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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Futuro: os próximos 15 anos segundo Global Trends

 

O Intelligence National Council, órgão ligado à Intelligence Community (IC) dos Estados Unidos, que realiza tarefas de análise estratégica a médio e longo prazo, publicou o novo relatório sobre a evolução político- económica global para os próximos 15 anos: Global Trends 2030: Alternative Worlds("Tendências Globais 2030:  Os Mundos Alternativos").

O documento fornece orientações para os decisores políticos e os agentes económicos sobre a evolução da situação mundial, examinando as frentes geopolíticas com particular atenção às questões de segurança nacional.

Como primeira coisa, vamos ver quem é esta Intelligence Community, o "editor" da publicação por assim dizer.

A Comunidade da Inteligência e a inteligência do Director 

A IC é uma federação de 16 diferentes agências governamentais que trabalham separadamente e em conjunto para realizar as actividades de intelligence consideradas necessárias para a condução das relações externas e da segurança nacional dos Estados Unidos. As organizações membros da IC incluem agências deintelligence militares, civis e departamentos de análise. A IC é liderada pelo Director da Inteligência Nacional (DNI), que trabalha directamente pelo Presidente dos EUA.

Actualmente, o Director é James R. Clapper. Ex militar, o homem deve ser um génio ou algo parecido.
Em 2003, Clapper, então director da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, tentou explicar a ausência de armas de destruição em massa no Iraque afirmando que estas tinham sido "inquestionavelmente" enviadas fora do Iraque, com destino a Síria e outros Países, antes da invasão norte-americana.

Em 2010, durante uma entrevista com a jornalista Diane Sawyer da ABC News, Clapper admitia desconhecer completamente o facto de doze supostos terroristas terem sido presos na Grã-Bretanha no início do dia. Nada mal, afinal já era Director do serviço nacional de espionagem.

Em Fevereiro de 2011, enquanto as manifestações queriam derrubar a presidência do Presidente Mubarak no Egipto, Clapper tranquilizou o Congresso:
O termo 'Irmandade Muçulmana' é um termo genérico para uma variedade de movimentos, no caso do Egipto, um grupo muito heterogéneo [...] que tem evitado a violência e já denunciou Al-Qaeda como uma perversão do Islão. Eles têm prosseguido fins sociais, uma melhoria da ordem política no Egipto.
James R. Clapper
Em Março de 2011, Clapper foi ouvido pelo Comité dos Serviços Armados dos EUA e comentou a guerra civil da Líbia afirmando que "a longo prazo" Khadafi "irá prevalecer".

Em 12 de Março de 2013, numa audiência no Congresso, o senador Ron Wyden perguntou ao Diretor Clapper:
"Será que a NSA recolhe algum qualquer tipo de dados acerca de milhões ou centenas de milhões de norte-americanos?"
e Clapper respondeu: "Não, senhor".
Wyden insistiu: "Nenhum mesmo?"
mas Clapper foi irremovível:"Não intencionalmente. Há talvez casos em que os dados podem ser inadvertidamente recolhidos, mas não conscientemente".

Não admira ter sido escolhido pelo Presidente Obama para liderar a Intelligence Community: o curriculum mostra todas as qualidades necessárias (não sabe, se sabe mente e quando tenta acertar falha) para um cargo tão delicado. Portanto, vale a pena ler com atenção as previsões deste Global Trends 2030, na esperança que não tenha sido Clapper a escreve-lo.

Global Trends 2030

Neste relatório são destacados:
  • quatro mega-tendências globais que caracterizam os tempos próximos
  • seis pontos críticos essenciais que devem ocorrer devido às mudanças radicais na composição do equilíbrio internacional de poder
  • quatro resultados prováveis ​​das mudanças que ocorrem nos contextos regionais e internacionais.
As mega-tendências

As mega-tendências individuadas no documento são:

Individual Empowerment (Empoderamento individual): Este fator irá acelerar, graças à redução da pobreza, ao crescimento da classe média do mundo, uns mais altos níveis de educação, o uso generalizado das novas tecnologias de comunicação e de produção e as melhorias na área da saúde.

Diffusion of Power (Difusão do poder): As próximas décadas serão marcadas por um poder hegemónico já não concentrado num só País ou região. O poder será mais generalizado. Vamos entrar numa era de poderes multi-polares que vão competir para obter a liderança mundial.

Demographic Patterns (Padrões demográficos): O arco de instabilidade demográfica irá travar. O crescimento económico vai diminuir nos Países muito "envelhecidos". Sessenta por cento da população mundial viverá em áreas urbanas e aumentará a migração. Os Países mais envelhecidos, menos dinâmicos do que os "mais jovens", terão de enfrentar uma difícil batalha para manter os padrões de vida.

Food, Water, Energy nexus (Alimentos, água, nós energético): O aumento da população mundial irá incrementar a procura por tais recursos. Será necessário resolver os problemas relacionados com a escassez dos bens e das matérias-primas, tanto do lado da oferta quanto do lado da procura.

Os pontos críticos

Os principais problemas decorrentes das situações acima descritas, abrem novos interrogativos. 
Nomeadamente, os seis pontos indicados como pontos críticos essenciais.

Crisis-Prone Global Economy (Propensão para crises da economia global): A volatilidade global e os desequilíbrios entre jogadores com diferentes interesses económicos irá provocar um colapso do sistema mundial? Ou a multipolaridade conseguirá trazer uma ordem económica mais resistente?

Governançe Gap (Falha na governação): Governos e instituições serão capazes de se adaptar de forma suficientemente rápida para aproveitar das mudanças ou serão derrotadas por estas?

Potential for Increased Conflict (Potencial para um aumento da conflictualidade): A rápida mudança e os movimentos de poder podem causar mais conflitos entre os Estados ou no interior dos Estados?

Wider Scope of Regional Instability (Mais amplo espectro de instabilidade regional): A instabilidade regional, especialmente no Oriente Médio e no Sul da Ásia, irá explodir, criando uma maior insegurança global?

Impact of New Technologies (Impacto das novas tecnologias): As inovações tecnológicas irão crescer de forma adequada para aumentar a productividade económica e resolver os problemas causados ​​pelo crescimento da população mundial, a rápida urbanização e a mudança climática?

Role of the United States (Papel dos Estados Unidos): Os EUA serão capazes de trabalhar com novos parceiros para reinventar um sistema internacional, equilibrado e eficiente?

Os futuros possíveis

Stalled Engines (Motores Parados): No pior dos cenários, irá aumentar o risco de conflito entre Estados. O EUA irão ocupar-se cada vez menos do exterior e o processo de globalização irá parar, com consequências não totalmente imagináveis.

Fusion (Fusão): No cenário mais optimista, EUA e China (a Ásia, de acordo com o relatório, em 2030 superará EUA e Europa para poder global, gastos militares, crescimento da população e investimentos em tecnologia, enquanto já nos próximos anos será a maior economia do mundo) vão colaborar acerca duma série de questões, o que levará a uma cooperação global mais ampla.

Gini-Out-of-the-Bottle: (Fora de controle)As desigualdades podem explodir, alguns Países podem ganhar o desafio, outros vão falhar. O aumento da desigualdade no interior dos Países vai trazer a eclosão de tensões sociais. Sem um desempenho total, no entanto os EUA vão perder o papel de "polícia do mundo".

Nonstate World (Mundo não-estatal): impulsionados pelas novas tecnologias, os actores não-estatais (ou seja sub-nacionais, como cidades, organizações e ricos privados) tomarão a iniciativa de enfrentar os desafios globais .


A síntese extrema de Global Trends 2030 é que, ao longo das próximas três décadas, o mundo como nós o conhecemos agora irá definitivamente mudar, transfigurando-se diante dos nossos olhos, sacudindo crenças estabelecidas há muitos e ultrapassadas, principalmente no Ocidente. São as mesmas crenças que forjaram, há mais de 50 anos, o modo de vida de todos nós.

Estamos numa fase de transição, com todos os riscos que isso implica: uma sensação de caos, verdadeiro ou percebido, algo natural perante a perda de pontos de referência que, ao longo de duas gerações (pelo menos) tinham permitido desenvolvimentos mais ou menos previsíveis.

Mas é o fim dum mundo, não o fim do mundo .

Talvez o dado mais importante seja outro: com a entrada dos Países numa fase multipolar (que nesta altura parece irreversível) o "momento unipolar" americano está concluído e Global Trends faz questão de realçar este aspecto. A Pax Americana, a era do domínio norte-americano na política internacional, algo que começou em 1945, está terminando. E aintelligence dos EUA apresenta isso não como mera possibilidade mas como facto inevitável. No entanto, a transição pode ser bastante dramática, porque os EUA preservam uma incontestável superioridade militar: e isso poderia determinar uma gestão da transição com pouca clarividência e "agitação" excessiva.

O problema é este: uma vez assumido o percurso de declínio, terão os EUA a capacidade de reposicionar-se no tabuleiro global? É muito difícil responder, pois além de escolha, será também uma questão de necessidade: a crise económica interna, as desigualdades, o crescente fenómeno da imigração, o redimensionamento dos tradicionais aliados, tudo isso impede conhecer em antemão qual a atitude de Washington perante a mudança.

Nos próximos 15 anos, portanto, a Casa Branca poderá contar com menos amigos no Velho Continente, tal como no mundo em geral; até mesmo a Nato terá que reinventar-se para não perder qualquer sentido. Num mundo multipolar, a palavra-chave será "colaboração", seja ela local ou global. Ou isso ou uma fase de desordem e caos que poderá dominar o mundo até o surgimento dum novo equilíbrio. Pois afinal toda a História é isso: a passagem duma fase de temporário equilíbrio para outra.


Ipse dixit.

Fontes: Global Trends 2030: Alternative Worlds (ficheiro Pdf, inglês), Wikipedia (versão inglesa)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que a moda do “ganhe dinheiro agora” está fazendo com o sonho dos empreendedores

Fonte: www.jornaldoempreendedor.com.br
17 de outubro de 2013

Se você vive na internet já deve ter se dado conta de uma série de soluções que estão surgindo todos os dias prometendo ganhos financeiros extraordinários. Com o empreendedorismo bombando no Brasil, muitas pessoas estão investindo em cursos, treinamentos e empresas para fazer parte do maior movimento pró-empreendedorismo já visto no nosso país. O problema é que existe um sabor de “faz de conta” e de “sonho” em toda essa propaganda veiculada distraindo a maior parte dos empreendedores iniciantes.

 Para se construir empreendedor acredito que seja preciso passar por quatro estágios antes de começar a “acertar a mão”:

1. O primeiro estágio é o da busca pela liberdade, onde o empreendedor se vê em uma situação insuportável da vida e quer a liberdade. O problema é que neste estágio, o empreendedor pensa que é o dinheiro que lhe dará a liberdade e investe pesado em alternativas rápidas para solucionar o seu problema. 2. No segundo estágio, o empreendedor está frustrado com suas escolhas anteriores e vive o conflito entre o possível e o impossível, comparando a sua capacidade de empreender com a de outros empreendedores que atingiram os objetivos que ele almejava. Aqui ele faz uma busca por mais informação e procura se conectar a pessoas com menos marketing e mais resultados.

3. Informado e já “gato escaldado”, o empreendedor agora busca a liberdade tentando alinhar uma boa ideia a um bom modelo de negócios e as suas paixões. Entretanto sofre tendo e implementando várias ideias que não dão certo porque ele ainda acredita que é fazendo mais que se produz mais resultados.

4. Passadas algumas falências, quando chegou neste estágio, o empreendedor compreendeu que o importante é pensar na sua carreira e nos seus negócios a longo prazo. Já testemunhou que 20% das suas ações são as que produzem 80% dos resultados e entendeu que é preciso ter mais do que um bom plano de negócios nas mãos para dar certo. É preciso ter tesão pelo trabalho que faz.

Nos estágios 1 e 2 estamos mais propensos a nos distrairmos com as “oportunidades” que aparecem. Apostamos (não investimos) em empresas, cursos e treinamentos que nos mantém presos na nossa classe social na esperança de que alguém nos dê a fórmula mágica que nos livrará de todos os nossos problemas. Eu já estive nessa posição e sei o que é isso, mas atualmente só invisto em cursos, treinamentos e oportunidades que estejam alinhados com:
- os meus talentos, valores e paixões;
- os meus requisitos para empreender; e
- o planejamento da minha carreira e de meus negócios a longo prazo.

 Já comprovei que não adianta investir em algo fora dos meus talentos, valores e paixões porque sempre vai existir alguém mais apaixonado por aquilo que eu investi do que eu e por conta disso fará um trabalho muito melhor. Se for para adquirir competências em um curso ou um treinamento, que seja algo que eu possa somar a minha carreira para fortalecê-la e não apenas distraí-la.

Além disso, tenho requisitos bastante sólidos para tocar os meus negócios que geram meu conforto. Gosto de trabalhar a maior parte do tempo em casa e não gosto de me deslocar em eventos físicos (reuniões, palestras, cursos, etc.), pois prefiro fazer a maior parte do meu trabalho online, até mesmo gerenciando equipe. Logo, seria improdutivo investir em um negócio que precisasse da minha presença física, seja como empresário, educador, palestrante, etc. Eu não me sentiria feliz desempenhando esses papéis.

 Muitas pessoas não tem um planejamento para suas carreiras e negócios e sequer enxergam como pretendem estar trinta anos à frente nas suas vidas. Por esse motivo elas se distraem investindo tempo e dinheiro em coisas que não irão colaborar com a pessoa que desejam ser no futuro. Você não precisa saber o que você vai ter, mas saber quem você quer ser e como você vai viver no futuro é fundamental, pois é este conhecimento que lhe proporcionará a estrutura emocional e intelectual para negar e aceitar esta ou aquela oportunidade.

Ganhe dinheiro agora e prorrogue o seu amanhã
Evite toda a informação e oportunidade que lhe dê algum “macete” para empreender. Esses “macetes” são temporários e não colaborarão com a construção da pessoa que você quer ser no futuro, a não ser pelo fato que lhe darão experiência sobre o que não fazer para empreender.

 O pior é que geralmente as “oportunidades de ganhar dinheiro” chegam até nós por pessoas que usam argumentos péssimos, porém convincentes para empreendedores que estejam no primeiro e segundo estágio, para nos persuadir a entrar na “moda”. Essas pessoas comentariam sobre este artigo, coisas do tipo: “Esse cara quer te sabotar. Ele tem inveja de você. Ele está perdendo uma grande oportunidade. Não passa de um blogueiro sem conhecimento”. Falariam isso de mim e também de todos os seus amigos e familiares que te pedem um pouco mais de paciência e reflexão para fechar a compra da oportunidade que se apresenta.

 Preste atenção em uma coisa. Aliás, muita atenção.

Quando tomamos uma decisão, seja ela qual for, tendemos a justificá-la de alguma forma para demonstrar que fizemos a melhor escolha.

 No livro As Armas da Persuasão, o autor Robert B. Cialdini relata casos onde mulheres voltaram para a casa onde apanhavam dos seus respectivos maridos ao mesmo tempo em que se justificavam das suas escolhas para seus pais e familiares.

Se você fizer uma breve análise das suas piores escolhas, vai perceber que as justificou um dia com plena razão. Adolescentes são “craques” em fazer isso para justificar suas rebeldias.Se você esta em dúvida em investir em uma oportunidade de negócio, de treinamento ou de curso recomendo antes de mais nada a leitura deste livro, pois ele abrirá os seus olhos a respeito do quão tolos podemos ser neste mundo de distrações.

Toda moda é passageira. Sua carreira não.

 Fonte: http://www.jornaldoempreendedor.com.br/empreendedorismo-na-web/novidades-pela-net/o-que-a-moda-do-ganhe-dinheiro-agora-esta-fazendo-com-o-sonho-dos-empreendedores

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Wireless: necessidade vs. comodidade?





Em 2014, o mundo terá mais celulares do que pessoas. Esse é um estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que retrata também que hoje há mais de 100 países com penetração de telefonia móvel superior à 100% da população, e em sete desses países, a densidade ultrapassa os 200%. O estudo mostra também que as receitas deste setor superam U$ 1,5 trilhão por ano, equivalente à 2,4% do PIB mundial. Há mais de 6 bilhões de assinaturas de celular no mundo.
O Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projeções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano, o Gartner coloca a crescente adoção de dispositivos móveis, tablets e smartphones, em ambiente empresarial, no topo da lista.
Se para ter acesso à Internet para você ainda é sinônimo de cabos para todos os lados, já está na hora de rever seus conceitos. Há cerca de vinte anos, a tecnologia Wireless trouxe mobilidade aos acessos. Mas esta cultura ainda está sendo desenvolvida no Brasil.
Wireless ou Wi-Fi (Wireless Fidelity) significam em português - rede sem fio - e refere-se a uma rede de computadores sem a necessidade do uso de cabos, funciona por meio de equipamentos que usam radiofrequência, comunicação via ondas de rádio, ou comunicação via infravermelho.
A comunicação sem fio permite às pessoas maior flexibilidade quando se comunicam, por que não precisam permanecer numa localização fixa. As tecnologias sem fio tornam os serviços de comunicação facilmente disponíveis do que os tradicionais baseados em fios, que exigem a instalação de cabos.
Quando o assunto é comunicação sem fio, a principal preocupação dos gestores de TI é em relação a segurança dos dados e no transporte das informações. Mas acho engraçado como a maioria dos gestores se esquece da segurança quando a rede é cabeada. Cito um exemplo genérico: a cada empresa que visito, peço um cabo de rede para acessar a Internet e não é raro eu ter acesso a rede corporativa, somente conectando meu notebook no cabo “emprestado”. Um exercício básico, é mapear as unidades de rede compartilhadas, assim como identificar os endereços de rede dos servidores. Acredite, é muito comum.
Portanto, não importa se a rede é cabeada ou sem fio, a segurança da informação tem que ser tratada de forma a manter a segurança dos dados sigilosos. E o mais legal é que, atualmente, conseguimos usar os mesmos protocolos de segurança e a mesma política de segurança, tanto para rede cabeada como para rede sem fio.
As tecnologias de comunicação sem fio evoluíram tanto nos últimos anos que, além dos altos níveis de segurança, hoje conseguimos atingir um nível maduro de gerenciamento desta rede. Através de políticas de configuração nos equipamentos que provêm a comunicação sem fio, conhecidos como Access Point, podemos em um único equipamento, configurar a rede corporativa e uma rede apartada para os visitantes acessarem a Internet, sem ter acesso nenhum a rede corporativa.
Há uma grande diferença entre implementar uma rede sem fio doméstica, onde você mesmo é capaz de instalar e configurar, e uma rede sem fio corporativa. Nesta segunda, as configurações não são triviais, visto que há necessidade de executar uma boa política de segurança, inclusive com equipamentos responsáveis por detectar tentativas de invasões, firewalls (equipamento responsável pela segurança, que permite ou nega determinado tráfego na rede), entre outros. Portanto, é de suma importância que empresas especializadas sejam consultadas para acompanhar o processo de implementação de uma rede sem fio segura.
"Não dá mais para pensar TI sem nuvem e sem mobilidade", destaca Cassio Dreyfuss, vice-presidente do Gartner. Mundialmente, mobilidade passa computação na nuvem na lista de prioridade e toma a segunda posição. "A TI como conhecemos - desenvolvimento, produção e suporte - está ai há 40 anos. Essa TI não suporta mais os tempos de hoje. Os tempos estão turbulentos na área de TI e as mudanças se impõem. Quem não pensar diferente, vai enfrentar sérios problemas", adverte Dreyfuss.
O vice-presidente do Gartner vai além: segundo ele, 90% de todas as iniciativas de TI não vão ser bem-sucedidas. "Não prevejo apenas o fracasso. Mas TI, como está hoje, não tem como entregar 100% das demandas. Os tempos são turbulentos e exigem colaboração. E não é tarefa simples", complementa.
De fato, acredito que a maioria das pessoas não sabe que precisam de internet sem fio até começar a usá-la.
A tecnologia wireless apresenta grande capacidade de crescimento no mercado mundial. A tecnologia traz uma proposta de comunicação rápida, segura e de fácil acesso, fazendo com que o usuário esteja on-line o tempo todo, ou seja, a proposta é de que: qualquer um poderá estar em qualquer lugar.
O chamado mundo móvel está realmente se tornando cada vez mais móvel. A tecnologia wireless vem ampliar ainda mais esta mobilidade já fornecida pelos notebooks, disponibilizando a informação ao usuário a qualquer momento e em qualquer lugar. Sem dúvida alguma estamos caminhando para um mundo sem fronteiras, onde os smartphones estão cada vez mais presentes.
Não posso encerrar esse artigo sem dizer que estamos caminhando cada vez mais em direção as comunicações sem fio, e é mais do que claro, é um caminho sem volta. Nenhuma empresa usará uma rede 100% sem fio, mas o uso genérico das comunicações sem fio é uma demanda mais que real atualmente.
E você, acha que a comunicação sem fio é uma comodidade ou uma necessidade real?


Fonte: Admonistradores.com, 20/02/2013.
http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/wireless-necessidade-vs-comodidade/73507/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Empreendedorismo de cabelos brancos



O senso comum traduz geralmente uma percepção correta da realidade. Mas nem sempre. Muitas vezes a realidade é contra intuitiva. Por exemplo, o senso comum aponta corretamente o fato de que pessoas ainda jovens são os grandes protagonistas da revolução digital. Casos emblemáticos ilustrados por Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckemberg e Michael Dell. Todos esses foram capazes de desenvolver inovações de ruptura de impacto global ainda na faixa entre 20 e 30 anos.
Baseados nessa premissa, o senso comum imagina que empreendedorismo é igualmente protagonizado pelos indivíduos jovens. Entretanto, nos EUA a realidade é outra. De acordo com pesquisas da Kauffman Foundation, entidade norte-americana que realiza estudos com foco em empreendedorismo, das novas empresas criadas nos EUA em 2011, 21% foi fundada por empreendedores com idades entre 55 e 64 anos.  Além disso, os empreendedores na faixa entre 45 e 54 anos fundaram 28% das novas empresas. Isso quer dizer que as pessoas entre 45 e 64 anos foram responsáveis por 49% das empresas iniciantes, bem acima dos 29% da faixa dos 20 aos 34 anos.
Mas tem mais, high tech não é apenas território exclusivo para jovens empreendedores, conforme sustenta Dane Stangler, diretor de análise e políticas da Kauffman Foundation: “Estamos vendo muitos empreendedores em campos como a tecnologia e engenharia, que estão lançando empresas de peso”… “Eles criaram empresas quando estavam na faixa dos 30 e dos 40 anos e estão fazendo isso de novo.”
O maior protagonismo dos empreendedores de cabelos brancos parece ser uma tendência em aceleração. Um bom indicador é dado pelo fato de que a faixa entre 45 e 54, responsável pela criação de 21% das novas empresas em 2011, foi responsável por 14% das novas empresas em 2007, também de acordo com as pesquisas da Kauffman Foundation.
E você de cabelos brancos – ou carecas como eu! – está nos seus planos uma vida de empreendedor depois dos 45 ou você pensa mesmo é em “sombra, água fresca e botina larga”?

Fonte: Época Negócios, 13/02/2013.
http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/foradacaixa/2013/02/19/empreendedorismo-de-cabelos-brancos/

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sonho de 44% dos brasileiros é abrir um negócio


O dado consta na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP)






Esqueça os tempos de inflação alta e insegurança econômica, quando trabalhar em uma empresa com carteira assinada era praticamente a única alternativa considerada segura para a maioria da população brasileira. O perfil da economia mudou e, atualmente, quase 44% dos brasileiros sonham em ter o próprio negócio, frente aos 25% que almejam seguir carreira como empregado em uma empresa. Os dados constam na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).
“O Brasil vive a plena expansão do mercado interno e a ascensão da classe média, que desponta com grande poder de consumo e também empreende em setores diversos. Nos últimos dez anos, as mudanças na legislação também favoreceram o ambiente empreendedor no país”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele cita como exemplos o surgimento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, do Supersimples – que reduz em média 40% da carga tributária dos pequenos negócios – e a criação do Microempreendedor Individual, que permite a formalização de negócios que faturam até R$ 60 mil por ano. “O brasileiro está mais escolarizado e passou a abrir empresa por identificar uma demanda de negócio. É muito diferente do cenário há alguns anos, quando a pessoa abria empresa ao ficar desempregada e não encontrar outra alternativa”, completa.
Atualmente, quase 70% dos empreendedores abrem um negócio por oportunidade. Em 2002, o índice dos que empreendiam motivados pela identificação de uma chance no mercado empresarial era de 42,4%. O dinamismo da economia brasileira nos últimos dez anos, com o aquecimento do mercado de trabalho e a melhora do grau de escolaridade dos brasileiros, passaram a promover o empreendedorismo como uma alternativa de ocupação e renda aos brasileiros em todas as regiões do país. “O empreendedorismo hoje tem mais qualidade porque cresce justamente em um momento em que o nível de emprego está bastante alto”, completa Barretto.
O levantamento comprova a evolução da atividade empreendedora no país. Em 2002, 20,9% da população estava envolvida na criação ou administração de um negócio. Dez anos depois, o índice saltou para 30,2% da população adulta, entre 18 e 64 anos. O crescimento de 44% na taxa de empreendedorismo é compatível com o dinamismo da economia brasileira no período, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em média cerca de 4%. Para 88% dos brasileiros adultos, o início de novo negócio é uma boa opção de carreira.
A GEM também constata que entre os brasileiros mais escolarizados é maior a proporção de empresários por oportunidade. No grupo dos empreendedores com pós-graduação completa, por exemplo, 87% dos empresários em fase inicial abriram o negócio após constatar uma oportunidade de mercado.
Nas mãos de mulheres e jovens
Homens e mulheres dividem o comando dos novos negócios brasileiros – aqueles com até 3,5 anos de atividade. De acordo com a pesquisa, 49,6% dos que iniciam a carreira empresarial são do sexo feminino. O percentual de mulheres é maior entre os empreendedores que abrem um estabelecimento do que entre aqueles com empresas já estabelecidas.
“A inserção mais intensa da mulher no mercado de trabalho e seu consequente empoderamento, principalmente na última década, favorecem o empreendedorismo feminino. À medida que as mulheres passam a ocupar em maior densidade cargos de liderança nas organizações, também adquirem mais segurança para empreender, principalmente no empreendedorismo por oportunidade”, analisa o diretor-presidente do IBPQ, Sandro Vieira.
Os negócios iniciais estão mais concentrados nas mãos de jovens entre 25 e 34 anos, que respondem pela criação de 33,8% das empresas. A faixa etária entre 35 e 44 anos reúne 27% das novas empresas. Já entre os empreendimentos estabelecidos – com mais de 3,5 anos de atividade -, a idade predominante está entre 35 e 44 anos, com 30% dos negócios.
A pesquisa GEM aponta ainda que a escolaridade está melhorando entre as empresas iniciais. Enquanto que nos negócios com mais de 3,5 anos de existência 30% dos empresários têm o Ensino Médio completo, nas empresas novas o índice corresponde a 37%.
Sobre a GEM
Realizada em âmbito mundial desde 1999, a GEM 2012 contou com a participação de 69 países – 15 a mais do que os analisados em 2011. O levantamento ouviu 10 mil pessoas entre 18 e 64 anos das cinco regiões brasileiras.

Fonte: Administradores.com, 31/01/2013.
http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/sonho-de-44-dos-brasileiros-e-abrir-um-negocio/73095/

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Arte da orientação ao mercado “futuro”


Para competir no mercado atual, é necessário reconhecer, testar e propor soluções que vão além do lugar-comum.
No mundo atual, as pessoas deparam cada vez mais com antagonismos inconciliáveis entre bons e maus exemplos de serviço, atendimento e desenho de produtos orientados ao mercado. Qual de vocês não brigou recentemente com algum atendente de empresa de telecom, TV a cabo, companhia aérea, e jurou que nunca mais voltaria a trabalhar com essa empresa? Quem também não se impressionou recentemente com um produto de tecnologia que nunca imaginou ser necessário, e hoje não consegue ir para a rua sem ele?
Pois bem, os gurus do passado já discorreram muito sobre o tema orientação ao produto versus orientação ao cliente,e, por mais que isso seja mais do que familiar para executivos e MBAs, outras frentes, de excessiva orientação a custo e terceirizações, têm colocado muito dessa teoria a perder. Ou, então, em certos setores como o de mídia e telecom, uma antiga obsessão pela orientação ao produto mascarada de princípios ‘jornalísticos’ ou ‘engenherísticos’ deixou os “incumbentes” desses setores em cheque contra os attackers de tecnologia.
Porém, se me permitem, acho que o momento é de rediscutir as teorias vigentes e de aprender comempreendedores que têm desenhado o futuro. Como desenhar um produto para um cliente que não sabe ainda o que vai querer? Como surpreender os clientes com atendimento de necessidades que ele nem sabia que tinha? Esse é o padrão para o futuro. Hoje, pesquisa de mercado e avaliação da satisfação dos clientes todo mundo sabe fazer. O problema está em achar que isso basta e circunscrever o seu serviço às limitações que essas ferramentas geram.
Ou seja, para competir no mundo atual, é necessário reconhecer que a orientação ao mercado é uma Arte que envolve: visão, inovação e inteligência para reconhecer, testar, pilotar, experimentar e propor soluções que vão além do lugar-comum do mercado. Hoje, o mundo está em BETA* - o Google, por exemplo, deixou a fase BETA recentemente, enquanto o Bing permanece em BETA – e, de modo geral, esse estado deve ser eterno: o IOS do iPhone é um exemplo de BETA em constante evolução. Portanto, prepare-se para ser ágil em reconhecer e mudar hoje, amanhã, depois e depois... Apenas dessa forma é possível almejar outrosestágios de desenvolvimento para a sua empresa, produtos e serviços. Cliente bom não é mais o cliente satisfeito: surpreenda-os e então você começará a entender a Arte da orientação ao mercado do “futuro”.
Fonte: Endeavor MAG, 21/09/2012.