segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Britec: percorrendo o caminho das pedras


Empresa pernambucana inova quando o assunto é produção e fornecimento de brita, acelerando o processo de produção, diminuindo gastos e reaproveitando materiais.
Inovação, agilidade, solução, sustentabilidade. Todas essas palavras podem definir o modelo de negócio daBritec. A empresa pernambucana, selecionada pela Endeavor em julho, tem dois grandes empreendedores no comando: Marco Ferraz e Luis Noronha. Nesta entrevista exclusiva para o Portal Endeavor, os dois mostram como é a produção de brita em nichos ainda não atendidos pelo mercado e o que os inspirou a inovar em um setor tão tradicional.
De tantos diferenciais, a Britec se destaca pela mobilidade e facilidade do trabalho realizado. Ela identifica a jazida de brita mais próxima do local onde uma obra será erguida. Também aproveita o material considerado “de terceira”: rochas que seriam descartadas em aterros, transformando-as em insumos a serem aproveitados ali mesmo.


Os fundadores Luis e Marco têm perfis complementares e vontade de empreender correndo nas veias.







Ao invés de construir uma pedreira, processo demorado e nem um pouco prático, ela utiliza uma base móvel de mineração e britagem que diminui drasticamente o custo e o tempo do processo. “Em uma ferrovia, por exemplo, a empreiteira tinha que montar uma pedreira fixa no meio da obra, porque está longe dos grandes centros. Isso leva em média um ano e meio! E tem gastos com base de concreto, estrutura, subestação elétrica, demanda com concessionária, fios de alta tensão... nós instalamos todos os equipamentos em contêiners e, em 24 horas, eles estão trabalhando”, explica Luis Noronha um dos sócios. “Eles se diferenciam da pedreira fixa por serem montados sobre esteiras e terem gerador próprio”.
“Nosso setor é um setor antigo de mineração que trabalha da mesma forma faz muitos anos, sem inovação tecnológica. Essa ideia de mobilidade é muito recente. E a aplicação dessa mobilidade é o que trazemos para o mercado: um serviço, uma solução”, completa.
Para colocar as operações da Britec em prática não foi fácil. Marco Ferraz, que também fundou a empresa em 2010, revela uma curiosidade: os primeiros operadores das máquinas eram funcionários acostumados a jogar muito videogame. “Não é qualquer um que opera nossos equipamentos. Os primeiros que buscamos para trabalhar eram jovens que frequentavam Lan Houses! Se o cara tinha habilidade para mexer no joystick, ele conseguiria operar. Mas, hoje, preparamos gente nova, qualificada e focamos muitos em treinamentos e cursos. Contamos com a Endeavor pra colocar todos os nossos projetos em prática”, conta.
Marco ainda ressalta que o que move a Britec é nunca pensar que o que já foi feito é suficiente. “É uma evolução natural. O homem começou a plantar sem entender as estações. Com o tempo, foi adquirindo conhecimento, entendendo o clima e planejando sua plantação de acordo com a chuva, com o sol, com a temperatura. Estamos em 2012, achamos que sabemos de tudo e, quando descobrimos algo novo, percebemos que não sabemos de nada. Sempre temos que pensar: podemos fazer as coisas da maneira ainda mais adequada”.
Atualmente, o que mais passa na cabeça dos dois empreendedores é crescimento não só do negócio, mas do investimento geral em infraestrutura no Brasil. “Estamos crescendo muito, mas pensamos no desenvolvimento do país todo. Temos hoje só 20 mil km de ferrovias no Brasil e 200 mil nos Estados Unidos. Precisamos demais de infraestrutura, e nós trabalhamos para contribuir com isso”, comenta Luis. “E não é só Copa do Mundo e Olimpíada que são motivos para se investir nisso, não. O país sempre precisou de estradas, de ferrovias, de novas obras. E, para fazer tudo isso, precisamos de muita brita”, completa Marco.
A visão da Endeavor sobre a Britec
“A Britec resolve algo de que as pessoas nem estavam conscientes. Quando um conjunto móvel de britagem chega na obra, resolve um monte de problema de uma vez só. Ela corta uma fatia dos gastos do cliente e muda a visão do mercado em relação ao terreno. Hoje, um terreno mais plano é mais caro. Mas, para ela, não é mais um prejuízo ser irregular, é uma vantagem comercial.
Vimos muito brilho nos olhos dos dois empreendedores. A empolgação e a vontade de mudar e criar um diferencial corre nas veias deles. E os dois são distintos e complementares. O Marco tem um perfil de empreendedor serial, começou a empreender desde jovem, na faculdade. E o Luis, que tem uma visão mais sistêmica, um perfil de querer dar uma entrega mais redonda. O encanto dos dois com a Endeavor foi fundamental, eles enxergaram na Endeavor um grande catalisador. Iremos ajudá-los bastante em relação à governança, gestão de pessoas, porque eles trabalham muito com gente”, Juliana Queiroga, coordenadora da Endeavor na região nordeste.
Fonte: Endeavor MAG, 31/08/2012.

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