa de algo que você pode mudar. Uma rejeição inválida é quando seu fracasso ocorreu por causa de algo arbitrário e que está fora de seu controle.
Por exemplo, suponha que você vai se encontrar com um cliente e você fez algo estúpido, como chamar o cliente pelo nome errado. Se o cliente vai embora, essa é uma rejeição válida, porque a culpa realmente é sua.
Por outro lado, suponha que você faça uma ligação e os prospectsxingam você ao telefone. A rejeição do prospect não tem nada a ver com você.
Você não tinha como saber que o prospect era mal educado e mal-humorado. Qualquer um que ligar para essa pessoa, sem dúvida terá a mesma resposta dessa pessoa.
Nos negócios há rejeições inválidas muito mais do que as válidas. E porque você não pode fazer nada sobre os inválidos, o certo a fazer é dar de ombros. Não leve para o lado pessoal, porque isso não tem nada a ver com você.

#4. Usar as rejeições válidas como degraus para o sucesso

Às vezes o sucesso é apenas um jogo com números.
Quando Geoffrey James quis publicar seu primeiro livro sobre negócios, ele mandou a proposta para diversos editores e recebeu de volta milhares de cartas de rejeição.
Ao invés de se sentir desanimado, ele começou diariamente a utilizar a rejeição como degrau para o sucesso.
Quando mais rejeições ele tinha, mais ele acreditava no sucesso que conseguiria com a sua ideia. E foi justamente isso que aconteceu. O livro foi aceito pela Random House e sua publicação alavancou sua carreira profissional.
Quando você não tem medo da rejeição e sabe contorná-las, uma hora a sua ideia da certo
Quando você não tem medo da rejeição e sabe contorná-las, uma hora a sua ideia da certo.

#5. Aprimore as habilidades adequadas

Agora que já aprendemos a filtrar as rejeições inválidas e colocar as rejeições restantes no contexto, podemos abordar as questões que estão sobre nosso controle e que podem nos impedir de ter sucesso.
Por exemplo, se você não está recebendo os investimentos de que precisa, reveja o seu plano de negócios com um especialista ou encontre um modelo melhor para utilizar.
Se as suas ligações não dão em nada, trabalhe novamente em seu roteiro. Experimente as diferentes abordagens.
Se você seguir esses passos religiosamente, você vai gastar o mínimo de tempo e energia emocional se sentindo rejeitado e se concentrar em reduzir o número de rejeições válidas que encontrar.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 25/01/2013.
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/5-etapas-para-transformar-a-rejeicao-em-sucesso

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A sociedade contra a corrupção



Recentemente participei em Brasília da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC, sigla em Inglês). Fui um dos sete representantes da Bahia neste evento, representando o Observatório Social de Santo Antônio de Jesus. O evento é o maior encontro mundial para discutir assuntos ligados ao combate à corrupção no mundo. Segundo o site oficial do evento (www.15iacc.org) foram escritos para o evento 1.900 pessoas, sendo 500 brasileiros e 1400 pessoas de outros países do mundo. Cerca de 140 países tinham representantes.


O evento é de uma dimensão gigantesca, bem como sua importância para o desenvolvimento mundial e para o avanço das democracias. Foram quatro dias de debates, discussões, reflexões e articulações para fortalecer a rede mundial de instituições que atuam com cidadania fiscal e combate a corrupção. Quase 60 horas voltados para estes temas.


Dentre os temas expostos no evento, podemos presenciar discussões sobre transparência pública, participação cidadã, corrupção empresarial e pública, fortalecimento das ONG que atuam contra a corrupção, Lei de acesso á informação, dentre outros. Foi uma oportunidade única e que, vai demorar, para acontecer em nosso país de novo, já que o evento é bianual e a cada edição acontece em um país diferente.


Talvez, dentre os diversos objetivos almejados pelo evento, a articulação para motivar as pessoas a participarem ativamente em ações de controle social, sem vinculação com a política partidária e isenta de interesses pessoais e corporativos, seja o de maior relevância, pois, é consenso, que somente através da intensa participação cidadã, poderemos reverter esse quadro.


Dentre os ensinamentos que pudemos ter neste evento, gostaria de citar aqui, alguns escritos pelo Evandro Carlos Gevaerd, Diretor Executivo do Observatório Social de Brusque/Pr, em seu texto no nosso grupo de debate, os quais concordo plenamente:
A corrupção se beneficia do mau uso do processo democrático.
Onde existe poder concentrado, inclusive de ideias, é campo favorável à corrupção.
A corrupção é um sintoma de uma doença maior, que é a incapacidade das instituições.
Concentração de poder é nocivo ao estado democrático.
Vamos exigir cada vez mais, especialmente dos novos políticos, compromisso com a ética e a ampla participação da população.
Quando representantes da Sociedade civil enfrentam o sistema corruptivo de uma determinada administração, muitas vezes são criminalizados pelo sistema (ou por agentes do sistema) ou há tentativa de desqualificar esses representantes, no intuito de desqualificar a credibilidade de suas denúncias.

Atualmente vemos que as pessoas que se indignam não são agentes políticos, ou que pertençam a quadros políticos... são pessoas bem informadas que querem mais justiça social, especialmente o fim da corrupção e incompetência.
Dar poder às pessoas para realizarem mudanças.

Corrupção envolve milhões de pequenos problemas, que devem ser corrigidos de baixo para cima.
Muitas pessoas não acreditam nas suas capacidades de transformar as coisas, então temos que inspirá-las...
A corrupção legal explora a ignorância e passividade do povo. Uma sociedade que tem disponível uma educação forte está menos vulnerável. A existência de uma imprensa livre contribui para combater a corrupção.

Para mais informação ou para participar do Observatório Social de Santo Antônio de Jesus, ligue 75 3632 8836 ou nos procure no Facebook: Observatório Social de Santo Antônio de Jesus



Fonte: Prof. André Gustavo Barbosa - Blog Voz da Bahia, 22/11/2012.
http://www.vozdabahia.com.br/index/colunas/id-55829/a_sociedade_contra_a_corrupcao

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Marketing Digital para resultados


Um dos grandes benefícios do Marketing Digital é a sua capacidade de mensuração. Veja como fazê-la da forma mais eficiente.
Com o Marketing Digital, é possível acompanhar e avaliar o resultado de praticamente tudo.No entanto, essa infinidade de métricas faz com que seja fácil nos perdermos em minúcias, ou então buscar otimizar coisas que ainda não são grandes problemas ou oportunidades do ponto de vista do negócio.
Costumo dizer que análise Web é como uma "cebola" que precisa ser descascada em diferentes níveis, do mais macro/estratégico para o mais detalhado/operacional.
Neste artigo, vou ilustrar os principais pontos a serem avaliados em cada um desses níveis:
1o Nível: Funil de Marketing/Vendas (métricas do negócio)
Aqui é importante avaliar como o Marketing está contribuindo de forma direta para os resultados do negócio.
A forma mais comum de se fazer isso é medindo o número de pessoas que passam pelas diferentes etapas do funil de vendas dentro de um período. Um funil bastante comum, especialmente em negócios B2B, é o:
Visitantes -> Leads -> Oportunidades -> Clientes
Ao medir os números absolutos e as taxas de conversão de cada passo, é possível identificar onde o funil está “vazando”, e consequentemente, onde deve ser a prioridade na busca por melhorias.
2o Nível: Conversões por fonte de tráfego
Aqui começamos a olhar a eficiência dos diferentes canais do Marketing Digital.
Primeiro, é importante compreender quais são as fontes que mais trazem tráfego para o site. O gráfico abaixo ilustra essa informação.
Porém, às vezes uma determinada fonte é boa para atrair tráfego, mas não para gerar conversões em Leads e Clientes. Por isso vale fazer a mesma análise nas outras partes do funil. Para o mesmo exemplo, veja a diferença da geração de Leads por cada fonte de tráfego.
3o Nível: Análise dos canais
Aqui é a hora de se aprofundar na análise de um canal específico que se deseje melhorar. Cada canal tem suas próprias peculiaridades e métricas (aprenda sobre o assunto neste ebook gratuito).
Para ilustrar um exemplo, veja como é possível analisar o desempenho do Google Adwords tanto por grupos de palavras compradas quanto por buscas efetivamente realizadas pelos usuários.

Métricas indiretas
Há ainda diversas outras métricas que, dependendo do tipo de negócio, são mais ou menos importantes, como por exemplo: Custo por Lead, Pageviews, Fãs/Seguidores, Emails, Ticket médio de compra, etc.
O mais importante é começar a acompanhar as métricas que têm relação direta com o negócio,de preferência com um dashboard visível a todos na organização. Depois, aos poucos ir se aprofundando e identificando oportunidades de melhorias com alto impacto.

Fonte: Endeavor MAG, 26/10/2012.