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quarta-feira, 10 de abril de 2013

A marca pessoal é uma ferramenta de liderança


Desenvolver a sua marca pessoal é essencial para o avanço de sua carreira e desenvolvimento como líder

A marca pessoal tornou-se um termo comoditizado que perdeu a sua essência, uma vez que as pessoas têm utilizado de forma irresponsável mídias sociais como uma plataforma para construir sua marca pessoal e aumentar a sua marca pessoal e aumentar a relevância.
As pessoas acreditam que a mídia social pode imediatamente aumentar seu valor de mercado para desenvolver a sua marca pessoal.
Ao invés disso, é preciso reconhecer que o processo de desenvolvimento da sua marca pessoal é uma responsabilidade muito maior, uma viagem sem fim, que se estende bem além das mídias sociais.
Por isso, o conselho, toda presença em mídias sociais precisa estar cuidadosamente alicerçada em cima de intenções e objetivos antes de dar o próximo passo.
Depois disso, a partir do momento em que se iniciar, você precisa continuar com a execução do plano da criação da sua marca pessoal.
Desafie-se a pensar sobre o quais são as suas intenções e o que você pode entregar para as pessoas que você serve – dentro e fora do seu local de trabalho.
Criar uma marca pessoal é sobre fazer um compromisso de tempo integral para a jornada de definir-se como um líder e isso vai influenciar diretamente moldar a maneira como você vai servir os outros.
Sua marca pessoal deve representar o valor que você é capaz de entregar às pessoas consistentemente para quem você está servindo.
Isso não significa auto-promoção. Gerenciar a sua marca pessoal exige que você seja um grande mentor e/ou uma voz que as pessoas podem seguir.
Por exemplo, quando eu escrevo um artigo, estou consciente de que os leitores – a comunidade de leitores – espera uma experiência de pensamento específica sobre aquilo que produzo.
Mais do que isso, o objetivo é atrair novos leitores, oferecendo algo de valor que venha a envolvê-los o suficiente para continuarem acompanhando o trabalho.
Parece uma pressão e uma responsabilidade enorme, não é mesmo?
Em primeiro lugar, é. Mas com o tempo a responsabilidade torna-se uma parte natural e instintiva de quem você é. Esta é a mentalidade que você deve desenvolver e a responsabilidade que você deve assumir no momento que você definir o seu posicionamento de marca (pessoal).
Todos os dias você sabe que precisa suprir uma expectativa das pessoas que te acompanham e que esperam alguma coisa de você.
A marca pessoal precisa ser visto como uma marca registrada, um ativo pelo qual você deve lutar e zelar diariamente. Sua marca pessoal é um bem que deve ser gerenciado com a intenção de ajudar os outros a enxergar os benefícios de ter um relacionamento com você.
O que você tem feito para melhorar a sua marca pessoal?

O que você tem feito para melhorar a sua marca pessoal?

Você já definiu qual é a sua marca pessoal? Você está vivendo de forma consistente a sua marca pessoal todos os dias?

Se você age como a maioria das pessoas, a sua resposta para ambas as perguntas é não.
Com base em uma pesquisa realizada, menos de 15% das pessoas têm realmente definida o posicionamento da sua marca pessoal e, desses, menos de 5% estão vivendo de forma consistente esse posicionamento no dia-a-dia.
Isso acontece porque o posicionamento da marca pessoal pode ser extremamente desafiadora, e exige uma quantidade enorme de autoconhecimento, ação e responsabilidade.
Mas, o que é espantoso é que 70% dos profissionais acreditam que definiram a sua marca pessoal e 50% acreditam que a estão vivendo.
Mas quando começamos a aprofundar sobre a definição de marca pessoal, percebemos que o foco estava totalmente voltado para a autopromoção, em vez do compromisso de servir às outras pessoas.
Então, o que é uma marca pessoal?
Uma marca pessoal é a experiência total que alguém teve ao se relacionar com o que você é e o que representa como indivíduo e líder.
Pense no que isso significa para você. Pergunte a si mesmo e, em seguida peça para um amigo próximo lhe dizer qual é a experiência total de um relacionamento com você.
Anote as 5 coisas que você esperaria que os outros experimentassem ao se relacionar com você e peça para que o amigo faça o mesmo. Se as respostas forem iguais, ponto pra você. Caso contrário, você tem um longo trabalho a fazer.
Toda vez que você está em uma reunião, em uma conferência ou uma reunião de networking, você deve estar atento ao que os outros estão pensando sobre você.
Em primeiro lugar, isso é um pouco mais do que apenas um desafio. No entanto, quando você começar a enxergar a si mesmo como uma marca – que precisa ser coerente, você vai se tornar mais consciente sobre como você se aproxima da marca que está definida com o seu objetivo de vida.
A marca pessoal não é mais uma opção, é um facilitador poderoso da liderança.



Fonte: Jornal do Empreendedor, 09/04/2013.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Remuneração e incentivos em governança corporativa


É muito fácil diminuir o valor de uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração equivocado.
O sistema de remuneração e incentivos é uma das mais potentes armas do arsenal de governança corporativa de uma organização. Entretanto, ele tanto pode catapultar os resultados quanto destruir valor caso seja desenhado de forma equivocada.
Importante lembrar que um dos propósitos da governança corporativa é facilitar e estimular o desempenho das organizações, criando e mantendo incentivos que motivem os dirigentes e colaboradores (corporate insiders) das empresas a maximizar a sua eficiência operacional, o retorno sobre ativos e o crescimento da produtividade no longo prazo. Portanto, não é nenhum exagero afirmar que o sistema de remuneração e incentivos determina opadrão de comportamento, e por conseqüência, dos resultados de uma organização.
Jack Welch, o célebre ex-CEO da gigantesca GE, costuma destacar esse fator como um dos mais importantes em sua experiência de gestão. Certa vez, em uma entrevista, perguntado sobre suas práticas de liderança, declarou que liderar é, antes de tudo, remunerar de acordo com o comportamento esperado.
No entanto, uma parcela importante das organizações enfrenta muita dificuldade em desenhar um bom sistema desse tipo. Muitas vezes cometem equívocos que produzem péssimos resultados.
Lembro-me de uma organização que incentivava sua equipe comercial a vender volumes cada vez maiores. A equipe sempre batia as metas de volume. Porém, concentravam seus esforços nos produtos mais fáceis de vender e menos rentáveis. Os novos produtos, com margens mais favoráveis e mais difíceis de vender, simplesmente não decolavam e a rentabilidade da empresa despencava. Ao mesmo tempo a equipe comercial embolsava polpudos bônus.
Portanto, é simples destruir valor em uma organização: basta desenhar um sistema de remuneração e incentivos equivocado. Um bom sistema de incentivos deve estar perfeitamente alinhado com o sistema de gestão da estratégia empresarial e este, por sua vez, deve permear todos os níveis da organização e permitir o estabelecimento de objetivos, metas e indicadores departamentais e individuais, coerentes, consistentes e alinhados com os objetivos e estratégias de negócios da organização.
As empresas que gerenciam de forma adequada sua estratégia de negócios promovem esse alinhamento, estabelecem metas, definem indicadores e acompanham sistematicamente o desempenho e, finalmente, remuneram de forma coerente com a contribuição efetiva de cada departamento ou indivíduo para os resultados.

Fonte: Endeavor MAG, 01/04/2013.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/gente-gestao/governanca-corporativa/remuneracao-e-incentivos-em-governanca-corporativa

quinta-feira, 14 de março de 2013

Modelos de negócios: por que os administradores estão tão atrasados?


Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é


Shutterstock

Acabei de terminar e leitura do Best Seller Business Model Generation: inovação em modelos de negócios, escrito por Alex Osterwalder, Yves Pigneur e mais 470 coautores que trabalharam de maneira colaborativa via internet. Tal obra descreve o modelo Canvas (clique aqui para ler um resumo completo sobre esse modelo), um dos mais famosos e comentados ultimamente, isso dentro das comunidades de negócios é claro, porque garanto que nem 10% dos alunos de administração e MBA ouviram falar de tal obra em suas salas de aula, fato esse que comento adiante.
O livro por si só é sensacional, faz jus a fama que tem. Seu design é lindo e muito bem organizado, dentre os seus detalhes, seu formato retangular, seus capítulos separados por cores e suas fotos, fontes e desenhos dão a essa obra um valor único. Nele não há miséria de cores e nem de fotos em sua impressão, algo comumente visto em 90% como dos livros de negócios que existem no mercado, ansiosos por uma economia de custos.
Entretanto, apesar de toda sua fama e utilidade, já demonstrada por meio de inúmeros depoimentos e cursos existentes, tal método ainda é desconhecido por boa parte dos recém-formados na área de negócios, tantos os de graduação quanto os de pós-graduação. Mas por que esse atraso?
Para quem está lendo este texto, fica o aviso. Não ache que o que você aprenderá na faculdade ou na pós-graduação será o suficiente, pois não é. Está mais do que provado que na área de negócios os alunos já se formam com o conteúdo defasado, ficando por sua conta atualizar-se perante as novidades do mercado.

“O maior obstáculo para a inovação de Modelos de Negócios está nas pessoas que resistem a qualquer mudança até que um problema surja e precise ser corrigido”
Em minha visão, há duas prováveis opções:
1 - Os professores estão poupando seus alunos, pois entendem que os mesmos ainda não estão preparados para aprender algo novo e complexo, fato até que compreensível para alunos de graduação, mas inadmissível para alunos de pós-graduação.
2 - Os professores pararam no tempo, limitando-se a ensinar modelos aprendidos há décadas atrás, como o Modelo das 5 forças de Porter ou a Matriz BCG, o que é pouco, muito pouco mesmo, para preparar nossos futuros administradores para esse mercado dinâmico, ágil e competitivo de hoje.
Digo isso porque acabo de terminar meu MBA em Marketing, que foi aprovado com o selo “TOP MBA’s” da revista Você S/A, tendo aula com doutores da FGV e ESPM e asseguro que em nenhum momento foi abordado qualquer comentário sobre o livro, mesmo este tendo sido escrito originalmente em 2010, com tradução para o português em 2011.
“O maior obstáculo para a inovação de Modelo de Negócios não é a tecnologia: somos nós, humanos e instituições nas quais vivemos”
É por isso que afirmo que nesses 2 anos de MBA aprendi muito mais lendo livros, blogs e portais de notícias do que propriamente dentro da sala de aula. Dela só aproveitei mesmo as amizades, 95% do que foi me ensinado lá eu não poderia aprender por conta própria, é claro que demandaria muito mais esforço, mas aprenderia.

Finalizo o texto com uma frase, que na visão do autor, melhor descreve o porquê desse modelo de negócios ainda não ser estar sendo adotado por grande maioria das empresas:
“As companhias mais bem-sucedidas frequentemente ficam cegas pelo “é assim que as coisas são feitas aqui” ou pelo “se não estiver quebrado, não conserte”, e não enxergam o surgimento de Modelos de Negócios Inovadores”.


Fonte:  Administradores.com, 13/03/2013.

http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/modelos-de-negocios-por-que-os-administradores-estao-tao-atrasados/69288/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

5 dicas para tornar-se (e manter-se) uma empresa inovadora



Estimular e aplicar a inovação. É isso o que fazem as grandes empresas na hora de se manter à frente dos seus respectivos mercados. 3M, Google, Natura e Buscapé se reuniram para debater o tema no evento de lançamento do Endeavor Innovation Program (EIP) hoje (22/1). O projeto é realizado pelo Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação da Endeavor, com apoio financeiro da Finep e do Ministério da Ciência e da Tecnologia.

O programa colocará 60 empresas em contato com as práticas mais modernas de inovação e será supervisionado por professores do Insper, de Harvard e de Stanford. As inscrições vão até o dia 27 de janeiro e podem ser feitas aqui.

Mas como ser e se manter uma empresa inovadora? Aqui vão dicas dessas quatro grandes marcas:

1. A inovação precisa, primeiramente, fazer parte da cultura da empresa. “Costumamos dizer que a inovação não acontece, ela sempre está presente dentro Google”, afirma Alessandro Germano, gerente de novos negócios da companhia. “E estimular isso parte da própria diretoria.” Luiz Serafim, gerente de marketing corporativo da 3M, reafirma a necessidade de um ambiente que seja favorável à inovação.

2. Tenha foco e planejamento. “Inovar em tudo parece uma ideia fantástica, mas não é nada prática”, afirma Serafim. Escolha as áreas em que você precisa de novas ideias, defina quais são os objetivos que você quer alcançar e os passos para chegar lá e, depois, determine as métricas para avaliar o sucesso de sua trajetória. Germano concorda que muitas empresas devem achar um modelo para administrar a inovação, mas que, no caso do Google, é preciso ter mais liberdade. Vitor Fernandes, diretor de ciência & tecnologia, ideias e conceitos da Natura, também diz que o modelo da empresa é o de estabelecer objetivos e depois partir para alcançá-los.

3. Todo funcionário, independentemente do seu cargo ou área, deve ser estimulado a inovar. “Na 3M, todos podem e devem ser intraempreendedores e são avaliados pelas suas novas ideias”, diz Serafim. Os engenheiros do Google podem utilizar 20% do seu tempo para trabalhar em projetos pessoais (e Gemano afirma que isso não é lenda). Já o Buscapé estimula projetos internos que agreguem novos conhecimentos à empresa.

4. É possível buscar a inovação também fora da empresa. Ayrton Aguiar, vice-presidente de fusões e aquisições do Buscapé, afirma que uma das estratégias da marca é buscar e comprar startups que tenham ideias novas e possam incrementar os serviços que ela já oferece. Disso surgiu o projeto “Sua ideia vale 1 milhão”, que seleciona esse tipo de negócio nascente para virar sócio do Buscapé;

5. A inovação é colaborativa. Para a 3M, a interação com os seus clientes é essencial para descobrir oportunidades para novos produtos ou serviços. Por isso ela leva anualmente mais de 7.000 consumidores para um centro de testes de novos produtos para receber e analisar feedback. A empresa também compartilha o conhecimento que está sendo produzido – mesmo que ainda não tenha utilidade – com todos os funcionários justamente porque eles podem repensá-lo e dar direcionamentos novos. O Google também tem o costume de testar seus produtos com os próprios funcionários para identificar, de cara, possíveis melhorias. 

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, 22/01/2012.
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI329117-17180,00-DICAS+PARA+TORNARSE+E+MANTERSE+UMA+EMPRESA+INOVADORA.html

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O NOVO HOMO ESCRITORIUS


ELE SE LIVROU DA CADEIRA E AGORA TRABALHA EM PÉ, ANDANDO NUMA ESTEIRA. QUER TENTAR?


Muita coisa mudou nos últimos séculos dentro do ambiente de trabalho – pense na energia elétrica, nos mainframes, na internet... Uma característica, porém, segue intacta: o hábito de trabalhar sentado. Um movimento vem tentando mudar isto aproximando os escritórios das academias. Por que não cumprir todas as suas obrigações andando vagarosamente em uma esteira, em vez de ficar sentado?
Em quatro anos, o preço da mesa-esteira caiu de US$ 5 mil para US$ 1,5 mil 
Em 2007, o endocrinologista James Levine fazia um estudo atrelando riscos de saúde à rotina corporativa quando virou sua própria cobaia. Instalou uma esteira sob sua mesa e passou a trabalhar enquanto andava vagarosamente. Descobriu que, se caminhar a 1 quilômetro por hora, o funcionário queima 100 calorias extras por hora e pode perder até 25 quilos em um ano.
A pesquisa de James fez tanto sucesso que deu o pontapé (ou a passada) inicial para os “office walkers”, comunidade dos profissionais que trocaram os sapatos pelos tênis de corrida na hora do expediente. Logo, empresas passaram a vender o móvel totalmente adaptado. Em quatro anos, o preço da “mesa-esteira” caiu de US$ 5 mil para US$ 1,5 mil, algo que vem dando fôlego à sua adoção. Bizarra à primeira vista (afinal, digitar e caminhar ao mesmo tempo exige uma coordenação que nem todo mundo tem), a ideia vem ganhando espaço na rotina de empresas americanas, como a Best Buy, a GlaxoSmithKline e a Universidade de Nevada. A ginástica laboral que se cuide.  
3,5 km/h é a velocidade máxima programada nas esteiras corporativas (Foto: Gettyimage)



3,5 KM/H É A VELOCIDADE MÁXIMA PROGRAMADA NAS ESTEIRAS CORPORATIVAS

PESSOAS QUE TRABALHAM SENTADAS O DIA TODO TÊM, EM RELAÇÃO AOS QUE FICAM EM PÉ:

• 125% MAIS CHANCES DE TER DOENÇA CARDIOVASCULAR
• TAXAS MAIS ALTAS DE COLESTEROL E HIPERTENSÃO


QUEM SENTA REDUZ, EM MÉDIA:

• 1CALORIA/MINUTO

QUEM FICA PARADO EM PÉ QUEIMA:


• 5,5 CALORIAS/MINUTO 


QUEM FICA MAIS DE SEIS HORAS POR DIA SENTADO AUMENTA EM:


• 40% AS CHANCES DE MORRER NOS PRÓXIMOS 15 ANOS 


QUEM PASSA MAIS DE 11 HORAS POR DIA SENTADO (ENTRE TRABALHO, TRANSPORTE E CASA):


• DOBRA O RISCO DE MORRER NOS PRÓXIMOS 3 ANOS



























FONTES: UNIVERSIDADE DE SYDNEY E MAYO CLINIC 
 (FOTO: GETTYIMAGE)

Fonte: Revista Época Negócios, 20/11/2012.
http://epocanegocios.globo.com/Ideias/noticia/2012/09/o-novo-homo-escritorius.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Startup Stay: abra sua casa para empreendedores


Startup Stay, uma rede social focada em acomodação e relação entre empreendedores, promete revolucionar as viagens de negócio ao redor do planeta.
O networking é a principal maneira de aprender, fazer novos relacionamentos e desenvolver habilidades. Levantar da cadeira e ir atrás de contatos, investidores e novos horizontes é primordial para quem quer pensar fora da caixinha. Porém, às vezes é complicado deixar a sua cidade ou seu país, principalmente por causa dos gastos com acomodação. Pensando nisso, a plataforma inglesa Startup Stay chega ao Brasil para resolver os problemas de custos e proporcionar experiências únicas e relações duradouras entre empreendedores de diversos países.
Definida por um de seus fundadores, Fred Caballero, como “uma comunidade global de empreendedores que viajam”, o Startup Stay propõe ao usuário encontrar outros empreendedores que possam recebê-lo em seus países ou cidades e também de se oferecer como anfitrião de quem esteja a caminho de onde reside. Tudo funciona apenas com um convite, sem necessidade de pagamentos. Faz parte da experiência dos convidados e hospedeiros dividir conhecimento, habilidades e aumentar suas redes de contatos.
“O Startup Stay possibilita criar conexões com outros ao redor do mundo, ganhando acesso às tendências locais do empreendedor de tal região. Aumenta a produtividade das viagens e elimina os custos de acomodação”, pontua o britânico.
Além de reduzir as despesas, a empresa garante que o usuário tem também outros benefícios, como uma visão de negócios inserida no contexto da região em que se encontra, por presenciarem seu dia-a-dia do empreendedor local, e a possibilidade de construir negociações presencialmente com representantes dediferentes países.
Fred Caballero e Facundo Villaveiran tiveram a ideia em 2008, mas ela só ganhou força dois anos depois.
A ideia surgiu em 2008, mas intensificou dois anos depois. Caballero estava no co-working TechHub e passou a ver muitas reclamações de outros empreendedores que gostariam de visitar a capital inglesa a negócios, mas estavam com problemas de acomodação e não possuíam contatos na região. Foi aí que ele foi uma grande oportunidade de “conectar cara a cara os empreendedores ao redor do mundo”.
Ainda em versão Beta no país, a plataforma é, segundo Fred, perfeita para o ecossistema empreendedor nacional.  “Estamos muitos felizes de ver como as coisas estão dando certo no Brasil. A cada dia está mais interessante. A adesão e o excelente espírito empreendedor facilitam demais o trabalho boca a boca. Sinto que o brasileiro adora compartilhar e, no Startup Stay, todos sempre ajudam uns aos outros. Tenho certeza de que isso é reflexo do ambiente aqui”, acrescenta.
O empreendedor agora busca crescer em território nacional para fazer do Startup Stay a primeira opção de quem precisa viajar a negócios. “Vamos medir nosso sucesso com o número de conexões cara a cara que conseguimos gerar com a plataforma. Planejamos conseguir 2,5 milhões até 2014”, conta Caballero.
O próprio fundador experimentou as possibilidades de conhecer outros lugares e passou a ter uma visão global do espírito empreendedor, independentemente da região em que está. “A sombra do Vale do Silício, às vezes, nos faz pensar que ideias são apenas viáveis por lá. É questão de sentar em um avião e visitar outros países, conversando com outros empreendedores, para perceber que existem talentos em todas as partes. E sabe o que é o melhor de tudo isso? É apenas o começo.”

Fonte: Endeavor MAG, 16/11/2012.
http://www.endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/negocios-pelo-mundo/startup-stay-abra-sua-casa-para-empreendedores

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Google lança ferramenta que cria sites móveis para empresas grátis


Empresas de todos os tamanhos podem criar versões de seus sites para celulares gratuitamente. O Google, em parceria com a DudaMobile, lançou uma plataforma que, em apenas quatro passos, permite a adaptação das páginas da web para visualização em aparelhos móveis.
No Brasil, 10% de todas as pesquisas realizadas no Google.com já têm origem nos celulares. Com isso, a empresa aposta que a crescente adesão dos consumidores aos smartphones abre espaço para micro e pequenas empresas conquistarem clientes e exporem suas marcas nesses aparelhos.
"Sabemos que a mobilidade é um fenômeno global e queremos estimular as empresas brasileiras a entrarem nesta era", afirma Peter Fernandez, especialista em Publicidade Móvel do Google para a América Latina.
"Acreditamos que ao atender as necessidades do usuário no momento em que ele busca, as marcas podem conquistar novos clientes e ampliar seus negócios", diz.

Nova plataforma oferece opções de layout

A nova plataforma do criador de sites móveis oferece opções de layouts simples e leves e recursos como geolocalização e clique-para-ligar. O lançamento faz parte do GoMo, iniciativa do Google que visa ajudar as empresas a entrar no mundo móvel. 

Fonte: Uol Notícias, 07/11/2012.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Os segredos de gestão do Blue Man Group


Conheça as estratégias do grupo para faturar US$ 3,5 milhões por semana


Editora Globo
Fundado em Nova York em 1987, o Blue Man Group é hoje um dos mais bem-sucedidos exemplos de economia criativa no mundo. Seus shows são vistos por 60 mil pessoas por semana, gerando uma receita de US$ 3,54 milhões. Além das performances ao vivo, lançaram CDs, abriram uma escola e fizeram parcerias na área de publicidade. Em entrevista à revista Fortune, os fundadores Matt Goldman, 51, Phil Stanton, 52, and Chris Wink, 51, contaram quais foram suas estratégias para criar e expandir a empresa.
1. Invente um conceito original
Os amigos Phil, Chris e Matt frequentavam shows performáticos em Nova York quando tiveram a ideia de criar seu próprio espetáculo, baseado em um único personagem, o Blue Man, ou Homem Azul. Esse personagem seria ao mesmo tempo um herói e um homem comum, com quem o público pudesse se identificar. O primeiro show, no Central Park, recebeu o título de Funeral dos Anos 80: em determinado momento, eles colocavam fogo em ícones da década, como um boneco do Rambo. O empreendedor não precisa criar algo do zero: vale se inspirar no que já existe, desde que ele imprima um traço original à sua criação.
2. Trabalhe duro, mesmo sem retorno
No início de carreira, os três amigos dividiam todas as tarefas. Para dar conta da criação, produção e performance em diferentes cidades, trabalhavam 14 horas por dia, todos os dias, sem descanso. Nos primeiros meses, os shows deram prejuízo, mas eles foram em frente mesmo assim. Não desanime se tiver que executar mil tarefas ao mesmo tempo, e o lucro for escasso: se seu plano de negócio for sólido, o retorno virá..
3. Controle o seu destino, mas saiba delegar
Em 1991, os três amigos assinaram um contrato com dois produtores, que detiveram os direitos sobre o grupo por três anos. Para recuperar o controle sobre as atividades, em 1993 fundaram a Blue Man Productions. Cuidar dos negócios e das performances sozinhos seria impossível. Por isso, passaram a contratar atores para encarnar o Blue Man, e criaram um método de ensino para isso. Esse movimento deu escala ao grupo. É importante delegar tarefas para a empresa crescer, mas sem perder o controle da operação.
4. Diversifique, mas com critério
Além de levar o show para diferentes partes do planeta, os integrantes do Blue Man criaram novos produtos: idealizaram um show de rock para espaços maiores, lançaram CDs, escreveram trilhas sonoras para filmes. Para manter tudo sob controle, nomearam diretores associados, encarregados de garantir a qualidade de todos os produtos. Enquanto isso, os fundadores se concentram em criar novos produtos e fazer o negócio crescer. Durante a expansão, é importante ter gerentes de confiança, para que o líder possa se dedicar à estratégia.
5. Nunca pare de criar
Os integrantes do Blue Man Group sabem que são donos de uma marca forte, conhecida no mundo inteiro. Mas sabem também que precisam continuar diversificando para atingir o próximo nível. Agora, planejam levar a marca para outras mídias – TV, internet e cinema estão nos planos.
6. Reconheça suas forças e fraquezas
Em todas as fases da sua carreira, os três fundadores sentaram e analisaram quais eram os riscos reais de cada nova proposta, e só foram em frente quando sentiram que davam conta da tarefa. Para conseguir isso, foi fundamental unir os talentos de cada um dos três fundadores: em qualquer empresa, é importante que a equipe seja ser formada por pessoas com diferentes capacidades.
7. Converse com a equipe
Durante sua trajetória, muitas vezes os membros tiveram opiniões diferentes sobre os passos seguintes. Para eles, o que vale é o consenso. Sempre que discordam, sentam e conversam até chegarem a um acordo. Dentro do grupo, dizem, não há celebridades. O que vale é mesmo o trabalho em equipe.

Fonte: Revista Pequenas Emrpesas & Grandes Negócios, 01/11/2012.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os desafios da criação de um clima criativo.

As escolas, em sua maioria, preparam as pessoas apenas para a aprovação nos testes e, com isso, matam a criatividade, nivelando as pessoas pela média.

Dito isso, é difícil não pensar no impacto que isso tem quando esses alunos se transformarem em trabalhadores com mentalidade razoável e coletiva compatível entre si, o que ameaça uma cultura econômica que tem prezado a cada dia mais a inovação e criatividade.
criatividade tem sido descrita como a originalidade combinada com a utilidade. A novidade não é suficiente. A ideia e o comportamento também precisa ser adaptável para que a criatividade realmente aconteça.
As pessoas podem – e em sua maioria são, atém serem cerceados – altamente criativos por natureza. Alguns traços de personalidade constantemente aparecem em pessoas com alta criatividade, incluindo abertura à experiência, impulsividade, consciência, auto-aceitação, e não-conformidade.
Mas a criatividade existe no cruzamento – e relacionamento – de pessoas e situações e, algumas situações são melhores e propicias para que a criatividade aconteça.
Abra a cabeça para a criatividade
Abra a cabeça para a criatividade.

Como produzir ambientes que fomentem acriatividade e inovação?

Felizmente há, a cada ano, mais estudos e pesquisas sobre motivadores da criatividade que podem ser transformadas nas melhores práticas criativas. Em uma meta-análise de 42 estudos sobre a relação entrecriatividade e fatores climáticos, surgiram 14 dimensões como as principais influenciadoras do desempenho criativo, principalmente em ambientes competitivos e de alta pressão.

#1. Troca interpessoal positiva.

#2. Estímulo intelectual.

#3. Desafio.

#4. Flexibilidade de risco.

#5. Apoio à alta gestão.

#6. Relação positiva com a supervisão.

#7. Interação positiva entre grupos.

#8. Clareza da missão.

#9. Integração organizacional.

#10. Participação.

#11. Ênfase no produto.

#12. Orientação e recompensa.

#13. Recursos.

#14. Autonomia.

A partir dessa pequena lista podemos concluir não como tornar as pessoas mais criativas, mas sim criar condições para resultados e ambientes criativos.
Podemos concluir que, dando às pessoas mentores, condição de trabalho flexíveis, direção clara, e tolerância ao fracasso, além de promover a inclusão do grupo, pode sim desenvolver pessoas mais criativas. No trabalho e nas escolas.
Outro fator crucial para o aumento da criatividade é a emoção e a vivência positiva. Barbara Frederickson tem realizado pesquisas sobre os efeitos poderosos das emoções positivas, mostrando como aumentarmos a atenção sobre nós mesmos.
Pesquisadores da Universidade de Toronto descobriram que a emoção positiva diminui o controle inibitório e aumenta a aumenta a atenção visual e espacial, além de oferecer melhor acesso semântico e, com isso influenciar positivamente nosso comportamento dentro de espaços e ambientes.
Estados positivos induzidos também foram utilizados para fomentar acriatividade junto às crianças e encontrar a solução para os testes padronizados.
O afeto é um condutor de pensamento criativo no ambiente de trabalho. O neurocientista Rex Jung chama de cérebro criativo o cérebro sinuoso, e a pessoa criativa aquela com muitas ideias. Os estados emocionais positivos, juntamente com os subsídios para ações autônomas e o trabalho em equipe, alimentam o cérebro sinuoso e, com isso a criatividade.
Outras pesquisas mostram que os esforços organizacionais para o grupo de trabalho e o apoio da supervisão são muito eficazes e, o trabalho com o foco de avaliação construtiva, positiva e o reconhecimento de competências também servem de apoio para alimentar a criatividade.
O estado da arte da criatividade
O estado da arte da criatividade.
A motivação intrínseca é outro fator chave de fomento à inovação ecriatividade. A autonomia e os desafios definem o cenário para que um profissional motivado dê frutos e assim cria um indivíduo determinado, competente e interessado.
O local de trabalho pode promover a motivação intrínseca, proporcionando liberdade, desafio, recursos e encorajamento.
Então, quando procuramos maneiras de aumentar o resultado criativo e ampliar o pensamento é necessário olhar para os fatores contextuais que o cercam e utilizar essa pesquisa como base para as intervenções é uma ótima maneira de fomentar o ambiente criativo.
Muitas empresas estão contratando consultores em criatividadepara ajudá-las na maximização dos resultados da criatividade e promover um ambiente criativo.
A especialista em criatividade Geórgia Shreve diz que não é suficiente para estimular a criatividade em uma organização. “Você deve lançar mão dos 5 Rs: reforço (comunicando as necessidades primárias); recursos (materiais, pessoal, espaço e financiamento); role-modeling – modelagem de papeis – (exemplos criativos, incentivo); recompensa (intangíveis, como reconhecimento, flexibilidade e liberdade); e reach – alcance – (desenvolvendo talentos em toda a organização)”.
Apesar de apontar as carências do sistema educacional, este não é o foco desta pesquisa que abrange os fatores que aumentam acriatividade e influenciam a inovação e o ambiente criativo, para desenvolver profissionais competitivos.
Processo criativo
                                                                                      O processo criativo.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 25/10/2012.

Ser ‘servil’ é o diferencial


Segundo o Trendwatching.com, empresas que se empenham em ajudar, escutar e criar novidades a partir dos desejos de seus clientes são hoje as que se diferenciam das demais.
Em um mundo onde informações e inovações são criadas e compartilhadas a cada minuto, o que diferencia seu produto ou serviço do seu concorrente é a atenção que você dá ao desejo de seu cliente. Estamos falando de um conceito do radar de tendências mundial Trendwatching: o conceito das Empresas Servis.
Por que ser servil?
A população mundial, hoje, tem três características que a fazem cada vez mais suscetível ao bom atendimento. Os chamados citysumers (consumidores urbanos) querem cada vez mais flexibilidade e liberdade para tirar o melhor proveito da experiência nas grandes cidades mundiais. Eles também se caracterizam por procurar a melhor experiência possível no mundo online, mais ágil e instantâneo, para melhorar a sua experiência offline.
Outro aspecto é a forma como lidamos com o tempo. De acordo com uma pesquisa do Datamonitor, 44% dos consumidores em 15 países diferentes admite não conseguir controlar o seu tempo no dia a dia e muito menos aproveitar sua experiência de consumo e relaxar. O terceiro fator é o Boca-a-Boca 2.0, uma nova realidade com o avanço e a democratização das redes sociais. Ou seja: um consumidor confia na opinião de outro consumidor e, por isso, procura ver feedbacks a respeito de um produto. Mais um motivo para ser servil: o clichê “o cliente sempre vem primeiro” tem de ser levado a sério.
Mas, afinal, como ser servil?
É fácil falar – e é tão fácil quanto fazer. Coloque-se no lugar do seu cliente e pense qual é a pior situação que você poderia ter com um determinado produto. Foi assim que a Chevrolet do Brasil pensou para criar o Rescue Drive. Ao lado de uma empresa de guinchos, quando os clientes de outras montadoras solicitavam um regaste de emergência com problemas em seus carros, eram surpreendidos com um Cobalt de teste drive para dirigir até seu destino final, enquanto seu carro original era levado pelo guincho. Ou seja, ser servil é deixar o cliente testar seu produto primeiro.
Uma empresa servil permite o monitoramento da experiência de consumo. Como? Dois ótimos exemplos vieram da Volkswagen e da Babolat. A primeira colocou no computador de bordo de seus carros na China um sistema ecologicamente correto, que dá todos os dados de consumo e desempenho do motorista em tempo real. A segunda, famosa fabricante de raquetes, lançou uma versão de seu produto com um dispositivo analítico com todas as estatísticas e desempenho técnico do jogador durante a partida.
A velocidade das informações em tempo real pode parecer um desafio para a empresa que quer ser mais servil. No entanto, ela é na verdade um celeiro de oportunidades. Quem pegou essa onda foi aWestfield, maior operadora de shoppings centers do mundo, que lançou um aplicativo para celular que aponta quais lojas dos shoppings vendem algum produto específico e ainda compara os preços. Mas não se esqueça de que você vive em um mundo globalizado e nem todo mundo saber falar a sua língua. Pensando nisso, o Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na Holanda, lançou um app que traduz todas as informações do holandês e do inglês para o mandarim.
Recomendar é sempre bom. Mas suas recomendações têm de ser realmente úteis. Ninguém gosta de ser bombardeado de informações, principalmente de uma empresa querendo vender seu produto. Assim, a Hellmann's e os supermercadosSt. Marche no Brasil pensaram em uma forma discreta de se aproximar de seus clientes. Quando um pote da maionese mais vendida no país é registrado no caixa, o sistema identifica outros produtos da compra que tenham alguma relação e imprime uma receita com esses ingredientes na nota fiscal.
Portanto, o verbo “facilitar” deve estar sempre presente em todas as ações de sua empresa. Um ótimo exemplo é o ímã de geladeira da Red Tomato Pizza, de Dubai, nos Emirados Árabes. Ele não é um ímã comum, daqueles que estamos acostumados, essa versão tem um botão apenas, escrito “Pressione para matar a fome”. Conectado por Bluetooth aos smartphones, o dispositivo automaticamente pede sua pizza preferida no estabelecimento, entregue em alguns minutos em sua casa. Mais fácil que isso não dá, não é?

fonte: Endeavor MAG, 25/10/2012.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Como tirar boas ideias das mídias sociais


Conteúdo interessante e engajamento é o que separa os excelentes profissionais dos marketeiros sem qualidade e as marcas inovadoras das que ainda usam os métodos tradicionais e ultrapassados.

Basta prestar atenção: muitas boas ideias circulam pelas mídias sociais.
Basta prestar atenção: muitas boas ideias circulam pelas mídias sociais.
Pode ser difícil encontrar inspiração para bons conteúdos. Por isso, as mídias sociais têm sido de grande ajuda para saber sobre o que escrever, justamente acompanhando a tendência do que é mais falado na Internet. Aqui vão algumas dicas para tirar boas ideias das mídias sociais.

1. Acompanhe as conversas mais populares e as tendências

No Twitter, você pode encontrar ideias nos Trending Topics. É possível relacionar o assunto mais discutido com o seu ramo de trabalho e marcar as palavras-chave para garantir os compartilhamentos.
Quando falamos de Facebook, o diálogo se dá através das curtições. Curta páginas similares à sua, acompanhe os feeds com atenção ecompartilhe com comentários próprios. O mesmo pode ser feito no LinkedIn.

2. Leia os comentários

Monitore constantemente a seção de comentários nas plataformas de mídias sociais. Eles estão cheios de informações que podem ajudar a encontrar o que os consumidores estão querendo no momento.
Por exemplo, se os consumidores estão reclamando, você pode escrever uma postagem sobre como a companhia está resolvendo o problema. Seja engajado, especialmente no que se refere aos comentários.

3. Sinta os interesses dos clientes

Ainda na área de comentários das mídias sociais, preste atenção nosinteresses dos consumidores. Determine o que eles discutem, e isso pode prover insights para sua companhia.
Você também pode passear por alguns profiles pessoais dos clientes no Facebook para saber o que ele “curte”, visitar sua página no Twitter para saber quem acompanha e sua conta no Youtube para verificar em que canais está inscrito. As mídias sociais são abertas, e não há problema em fazer isso.
A principal regra é que o conteúdo não deve ficar focado somente na empresa, mas também nos interesses dos consumidores.

4. Faça concursos

Às vezes, quando estamos sem muito conteúdo, mesmo com a ajuda da mídia social, temos que recorrer a este tipo de ação. O bom é que estas ações deixam o seguidor engajado e podem resultar em sucessotambém.
Um concurso de fotos, por exemplo, te dará conteúdo para um bom tempo, além de servir para praticamente todas as plataformas das mídias sociais. O mesmo serve para concursos de textos ou vídeos, por exemplo.
Estes concursos gerarão conteúdo de duas fontes: os clientes, que enviarão seu material, e a companhia, que fará comentários sobre o que foi enviado. Este é o tipo de engajamento que torna a relação com os consumidores ainda mais positiva.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 04/10/2012.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Britec: percorrendo o caminho das pedras


Empresa pernambucana inova quando o assunto é produção e fornecimento de brita, acelerando o processo de produção, diminuindo gastos e reaproveitando materiais.
Inovação, agilidade, solução, sustentabilidade. Todas essas palavras podem definir o modelo de negócio daBritec. A empresa pernambucana, selecionada pela Endeavor em julho, tem dois grandes empreendedores no comando: Marco Ferraz e Luis Noronha. Nesta entrevista exclusiva para o Portal Endeavor, os dois mostram como é a produção de brita em nichos ainda não atendidos pelo mercado e o que os inspirou a inovar em um setor tão tradicional.
De tantos diferenciais, a Britec se destaca pela mobilidade e facilidade do trabalho realizado. Ela identifica a jazida de brita mais próxima do local onde uma obra será erguida. Também aproveita o material considerado “de terceira”: rochas que seriam descartadas em aterros, transformando-as em insumos a serem aproveitados ali mesmo.


Os fundadores Luis e Marco têm perfis complementares e vontade de empreender correndo nas veias.







Ao invés de construir uma pedreira, processo demorado e nem um pouco prático, ela utiliza uma base móvel de mineração e britagem que diminui drasticamente o custo e o tempo do processo. “Em uma ferrovia, por exemplo, a empreiteira tinha que montar uma pedreira fixa no meio da obra, porque está longe dos grandes centros. Isso leva em média um ano e meio! E tem gastos com base de concreto, estrutura, subestação elétrica, demanda com concessionária, fios de alta tensão... nós instalamos todos os equipamentos em contêiners e, em 24 horas, eles estão trabalhando”, explica Luis Noronha um dos sócios. “Eles se diferenciam da pedreira fixa por serem montados sobre esteiras e terem gerador próprio”.
“Nosso setor é um setor antigo de mineração que trabalha da mesma forma faz muitos anos, sem inovação tecnológica. Essa ideia de mobilidade é muito recente. E a aplicação dessa mobilidade é o que trazemos para o mercado: um serviço, uma solução”, completa.
Para colocar as operações da Britec em prática não foi fácil. Marco Ferraz, que também fundou a empresa em 2010, revela uma curiosidade: os primeiros operadores das máquinas eram funcionários acostumados a jogar muito videogame. “Não é qualquer um que opera nossos equipamentos. Os primeiros que buscamos para trabalhar eram jovens que frequentavam Lan Houses! Se o cara tinha habilidade para mexer no joystick, ele conseguiria operar. Mas, hoje, preparamos gente nova, qualificada e focamos muitos em treinamentos e cursos. Contamos com a Endeavor pra colocar todos os nossos projetos em prática”, conta.
Marco ainda ressalta que o que move a Britec é nunca pensar que o que já foi feito é suficiente. “É uma evolução natural. O homem começou a plantar sem entender as estações. Com o tempo, foi adquirindo conhecimento, entendendo o clima e planejando sua plantação de acordo com a chuva, com o sol, com a temperatura. Estamos em 2012, achamos que sabemos de tudo e, quando descobrimos algo novo, percebemos que não sabemos de nada. Sempre temos que pensar: podemos fazer as coisas da maneira ainda mais adequada”.
Atualmente, o que mais passa na cabeça dos dois empreendedores é crescimento não só do negócio, mas do investimento geral em infraestrutura no Brasil. “Estamos crescendo muito, mas pensamos no desenvolvimento do país todo. Temos hoje só 20 mil km de ferrovias no Brasil e 200 mil nos Estados Unidos. Precisamos demais de infraestrutura, e nós trabalhamos para contribuir com isso”, comenta Luis. “E não é só Copa do Mundo e Olimpíada que são motivos para se investir nisso, não. O país sempre precisou de estradas, de ferrovias, de novas obras. E, para fazer tudo isso, precisamos de muita brita”, completa Marco.
A visão da Endeavor sobre a Britec
“A Britec resolve algo de que as pessoas nem estavam conscientes. Quando um conjunto móvel de britagem chega na obra, resolve um monte de problema de uma vez só. Ela corta uma fatia dos gastos do cliente e muda a visão do mercado em relação ao terreno. Hoje, um terreno mais plano é mais caro. Mas, para ela, não é mais um prejuízo ser irregular, é uma vantagem comercial.
Vimos muito brilho nos olhos dos dois empreendedores. A empolgação e a vontade de mudar e criar um diferencial corre nas veias deles. E os dois são distintos e complementares. O Marco tem um perfil de empreendedor serial, começou a empreender desde jovem, na faculdade. E o Luis, que tem uma visão mais sistêmica, um perfil de querer dar uma entrega mais redonda. O encanto dos dois com a Endeavor foi fundamental, eles enxergaram na Endeavor um grande catalisador. Iremos ajudá-los bastante em relação à governança, gestão de pessoas, porque eles trabalham muito com gente”, Juliana Queiroga, coordenadora da Endeavor na região nordeste.
Fonte: Endeavor MAG, 31/08/2012.