quarta-feira, 31 de outubro de 2012

As últimas palavras do homem pós-industrial


Você já parou para pensar em como a dedicação integral exigida por sua empresa impacta sua vida e a dos que estão ao seu lado?

Bronnie Ware é uma escritora australiana que por anos trabalhou com cuidados paliativos. Confortava pacientes que iam para casa morrer. Em janeiro deste ano, ela escreveu um artigo chamado “Os 5 maiores arrependimentos de quem está morrendo”. O segundo arrependimento da lista é “Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro”.
“Isso veio de todo paciente homem de quem cuidei”, escreveu ela. Dos outros arrependimentos, pelo menos um está ligado ao trabalho: “Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo; não a vida que os outros esperavam de mim”.
O que Bronnie ouvia eram as últimas palavras do homem pós-industrial, transformado em uma peça de engrenagem. Seus pacientes eram australianos, mas devíamos lhes dar ouvidos. Um levantamento internacional de 2011 posicionou os executivos brasileiros entre os mais insatisfeitos do mundo com o equilíbrio entre vida familiar e dedicação profissional. Na média global,27% dos homens e 29% das mulheres se dizem totalmente satisfeitos com esse equilíbrio. No Brasil, esses números caem para 12% e 13%. A expansão da economia e a utilização de novas tecnologias estão entre os fatores que podem explicar o aumento da carga horária nas empresas do país.
De acordo com um levantamento da Neverfail, uma empresa de software especializada em proteção de dados, 83% dos profissionais americanos checam e-mails depois do trabalho. Dois terços levam um smartphone ou laptop consigo nas férias. Mais de 50% têm como praxe enviar e-mails durante refeições com a família. Soa familiar para você?
Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, gerou um debate riquíssimo em abril deste ano ao revelar que deixa o escritório todo dia às 17h30 para jantar com os filhos. Mesmo para uma mulher tão bem-sucedida como Sheryl, braço direito de Mark Zuckerberg, admitir que trabalhava menos horas para estar com a família foi um desafio: “Eu ficava mostrando a todo mundo que trabalhava para isso, que trabalhava tão duro quanto eles. Estava acordando mais cedo para garantir que eles vissem meus e-mails às 5h30, ficando acordada até mais tarde para garantir que eles vissem meus e-mails tarde da noite”.
Sheryl diz que ganhou confiança suficiente para parar com isso e dizer “Ei, estou saindo do trabalho às 17h30”. Zuckerberg, que eu saiba, nunca reclamou. E você, já parou para pensar em como a dedicação integral exigida por sua start-up impacta sua vida e a dos que estão ao seu lado? Ou vai guardar essa reflexão para os ouvidos de uma Bronnie Ware?

Fonte: Endeavor MAG, 31/10/2012.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Entre você e o paraíso, um deserto: vai arriscar atravessar?


Um lição da Bíblia (sem proselitismo!) para os negócios


Ha muito, muito tempo, vivia um povo oprimido e escravizado. Após construir pirâmides, esfinges e outros pontos turísticos, passou por quarenta anos no deserto até chegar à terra prometida.

Grosso modo, essa é uma das histórias mais famosas da civilização ocidental. Contada e recontada ao longo de milhares de anos, a história já nos é familiar. Ouvindo um chamado divino, Moisés liderou seu povo na fuga da escravidão no Egito e chegada a um novo lar.
Da Bíblia, ganhou diversas interpretações, entre elas um filme hoje considerado um clássico pelas mãos do diretor Cecil B. DeMille e o ator Charlton Heston, e até um desenho animado - O Príncipe do Egito - feito pela Dreamworks.
O que nos leva à questão do leitor Rafael Lampert? Como muitos outros casos, Rafael tem a opção de entrar para o negócio da família – duas lojas de confecção e calçados. Por outro lado, ele pensa em outra opção: abrir uma franquia de outra marca em outra cidade. Como é de esperar, restam dúvidas sobre seu relacionamento familiar, sua competência e insegurança em fazer uma mudança de vida dessa magnitude. O que nos leva novamente à história do início do texto: independente da postura individual em relação à religião, penso que algo que perdura por tanto tempo deve ter uma lição a ensinar.
Imagem: reprodução (O Príncipe do Deserto/Dreamworks) 

Dúvidas? Zugman responde!

  • Se você também tem dúvidas sobre empreendedorismo, criatividade e inovação, envie sua pergunta para pergunteaozugman@administradores.com.br, que ela pode ser respondida aqui na coluna
Dentre livros, filmes, discussões acadêmicas e teológicas, devo confessar que não lembro bem quando ouvi essa interpretação pela primeira vez. Mas aqui vai a minha preferida.

Entre você e o paraíso, um deserto

Imagine você, um mero hebreu, na labuta do dia a dia. Acorda, toma um café, passa o dia erguendo pirâmides, volta para casa, dorme e começa tudo de novo. Pode não ser a rotina mais agradável do mundo, mas é uma rotina. Você tem uma família, um lugar para morar... Se não fosse pelos chefes extremamente desagradáveis que insistem em te chamar de escravo, sua situação poderia ser considerada uma bela vida.
Então vem um cara barbudo, diz que ouviu um chamado divino e que sabe para onde ir. O único problema, um probleminha de nada, é que, literalmente, há um deserto entre você e seu destino final. E fica a dúvida: Você vai?
Sair da escravidão do Egito e chegar a um lugar melhor é uma decisão. Quando ouvimos a famosa história, "o povo" é retratado como uma grande massa. No mundo real, se as coisas ocorreram mais ou menos como chegaram a nós, é preciso lembrar que cada pessoa teve que tomar uma decisão: é melhor se arriscar no deserto ou continuar escravo no Egito?
Ao olhar a perspectiva de enfrentar um deserto, principalmente sabendo que não existem GPS, caminhões e uma jornada a pé deve levar algo em torno de 40 anos, a tal ida ao deserto pode não parecer tão ruim. Claro, você continua na mesma situação, mas sabe o que a vida guarda para você. Sem deserto, sem riscos, sem ganhos.
Voltando agora ao caso do Rafael, e a tantos outros com desertos pessoais ou profissionais para atravessar. Você sempre tem a opção de ficar onde está, continuar com o padrão pré-determinado e seguir seu dia a dia. Se você resolve trilhar o deserto, pode apanhar, morrer de sede, literalmente fritar em algum canto desconhecido. Qualquer jornada de mudanças traz medos, riscos, situações inesperadas e desconhecidas. A escolha não é minha, de sua família ou de qualquer um. É você quem deve olhar para o deserto, sentir o vento quente na cara e decidir se vale a pena dar o primeiro passo.

Fonte: Administradores.com, 29/10/2012.

Empreendedor e candidato: o que eles têm em comum no Brasil?


Conheça os 5 erros em comum cometidos por empreendedores e candidatos políticos.

Empreendedorismo e eleições políticas são situações distintas, mas na prática possuem o mesmo objetivo: promover um ideal ou produto e fazer com que as pessoas acreditem nisso como a melhor solução para a ocasião.
Inevitavelmente, somos obrigados a nos deparar exaustivamente em todo ano eleitoral com candidatos de todos os tipos, que parecem transformar o voto nulo na melhor opção.
Mas não só os candidatos incomodam nossas vidas. As empresas também são abusadinhas e infernizam a vida do consumidor: carreatas com buzinas irritantes, carros de som, inúmeras ligações de telemarketing, spams e folhetos distribuídos por todos os lugares. Fora a poluição visual com outdoors, painéis, faixas, cavaletes e tudo aquilo que você mais odeia. É isso mesmo: o que você mais odeia, afinal, ninguém gosta dessas porcarias.
Mas se as pessoas não simpatizam com tudo isso, por que essas ações nunca mudam?
É aí que gosto de comparar candidatos e empreendedores em suas ações e objetivos para identificar algumas das falhas mais comuns cometidas por ambos, e que em grande parte, são responsáveis por aproximadamente 27% das empresas abrirem falência no primeiro ano de vida, segundo dados do Sebrae.
Confira 5 erros em comum cometidos por empreendedores e candidatos:

1. Falta de planejamento.

Infelizmente, a maioria das pessoas acham que planejar é muito mais chato do que executar. O legal é colocar a mão na massa. Agilidade! Afinal, o empreendedor brasileiro não tem dinheiro para investir em planejamento, mas tem grana suficiente para refazer o que dá errado. E é assim também na política. Falta de recursos ou de tempo não é desculpa para ausência de planejamento, nem que ele seja curto e rápido. Planejar é prevenir erros, é economizar tempo e dinheiro.
Empreendedores e Políticos pecam por falta de planejamento.
Empreendedores e Políticos pecam por falta de planejamento.

2. Mensagens vagas e sem foco.

Nos dias de hoje, convencer as pessoas é uma tarefa mais difícil. Grande parte da população tem acesso à informação de forma instantânea e aprofundada. Convencer é uma mistura de razão e emoção. Assim como grande parte das empresas, os candidatos insistem em oferecer o mesmo “feijão com arroz” que os demais concorrentes. “Mais saúde, educação, transporte e lazer” possuem o mesmo e fraco efeito persuasivo de “qualidade, bom atendimento e ética”, no mundo dos negócios.

3. Despreparo.

“O bom político é aquele que conhece os anseios do povo”. “Faço o melhor spaghetti da cidade, já posso abrir meu próprio restaurante”. Essas são algumas das crenças de candidatos políticos e novos empresários, respectivamente, que possuem certa razão, mas são levadas muito ao pé da letra. Bons políticos e bons empreendedores precisam estar preparados para coordenar suas ações, reduzindo as chances de falhar. Pesquise, estude e procure orientação profissional antes de se aventurar.

4. Direcionar investimentos.

Investir em propaganda é um mistério. Grandes empresas investem milhões e não conseguem mensurar com exatidão os resultados de cada mídia. Sendo assim, investem em tudo, pois há recursos e algo sempre funciona. Para as pequenas empresas e candidatos, não saber direcionar investimentos no que realmente tem maiores chances de resultado, é um tiro no pé. Além disso, as pequenas empresas não costumam planejar e medir os recursos para propaganda, gastando além do que podem na expectativa de chover dinheiro no estalar dos dedos. E é o que não acontece na prática.

5. Uso incorreto das redes sociais.

“Redes sociais? Já uso o Facebook, Twitter, Google Plus, etc”. Nos dias de hoje, boa parte das empresas e candidatos possuem uma conta nas principais redes sociais. Possuir uma conta não significa que você realmente está lá e que está obtendo o retorno desejado. Usar as redes sociais de modo presente e correto é essencial para que as ações sejam bem recebidas pelos usuários. Empresas e candidatos estão lá por causa deles, portanto é preciso saber o que deve ser feito antes de se aventurar. A propaganda pode facilmente causar efeito reverso e fazer você ser odiado nas redes sociais.
As redes sociais podem ser um tiro no pé de um político. Ou empreendedor.
As redes sociais podem ser um tiro no pé de um político. Ou empreendedor.


Fonte: Jornal do empreendedor, 30/10/2012.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

10 maneiras de transformar sua paixão em uma carreira


A maioria dos profissionais entra no mercado de trabalho com um sonho, mas nem sempre ele é realizado. Veja 10 maneiras de fazer isso acontecer


Muitos profissionais entram no mercado de trabalho com o sonho de trabalhar com algo que realmente goste, mas nem sempre isso acontece. Em vez disso, são poucos profissionais que conseguem transformar seu sonho universitário em realidade e construir sua carreira com ocupações que realmente amam.
Mas nem tudo está perdido. O site Small Business publicou 10 maneiras de transformar sua paixão em uma carreira, confira:

1. Paixão vem da alma

O fundador e CEO da Focal Point Strategies, Steve Zeitchik, afirma que para fazer o que você realmente ama é preciso, primeiramente, refletir e estudar sobre esse “sonho” e como torná-lo em algo lucrativo. “Dê um passo para trás e descubra o que você gosta de fazer. Não categorize seu sonho em uma carreira específica ou indústria”, pontua Zeitchik.
Para ajudar nessa escolha, faça uma lista de afazeres que mais te deixam realizado. Após isso, você deve pensar nas carreiras que esses itens se encaixam.

2. Arranje tempo para essa realização

Depois de determinar quais são suas paixões e moldar sua carreira, o consultor de empresas e presidente da Momentum, Deirdre Maloney, sugere que você reserve um tempo para se dedicar à sua carreira em construção.
“Um vez que as ideias estejam identificadas, precisamos fazer algo decididamente nada apaixonante: fazer um plano de carreira para você chegar lá. O plano deve ser escrito, mesmo que seja quebrado e incompleto”, disse Maloney ao BusinessNewsDaily.

3. Descobrir como lucrar com sua paixão

Para transformar algo que você ama em um negócio, naturalmente, você precisa determinar como fazer dinheiro com ele. “Passe algum tempo por um brainstorming”, sugere a executiva Melanie Connallee. “Olhe para ela (sua paixão) de vários caminhos - a partir do seu ponto de vista, do ponto de vista do cliente/empregador, a perspectiva do usuário final e da perspectiva do público (se for o caso)”.
Ela disse, por exemplo, que as pessoas que amam arte poderiam financiar suas paixões de várias maneiras, inclusive ensinando arte para outras pessoas, trabalhando em uma galeria, fazer retratos e caricaturas. Isso é, procurar outros meios que fazem sua paixão se multiplicar de diversas outras formas.

4. Converse com outras pessoas que seguiram esse caminho

Segundo o fundador da Big-Hearted Furniture, Alan Kong, você precisa procurar outras pessoas que deixaram suas atividades para seguir uma carreira que realmente goste. Por exemplo, se você quer abrir um negócio, procure empresários que saíram dos seus empregos para abrir sua própria empresa.
“Se você conseguir falar com pessoas que estão no mercado que você deseja atuar, você poderá descobrir dificuldades que te ajudarão a construir o melhor modelo de negócio”, pontua Kong.

5. Cerque-se de pessoas confiáveis

Sara DiVello sabia desde o começo o que era preciso para conseguir realizar sua paixão e deixar seu trabalho na área de relações públicas para se tornar professora de yoga há quatro anos. Ela acredita que a chave para ter coragem de dar tal passo é estar perto de pessoas que ela realmente pode contar.
Ela disse que os amigos e familiares podem mostrar caminhos até então não explorados por você ou que te dê força para seguir com o plano que você traçou.

6. Seja destemido

Mudar de carreira pode ser uma perspectiva assustadora, mas para o desenvolvedor do RemObjects Software, Jim McKeeth, isso não pode impedir de tornar a escolha em realidade. “Muitas pessoas com quem eu convivo falam que têm medo de tentar fazer o que amam, porque eles se sentem inseguros com suas qualidades ou com a capacidade para exercer tal função. Experiência vem com o tempo e se você cometer um erro, irá aprender com ele”, disse McKeeth.

7. Não espere

As pessoas que mais esperam para mudar de carreira, estão cada vez mais longe de fazer isso acontecer. É o que acredita a fundadora e presidente da Live Wire Media Relations, Chryssa Zizos. “Se você tem um espírito empreendedor, você deve agir rapidamente. Abra o negócio que você sonha, porque à medida que envelhecemos somos menos propensos a correr riscos”, alerta Zizos.

8. Aprenda

Antes de seguir o conselho anterior e sair realizando seus sonhos mais secretos, o presidente da Igniting Business, Ben Seidel, diz que você precisa saber em qual área estará entrando e se está preparado para tal passo. Isso não quer dizer desistir do plano, mas investir em conhecimento para a chance de dar errado ser menor. “Invista em uma formação profissional na área, para que você possa avaliar seu talento e resistência”, sugere Seidel.

9. Não faça tudo por conta própria

Muitos pensam que para fazer algo que ama é preciso iniciar seu próprio negócio. Isso é um engano, segundo o vice-presidente de marketing do site Beyond.com, Joe Weinlick. Para ele, um caminho mais fácil é encontrar uma empresa que faça algo relacionado com seu hobby e tentar ser contratado.
Weinlick dá um exemplo de uma amiga que tinha um sonho de fazer uma ONG para cuidar de cães. “Hoje ela trabalha em um site que dá dicas sobre animais de estimação e vende medicamentos veterinários, o que é um ajuste de carreira”, disse.

10. Seja paciente e insistente

Dona da Push Button Productions, Yeosh Bendayan, diz que você precisa estar ciente de que uma paixão pode demorar um bom tempo para se tornar uma carreira e que você precisa se preparar para as primeiras lutas que inevitavelmente virão.
“Seja paciente. Demorou quase dois anos entre o início da minha empresa e começar a ter lucro e uma vida confortável”, ressalta a empresária.

Fonte: Administradores.com, 27/10/2012.

Webempreendedorismo: novo modelo de negócios


Criar um negócio na era digital é sentir-se inserido em um novo mundo, no qual você é o que você compartilha


O momento econômico pede o empreendedorismo. O mundo pede a inovação. Sai a classe média de carteira assinada e entram os revolucionários empreendedores. Criar um negócio na era digital é sentir-se inserido em um novo mundo, no qual você é o que você compartilha. O conceito de modernidade foi cunhado no século passado, mas acabou a era do ter. Esta é a era do ser.

Vivemos o tempo da "dissonância cognitiva", ou seja, ninguém sabe as regras, ninguém foi ensinado. Por que não empreender? Por que não experimentar? Ouse, arrisque, experimente. Muitos erros acontecerão, erraremos mais e mais. Será empírico, mas aprenderemos como fizeram tantos "gênios digitais". A pergunta é como aprendemos com o erro das gigantes e dos profissionais que venceram? O que de bom eles fizeram para conter a ira das pessoas? Temos muito a aprender, e que bom que não existe receita de bolo. E que bom que há gente saindo para se molhar na chuva.
Empreender é o melhor remédio para a depressão e para o vazio existencial. Vivemos uma abertura sem precedentes para novas ideias, novas abordagens e novos negócios. Lá vem você com a pergunta simplista: "E onde arranjo tempo?". Sim, o tempo linear acabou. Esqueça o relógio e foque nas ações e no objetivo final. Sei que você tem dúvidas e medos: "E a bolsa de estudos que eu ganhei da empresa?"; "E a prestação do carro?". Então, faça como milhares de pessoas: separe duas horas por dia, sacrifique um pouco seu lazer e seu tempo diante da televisão e vá empreender na era digital.
Imagem: Shutterstock

Um grande amigo escreveu em seu blog uma vez que os concorrentes no mundo do empreendedorismo digital são os programas de trainees, os donos de bares e os vendedores de drogas. São eles que tiram os corações e as mentes de jovens que poderiam criar novas empresas.
É hora de reagir. Não tenha medo de demitir da sua vida os chefes que gritam e de renunciar aos trabalhos chatos. Olhe à sua volta e perceba o olhar dos empreendedores. Repare nas perguntas questionadoras e inventivas dos curiosos. Os novos poetas do "mundo.com" estão deixando uma marca digital, quebrando o silêncio e começando uma revolução.
São milhares de empreendedores em todo o Brasil, inquietos, que trocam empregos pelo sonho de fazer seu negócio. São executivos que trabalham à noite e na madrugada para montar a própria empresa. Essa revolução não usa armas, mas mentes inventivas. Um Brasil inventivo já nasceu. Já existe um Brasil empreendedor, digital, vanguardista e ético. Pessoas estão criando novos negócios e novas formas de pensar na economia criativa e no webempreendedorismo. Precisamos valorizar o que nosso país tem de bom, principalmente as boas ideias.

Fonte: Administradores.com, 26/10/2012.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Como transformar projetos em resultados?


"A única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, eles não vão ser bem implantados e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa", afirma especialista


Em plena expansão, o Brasil tem hoje em andamento uma série de grandes empreendimentos de infraestrutura, como a ferrovia Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, os estádios da Copa e outras obras de infraestrutura necessárias para o evento, portos, estradas. E tudo isso parte (ou, pelo menos, deveria partir!) de um projeto, algo que estabeleça uma disciplina para que tudo seja feita da forma mais otimizada possível. Na prática, é verdade, as coisas não funcionam bem assim. Mas precisam funcionar. E para que funcionem, gerenciar bem os projetos é um dos passos mais importantes, algo que vale para esses casos citados acima, mas também para o dia a dia das empresas.

O brasileiro Ricardo Vargas, que preside o Project Management Institute (PMI), concedeu uma entrevista ao Administradores.com em que explica o que, de fato, é o gerenciamento de projetos, sua importância e como ele pode ser decisivo para o cotidiano do mundo corporativo e o desenvolvimento do Brasil.

O que é, de fato, o gerenciamento de projetos?

O gerenciamento de projetos, nada mais é do que uma técnica e um modelo que serve para você administrar projetos. E o que é um projeto? O projeto, nada mais é do que algo temporário e único. Talvez a melhor forma de você entender o conceito de gerenciamento de projetos, é entendê-lo através da comparação com a rotina. O que é uma rotina? Uma rotina é algo que você faz repetidas vezes, e por repetir daquela forma, você se torna mais rápido, mais hábil, mais preciso e etc. O que é o projeto? O projeto é o oposto da rotina. O projeto é aquilo que você não faz todo dia, é aquilo que você não tem habilidade específica e por isso precisa de um esforço gerencial diferenciado. Você precisa trabalhar de uma forma diferente, você precisa entender os riscos, o escopo, os prazos. Gerenciamento de projetos é o que? É uma disciplina, onde as melhores práticas pra que você administre bem os seus projetos são estabelecidas. Então essa disciplina começa a fazer parte das organizações.
Foto: Shutterstock

Qual a importância dessa atividade para as empresas?

As empresas hoje estão infinitamente mais voltadas pra projetos do que para rotinas. Então a importância dessa atividade é crucial pra que ela consiga administrar seus novos empreendimentos. Então a importância dessa atividade para as empresas é permitir com que a empresa alcance um novo patamar de competividade através da inovação. E a única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, esses projetos não vão ser bem implantados, não vão produzir inovação e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa.

Várias obras de grande porte estão em andamento no Brasil e outras devem vir por aí. Historicamente, entretanto, esses são processos muito lentos, sofrem com corrupção, serviços mal feitos entre outras coisas. Falta capacidade ao poder público para gerenciar projetos de grande porte?

Eu queria até ser mais amplo. Eu acho que falta uma capacidade geral, não só do poder público, do governo, mas também das organizações, instituições, em gerenciar atividades extremamente complexas, grandes. Por quê? Hoje temos um problema com a falta de talento, a falta de profissionais qualificados. E isso não é um problema exclusivo do Brasil, isso é um problema mundial. Hoje nós temos um problema de falta de talentos muito grande, um problema de aumento da complexidade, dos riscos, dinâmica de mercado. Ou seja, o mercado está variando e está sofrendo alterações de uma forma muito mais dinâmica, então isso tem aumentado enormemente a complexidade do que se tem feito. Você envolve muitos fornecedores, muitos parceiros, muitas entidades, e com isso a transparência pode estar comprometida, abrir espaço pra atividades ilícitas. Então isso tudo gera um cenário muito mais complexo do que o cenário tradicional que nós estamos costumados, por isso o desafio, e por isso que obras de grande porte precisam de um gerenciamento de projetos extremamente efetivo, competente e presente.

E quanto às empresas brasileiras: de modo geral, elas gerenciam bem seus projetos?

Eu queria dizer que de modo geral elas não gerenciam bem seus projetos. Porque quando você gerencia bem, efetivamente, com resultado, você cresce de forma exponencial. E claro que algumas empresas brasileiras estão fazendo isso muito bem. Mas o que a gente vê no mundo, como um todo, é um desenvolvimento mediano desses projetos, por isso que eu volto a dizer e repito: se as empresas começarem a pensar nisso e investirem mais na gestão de projetos, essas empresas vão conseguir um sucesso muito maior. Então, queremos dizer que nós não estamos atrás, mas também não somos líderes e pioneiros nessa área.

Quais as principais características de um projeto bem gerenciado?

Um projeto bem gerenciado tem, na verdade, duas coisas que ele atende. A primeira coisa é quando a gente fala em gestão do projeto. Ele cumpre prazos, escopo do que tem que ser feito, cumpre orçamento, é administrado dentro um de patamar tolerável de risco. Agora, além disso tudo, nós temos que falar também dentro desse conceito de projeto, do conceito de gestão de portfólio: aquele projeto tem um business case viável, inteligente e realista. Porque não adianta eu realizar bem no prazo e no orçamento aquilo que não tem nada a ver e não reflete a realidade organizacional. Por exemplo, o que adianta hoje eu ser o melhor fabricante do mundo de disco de vinil se disco de vinil não vende? Eu preciso entender até quando eu consigo agregar e produzir valor em cima desse cenário. Então o projeto bem gerenciado é aquele que não só cumpre prazo e orçamento, como entrega o benefício previsto e esperado. 

Fonte: Administradores.com, 25/10/2012.

O Marketing Digital para resultados


Um dos grandes benefícios do Marketing Digital é a sua capacidade de mensuração. Veja como fazê-la da forma mais eficiente.
Com o Marketing Digital, é possível acompanhar e avaliar o resultado de praticamente tudo.No entanto, essa infinidade de métricas faz com que seja fácil nos perdermos em minúcias, ou então buscar otimizar coisas que ainda não são grandes problemas ou oportunidades do ponto de vista do negócio.
Costumo dizer que análise Web é como uma "cebola" que precisa ser descascada em diferentes níveis, do mais macro/estratégico para o mais detalhado/operacional.
Neste artigo, vou ilustrar os principais pontos a serem avaliados em cada um desses níveis:
1o Nível: Funil de Marketing/Vendas (métricas do negócio)
Aqui é importante avaliar como o Marketing está contribuindo de forma direta para os resultados do negócio.
A forma mais comum de se fazer isso é medindo o número de pessoas que passam pelas diferentes etapas do funil de vendas dentro de um período. Um funil bastante comum, especialmente em negócios B2B, é o:
Visitantes -> Leads -> Oportunidades -> Clientes
Ao medir os números absolutos e as taxas de conversão de cada passo, é possível identificar onde o funil está “vazando”, e consequentemente, onde deve ser a prioridade na busca por melhorias.
2o Nível: Conversões por fonte de tráfego
Aqui começamos a olhar a eficiência dos diferentes canais do Marketing Digital.
Primeiro, é importante compreender quais são as fontes que mais trazem tráfego para o site. O gráfico abaixo ilustra essa informação.
Porém, às vezes uma determinada fonte é boa para atrair tráfego, mas não para gerar conversões em Leads e Clientes. Por isso vale fazer a mesma análise nas outras partes do funil. Para o mesmo exemplo, veja a diferença da geração de Leads por cada fonte de tráfego.
3o Nível: Análise dos canais
Aqui é a hora de se aprofundar na análise de um canal específico que se deseje melhorar. Cada canal tem suas próprias peculiaridades e métricas (aprenda sobre o assunto neste ebook gratuito).
Para ilustrar um exemplo, veja como é possível analisar o desempenho do Google Adwords tanto por grupos de palavras compradas quanto por buscas efetivamente realizadas pelos usuários.

Métricas indiretas
Há ainda diversas outras métricas que, dependendo do tipo de negócio, são mais ou menos importantes, como por exemplo: Custo por Lead, Pageviews, Fãs/Seguidores, Emails, Ticket médio de compra, etc.
O mais importante é começar a acompanhar as métricas que têm relação direta com o negócio,de preferência com um dashboard visível a todos na organização. Depois, aos poucos ir se aprofundando e identificando oportunidades de melhorias com alto impacto.

Fonte: Endeavor MAG, 26/10/2012.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os desafios da criação de um clima criativo.

As escolas, em sua maioria, preparam as pessoas apenas para a aprovação nos testes e, com isso, matam a criatividade, nivelando as pessoas pela média.

Dito isso, é difícil não pensar no impacto que isso tem quando esses alunos se transformarem em trabalhadores com mentalidade razoável e coletiva compatível entre si, o que ameaça uma cultura econômica que tem prezado a cada dia mais a inovação e criatividade.
criatividade tem sido descrita como a originalidade combinada com a utilidade. A novidade não é suficiente. A ideia e o comportamento também precisa ser adaptável para que a criatividade realmente aconteça.
As pessoas podem – e em sua maioria são, atém serem cerceados – altamente criativos por natureza. Alguns traços de personalidade constantemente aparecem em pessoas com alta criatividade, incluindo abertura à experiência, impulsividade, consciência, auto-aceitação, e não-conformidade.
Mas a criatividade existe no cruzamento – e relacionamento – de pessoas e situações e, algumas situações são melhores e propicias para que a criatividade aconteça.
Abra a cabeça para a criatividade
Abra a cabeça para a criatividade.

Como produzir ambientes que fomentem acriatividade e inovação?

Felizmente há, a cada ano, mais estudos e pesquisas sobre motivadores da criatividade que podem ser transformadas nas melhores práticas criativas. Em uma meta-análise de 42 estudos sobre a relação entrecriatividade e fatores climáticos, surgiram 14 dimensões como as principais influenciadoras do desempenho criativo, principalmente em ambientes competitivos e de alta pressão.

#1. Troca interpessoal positiva.

#2. Estímulo intelectual.

#3. Desafio.

#4. Flexibilidade de risco.

#5. Apoio à alta gestão.

#6. Relação positiva com a supervisão.

#7. Interação positiva entre grupos.

#8. Clareza da missão.

#9. Integração organizacional.

#10. Participação.

#11. Ênfase no produto.

#12. Orientação e recompensa.

#13. Recursos.

#14. Autonomia.

A partir dessa pequena lista podemos concluir não como tornar as pessoas mais criativas, mas sim criar condições para resultados e ambientes criativos.
Podemos concluir que, dando às pessoas mentores, condição de trabalho flexíveis, direção clara, e tolerância ao fracasso, além de promover a inclusão do grupo, pode sim desenvolver pessoas mais criativas. No trabalho e nas escolas.
Outro fator crucial para o aumento da criatividade é a emoção e a vivência positiva. Barbara Frederickson tem realizado pesquisas sobre os efeitos poderosos das emoções positivas, mostrando como aumentarmos a atenção sobre nós mesmos.
Pesquisadores da Universidade de Toronto descobriram que a emoção positiva diminui o controle inibitório e aumenta a aumenta a atenção visual e espacial, além de oferecer melhor acesso semântico e, com isso influenciar positivamente nosso comportamento dentro de espaços e ambientes.
Estados positivos induzidos também foram utilizados para fomentar acriatividade junto às crianças e encontrar a solução para os testes padronizados.
O afeto é um condutor de pensamento criativo no ambiente de trabalho. O neurocientista Rex Jung chama de cérebro criativo o cérebro sinuoso, e a pessoa criativa aquela com muitas ideias. Os estados emocionais positivos, juntamente com os subsídios para ações autônomas e o trabalho em equipe, alimentam o cérebro sinuoso e, com isso a criatividade.
Outras pesquisas mostram que os esforços organizacionais para o grupo de trabalho e o apoio da supervisão são muito eficazes e, o trabalho com o foco de avaliação construtiva, positiva e o reconhecimento de competências também servem de apoio para alimentar a criatividade.
O estado da arte da criatividade
O estado da arte da criatividade.
A motivação intrínseca é outro fator chave de fomento à inovação ecriatividade. A autonomia e os desafios definem o cenário para que um profissional motivado dê frutos e assim cria um indivíduo determinado, competente e interessado.
O local de trabalho pode promover a motivação intrínseca, proporcionando liberdade, desafio, recursos e encorajamento.
Então, quando procuramos maneiras de aumentar o resultado criativo e ampliar o pensamento é necessário olhar para os fatores contextuais que o cercam e utilizar essa pesquisa como base para as intervenções é uma ótima maneira de fomentar o ambiente criativo.
Muitas empresas estão contratando consultores em criatividadepara ajudá-las na maximização dos resultados da criatividade e promover um ambiente criativo.
A especialista em criatividade Geórgia Shreve diz que não é suficiente para estimular a criatividade em uma organização. “Você deve lançar mão dos 5 Rs: reforço (comunicando as necessidades primárias); recursos (materiais, pessoal, espaço e financiamento); role-modeling – modelagem de papeis – (exemplos criativos, incentivo); recompensa (intangíveis, como reconhecimento, flexibilidade e liberdade); e reach – alcance – (desenvolvendo talentos em toda a organização)”.
Apesar de apontar as carências do sistema educacional, este não é o foco desta pesquisa que abrange os fatores que aumentam acriatividade e influenciam a inovação e o ambiente criativo, para desenvolver profissionais competitivos.
Processo criativo
                                                                                      O processo criativo.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 25/10/2012.

Ser ‘servil’ é o diferencial


Segundo o Trendwatching.com, empresas que se empenham em ajudar, escutar e criar novidades a partir dos desejos de seus clientes são hoje as que se diferenciam das demais.
Em um mundo onde informações e inovações são criadas e compartilhadas a cada minuto, o que diferencia seu produto ou serviço do seu concorrente é a atenção que você dá ao desejo de seu cliente. Estamos falando de um conceito do radar de tendências mundial Trendwatching: o conceito das Empresas Servis.
Por que ser servil?
A população mundial, hoje, tem três características que a fazem cada vez mais suscetível ao bom atendimento. Os chamados citysumers (consumidores urbanos) querem cada vez mais flexibilidade e liberdade para tirar o melhor proveito da experiência nas grandes cidades mundiais. Eles também se caracterizam por procurar a melhor experiência possível no mundo online, mais ágil e instantâneo, para melhorar a sua experiência offline.
Outro aspecto é a forma como lidamos com o tempo. De acordo com uma pesquisa do Datamonitor, 44% dos consumidores em 15 países diferentes admite não conseguir controlar o seu tempo no dia a dia e muito menos aproveitar sua experiência de consumo e relaxar. O terceiro fator é o Boca-a-Boca 2.0, uma nova realidade com o avanço e a democratização das redes sociais. Ou seja: um consumidor confia na opinião de outro consumidor e, por isso, procura ver feedbacks a respeito de um produto. Mais um motivo para ser servil: o clichê “o cliente sempre vem primeiro” tem de ser levado a sério.
Mas, afinal, como ser servil?
É fácil falar – e é tão fácil quanto fazer. Coloque-se no lugar do seu cliente e pense qual é a pior situação que você poderia ter com um determinado produto. Foi assim que a Chevrolet do Brasil pensou para criar o Rescue Drive. Ao lado de uma empresa de guinchos, quando os clientes de outras montadoras solicitavam um regaste de emergência com problemas em seus carros, eram surpreendidos com um Cobalt de teste drive para dirigir até seu destino final, enquanto seu carro original era levado pelo guincho. Ou seja, ser servil é deixar o cliente testar seu produto primeiro.
Uma empresa servil permite o monitoramento da experiência de consumo. Como? Dois ótimos exemplos vieram da Volkswagen e da Babolat. A primeira colocou no computador de bordo de seus carros na China um sistema ecologicamente correto, que dá todos os dados de consumo e desempenho do motorista em tempo real. A segunda, famosa fabricante de raquetes, lançou uma versão de seu produto com um dispositivo analítico com todas as estatísticas e desempenho técnico do jogador durante a partida.
A velocidade das informações em tempo real pode parecer um desafio para a empresa que quer ser mais servil. No entanto, ela é na verdade um celeiro de oportunidades. Quem pegou essa onda foi aWestfield, maior operadora de shoppings centers do mundo, que lançou um aplicativo para celular que aponta quais lojas dos shoppings vendem algum produto específico e ainda compara os preços. Mas não se esqueça de que você vive em um mundo globalizado e nem todo mundo saber falar a sua língua. Pensando nisso, o Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na Holanda, lançou um app que traduz todas as informações do holandês e do inglês para o mandarim.
Recomendar é sempre bom. Mas suas recomendações têm de ser realmente úteis. Ninguém gosta de ser bombardeado de informações, principalmente de uma empresa querendo vender seu produto. Assim, a Hellmann's e os supermercadosSt. Marche no Brasil pensaram em uma forma discreta de se aproximar de seus clientes. Quando um pote da maionese mais vendida no país é registrado no caixa, o sistema identifica outros produtos da compra que tenham alguma relação e imprime uma receita com esses ingredientes na nota fiscal.
Portanto, o verbo “facilitar” deve estar sempre presente em todas as ações de sua empresa. Um ótimo exemplo é o ímã de geladeira da Red Tomato Pizza, de Dubai, nos Emirados Árabes. Ele não é um ímã comum, daqueles que estamos acostumados, essa versão tem um botão apenas, escrito “Pressione para matar a fome”. Conectado por Bluetooth aos smartphones, o dispositivo automaticamente pede sua pizza preferida no estabelecimento, entregue em alguns minutos em sua casa. Mais fácil que isso não dá, não é?

fonte: Endeavor MAG, 25/10/2012.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

10 atitudes empreendedoras de sucesso


Esse artigo diz respeito às atitudes empreendedoras que aumentam as chances de sucesso nos negócios


Uma boa parte do meu trabalho é dedicada para pesquisar e entender o mundo dos negócios sob dois pontos de vista muito diferentes: o dos empregados e o dos empregadores.
Dessa forma, posso afirmar que as razões que distinguem os profissionais bem-sucedidos dos empresários bem-sucedidos são convergentes e possuem motivações semelhantes.
Na prática, para ter sucesso em ambos os lados é necessário disciplina, otimismo, persistência, fé, determinação, planejamento, estratégia, sentido de realização e uma vontade inabalável de prosperar.
Simples, porém, na prática, ainda que alguém domine todas essas competências, o sucesso não está garantido. O encontro entre talento, preparação e oportunidade precisa ser provocado com frequência.
Veja o exemplo de Thomas Watson Sr. Em 1924, a Computing Tabulating Recording Company (CTR) era somente uma das 100 empresas de médio porte tentando sobreviver nos Estados Unidos, segundo James Collins e Jerry Porras, autores do best seller Feitas para Durar.
altImagem: Shutterstock

A CTR comercializava basicamente relógios de ponto e balanças, tinha apenas 52 vendedores com uma cota mensal de vendas a cumprir e um futuro nada promissor, a exemplo de muitas empresas de hoje.
Certo dia, quando Watson Sr. chegou em casa, deu um abraço na esposa e anunciou com orgulho que a CTR mudaria de nome e passaria a ser conhecida pelo grandioso nome de International Business Machines, seu filho Thomas Watson Jr. permaneceu parado na porta da sala, pensando: aquela empresa pequenininha?
Hoje não existe nada de estranho no nome International Business Machines, mas, na época soava até ridículo. De acordo com Michael Gerber, autor de O mito do empreendedor, as perguntas a seguir foram utilizadas por Watson Sr. antes mesmo de a IBM se tornar uma empresa de sucesso:
- Existe uma visão bem clara de como será a empresa quando ela estiver pronta?
- Como a empresa precisa agir para se tornar uma empresa de sucesso?
- Se a empresa sabe como agir desde o princípio para alcançar a visão de futuro, então por que não começa imediatamente?
Com base no exemplo mencionado e em outros milhares de empreendedores que, a despeito de todas as dificuldades, prosperaram, compartilho aqui algumas atitudes empreendedoras essenciais para a construção de um negócio bem-sucedido.
Para quem já teve a oportunidade de ler o meu livro Manual do Empreendedor (Editora Atlas), esse conjunto de atitudes, desenvolvido a partir dos estudos de Jeffrey Timmons, pesquisador do empreendedorismo, foi denominado de A Receita do Sucesso nos Negócios. Vejamos:
1 - Desenvolva uma estratégia convincente e clara.
2 - Comunique a essência da visão e da missão; não perca o principal objetivo de vista; mantenha o foco.
3 - Crie um diferencial nos seus produtos e serviços; é a sua vantagem competitiva.
4 - Não há segredos; somente o trabalho duro dará resultados.
5 - Nada é mais importante do que um fluxo de caixa positivo.
6 - Se você ensina uma pessoa a trabalhar para outras, você a alimenta por um ano; se você a estimula a ser empreendedor, você a alimenta, e a muitas outras, durante toda a vida.
7 - Um negócio bem-sucedido, antes de ser técnico ou financeiro, é fundamentalmente um processo humano; as pessoas são importantes.
8 - Realizar com o sentido de contribuir é mais importante do que ganhar dinheiro.
9 - A sorte favorece os que são persistentes; enquanto a sorte não vem, continue caminhando.
10 - A felicidade é um fluxo de caixa positivo.
Em qualquer negócio de sucesso, atitudes empreendedoras são determinantes. Não basta ser um excelente técnico nem um profundo conhecedor do assunto. Se isso fosse suficiente, nenhuma empresa quebraria.
Pense nisso, empreenda e seja feliz.

Fonte: Administradores.com, 22/10/2012.