sexta-feira, 27 de abril de 2012

Perguntas a ser feitas por futuros empresários


Diante de um cenário econômico turbulento e incerto, torna-se cada vez mais necessário pesquisar, planejar e aprender a correr riscos



Foto: Divulgação


2012 não será um ano fácil. No cenário internacional, os mercados andam apreensivos com o endividamento dos países europeus e a fraca reabilitação da economia norte-americana. Por aqui, o endividamento da população cresce, o ritmo da criação de postos de trabalho diminui e o crédito para pequenas empresas já começa a ficar mais caro. “Tudo indica que os mercados ficarão ainda mais competitivos para os pequenos negócios”, afirma Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP. 

Mas nada disso deve desanimar os empreendedores que pensam em abrir uma empresa em 2012. Mesmo diante de um cenário adverso, é possível iniciar um negócio vitorioso – desde que o empreendedor capriche em pesquisa, análise de mercado e planejamento. “Talvez neste momento, o melhor que podemos fazer é buscar respostas, de forma assertiva e segura, a algumas questões fundamentais voltadas a minimizar as chances de falhas que comprometam o sucesso de um novo empreendimento”, comenta Messias.


Para ajudar os empreendedores que pretendem estrear no mundo dos negócios em 2012, o Estadão PME ouviu especialistas e listou cinco perguntas que o candidato a empresário deve fazer antes de abrir um negócio. Confira:

1) Eu estou preparado para o risco?

“Empreender implica em correr riscos”, destaca Fábio Iwai, presidente do instituto de fomento ao empreendedorismo Motivar. “Planejar não é garantia de sucesso. Isso se torna ainda mais verdadeiro em tempos de incerteza no cenário econômico. Por isso, antes de abrir uma empresa, é preciso se conscientizar dos riscos inerentes ao negócio e só seguir adiante se estiver disposto a enfrentá-los”, aconselha Iwai.

2) Sei como a economia pode afetar minha futura empresa?

É preciso avaliar quais são os principais fatores econômicos que vão influir diretamente em seu negócio. A variação cambial pode alterar o preço final dos produtos que você vai comercializar? A sua empresa vai depender muito do crédito para realizar as vendas? As respostas variam de acordo com o perfil de cada negócio. Por isso, os especialistas aconselham que o empreendedor estude cada uma das variáveis para medir o grau do risco a que estará exposto. Assim, poderá desde já encontrar estratégias para enfrentar as constantes mudanças no cenário econômico.

3) Este negócio combina comigo?
“O empreendedor precisa se conscientizar de suas capacidades e limites, analisando se o negócio que pretende montar é adequado ao seu perfil e se ele realmente vai conseguir oferecer uma contribuição decisiva para o sucesso da sua empresa”, define Iwai. “Fazer esta auto-análise também é importante para definir quais as capacidades que o empreendedor não possui e, a partir daí, saber que tipo de profissional ele precisa contratar para complementar a gestão da empresa.”

4) O produto ou serviço que eu vendo tem algum grau de diferenciação?

“Quem não tiver nenhum diferencial a apresentar, rapidamente será engolido pela concorrência”, avisa Iwai. Sem qualquer inovação, as margens de lucro tendem a ser muito baixas – o que pode se transformar em um grande problema. “O empreendedor deve validar o projeto do empreendimento apenas se ele oferecer margens satisfatórias. Só assim ele terá algum espaço para errar no começo”, opina Iwai. “Com margens baixas, qualquer erro se transforma em um problemão.”

5) Será que eu realmente planejei bem a empresa?
Caso o empreendedor tenha se saído bem nas perguntas acima, Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP, recomenda ainda algumas questões do tipo “ tira-teima”.

São elas: tenho informações consistentes do mercado e da atividade que pretendo empreender? Empreender neste momento é uma questão de oportunidade ou necessidade? Como imagino esta empresa nos próximos três anos? Se faltar recurso financeiro, sei como consegui-lo? Conheço os aspectos legais e tributários que regulamentam esta atividade? Vou empreender sozinho ou realmente preciso de um sócio? Estou preparado técnica e emocionalmente para “tocar” esse empreendimento? Estou pronto para tirar esta idéia da cabeça e construir planos para o negócio?

Por fim, Messias dá uma última dica: “Procure sempre alguém para avaliar seus planos”.

Fonte: Estadão PME

Dicas para criar um bom nome para sua empresa


Criar um bom nome para uma empresa e se fixar na memória dos clientes deixou de ser uma tarefa fácil.


Foto: SXC




  Pensando neste desafio, conversamos com o redator publicitário e professor da Universidade Católica Dom Bosco , Ado Biagi, que nos trouxe oito dicas importantes para quem quer começar sua empresa com um grande diferencial:


1) Ler.  

Obviamente a primeira dica que posso dar a todo redator é que sem o gosto pela leitura a bagagem literária diminui e, portanto a associação ou jogo de palavras que se pode fazer também cai drasticamente. 

2) Conheça o produto e estude o produto do seu cliente a fundo. 

Conheça os detalhes, o método de fabricação, cada passo necessário desde a empresa até a chegada nas mãos do consumidor. O nome disso é briefing. Não existe trabalho ruim, existe trabalho mal “brifado”. 

3) Mantenha-se simples. 

Nomes complexos ou exagerados tendem a tirar o foco da empresa. O nome deve ser simples para ser memorável. 

4) Cada caso é um caso. 

Se sua empresa vende perfumes, certamente nomes estrangeiros serão bem aceitos, mas se vende materiais de construção procure manter a simplicidade. Você pode ainda pesquisar palavras em línguas estrangeiras ligadas as características do produto, utilizando prefixos gregos ou latinos. Como disse, cada caso é um caso. 

5) Evite combinações ou utilizar o nome de parentes e/ou da família. 

Certamente já passou pela cabeça do seu cliente fazer isso. Mas utilizar um nome ou sobrenome depende muito do mesmo. 

6) Defenda. 

Não basta apenas enviar uma lista de nomes. É necessário que o cliente saiba de onde você os tirou e porque fazem parte daquela lista. Portanto, defenda e argumente todos os nomes em que você trabalhou. 

7) Antes de enviar uma relação de nomes para seu cliente, pesquise a existência de empresas do mesmo ramo. 

Procure um órgão de marcas e patentes e pesquise se já existe alguma empresa com os nomes que produziu. Isso pode evitar problemas futuros, como seu cliente amar um nome e ter uma empresa na mesma cidade que já o possui. 

8) Registre. 

Após a aprovação a primeira providência é registrar o nome escolhido. Não é caro e pode fazer a diferença no futuro para que depois de anos consolidando seu nome você não precise mudá-lo porque alguém registrou primeiro. 

Case 

Frederico Ribamar, publicitário e diretor da agência Latina Novo Engenho, destaca que identificar o seu público é um dos pontos principais para criar um bom nome. “Tivemos que criar um nome pra um bar de Campo Grande que trabalharia com públicos diferentes, com variedade de bebidas para os jovens e pratos refinados para os mais velhos. Optamos por “Pluebos”, pois acreditamos que este nome envolve todo o nosso público” 

O publicitário também defende que por um bom tempo usar sobrenome na empresa deu muito sorte, como a Casa José Abraão em Campo Grande. “Como tudo está globalizado, um bom nome e a necessidade de se contratar uma agência para fazer este trabalho é evidente” conclui Frederico.

Fonte: Estação Sebrae Online

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Alternativas ao tradicional ponto comercial

Com altos preços e disputa acirrada, empresas procuram alternativas ao tradicional ponto comercial 

Foto: Divulgação


São Paulo - Quando se pensa em ponto comercial é mais fácil lembrar de dificuldades do que de soluções. A combinação da escassa disponibilidade com os altos valores praticados nos últimos tempos tem obrigado, especialmente pequenos empreendedores com menos capital inicial, a apostar em alternativas até então impensadas. 



Para o professor de Marketing do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Silvio Laban, não há esperança pela queda dos preços cobrados em grandes e conhecidos pontos comerciais. “Não parece haver sinal de que os preços caiam no curto prazo, mas isso vai depender de como a economia vai se comportar este ano e, isso, ainda é imprevisível.” 

O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, relaciona alguns fatores que influenciaram no aumento astronômico dos preços de imóveis, em especial os comerciais. “Com a economia aquecida, o crescimento da população e o aumento do poder de compra de classes sociais antes abastadas, a procura por comércio aumentou. Porém a quantidade de shoppings não atende a demanda e a velocidade com que são construídos novos não é na mesma velocidade do mercado.”  

Além da valorização dos shoppings, os conhecidos polos de compras em ruas também sofreram vertiginosos aumentos na procura. “Com a diminuição dos índices de criminalidade, as pessoas se sentem mais à vontade para fazer comprar nas ruas”, afirma Gigliotti.  

Segundo Gigliotti, no entanto, apesar das adversidades, sempre há oportunidades em qualquer lugar do mercado. “É preciso apenas ver se o que você pode pagar, em função da lucratividade, é o que o mercado está pedindo no imóvel que você deseja”. O bom ponto, portanto, é aquele em que as contas fecham, independente de ser em um local alternativo.  

Veja, abaixo, boas opções de para encontrar um ponto comercial fora da estratégia habitual:  

1) Áreas compartilhadas  

Destacadas por Gigliotti como uma nova tendência, buscar pontos em pequenos polos, que tenham até 10 lojas, pode ser uma boa alternativa para quem deseja fugir das opções mais caras. “Tem centros de vizinhança crescendo muito. São complementares, geradores de tráfego conjunto”, afirma o consultor. Um dos grandes exemplos desse tipo de inciiativa compartilhada é o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.  

2) Pontos revitalizados

Ruas de comércio antigo, que perderam a importância, mas têm recebido investimentos governamentais para retomar o fôlego, também são boas opções. O consultor Batista Gigliotti cita algumas regiões de São Paulo, antes abandonadas, mas que hoje tem apresentado um crescimento. “É o caso de locais do Centro, com a revitalização promovida pelo governo, bem como Diadema, antes considerada uma cidade com nível social baixo, mas cuja realidade está mudando”.

3) Regiões inexploradas

O consultor da Fran Systems destaca que todas as cidades com mais de 800 mil habitantes passam por transformações constantes no que diz respeito à valorização de pontos. A lógica vale na hora de investir em uma região até então nunca explorada, mas que pode vir a ser um polo, como Itaquera, com o estádio que deve receber jogos da Copa do Mundo.

“Terminais de ônibus e metrô são uma ótima opção, já que você não precisa gerar o fluxo, mas aproveita o que o local já disponibiliza”, diz. Um bom gerador de tráfego de pessoas do qual o empreendedor pode se aproveitar são as farmácias 24 h ou locais próximos a agências bancárias.  

Segundo o professor de marketing do Insper, a decisão entre fazer um local virar um ponto comercial ou investir em algum sobre o qual já se tenha mais informações e menos risco depende da disponibilidade financeira e do tipo de negócio que se pretende abrir. 

4) Internet 

Usar o ponto comercial só como uma vitrine e utilizar a internet para vender é uma das opções que barateiam os custos com ponto comercial. “Para apostar nesse modelo, o ponto não precisa ser grande e reduz gastos”, diz o professor do Isper.

O consultor também acredita na ideia de que mais é menos. Segundo ele, é necessário introduzir tecnologias para melhorar o uso dos espaços. “Coisas estão cada vez mais compactas e todos terão que repensar seus negócios”. 

5) Identifique negócios compatíveis com polos

Como destaca Laban, uma rua cujo comércio de materiais de construção predomina aceita alguns outros negócios. “O empreendedor poderia aproveitar o fluxo de pessoas naquela região e ver outras oportunidades”. Além de apostar em ruas com força em um tipo de mercado, o professor sugere aproveitar ou tentar atrair o movimento também para as transversais e paralelas.

 6) Pontos mortos

Não são apenas as lojas prontas, em pontos já conhecidos ou dedicados a um negócio, que podem servir de ponto para o seu comércio. “Não é um ponto. Está em uma localização com certo fluxo e a pessoa foi lá e fez uma loja”, ressalta Silvio Laban. Entre os espaços que podem ser aproveitados, o especialista cita estacionamentos desativados ou em uso como o de supermercados e até terrenos baldios. “Um empreendedor pode limpar um terreno, montar uma estrutura e montar ali um ponto”. Outra possibilidade é a instalação dos pontos en conteiners, como a loja da Starbucks (foto). Vale lembrar que a regularização do ponto na prefeitura é essencial.

 Fonte: Exame



Pesquisar, planejar e aprender a correr riscos

Diante de um cenário econômico turbulento e incerto, torna-se cada vez mais necessário pesquisar, planejar e aprender a correr riscos



Foto: Divulgação


2012 não será um ano fácil. No cenário internacional, os mercados andam apreensivos com o endividamento dos países europeus e a fraca reabilitação da economia norte-americana. Por aqui, o endividamento da população cresce, o ritmo da criação de postos de trabalho diminui e o crédito para pequenas empresas já começa a ficar mais caro. “Tudo indica que os mercados ficarão ainda mais competitivos para os pequenos negócios”, afirma Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP. 


Mas nada disso deve desanimar os empreendedores que pensam em abrir uma empresa em 2012. Mesmo diante de um cenário adverso, é possível iniciar um negócio vitorioso – desde que o empreendedor capriche em pesquisa, análise de mercado e planejamento. “Talvez neste momento, o melhor que podemos fazer é buscar respostas, de forma assertiva e segura, a algumas questões fundamentais voltadas a minimizar as chances de falhas que comprometam o sucesso de um novo empreendimento”, comenta Messias.



Para ajudar os empreendedores que pretendem estrear no mundo dos negócios em 2012, o Estadão PME ouviu especialistas e listou cinco perguntas que o candidato a empresário deve fazer antes de abrir um negócio. Confira:

1) Eu estou preparado para o risco?

“Empreender implica em correr riscos”, destaca Fábio Iwai, presidente do instituto de fomento ao empreendedorismo Motivar. “Planejar não é garantia de sucesso. Isso se torna ainda mais verdadeiro em tempos de incerteza no cenário econômico. Por isso, antes de abrir uma empresa, é preciso se conscientizar dos riscos inerentes ao negócio e só seguir adiante se estiver disposto a enfrentá-los”, aconselha Iwai.

2) Sei como a economia pode afetar minha futura empresa?

É preciso avaliar quais são os principais fatores econômicos que vão influir diretamente em seu negócio. A variação cambial pode alterar o preço final dos produtos que você vai comercializar? A sua empresa vai depender muito do crédito para realizar as vendas? As respostas variam de acordo com o perfil de cada negócio. Por isso, os especialistas aconselham que o empreendedor estude cada uma das variáveis para medir o grau do risco a que estará exposto. Assim, poderá desde já encontrar estratégias para enfrentar as constantes mudanças no cenário econômico.

3) Este negócio combina comigo?
“O empreendedor precisa se conscientizar de suas capacidades e limites, analisando se o negócio que pretende montar é adequado ao seu perfil e se ele realmente vai conseguir oferecer uma contribuição decisiva para o sucesso da sua empresa”, define Iwai. “Fazer esta auto-análise também é importante para definir quais as capacidades que o empreendedor não possui e, a partir daí, saber que tipo de profissional ele precisa contratar para complementar a gestão da empresa.”

4) O produto ou serviço que eu vendo tem algum grau de diferenciação?

“Quem não tiver nenhum diferencial a apresentar, rapidamente será engolido pela concorrência”, avisa Iwai. Sem qualquer inovação, as margens de lucro tendem a ser muito baixas – o que pode se transformar em um grande problema. “O empreendedor deve validar o projeto do empreendimento apenas se ele oferecer margens satisfatórias. Só assim ele terá algum espaço para errar no começo”, opina Iwai. “Com margens baixas, qualquer erro se transforma em um problemão.”

5) Será que eu realmente planejei bem a empresa?
Caso o empreendedor tenha se saído bem nas perguntas acima, Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP, recomenda ainda algumas questões do tipo “ tira-teima”.

São elas: tenho informações consistentes do mercado e da atividade que pretendo empreender? Empreender neste momento é uma questão de oportunidade ou necessidade? Como imagino esta empresa nos próximos três anos? Se faltar recurso financeiro, sei como consegui-lo? Conheço os aspectos legais e tributários que regulamentam esta atividade? Vou empreender sozinho ou realmente preciso de um sócio? Estou preparado técnica e emocionalmente para “tocar” esse empreendimento? Estou pronto para tirar esta idéia da cabeça e construir planos para o negócio?

Por fim, Messias dá uma última dica: “Procure sempre alguém para avaliar seus planos”.


Fonte: Estadão PME

terça-feira, 10 de abril de 2012

Coisas que vão além do produto fazem consumidores pagarem mais


Coisas que vão além do produto fazem consumidores pagarem mais, mas aumentos injustificados costumam não ser aceitos. 

Foto: Divulgação


A teoria e a fórmula parecem simples: a some de custos com o lucro desejado dará o preço cobrado por produtos e serviços. A realidade, no entanto, exige um pouco mais do empreendedor. Além de conhecimento da própria empresa, também é essencial um estudo do mercado e da concorrência antes de precificar seus produtos. A regra vale para descontos, promoções e, também, aumentos.



Para saber como reajustar os preços sem irritar a clientela, é preciso conhecer a melhor forma de definir o valor de um item. Existem duas linhas principais quando se fala em formação de preços: soma do custo com a margem de lucro e observação do mercado e da concorrência. A orientação dos especialistas é alinhar as duas. “Não adianta fazer um cálculo elaborado e definir preço que o mercado não aceita, ou o contrário e colocar um preço baixo e ter prejuízo”, avalia o consultor da Praxis Education.

Para o professor Adriano Gomes, a avaliação do mercado é mais importante do que a simples soma de custos. “Essa ideia de que fazer fórmula de precificação está afastada da atual realidade. Ninguém consegue formar preço a partir do escritório. Eles são dados pelo mercado, a partir do conceito de valor que determinada marca ou produto consegue transmitir para clientes potenciais.”

1) Tenha uma justificativa aceitável

O professor de finanças do curso de Administração da ESPM Adriano Gomes destaca o reajuste de custos (alteração no valor das matérias-primas, fornecedores, aumento de salário de funcionários) e mudanças na tributação (alíquota dos produtos ou até mesmo da legislação) como variáveis que podem atingir os preços. 

Para ele, aumentos baseados na vontade do empresário, sem embasamento em algum desses quesitos, têm como consequência certa a perda de vendas. “Quando há uma explicação plausível, que foge ao controle do empresário, o cliente aceita a ideia de reajuste dos valores a serem pagos. O que o consumidor não aceita são aumentos absolutamente inexplicáveis e pontuais, praticados por uma ou duas empresas do segmento", explica Gomes.


2) Acompanhe o mercado

Galhardo lembra da necessidade de se pensar muito bem a respeito do repasse de custos para o consumidor. “Aumentar e depois diminuir o valor pode queimar a imagem da empresa e ser um caminho sem volta”. De acordo com ele, o ideal é que o empresário, ao identificar que seus custos aumentaram, cheque a repercussão disso no mercado. “Às vezes, o concorrente aplicou um aumento proporcional ao que sentiu no próprio bolso e, se eu decidir lucrar menos e repassar o menor custo possível ao consumidor, posso atrair mais clientes.” 

3) Bom atendimento

Segundo especialistas, bom atendimento, cumprimento de prazos e boa vontade são características que os clientes levam em na hora de aceitar pagar um valor superior. “O preço pode ser interessante para chamar o consumidor para a loja, mas ele aceita pagar mais se consegue um pacote que vai além”, destaca o sócio-diretor da Praxis Education, Maurício Galhardo. 

Por isso, praticar preços muito acima do mercado, sem oferecer nenhum diferencial é pergidodo. “É pouca a margem de manobra para decidir qual será o valor, a não ser que o produto seja exclusivo. No mercado concorrencial os preços já estão estabelecidos”, diz Gomes. 

4) Corte custos

Se a intenção de aumentar os preços é lucrar mais, os especialistas sugerem tentar outras opções. Para Adriano Gomes, a nova realidade do mercado exige que o empresário se dedique mais para ter uma gestão eficaz de custos. “Ele deve comprar bem, certo e no tempo correto”. Ou seja, produtos de qualidade, na quantidade adequada à demanda e na época certa  - não adianta querer vender casacos no verão ou peças com estampas da coleção passada -, o negócio vai adiante. 

Maurício Galhardo concorda com a teoria. “A melhor estratégia é trabalhar custos da empresa, reduzir os gastos, ter eficiência nos processos de baratear estrutura e, assim, chegar a um preço atrativo”. Porém, o especialista ressalta que essa não é a realidade da maioria das pequenas empresas. “É raro encontrar um empresário que tem controle sobre seus gastos”.  

Fonte: PME Exame.com


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Empreendedorismo: autoconhecimento é a doutrina para o sucesso

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“A única revolução possível é dentro de nós” – Mahatma Gandhi

De modo geral, quem decide virar o próprio patrão, inicialmente tem por objetivo o sucesso financeiro e a liberdade de escolher caminhos e horários. No entanto, logo se percebe que estes benefícios são insuficientes para a empreitada e também um tanto ilusórios. Para seguir em frente é necessário algo maior, que motive e justifique tamanho esforço. É necessário um sentimento de propósito e realização pessoal.

Há um benefício de grande valor que comumente não é considerado pelos empreendedores. Assim como um filho que deixa a casa dos pais, a pessoa que deixa de ser empregada inicia um processo de autoconhecimento.

Infelizmente, muitas pessoas (obviamente não todas) na condição de empregados buscam um cargo para o qual suas forças sejam suficientes e suas fraquezas, toleradas. Repetem continuamente atitudes e crenças falhas, até encontrarem um emprego que lhes seja compatível. Na perspectiva do empregado, o problema é o ambiente. Porém, para o empreendedor, o problema só pode ser ele mesmo.

Ser dono de um pequeno negócio é ser o ponto de apoio de uma estrutura, como em uma pirâmide invertida. Lá embaixo, está o dono sustentando e equilibrando. Na condição de líder, o dono propaga suas virtudes, valores e fraquezas por toda a estrutura. Ele observa que os colaboradores mudam com o tempo, mas alguns problemas persistem como se alguém os provocasse continuamente.

Quem seria? Sim, o empreendedor é o problema, mas também é a solução de todo o negócio. Portanto, para que os negócios cresçam, o dono precisa se desenvolver. Todo líder precisa olhar para sua equipe e usá-la como espelho para conhecer suas próprias virtudes e fraquezas. “A tropa é o espelho do comandante”, um amigo/mentor me dizia. Isso coloca uma imensidade de responsabilidades e possibilidades sobre o empreendedor.

Inicia-se então o processo de autoconhecimento.

O gráfico abaixo faz um comparativo entre as perspectivas de empregados e empreendedores. O círculo de influência representa tudo o que podemos influenciar nos resultados, mas não defini-los. Por exemplo: não podemos escolher as oportunidades da vida, mas podemos escolher estar preparados para elas. Da mesma forma, não podemos garantir que os clientes comprem, mas podemos treinar melhor os vendedores. Na vida pessoal, não podemos escolher as notas de nossos filhos, mas podemos ajudá-los com os estudos. Não escolhemos os resultados, mas escolhemos nossas atitudes em relação aos problemas.

A zona de preocupação representa todos os itens aos quais dedicamos alguma atenção. Preocupamo-nos com a manutenção da casa, com a saúde dos filhos, com o lançamento de um filme esperado, com o churrasco do fim de semana, etc. Como empregados, tendemos a concentrar nossa preocupação nas atividades de nossa atribuição, como entregar um relatório, fazer uma entrevista, finalizar um projeto, etc.

Devido a fatores externos, inerentes ao ambiente coorporativo, tende-se a fugir de atribuições que tragam algum tipo de risco, seja social, financeiro, psicológico, etc. Além disso, em algumas culturas organizacionais, as recompensas por ir além das atribuições do cargo são poucas ou inexistentes.
dois perfis de carreira

A zona de preocupação do empreendedor tende a ser maior. Em um processo natural e gradativo, ele passa a preocupar-se com movimentos mercadológicos, econômicos e sociais que afetam seus negócios. Ele percebe que, apesar de esses itens estarem fora de seu alcance, é possível escolher sua reação e influenciar resultados.

Diariamente o empregado é estimulado a ficar dentro de sua zona de conforto, devido às limitações de seu cargo, politicagens, falta de confiança, falta de reconhecimento, remuneração desproporcional ao desempenho, etc. Ele vai aos poucos se limitando às tarefas cujo resultado é conhecido. Com o tempo, sua zona de conforto diminui e sair dela torna-se mais difícil.

O empreendedor se vê livre dessas forças opressoras. Além disso, não há mais como terceirizar a culpa. Pela própria necessidade, desejos e expectativas dos que o rodeiam, ele é forçado a ir além de sua zona de conforto. Com o tempo, ela aumenta e ele passa a sentir-se mais confortável com os novos desafios.

Esta é a primeira etapa do autoconhecimento: perceber e aceitar a condição de agente de mudanças e tornar-se integralmente responsável pelos problemas, seus ou de terceiros.
O empreendimento é a situação e oportunidade que coloca em evidência o poder da escolha e da influência do dono. Percebe-se que o líder influencia as pessoas ao redor de maneira consciente e inconscientemente. Nos hábitos inconscientes que moram os vilões da cultura organizacional e familiar. Todos sabem que o exemplo é a melhor forma de educação dos filhos. Isso também se aplica às organizações.

Com o tempo, o empreendedor passa a perceber sua própria instabilidade emocional. Percebe que suas decisões não podem oscilar de acordo com as pessoas ao redor, do humor, do clima atmosférico ou do saldo do caixa. É necessário consistência e concentração de esforços para que haja evolução. O empreendedor aprende a ser a mesma pessoa por mais do que alguns dias ou meses. Percebe que gerenciar o rumo da empresa em uma perspectiva de dias ou horas é bastante difícil.

Logo, o empreendedor se vê obrigado a desenvolver suas competências emocionais e sociais, para fazer jus à posição que ocupa. Tais competências são elementos chave na formação de equipes e na execução de planos. Estas definem o grau de sucesso da aplicação das teorias e técnicas e, é justamente pela carência destas competências que muitos executivos se perdem na execução de brilhantes planejamentos.

Ao longo do caminho, os empreendedores que iniciaram o processo de autoconhecimento têm várias epifanias. Novas visões e valores surgem e os empreendedores possuem a chance de exercitá-los intensamente, pois não estão submersos em uma cultura organizacional, modelada por terceiros. Por isso, empreender é um exercício de autoconhecimento. Particularmente, considero este benefício maior que qualquer outro. Além disso, independe do sucesso do empreendimento. Empreendedorismo é a busca pelo sucesso exterior, condicionado ao sucesso interior.

Fonte: www.webinside.uol.com.br
Link: http://webinsider.uol.com.br/2012/04/02/empreendedorismo-autoconhecimento-e-a-doutrina-para-o-sucesso/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=empreendedorismo-autoconhecimento-e-a-doutrina-para-o-sucesso
Texto de Daniel Rodrigo Bastreghi

Empreendedoras na mira


Conheça as conclusões do GEM 2010 Women’s Report, o maior levantamento já realizado sobre o comportamento das mulheres empreendedoras no mundo

Por Thomaz Gomes
Editora Globo
Em 2010, mais de 104 milhões de mulheres abriram negócios pelo planeta. Nesse mesmo ano, 83 milhões já gerenciavam empresas fundadas nos três anos anteriores. No total, 187 milhões de mulheres estavam no comando de empreendimentos no mundo todo. De maneira geral, as mulheres empreendedoras se concentravam nos países emergentes. A Coreia do Norte tinha a menor porcentagem: ali, só 16% dos empreendedores eram do sexo feminino. Gana foi o único país em que elas superaram os homens: 55% dos donos de empresas no país são mulheres. Seja nas economias mais ou menos desenvolvidas, as mulheres demonstraram menos propensão a empreender do que os homens, e apresentaram maior incerteza em relação ao futuro de suas empresas.

Essas são algumas das descobertas do GEM 2010 Women’s Report, um estudo realizado pelo Babson College que mapeou a atuação e o comportamento das mulheres empreendedoras em 59 economias do planeta. Foram ouvidas 90 mil mulheres em países de diferentes níveis de desenvolvimento. Alguns resultados foram surpreendentes. O número total de empreendedoras é maior em países pouco desenvolvidos, mas diminui nas economias mais avançadas. Da mesma maneira, o otimismo entre elas tende a ser maior nos países mais pobres, e se reduz nos mais ricos.

Nos países considerados subdesenvolvidos, a média de mulheres que iniciam negócios é de 19,9%. Dessas, 51% confiam em suas habilidades para tocar a empresa e apenas 31,8% sentem medo de falhar. Nos países com economia fortalecida, apenas 3,9% das mulheres são empresárias, e o índice médio de confiança é de apenas 35% — o medo do fracasso, por sua vez, foi detectado em 50,3% desse grupo. “É verdade que há mais empreendedoras nos países em desenvolvimento. Infelizmente, a maioria delas empreende por necessidade. Dessa maneira, os índices de empreendedorismo são altos, mas o grau de inovação é baixo”, diz Donna Delley, uma das coordenadoras do estudo. “Nos países desenvolvidos, elas têm mais espaço no mercado de trabalho, então só empreendem quando enxergam uma oportunidade”, diz. “Mas há mais espaço para inovação.”

Em termos gerais, as mulheres se sentem tão atraídas pelo empreendedorismo quanto os homens. Mas, enquanto eles se mostram confiantes em relação às suas chances no mercado, as empreendedoras tendem a achar que não há boas oportunidades de negócios para elas. Além disso, poucas se julgam capazes de abrir uma empresa: apenas 47,7% respondem afirmativamente à pergunta; pelo lado masculino, 62,1% dos homens se consideram aptos a fundar um negócio.

Mulheres empreendedoras tendem a desenvolver redes de colaboradores menores e menos diversificadas que os homens: em praticamente todos os países pesquisados, elas declararam preferir a ajuda de familiares e amigos. Os homens, ao contrário, tendem a procurar a orientação de colegas de negócios e consultores. Em relação aos motivos do fechamento do negócio, a maioria delas cita dificuldades em conseguir financiamento e questões pessoais; ao responder à mesma pergunta, os homens mencionam falta de lucro e oportunidade de emprego.

De acordo com o estudo, a falta de confiança em suas habilidades para os negócios é o ponto fraco das mulheres empreendedoras, e o que impede que elas assumam um posto mais importante na economia global. “A insegurança feminina diante do mundo dos negócios tem raízes culturais”, diz Donna. “O fato é que essa incerteza dificulta o acesso a investidores, fornecedores, colaboradores e até mesmo a outros empreendedores. Precisamos reverter esse cenário. Existem diversos cases de homens de negócios incensados pela mídia. Onde estão os modelos femininos a serem seguidos?”, questiona.

Segundo os pesquisadores do Babson, é possível mudar esse cenário, desde que as sociedades promovam o engajamento das mulheres na atividade empreendedora, fornecendo a elas suporte e recursos. “Em vários países, o empreendedorismo feminino vem ganhando visibilidade entre a iniciativa privada, o poder público e as instituições de ensino, dando origem a programas de fomento e educação desenhados especificamente para esse público. Essas transformações estão encorajando cada vez mais mulheres a se aventurar no mundo dos negócios. Acredito que falte apenas uma mudança na mentalidade da sociedade. Mas isso é algo que deve vir naturalmente com o passar do tempo.”

Fonte: Site da Revista Pequenas Empresas Grande Negócios
Link: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292323-17169,00-EMPREENDEDORAS+NA+MIRA.html

Crescimento com novas lojas ou com ampliação de portfólio?


Dá pra crescer não apenas com a abertura de novas unidades, mas também com a ampliação dos produtos e serviços oferecidos


Foto: Divulgação

Marietta: crescimento em várias frentes

São Paulo - Lançada em 1982, a marca brasiliense Marietta Sanduíches e Saladas nasceu com a intenção de servir pratos leves, sucos naturais, tudo bastante prático e rápido. Doze anos após a primeira loja, a vontade de expandir falou mais rápido. Por isso, a marca resolviu criar o Marietta Café e Restaurante, conforme conta um dos sócios da empresa Rafael Costacurta.


A intenção de ampliar a participação no mercado fez da nova marca uma extensão da primeira. O cardápio, semelhante ao da lanchonete, também conta com opções de sanduíches quentes, massas, risotos e buffet de almoço. Longe de estar satisfeito, Costacurta diz que, para crescer ainda mais, o grupo Marietta lançou, em 2000, a hamburgueria Marvin. 

Além de expandir a marca, a rede abriu a possibilidade de franquear a lanchonete Marietta em 1997, e já tem unidades em Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Ribeirão Preto e Cuiabá. Além de novas lojas, o grupo traça outras estratégias para este ano. “Também devemos criar uma marca nova aqui em Brasília”, destaca Rafael sem revelar detalhes da novidade. 

É hora de crescer 

Ao longo de 30 anos no mercado, o Marietta condensou as principais formas de expansão de uma empresa. Segundo especialistas, ampliação dos produtos oferecidos – no caso do grupo, isso ocorreu com o lançamento de outras marcas – e atuação como franquia estão entre as possibilidades para ganhar mais mercado.

De acordo com o especialista em compra e venda de empresas da Sunbelt Business Broker, Batista Gigliotti, uma marca deve buscar ampliação ao perceber que já esgotou suas possibilidades no mercado em que atua. “Procurar novos horizontes é sempre importante, mas não se pode esquecer que isso exige uma melhor capacidade gerencial", alerta Gigliotti. 

Para a professora do núcleo de empreendedorismo da ESPM Rose Mary Lopes, não há um formato mais adequado para crescer. “Depende do que o empreendedor percebe do mercado. Tem que conhecer bem a clientela, a distribuição e os concorrentes para entender as brechas e saber a melhor forma de atuar", explica. Confira três formas de ampliar a participação de sua empresa no mercado:  

1) Vire franquia 

Gigliotti lembra que o franchising teve início na década de 30, após a crise de 1929, como uma forma de conseguir levar negócios a regiões ainda inexploradas. Segundo o consultor, essa é uma forma eficiente de ganhar mais mercado. No entanto, para apostar neste formato é preciso estar consciente da necessidade de criar novas estratégias. “Tem que entender que, a partir do momento que tem uma franquia, passa-se a ter um novo cliente, o franqueado”, ressalta o especialista. 

2) Compre unidades prontas 

Segundo a professora da ESPM, ampliar geograficamente a atuação da empresa também é uma opção de expandir os negócios. Essa é uma forma prática por já se saber o que esperar do ponto comercial. “Já tem clientes estabelecidos assim como é possível saber histórico do local”, acrescenta Gigliotti. 

Apesar das facilidades, esse modelo exige ainda mais cuidados.  "Essa pode ser uma forma mais rápida, no entanto, vai exigir uma avaliação de quanto será necessário modificar física e estruturalmente e na equipe”, ressalta Rose Mary Lopes. "Não é apenas uma questão de converter a bandeira, mas de criar uma sintonia do local e dos funcionários com a cultura da sua empresa", avalia Gigliotti.  

3) Amplie seu portfólio 

O executivo da Sunbelt lembra que inovar é sempre uma possibilidade para se destacar. “Criar novos produtos e diversificar a linha de serviços é sempre interessante”. Apostar nessa forma de expansão exige que o empresário já tenha dentro da empresa essa filosofia, com grupos dedicados a estudar as novidades do mercado. 

Uma boa forma de estar mais presente na vida dos clientes é, na opinião da professora de empreendedorismo, verificar o ciclo de atividade dos consumidores. “Pode-se ver o que ele precisa antes ou depois do serviço prestado inicialmente e passar a oferecer essas facilidades a eles”, diz Rose. 

Fonte: Revista Exame