terça-feira, 31 de julho de 2012

Negócios Favorecem as Mentes Preparadas

A educação é a resposta para manter-se preparado para as mudanças do mercado e do mundo.

Recorrentemente, pessoas me consultam sobre educação executiva e melhores escolas e cursos para desenvolvimento profissional e, quando explano as inúmeras possibilidades, vejo um semblante de preocupação dos meus interlocutores quanto aos valores financeiros destes cursos.
Sempre recorro ao filósofo Pitágoras, que exclamava: “A educação é cara? Experimente a ignorância”. Não temos alternativas, seremos eternamente reféns de escolas, não necessariamente da escola presencial, mas de alguma forma seremos reféns da educação. Como professor de duas renomadas escolas de educação executiva, os alunos me questionam de forma sistemática o que faço para melhorar as minhas habilidades. Estudei muito no decorrer da vida e ainda estudo muito de forma autônoma por meio de leituras, pesquisas e muita “hora bar”... ops... deixe-me explicar: hora bar entende-se almoços, cafés da manhã, reuniões, seminários, palestras, etc, e tantos outras atividades correlatas que de alguma forma me coloquem frente a frente com pessoas interessantes que estejam fazendo algo novo  interessante.
Este esforço para melhorar as minhas competências e habilidades e tornar-me um executivo mais preparado para enfrentar os problemas inéditos, que me deparo no meu cotidiano profissional. Atualmente, faço aulas de xadrez uma vez por semana, pois entendo que é uma forma lúdica de melhorar meu senso estratégico, além de aprimorar a minha visão combinatória e holística. Estas aulas faço no período noturno, via Skype, sem conhecer o professor. Uso o Paypal para remunerá-lo, algo impensável na linha recente do tempo. Regularmente faço sessões de fonoaudiologia; o principal insumo da minha atividade é o uso da voz da palavra cercada de convencimentos, persuasão, articulação e competência cênica. As técnicas de fono me ajudam muito a controlar a minha ansiedade, velocidade das expressões e sobretudo respiração, atributos importantes na rotina diária de gestão de conflitos que cercam o mundo executivo.
Não tem refresco, hoje ando duas vezes mais rápido que andava cinco anos atrás para permanecer no mesmo local. Nas transformações atuais, a curva de esquecimento é mais importante que a curva de aprendizado. A cada dois anos a maioria das minhas habilidades perecem, tudo que aprendo está sujeito a uma rápida erosão, as competências descasam rapidamente, o que era uma verdade absoluta ontem se torna um grande ridículo hoje.
Participei recentemente de um badalado evento no qual um renomado palestrante fez uma menção batida no mundo corporativo: um cliente satisfeito fala para x pessoas e um insatisfeito fala para outros tantos x. Santa ingenuidade. No mundo das redes sociais, esta afirmação não faz sentido nenhum, típico exemplo de um profissional que descasou competências. Quem fica com um pé no passado e outro no futuro acaba fazendo xixi no presente. O mundo dos negócios é implacável para quem não estiver com a mente preparada, portanto, expanda a sua mente. Educação, em qualquer dimensão, é a única saída.

Fonte: Endeavor MAG, 31/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/aprendendo-a-ser-empreendedor/negocios-favorecem-as-mentes-preparadas

Acredite em você, sempre! | Day1 - Robinson Shiba (China in Box) - Endea...

Brasil atinge 1 milhão de novos negócios em 2012


Marca foi atingida com 32 dias de antecedência em relação ao ano passado


Felipe Rau/AE 
O Brasil alcançou a marca de 1 milhão de empreendimentos nesta segunda-feira, 30, com 32 dias de antecedência em relação ao ano passado, quando o número foi atingido em 1º de setembro. Em 30 de julho de 2011, o País registrava 915.802 negócios e na mesma data em 2010, a marca era de 699.045 empreendimentos.
A empresa de número 1 milhão de 2012 é a GMV Serviços de Manutenção Limitada-ME, localizada no Bairro de Águas Compridas, na cidade de Olinda, Pernambuco. Os dados fazem parte do estudo Perfil das Empresas e Entidades Brasileiras 2012, do banco de dados do Empresômetro - Censo das Empresas e Entidades Públicas e Privadas Brasileiras, ferramenta digital criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).


Em nota, o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, avalia o resultado como um "copo meio cheio e meio vazio" para a economia brasileira. "Se considerarmos todos os empreendimentos criados no período, inclusive MEI's, houve um crescimento de 34%  dos novos negócios, o que demonstra uma maior formalização dos empreendedores individuais, principalmente para obtenção dos direitos  previdenciários, sem contudo representar maior geração de empregos. Mas ao considerar somente os empreendimentos de outras naturezas, houve uma retração de 19% nos novos negócios em todo o País" , afirma o especialista. 
O estudo também aponta as regiões com os maiores crescimentos de novas empresas. O Centro-Oeste liderou o ranking com 8,2%, seguido das regiões Norte (5,9%) e Sul (5,7%). Na divisão por categorias, 84.306 negócios são voltados ao comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios. Os cabeleireiros aparecem na segunda posição com cerca de 46.400 empreendimentos, seguidos de 26.589 negócios em obras de alvenaria.

Fonte: Estadãp PME, 30/07/2012.

http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,brasil-atinge-1-milhao-de-novos-negocios-em-2012,2060,0.htm

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Campus Party: 5 dicas para abrir sua startup


Especialista afirma que é preciso vontade, conhecimento e ânimo, mesmo diante de um possível fracasso



São vários os motivos para que uma ideia de negócio não seja levada adiante pelo seu idealizador, seja por ele não acreditar no potencial do projeto, imaginar que é de difícil execução, por não ter sucesso numa tentativa de colocar a ideia em prática, entre várias outras razões.
No entanto, se essa pessoa quer mesmo ser uma empreendedora, deve adotar uma postura diferente diante dessas dificuldades, de acordo com Juliana Lima, produtora da SP Beta, empresa que promove eventos de negócios para empreendedores e investidores.

"Não adianta ter uma ideia para não executar. Acaba chegando ao mercado um produto similar e você percebe que tinha pensado em um produto assim antes", afirma a especialista, que dá algumas dicas para quem quer abrir uma startup:

1. É preciso colocar a ideia em prática: o empreendedor é definido pela garra e por saber executar. Para isso é preciso correr atrás, pesquisar e, mesmo que não dê certo de uma determinada maneira, nunca desanimar.

2. Não existe fórmula mágica para saber se a sua ideia vai dar certo, se vai ter investimento, ou se você vai conseguir vender. Não existe uma fórmula secreta. "A gente vê a mágica que teve o filme 'A rede social', que conta a história do Facebook, de mostrar que para Zuckerberg foi muito fácil, que acordou numa noite e depois surgiram bilhões de dólares. Não é assim que funciona e o Facebook não nasceu do dia para a noite", explica Juliana.

3. Não ache que sua ideia não tem concorrentes. A concorrência fortalece e estimula a criação de um diferencial. Além disso, uma ideia nunca é exatamente igual a outra e é possível se ter um diferencial focando num nicho, por exemplo.

4. Sua ideia não precisa atingir todos. Atingir o maior público possível é muito bom, mas muitas características nichos que podem solucionar um problema. Em alguns casos, pensar em um nicho é melhor, para que a partir daí se tenha potencial para o desenvolvimento de algo mais global.

5. Não desista. É preciso lidar com negativas, críticas e até possíveis mudanças no projeto sem se deixar abater. "Existe uma conferência chamada FailCon, onde empresários, empreendedores falam dos fracassos que eles tiveram, como falências, e do aprendizado que tiveram para se reerguer e buscar outras soluções. Então, o negócio é não desanimar", finaliza Juliana Lima. 
Fonte: Administradores.com, 28/07/2012.

Comece pequeno, mas sonhe grande


Parte da série: Regras Para se Tornar um Empreendedor de Alto Impacto
 
O texto abaixo é baseado em um estudo realizado pelo Endeavor’s Center for High-Impact Entrepreneurship (C-HIE) sobre estratégias chave para o sucesso das startups. O estudo é baseado em entrevistas com 55 Empreendedores de Alto Impacto de 11 países.
As startups mais admiradas dos dias de hoje – os Facebooks, Googles e LinkedIns do mundo – são empresas globais que começaram em mercados locais. Vejamos o Facebook como exemplo. O Zuckerberg começou o Facebook em um nível bastante local, testando o conceito original na Universidade de Harvard. Com o tempo, o Facebook cresceu nacionalmente, e depois globalmente. Hoje, a rede social tem mais de 800 milhões de usuários ativos, dos quais mais de 75% vivem fora dos EUA.
Reid Hoffman, Membro do Conselho global da Endeavor, fundador e presidente do LinkedIn, falou sobre a importância de “Começar pequeno, mas sonhar grande” no Endeavor Entrepreneur Summit de 2011.
“É claro que você pode mirar em um alvo maior, porque você pode acabar com algo menor de qualquer forma. E parte da razão de isso ser uma regra no empreendedorismo é porque se você não começar mirando alto, quase nunca vai conseguir chegar lá. Tem que ser assim: ‘Como posso ter um impacto global?’. Eu acho que todas as empresas de alto impacto devem pensar em escala global por natureza hoje em dia, por causa da forma como o ecossistema do mercado funciona.  Aí você pensa ‘OK, como eu posso entrar 
nesse jogo?’. Um dos maiores desafios é como construir algo muito forte com o foco local e então partir para o jogo global. Por exemplo, nós lançamos o LinkedIn com 13 países na lista, e acho que completamos  todos os países em 4 meses, porque para cada pessoa que reclamava que seu país não estava na lista, nós o adicionávamos.”
Uma pesquisa do Endeavor’s Center for High-Impact Entrepreneurship mostra que a maioria dos empreendedores de sucesso começou localmente, mas planejou em escala global.
Entre os melhores empreendedores entrevistados – aqueles cujas empresas cresceram em média 20% ou mais nos últimos três anos – 74% focaram em ter sucesso localmente no começo, para conseguirem aperfeiçoar os aspectos mais fundamentais dos seus modelos de negócios. Mas aspiravam tornar suas empresas globais e desenharam seus negócios de uma forma que fosse possível expandir globalmente no futuro.
Quando a Empreendedora Endeavor colombiana Lilian Simbaqueba fundou a LiSim em 1996, ela sabia que teria de expandir sua empresa além das fronteiras da Colômbia para ter alto impacto.
No começo, a LiSim tinha muitas oportunidades de negócios na Colômbia, então Lilian decidiu focar primeiro em construir um negócio que fosse muito forte no mercado local. Quando a crise financeira atingiu a Colômbia, no entanto, os riscos para o core business da LiSim aumentaram substancialmente. Lilian decidiu que era hora de fazer uma expansão internacional. Um dos clientes da LiSim era um banco no Equador – o que criou um link natural para o novo mercado. Depois do Equador, a expansão geográfica continuou, na maioria dos casos puxada por clientes e contatos que já existiam. A ACCION International levou a LiSim ao Peru e à Bolívia, e o Banco Mundial a levou para o Egito e África do Sul. Por todo o processo de expansão, Lilian teve de fazer pequenos ajustes no modelo de negócios, mas o modelo original do core business que ela aperfeiçoou na Colômbia permaneceu o mesmo. Hoje, a LiSim opera em 20 países.
Fonte: Endeavor MAG, 30/07/2012.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Petição "Salve a Amazônia"

A força está na equipe

A competição deixa de lado a visão de mundo que privilegia o coletivo e a união das diferenças, e incentiva as comparações, que trazem sentimentos que nos desequilibram, como inferioridade, insegurança e medo


A visão do progresso mais difundida se baseia no princípio que precisa ter competição entre os diferentes indivíduos para ter progresso, assim acabamos sendo orientados para uma conduta que valoriza a competição e não a colaboração.
A competição deixa de lado a visão de mundo que privilegia o coletivo e a união das diferenças, e incentiva as comparações, que trazem sentimentos que nos desequilibram, como inferioridade, insegurança e medo. Na lógica da competição o indivíduo só avança se tem alguém que fica para trás e para se tornar "o melhor" precisa ter um "pior". Sacrifica-se a solidariedade e o respeito para o outro, percebido não como aliado, mas como obstáculo no caminho da própria realização.
Porém a essência de cada organização e empresa é de unir as próprias forças para conseguir um obietivo comum, pois o pertencer a um grupo, a uma equipe, estimula no indivíduo a vontade de oferecer o melhor se si, superando obstaculos que sozinho não conseguiria enfrentar, em uma lógica onde todos crescem.
Imagem: Thinkstock

Quando as pessoas operam em equipe, os desafios a ser enfrentados se tornam estimulantes para todos, mesmo para aqueles que sozinhos deixariam as inseguranças internas prevalecer, por medo de não conseguir. Assim a força da equipe se transfere aos integrantes do grupo inibindo mais facilmente o medo do insucesso individual, criando um clima de auto motivação e estimulando o prazer de conseguir uma vitória comum.
O poder do grupo fica muito claro quando assistimos ao filme Duelo de Titãs, estrelado por Denzel Washington. Mesmo tendo sido lançado em 2000, a história se mantém atual e serve como inspiração para repensarmos nossas práticas. Ao quebrar os paradigmas que circulavam em torno do racismo, o técnico de futebol americano Herman Boone consegue criar um ambiente em que os sentidos maiores são o desenvolvimento e o sucesso do grupo, e não a busca pelo individualismo.
Claro que o papel do líder se torna fundamental na direção da equipe, pois é ele que indica a rota, transmite a missão e o significado das ações, criando assim, motivação e espírito de grupo. Para isso ele trabalha essencialmente em dois níveis: o nível dos objetivos e o nível do relacionamento interpessoal, os dois são importantes para estabelecer as condições para tornar a equipe eficiente e eficaz.
Quem trabalha em prol da equipe não se preocupa em alcançar uma posição de destaque solitária, mas, sim, desenvolver-se em sintonia com os demais para que, juntos, possam chegar ao objetivo maior.
O sucesso reside em nossa busca constante por melhorar todos os dias, mas em relação a nós mesmos e não aos outros, respeitando as diversidades e tendo consciência de que as mesmas podem caminhar juntas criando modelos mais valiosos e eficazes do que o indivíduo sozinho poderia atingir.
Assim podemos promover o intercâmbio de ideias e a realização do trabalho em conjunto, aumentando o desempenho corporativo e a concretização de resultados.

Fonte: Administradores.com, 26/07/2012.

http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/a-forca-esta-na-equipe/57576/

Escolhendo o perfil de um gestor comercial



Como escolher alguém para representar sua marca para os clientes?

Montar uma equipe é uma das tarefas mais trabalhosas de um empresário. Além de todas as qualificações profissionais básicas, eu fico de olho se a pessoa entende e valoriza o mercado em que vai atuar e também pergunto qual é seu signo! Parece engraçado, né? Mas juro que ajuda saber as características daquela pessoa para saber se ela se encaixa ou não no cargo.
Preciso sentir, também, se a pessoa gosta da empresa! Para mim, é meio caminho andado o profissional ter valores, estilo de vida e hábitos similares ao da empresa.
No meu caso, sempre trabalhei com cosméticos e com o mercado da beleza e qualidade de vida. Soaria estranho minha equipe não gostar e valorizar os cosméticos, as marcas, as propostas, os serviços e todo o lifestyle de beleza. Porque uma boa equipe se faz com pessoas absolutamente antenadas e focadas no mercado, que vivem diariamente suas experiências com prazer e não como obrigação. Ao final, são todos apaixonados pelo tema, que abraçam as causas, que querem inovar, que tem pique para passar os obstáculos e sabem que tudo isso vale a pena - não só por causa do salário no final do mês, mas também pela sensação de encarar e vencer os desafios.
E isso tudo fica mais latente quando estamos em busca de um gestor comercial. È essa pessoa que vai colocar nosso exército na rua vendendo, não apenas produtos, mas a paixão e a missão da empresa de levar qualidade de vida a todos os cantos. Esse cargo é o que vai alimentar a chama da confiança, do desejo diário de bater metas, de vencer desafios. Tem que ser um incansável, um perfil corajoso, persistente e otimista.
No meu caso, quem trabalha hoje na Beauty’in, não vende aliméticos apenas. Todos os profissionais são disseminadores da qualidade de vida, todos querem que as pessoas sejam mais saudáveis, se alimentem melhor, vivam mais e tenham esses cuidados todos refletidos na aparência.
Acho que essa motivação tem que estar em todos, mas principalmente em quem está na rua representando a empresa e no caso da beautyin a mim mesma ,já que sou a cara  da empresa. Todos movidos pelo desejo de um mundo onde se pode sim viver mais e melhor.

Fonte: Endeavor MAG, 27/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/relacionamento-com-consumidor/escolhendo-o-perfil-de-um-gestor-comercial

Como inovar em modelos de negócios - Business Model Generation | Endeavo...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Empreender é Curtir Novas Soluções

Bento Koike apostou na energia eólica, criou a segunda maior fabricante do ramo no planeta e sonha como um Brasil cada vez mais limpo.

Endeavor BrasilEm 1995, Bento Koike foi responsável pelo nascimento da Tecsis. Em 2012, a empresa do paranaense de Curitiba é referência em mais de dez países, utilizando de nada menos do que 10% da oferta de fibra de carbono do mundo todo. Responsável por tecnologias e sistemas de energia eólica, a segunda maior fabricante de pás para geradores do planeta tem inovação em seu DNA e ainda muito a crescer, principalmente no Brasil.
Sustentabilidade e energia limpa foram as grandes turbinas da Tecsis. Koike, por sua vez, é o seu porta voz, um espelho dessa forma engajada de empreender por duas causas: o planeta e as pessoas. Nesta entrevista para o time da Endeavor Brasil, confira as lições de uma trajetória exemplar que está muito longe de terminar.
A energia eólica ainda não era muito conhecida no Brasil quando a Tecsis começou. Como foi o início?
“No começo, cada passo que íamos dar era uma questão de sobrevivência – e não tem nada mais motivador do que trabalhar assim. Não tinha ninguém fazendo o que fazíamos, tivemos que criar do zero. Não tinha nem como copiar ninguém, não dava nem pra olhar do lado. Ou fazíamos o que tínhamos que fazer ou estávamos mortos. Mas sabíamos que íamos exportar muito quando o negócio começasse a dar certo.”
Após a faculdade, você caiu no dilema se empreendia ou não? O que te impulsionou?
“Eu nunca me deparei com essa dúvida ‘se vou empreender ou não’. Acho que veio do meu pai, que tinha uma empresa. Eu fiquei muito tempo trabalhando com ele e foi minha primeira escola. Trabalhava com cliente, na produção, comprava coisas. Esse embalo me fez não ter dúvidas: eu queria empreender. Mas isso não é muito comum. Eu, aliás, vejo uma deficiência nas escolas hoje em dia. Acho que as escolas do Brasil deviam estar mais voltadas a estimular o espírito empreendedor.”
O Brasil tem potencial para produzir mais com energia eólica?
“O Brasil tem o melhor vento do mundo, principalmente na região nordeste. Se você pegar uma turbina eólica lá da Alemanha e trouxer para o Ceará ou para a Bahia, vai gerar três vezes mais energia pelo mesmo custo. A energia eólica está crescendo e o Brasil é considerado um dos lugares mais promissores do mundo. Por termos muita hidrelétrica, é possível suprir a produção quando não tiver muito vento, acumulando água, e fazendo um revezamento.”
A Tecsis, hoje, é uma referência no mundo todo. Mas o que você sonhou no início e o que você sonha hoje?
“Não vou dizer que foi algo lindo, do tipo ‘um dia, eu tive uma visão’ ou coisa do gênero. Eu não tinha a menor ideia de onde eu ia parar. A gente chegou hoje onde está pelas oportunidades. Chegamos e fomos avançando. Mas tivemos momentos complicados, vários. Daqui pra frente, meu desafio pessoal é ter as pessoas cada vez mais vibrantes e alinhadas com os objetivos da empresa. Uma empresa bem sucedida tem que ter uma alma e pessoas felizes se desenvolvendo. Tem muita gente por aí que tem um discurso bonito, mas não trabalha nisso efetivamente.”
Você sempre almejou ser um ator relevante para a mudança do panorama mundial de produção de energia?
“Meu trabalho de graduação foi um projeto sobre energia eólica. Pessoalmente, produzir formas limpas foi um drive meu. O desafio é fazer 6 mil pessoas [na Tecsis] ficarem motivadas por uma causa, sentindo que estão fazendo a diferença para o planeta. Estamos longe ainda, mas a palavra que define melhor isso é privilégio. Eu tenho o privilégio de estar nesse setor, criar empregos e estar associado a uma causa dessas. Não tem preço.”
Como é trabalhar com gente de seu país? O que o brasileiro tem de diferente?
“A gente sente o lado positivo de ser uma empresa brasileira – as pessoas. O brasileiro tem coisas muito legais. Fora a criatividade e garra que sempre tivemos em nosso pessoal, uma das coisas mais diferenciais do brasileiro é ser aberto às outras culturas. Percebi como nossas equipes se sentiam bem e como as outras, de outros países, também quando vinham aqui. Por exemplo, uma vez a GE [General Electric] comprou uma empresa alemã e eles não conseguiram trabalhar juntos. Na época, nós éramos a ponte entre eles, porque os americanos e os alemães não se davam bem. Nossa capacidade de buscar soluções fora da caixa e nos adaptarmos é incrível.”
O que é empreender para você?
“Empreender é curtir muito encontrar uma solução para algo que está te importunando. Se essa é uma solução que você bolou, que você não copiou, ela é o grande incentivador do espírito empreendedor. É curtir tanto o que você faz que você é capaz de não dormir, ansioso para ver aquilo que você fez dando certo. E, quando dá certo, você sente algo incomparável.”

Fonte: Endeavor MAG, 26/05/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/aprendendo-a-ser-empreendedor/empreender-e-encontrar-solucoes

Cópias são ameaças para a inovação?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O “não” do investidor

Poucos empreendedores se dão conta de que um trabalho de investidor não é prever quais empresas darão certo e quais não darão.

Todos os dias, recebo propostas de empreendedores para investir em suas empresas. Na grande maioria dos casos, o resultado é uma resposta negativa – o famigerado “não”.
Existem muitas histórias reais por aí de empresas de sucesso que receberam um “não” deste e daquele investidor antes de algum outro investidor visionário ter resolvido investir na empresa.
Mas se fosse tão simples assim, bastaria falar somente com esses investidores que acertaram a mão, certo?
Todo mundo sabe que os venture capitalists recebem muitas propostas de investimento e que poucos empreendedores são eleitos. A grande maioria acaba – com ou sem maiores explicações – recebendo um “não” como resposta.
Porém, poucos empreendedores se dão conta de que o trabalho de um investidor não deve – ou pelo menos não deveria – se propor a dizer qual ou quais empresas possuem o potencial para o sucesso.
Ninguém possui uma bola de cristal.
Porém, o fato de não se poder prever com certeza também não significa que o processo de uma empresa se tornar um grande sucesso seja aleatório ou totalmente imprevisível.
Cada investidor ou grupo de investidores possui várias habilidades específicas frutos de estudos e de experiências passadas. Esse mix de virtudes é o que define o dinheiro como “smart money”. Essa é a razão pela qual cada investidor ou gestor possui uma complementariedade maior ou menor em relação às potenciais investidas. Investidores com experiência em saúde tendem a ser melhores nessa área do que em outras, e assim por diante.
Por outro lado, é muito mais fácil identificar características que podem levar ao insucesso. Modelos de negócio, tamanho de mercado, escalabilidade são apenas alguns fatores que demonstram se uma empresa terá grandes dificuldades em crescer muito e rápido.
Essa é a primeira razão de o porquê devemos ser melhores em dizer “não” do que dizer sim.
Outro fator importante é entender que como regra geral os gestores não conseguem captar recursos para seus fundos sem apresentarem aos seus investidores um plano de ação muito bem definido, parecido com um business plan. É o que chamamos de tese de investimento.
Em outras palavras, a tese de investimento é o que define o que um gestor pode ou não fazer com o dinheiro que ele captou. Trata-se de uma forma de diferenciação dos gestores e também de assegurar aos investidores dos fundos que o dinheiro está sendo aplicado de maneira mais eficiente possível.
Essas regras trazem diversas consequências para o gestor e para as empresas de seu portfólio. Porém, a que talvez seja mais impactante para os empreendedores é o fato de que muitos bons projetos com grande potencial acabam recebendo um “não” desse e daquele gestor também, simplesmente porque eles não possuem a liberdade para tomar essa decisão.
Para facilitar a vida dos empreendedores que se encontram em processo de captação, sugiro a leitura do livro Venture Capitalists at Work: How VCs Identify and Build Billion-Dollar Successes, de Tarang Shah. Ele é um investidor que entrevistou uma série de outros investidores que participaram de grandes empresas. Esse livro ajuda – e muito – a se entender como funciona o processo de análise e seleção de empresas. É pra ler e reler de tempos em tempos.

Fonte: Endeavor MAG, 25/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/financas/acesso-a-capital/o-nao-do-investidor

Decodificando o DNA do empreendedor de sucesso

Uma pesquisa publicada pela Ernst & Young com 685 empreendedores vencedores do prêmio Empreendedor do Ano em mais de 30 países procurou entender quem são e como pensam essas pessoas.



dna_spiral


Trata-se de mais uma tentativa de decifrar o DNA do empreendedor de sucesso. As conclusões, que resumo a seguir, trazem informações interessantes e que podem servir de referência aos que estão engajados ou pensam em empreender o próprio negócio.

 

Os líderes não nascem prontos

Embora o mito do empreendedor nato ainda persista quando se discute o perfil do empreendedor de sucesso, o estudo mostra que a maioria dos bem-sucedidos adquiriu substancial experiência ao longo da carreira como executivos e isso os ajudou a se preparar para o desafio de empreender.
Mesmo aqueles que começaram cedo, recém-saídos da faculdade ou colégio, aprenderam com a experiência as habilidades necessárias para levá-los ao sucesso.

 

A decisão de se tornar empreendedor é definitiva

É raro encontrar nos bem-sucedidos uma iniciativa única, ou seja, a criação ou o envolvimento em uma única empresa. O ato de empreender permeia praticamente todas as fases da vida daquele que decide criar o negócio próprio e muitos dos empreendedores criam pelo menos duas empresas.

 

Investimento, pessoas e know-how são as principais barreiras

Cerca de 60% dos empreendedores participantes do estudo indicaram a falta de recursos como a maior restrição para se empreender. Encontrar pessoas certas e com o conhecimento para criar o diferencial competitivo da empresa também foram citadas como duas dificuldades relevantes.
O desenvolvimento de uma rede de contatos eficaz é o caminho citado pelos empreendedores para transpor tais barreiras.

 

Os empreendedores compartilham características semelhantes

Os empreendedores bem-sucedidos podem ser oriundos de países, regiões e culturas diferentes, mas possuem traços parecidos quando se analisa o seu comportamento.
Muitos possuem forte senso de autocontrole e acreditam que os resultados são obtidos através do esforço empreendido e pelas condições de contorno do ambiente social e corporativo, mas não apenas por razões aleatórias.
Outro traço comum é a identificação de oportunidades aonde a maioria dos não empreendedores vê problemas. Assumir riscos e tolerar falhas também fazem parte das características comuns entre os vencedores.
Os achados da pesquisa podem não trazer informações novas sobre a definição do perfil do empreendedor de sucesso, mas ajudam a entender melhor como pensam e agem essas pessoas que fazem acontecer. Os resultados detalhados da pesquisa podem ser obtidos aqui.

Fonte: Jornal do Empreededor, 25/07/2012.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/decodificando-o-dna-do-empreendedor-de-sucesso


terça-feira, 24 de julho de 2012

Protótipos: Por que fazê-los?



O risco de partir para a ação antes da experimentação pode transformar um grande projeto em um fracasso ou até na sobrevivência do negócio. 

Relata a Velho Testamento que, ao criar o homem, Deus o fez de barro, e ao criar a mulher utilizou-se de uma costela do homem recém-criado. E assim começa a história da humanidade na versão bíblica.
No mundo empresarial quando o empreendedor decide através de uma ideia lançar um produto ou serviço é comum que a empolgação aflore, induzindo-o a sair de maneira intempestiva para o campo da ação.  

O risco de partir para a ação antes da experimentação pode transformar um grande projeto em um fracasso na esfera econômica ou até na sobrevivência do negócio. É uma atitude que na  maioria das vezes  expõe o negócio a um risco elevado e desnecessário.
Há vários caminhos para a experimentação de uma ideia antes de introduzi-la ao mercado. Abordaremos os casos relacionados a produtos e serviços.
Quando o foco é produto a situação é puramente técnica. Atualmente, com o avanço tecnológico das impressoras 3D, está bastante fácil a produção de protótipos a custos bastante razoáveis. Com os mesmos  é possível testar o mercado com lotes pilotos, assim como fazer as correções sob o ponto de vista estético e funcional de acordo com as necessidades do consumidor.
Nos casos de serviços a situação é um pouco mais complexa, porém plausível também de ‘prototipagem’.  Nesses casos, com a definição do projeto, pode-se selecionar um público menor e/ou delimitar uma região representativa de pequena extensão e implementar a ideia. A partir dos testes em escala menor obtém-se os resultados iniciais, seguindo para as correções.
Em ambos os casos, embora possa aparecer trabalhoso e oneroso, é uma atividade que funciona como um seguro do projeto. Seu principal benefício é em minimizar riscos de grandes investimentos em propostas que à primeira vista possam parecer fantásticos aos olhos do inventor e na prática de pouco interessante ao real interessado, o usuário.

* Para ver um caso real de produto de grande sucesso de mercado, que passou por 18 meses em processos de prototipagem a partir da ideia inicial, acesse este link.

Fonte: Endeavor MAG, 24/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/estrategia-crescimento/modelo-de-negocios/prototipos-por-que-faze-los

Perfumaria online aposta em nicho, sai da garagem e fatura R$ 12 milhões

Linhas profissionais para cabelo representam 90% das vendas da loja virtual que espera crescer 50% até o final deste ano



José Patrício/AE
José Patrício/AE
 
Casal investiu R$ 13 mil em empresa que tem expectativa de faturar R$ 17 milhões em 2012
A soma entre percepção estratégica e pouco capital para investimentos empurrou um casal paulistano da venda porta em porta em salões de beleza para o varejo online de cosméticos. Com R$ 13 mil no bolso, eles montaram uma perfumaria virtual especializada em marcas profissionais de produtos para cabelo.
Após cinco anos, a empresa que começou dentro da garagem do pai de um dos sócios, adquiriu sede própria de 600 metros quadrados, encorpou com a contratação de 14 funcionários e faturou R$ 12 milhões em 2011, com projeção de alcançar R$ 17 milhões até o final de 2012.

“A gente deve crescer 50% neste ano e, se tudo der certo, dobrar de tamanho em 2013”, diz Carlos Vistra, que ao lado da mulher, Adriana Tetilla, comanda a Doce Beleza. A loja virtual alcançou no ano passado 3,1 milhões de visitantes únicos e sustentou uma média mensal de 6 mil vendas – pedidos que chegam, principalmente, dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
Sem plano de negócios ou imersão sobre o mercado de higiene pessoal e cosméticos, a ideia para começar a empresa surgiu como um desdobramento do trabalho de Adriana, que por quase cinco anos comprou e revendeu xampus, condicionares e similares para salões de beleza. Ela descobriu que o consumidor utilizava o salão como ponto de venda para um produto difícil de encontrar em perfumarias e supermercados.
“Não tinha carro e visitava os cabeleireiros a pé ou de ônibus no começo. Nessas visitas, percebi que tinha mercado para os produtos, o problema era a escala. Essas linhas profissionais não se encontravam, principalmente quando se saia de São Paulo. Eu, por ser de Mato Grosso, sabia que o acesso a esses produtos era mínimo”, conta Adriana.
Salário. De olho nesse contingente de consumo, o casal decidiu experimentar a carência do setor criando o próprio canal de vendas. Adquiriu por R$ 3 mil uma plataforma simples de e-commerce e investiu R$ 10 mil em estoque, o equivalente a dois meses de salário poupado por Carlos Vistra, que na época trabalhava em uma empresa de telecomunicações.
“Montamos a empresa na garagem da casa do meu pai em 2007, focando direto no consumidor final. A gente sabia o que era bom, procurado e desejado. Foram esses produtos que a gente foi buscar”, lembra Vistra, que iniciou a operação com sete marcas.
Atualmente, a empresa, que saiu dos fundos da residência - há um ano, está em um espaço comprada por R$ 800 mil – oferece 27 linhas, com 1,4 mil itens à venda. “Cerca de 90% dos produtos são para cabelo. O resto é de produtos para banho, corpo e dermocosméticos”, diz Vistra.
Distribuição. Para Claudio Felisoni de Angelo, professor de administração de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), o resultado obtidos pela Doce Beleza é um exemplo de que há vida no varejo de cosméticos para além do formato tradicional: lojas físicas, com farta oferta de itens e um batalhão de promotoras.
“Por muito tempo acreditou-se que a venda desses produtos dependia das lojas tradicionais, que ensinavam as pessoas sobre os atributos e a forma de utilização desse ou daquele determinado produto. Mas a gente percebe que o consumidor já se sente mais à vontade para comprar pela internet”, afirma Angelo.
A ressalva por parte do professor diz respeito ao desafio da perfumaria online com a distribuição e logística de entrega, o que segundo ele é o ponto nevrálgico do negócio. “Eles precisam se atentar para o crescimento rápido da empresa e da internet para a categoria, que pode trazer problemas para as entregas. Isso pode derrubar por terra toda a imagem conquistada muito rapidamente”, destaca.

Fonte: Estadão PME, 24/07/2012.

http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,perfumaria-online-aposta-em-nicho--sai-da-garagem-e-fatura-r-12-milhoes,2032,0.htm

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cada empresa requer um tipo de líder

Segundo César Souza, sócio-diretor da Empreenda, a cultura e os objetivos da organização determinam o perfil de liderança necessário

“A pessoa não nasce líder. Aprende a ser.” Com essas sentenças, César Souza, sócio-diretor da consultoria de gestão e recursos humanos Empreenda, reforça a tese de que a cultura e os objetivos da empresa são determinantes para o tipo de líder que ela precisa. “Não adianta buscar no mercado pelo currículo ou histórico de resultados. No geral, com o tempo, a solução torna-se um problema. O ideal é aproveitar os talentos internos, formar a liderança”, ressalta o executivo.

Para ratificar, Souza diz que existem várias categorias de líderes. E todos serão bem-sucedidos se estiverem em sintonia com as necessidades da organização. “Ele pode ser centralizador ou participativo, focado em resultados ou em pessoas, olhar apenas para dentro de empresa ou para o externo, ser desagregador ou integrador de equipes, adepto do vale-tudo pelos objetivos ou íntegro”, elenca.

O que vai determinar o perfil adequado é a cultura da empresa ou o momento pelo qual ela está passando. Em tempos de crise, um líder centralizador e focado em resultados é mais apropriado. Para organizações inovadoras, que visam o longo prazo ou a sustentabilidade dos negócios, um participativo, que interage com os funcionários e está atento às demandas do mercado é o indicado.

Líder 1.0 e líder 2.0

Souza desenvolveu esses dois conceitos. O líder 1.0 é focado em metas, tarefas, realiza-se trancado na empresa, cumpre o combinado, lidera apenas sua equipe, cujos profissionais são inspirados pela hierarquia, tornam-se seguidores do chefe. “É o líder do passado, comum em empresas conservadoras, cuja característica centralizadora do fundador ainda persiste”, explica.

O líder 2.0, por sua vez, tem um olhar de 360° e atua onde for necessário, entregando sempre mais do que o combinado, compartilhando com seu time causas e propósitos, de maneira integrada, criando valores para todos os envolvidos – funcionários, clientes, comunidades – e, principalmente, formando sucessores.

Segundo Souza, o líder 2.0 é a referência para o momento atual, com grandes mudanças econômicas, sociais e políticas. Contudo, as empresas também têm que rever conceitos. Precisam estar preparadas para esse cenário de constante transformação que exige líderes capazes. “E não adianta fazer benchmark com corporações reconhecidas como modernas. Uma fórmula bem-sucedida em uma empresa não necessariamente dará certo em outra”, alerta o consultor.

Prata da casa

Por esses motivos, o sócio-diretor da Empreenda enfatiza a importância de o líder ser formado internamente. Para tal, as empresas devem estruturar programas de formação e sucessão, considerados um grande desafio para os departamentos de Recursos Humanos e gestores. “O atual líder tem que gastar de 30% a 40% do seu tempo na formação do próximo”, ensina Souza.

Enquanto esse mundo ideal está sendo sinalizado e elaborado nas organizações, o que demanda tempo, a saída é buscar lideranças no mercado. “Para evitar erros, respeite a cultura da empresa. Não busque apenas currículos, histórico de resultados. Procure pelo perfil adequado e não o idealizado”, aconselha o consultor.

Sai o Líder Sol, entra o Líder Constelação

Eduardo Shinyashiki, especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes, conta que, por muito tempo, os sistemas de liderança nas empresas eram vistos como caminhos a serem percorridos de forma solitária e o segredo para alcançar o sucesso esteve em uma postura individualista. “As tarefas mais importantes ficavam concentradas em uma pessoa, um Líder Sol, o único com espaço para brilhar e receber os méritos pelos resultados.”

Segundo ele, hoje, as empresas procuram por pessoas com o perfil de um Líder Constelação, alguém capaz de oferecer a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. “O papel de quem está no topo não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar as qualidades de seus profissionais e conseguir delegar as tarefas de acordo com o perfil de cada um, sempre com respeito e sensibilidade”, compara.

Fonte: Portal HSM, 18/07/2012.

http://www.hsm.com.br/editorias/rh/cada-empresa-requer-um-tipo-de-lider

10 dicas para saber se você tem potencial para tornar-se um empreendedor de sucesso no País


AE
Bruno Caetano, do Sebrae/SP, diz que perfil do empreendedor está mudando

Horários mais flexíveis, menos estresse com cobranças e mais disponibilidade para a família são algumas das metas daqueles que sonham abrir o próprio negócio. Mas, deixar de ser empregado para ser patrão não é tarefa fácil. A pequena e média empresas tem inúmeras dificuldades para se estabelecer nos primeiros anos de vida. 

Em geral, o empreendedor sofre por não conhecer muito bem o setor em que atua, por não saber lidar com clientes ou por não dominar aspectos financeiros básicos para gerir seu caixa. Mas esta realidade está começando a mudar.

De acordo com Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP, o perfil do empreendedor brasileiro está  em transformação. Até meados da década de 1990, eles geralmente eram aquele tipo de trabalhador que, quando demitido, sacava o fundo de garantia e abria um negócio qualquer para garantir renda. Atualmente, quem pensa em empreender está mais preparado e atento ao mercado em que pretende entrar.
“A cada empresa aberta por necessidade há 2,24 abertas por oportunidade”, explica.
No entanto, os números de empreendimentos que têm vida curta é alto. Segundo dados de estudos conduzidos pelo Sebrae-SP sobre a sobrevivência e a mortalidade das empresas paulistas, de cada 100 negócios abertos no Estado, 22 fecham as portas até o segundo ano de atividade. 
Por isso, antes de se arriscar no mercado é importante saber o que é preciso para ter sucesso. Confira abaixo 10 dicas para saber se você tem o perfil adequado para gerir seu próprio negócio.

1. Planejamento  
Capacidade de planejamento é a característica fundamental de qualquer empreendedor de sucesso. Esta habilidade define se a empresa vai para frente ou não. Para o negócio decolar, o empresário precisa constantemente revisar seus planos, levando em conta os resultados obtidos e as mudanças circunstanciais.  Também é importante manter registros financeiros e os utilizar para tomar decisões.

2. Iniciativa
 O empreendedor é o líder, o cabeça da empresa. Para criar o negócio, há investimentos de tempo e economias. Portanto, não é possível esperar que alguém resolva seus problemas. Ele deve ir atrás e buscar soluções, além de estar sempre atento ao movimento do mercado, dos clientes e também dos concorrentes para encontrar melhorias para a empresa e novas oportunidades de negócios.

3. Persistência
 Quem pretende empreender, precisa estar motivado e confiante. E, acima de tudo, deve estar ciente desde o início que empreender é um desafio e o desânimo atrapalha a condução dos negócios.

4. Lidar com riscos
O líder de uma empresa de sucesso aceita riscos, mas sabe onde pisa. Normalmente, ele sabe até onde ir e arriscar.

5. Ser exigente
Quem está à frente de uma empresa deve ser exigente com a qualidade de seus produtos ou serviços e deve exigir o mesmo comprometimento dos colaboradores, que também devem buscar o melhor.

6. Comprometimento
O empreendedor faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço grande para completar uma tarefa. Ele deve estar disponível para colaborar com os empregados para terminar um trabalho, além de se esforçar para manter os clientes satisfeitos. “Existe um mito de  que o dono do negócio não sofre cobranças ou que tem mais horas de lazer com a família. Na verdade é o contrário. Trabalhar por conta traz outros benefícios, mas exige mais comprometimento”, explica Caetano.

7. Ser interessado
O empreendedor dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes. Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço. Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.

8. Rede de contatos
Quem pretende lançar seu próprio negócio deve frequentar feiras e outros eventos em que estão pessoas diretamente ligadas ao seu setor de atuação, como possíveis clientes e fornecedores. Cada pessoa que conhece nestas ocasiões pode gerar uma expectativa de negócio. Deve agir para desenvolver e manter relações comerciais.

9.Ousadia
A crença em si mesmo faz o indivíduo arriscar mais, ousar, oferecer-se para realizar diferentes tarefas, enfim, torna-o mais empreendedor. No entanto, ele deve estar aberto a ouvir a opinião dos colaboradores, que também estão no cotidiano da empresa e podem contribuir de diferentes maneiras.

10. Definir metas
O líder da empresa deve ter uma visão ampla do negócio. Precisa estar apto a estabelecer metas de longo prazo, claras e específicas e saber mensurar os resultados.

Fonte: Estadão PME, 23/07/2012.

http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,10-dicas-para-saber-se-voce-tem-potencial-para-tornar-se-um-empreendedor-de-sucesso-no-pais,2027,0.htm

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Empreender é Acreditar no Impossível

Co-fundador do Buscapé começou jovem, quando estudava engenharia elétrica na Escola Politécnica. Mas sua trajetória já guarda a terceira maior aquisição do ramo no país.

Romero Rodrigues não é um empreendedor com uma história muito comum. Ele começou o Buscapé ainda jovem, ao lado dos colegas estudantes da Escola Politécnica da USP Ronaldo Takahashi e Rodrigo Borges, que até hoje estão na empresa. Porém, sua trajetória foi de altos e baixos, passando pela Bolha da Internet, aquisições de concorrentes e crise econômica mundial. O desfecho foi feliz: o Buscapé foi vendido em 2009 para sul-africana Naspers, no terceiro maior negócio da história da web no país.
Confira uma conversa com Romero e o time da Endeavor Brasil, na qual ele conta o que o motivou a empreender, as pedras que enfrentou no caminho, como foi ter uma sociedade com amigos e até detalhes sobre o processo de aquisição do concorrente Bondfaro, em 2006.
Como surgiu sua vontade de empreender?
“Sempre quis ter minha empresa, desde criança. Meu pai tinha uma loja de materiais de construção e todo sábado eu estava lá. E adorava tudo, nas férias trabalhava com ele, sempre fui ligado a isso. Na loja, aprendi escutar o meu consumidor. Via meu pai vendendo e depois via outra pessoa fazendo o mesmo e comparava: quando o cara não tem o mesmo carinho pelo cliente, vende de outra forma, em outro ritmo. Vende menos.”
Você já teve negócios que não deram certo?
“Na 8ª serie, eu me apaixonei por programação. Busquei minha formação visando montar uma empresa, fiz engenharia elétrica com ênfase em computação para isso. Mas foram várias tentativas fracassadas de criar alguma coisa. Desde um canil até uma empresa que fazia panfletos, que inclusive achei na época que estava indo super bem. Certo dia, o cabeçote da impressora queimou e ele valia mais do que todo o faturamento da história da companhia.”
O que te moveu nos primeiros anos no Buscapé?
“A gente só teve receita no meio do terceiro ano. Mas o legal de empreender é que, se você for bem sucedido, talvez você ganhe dinheiro. É uma consequência do ato de empreender - e não o contrário. As pessoas vivem me perguntando ‘A Naspers comprou 91% do Buscapé. Por que você ainda está lá?’, eu respondo ‘Por que eu vou sair?’. Não conheço grandes empresas ou grandes projetos nos quais o principal objetivo foi ganhar dinheiro.”
Como foi formar uma sociedade com os amigos?
“Eu tive muita sorte. Nós nos aturamos e eles, principalmente, me aturaram. Por incrível que pareça, os quatro tinham perfis razoavelmente complementares. Mas a principal coisa que fez dar certo foi o alinhamento com um sonho em comum. Era um sonho bobo até, de um dia criar algo tão famoso como a Coca-Cola, e que as pessoas falassem ‘mas é óbvio que eu conheço!’. Quando você tem um objetivo em comum, é muito mais fácil superar as dificuldades do dia a dia.”
Vocês adquiriram o Bondfaro em 2006, além de outras 18 empresas. Como foram os processos?
“Uma das principais foi a do Bondfaro, que era nosso concorrente. A gente tinha geografias (eles eram do Rio de Janeiro) e culturas diferentes. Muito do que alimentava o dia a dia do Bondfaro era a competição com o Buscapé. E, de repente, tudo aquilo sumiu. Foi complicado, boa parte do time original foi desligado. Em relação às outras aquisições, trazíamos startups boas, as incluíamos em nossa plataforma e conseguíamos inovar e oferecer para nossos 60 milhões de usuários algo novo, criando degrau nos números da empresa. Mas, em todas as situações, não pode haver choque de cultura.”
O que é empreender para você?
“Empreender é acreditar no impossível. Eu falo isso sempre: se você quer empreender e está procurando uma ideia, não conheço nenhuma palavra que agregue e traga mais sucesso, realização e felicidade do que a palavra impossível. Se você escutou que algo é impossível, anota. Porque não tem esse negócio – justamente temos que acreditar no impossível.”

Fonte: Endeavor MAG, 20/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/aprendendo-a-ser-empreendedor/empreender-e-acreditar-no-impossivel

Propaganda eleitoral: o que os candidatos podem (e o que não podem!) fazer na internet

Regras para este ano não impõem grandes restrições à atuação nos meios online. Mesmo assim, eleitores e candidatos devem ficar atentos para evitar abusos

A campanha eleitoral 2012 ainda não está a todo vapor, mas, com a propaganda nas ruas e na internet liberada, candidatos e eleitores já precisam ficar atentos. Os primeiros, no sentido de evitar problemas com a justiça eleitoral. Os últimos, fiscalizando e denunciando possíveis infrações dos postulantes.
Para que tudo seja feito em conformidade com as regras, entretanto, todos precisam – obviamente – conhecer a lei. No caso da internet, como não há grandes restrições, é fácil decorar o que pode e o que não pode ser feito. E, por via das dúvidas, é interessante ter para acesso fácil o link para a página do TSE com a legislação.
Abaixo, organizamos uma pequena lista com as regras para a campanha na internet:

É proibido fazer propaganda:

  • paga em qualquer veículo (isso inclui publicidade em sites de notícias, Google Adwords e anúncios no Facebook)
  • em veículos de pessoas jurídicas, mesmo que gratuita
  • em veículos ou canais oficiais

É permitido fazer propaganda:

  • Em site do candidato, hospedado direta ou indiretamente em servidor estabelecido no Brasil e com endereço comunicado à justiça eleitoral;
  • Em site do partido ou da coligação a que o candidato pertence, hospedado direta ou indiretamente em servidor estabelecido no Brasil e com endereço comunicado à justiça eleitoral;
  • Por e-mail, enviado a endereços cadastrados gratuitamente e permitindo de forma fácil a desinscrição (compra de bases é proibida por lei);
  • Em blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas (MSN, Yahoo Messenger, Gtalk etc.)
Nesta página, a justiça eleitoral organizou de forma pontual as regras para todos os tipos de propaganda no pleito deste ano.
(http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-resolucao-tse-no-23-370-eleicoes-2012)

Além da lei

No caso das mídias sociais, embora a legislação não imponha limites à divulgação gratuita, é importante que tanto candidatos quanto eleitores, caso optem por abusar, abusem do bom senso. Inundar a timeline dos amigos com santinhos virtuais, provavelmente, não vai conquistar votos e, ao contrário, ainda pode gerar rejeição. A dica é: aproveitem o espaço para debater ideias. 

Fonte: Portal Administradores.com, 19/07/2012.

http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/propaganda-eleitoral-o-que-os-candidatos-podem-e-o-que-nao-podem-fazer-na-internet/57306/

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Transforme objetivos vagos em ações concretas

Você não sabe o que fazer quando chega a hora de transformar aqueles objetivos distantes e obscuros em ações concretas? Lembre-se: nem sempre as metas podem ser colocadas em prática. Fique atento a essas dicas.

Transforme objetivos vagos em ações concretas

Coloque seus objetivos em termos concretos.

Em vez de ter apenas uma ideia vaga do que quer, procure colocá-la de forma concreta. Por exemplo, objetivos comuns são “ser feliz” ou “ter mais dinheiro”, mas isso, na verdade, não diz nada. Você precisa se perguntar o que “ser feliz” realmente significa ou quanto dinheiro é necessário para que você se sinta satisfeito. Sua resposta deve ser clara, concreta e atingível.

Divida os objetivos em etapas de três ou seis meses ou um ano.

Observe um dos seus maiores objetivos e verifique como você pode dividi-lo em etapas menores durante o ano. Vamos usar o exemplo da felicidade novamente. Supondo que você definiu “felicidade” como “viajar”, metas a longo prazo incluiriam viajar para outros países ou mesmo dentro do seu próprio. Uma meta para seis meses pode ser algo como “visitar os parques nacionais do meu estado”, já para três meses pode ser “visitar dez novos bairros da minha cidade”.

Divida em blocos ainda menores, com atividades diárias

Alguns objetivos são mais ambíguos do que outros. Se você tem uma meta que mais se assemelha a um projeto, pode adicioná-la à sua “to-do list” diária. Por exemplo, se você quer escrever um livro, basta colocar “Escrever 10 páginas por dia” e você terá o prazer de riscar a atividade todo dia.
Não importa quais são seus objetivos, tudo fica mais fácil se você os divide e cria hábitos a partir dessa divisão.

Fonte: Jornal do Empreendedor, 19/07/2012.

http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/transforme-objetivos-vagos-em-acoes-concretas

Qual é a mídia certa?

Muitos empreendedores têm essa dúvida. Veja três casos com diferentes situações quando o assunto é publicidade.

Um fato corriqueiro na vida de todo empresário ou executivo que investe em publicidade, seja no formato que for, é saber se o dinheiro investido está indo para o caminho certo e, o mais importante, se está retornando, no mínimo, como programado.
Hoje em dia, com todas as ferramentas que estão disponíveis para se anunciar; Televisão, Internet, Jornal, Revista, Rádio, Mala Direta, Outdoor, Extrato de Contas, E-mail Marketing e além de uma infinidade de outras mídias disponíveis no mercado, está cada vez mais difícil entender para onde direcionar sua verba.
A resposta chega a ser idiota de tão simples: coloque onde está o seu cliente e de preferência onde tem a maior quantidade deles.
E, apesar de ser simples, vou citar três exemplos reais que vi recentemente em conversas com empresários de diferentes indústrias, de diferentes segmentos e principalmente de tamanhos variados.
Sim, eu sou um conversador nato, adoro ouvir exemplos de como as pessoas estão fazendo nas suas empresas, assim posso aprender coisas novas, ou ainda melhor, aprender com o erro dos outros – o que no final das contas sai muito mais barato, para mim e para minha empresa.
O primeiro caso é de uma empresa que trabalha exclusivamente para o segmento de negócios voltado para tecnologia, ou seja, todos os clientes dela são pessoas jurídicas, conhecidos do diretor comercial pelo nome, sobrenome, nome da secretária, muitas vezes até conhecendo o da mulher e dos filhos.  Mas fazer uma “campanha marketing” de marketing é muito charmoso e o dono dessa empresa me procurou para saber o que eu achava.  E deu-se o seguinte diálogo em linhas gerais:
Eu: E quem você quer atingir?
Ele: Os meus clientes é claro. E os concorrentes deles.
Eu: Mas você não tem um contato diário com os seus clientes? E você não conhece todos os concorrentes deles profundamente?
Ele: Claro, mas aí eu os atingiria mais ainda.
Eu: E que tal chamá-los para almoçar ou para uma viagem de lazer? Você aumentará muito mais os laços do que fazer uma campanha.
Moral da estória: Às vezes é mais eficaz ir pessoalmente até o cliente do que mandar uma mensagem em papel, Internet ou qualquer outra mídia.
O segundo caso é de uma empresa que tinha 1 milhão de reais para gastar em uma campanha de varejo. Ao procurar sua agência, fez a seguinte pergunta:
“Quantos clientes com as características ‘XYZ’ eu consigo atingir com essa verba?”
A agência deu duas alternativas, uma era através de revista e seriam impactados em torno de 600.000 prospects. A outra seria usar alguns canais de Internet e atingir 7,2 milhões de prospects.
Depois dessa exposição o cliente não teve dúvida: “Então vamos fazer a revista, porque as pessoas podem manusear, não é?”
Se não está sobrando dinheiro, e nunca está, aplique-o bem. Nem sempre a mídia que você usa no seu dia-a-dia é a mesma que o seu cliente usa. Existem pessoas especialistas nisso e, se você paga por isso, por que não usufruir?
O terceiro caso também está ligado ao gasto de dinheiro. Uma grande empresa estava fazendo uma campanha de milhões de dólares e apareceu uma oportunidade de fazer uma mídia muito segmentada, voltada para o seu público alvo. Mas essa mesma empresa gasta muito dinheiro em todas as mídias disponíveis. E a dúvida do responsável pelo marketing era se valia a pena atingir um público tão segmentado. A conclusão deles foi a seguinte:
“Nós iremos atingi-los de diversas formas, faremos a campanha nas TV’s e nas revistas para explicar o conceito da campanha, no ponto de venda reforçaremos o conceito do produto juntamente com a nossa marca e usaremos a Internet para capturar o cliente/prospect exatamente no momento em que podemos explicar mais profundamente as características do nosso produto, com mais tempo, mais detalhado e com muito mais assertividade.”
Nesse caso eles usaram um conjunto de mídias para atingir exatamente o seu público alvo.
Claro que parece que quem tem mais dinheiro para gastar pode acertar mais facilmente. Mas é exatamente o contrário, aqueles que têm mais dinheiro tendem a errar mais e gastar mais do que devem, muitas vezes dando tiro de canhão para matar um passarinho, quando poderiam dar tiros certeiros e conseguir resultados muito melhores.
No final da estória, não importa o tamanho da sua empresa, a verba que você possui ou o tipo de mídia que você mais gosta. Entenda ou aprenda onde está o seu cliente e a melhor forma de interagir com ele, se você conseguir isso, com certeza obterá os melhores resultados.

Fonte: Endeavor MAG, 19/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/marketing-direto/qual-a-midia-certa

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Líderes em xeque: o mundo sobreviveria sem liderança?

Chefe é uma palavra cada vez menos utilizada nas organizações. Gestão já começa a não ser tão politicamente correta. Autoridade começa a ganhar significados mais amplos. Mas, na prática, o que muda?


O mundo tem passado por profundas transformações, que vão desde o questionamento de estruturas de poder estabelecidas até a forma como interagimos e conduzimos nossas relações afetivas. Seja no âmbito social ou no pessoal, paradigmas têm sido quebrados e novos modelos e padrões têm sido desenhados.
Dentro das organizações, não é diferente. Enquanto parte desse todo chamado sociedade, o ambiente corporativo não fica imune às transformações que acontecem no lado de fora de suas paredes. E um dos pontos nevrálgicos nesse âmbito é justamente o tocante à liderança. Consensualmente considerada um elemento chave para o bom andamento de qualquer negócio, ela tem sofrido grandes impactos das mudanças atualmente em curso.
Chefe é uma palavra cada vez menos utilizada nas organizações. Gestão já começa a não ser tão politicamente correta. Autoridade começa a ganhar significados mais amplos. Mas, na prática, o que muda?
Em entrevista ao Administradores.com, Antônio Celso Mendes Webber, autor do recém-lançado livro O líder em xeque, pela editora Bookman, fala sobre essa reconfiguração da liderança no mundo atual. O estudioso destaca que quem resistir em conduzir empresas como se fazia há 50 anos, pode acabar fracassando. Para ele, não há mais lugar para a máxima "manda quem pode, obedece quem tem juízo", e liderar líderes é mais fácil.
Imagem: Thinkstock

Já no primeiro parágrafo do livro, você diz que a autoridade é um tipo de poder que depende da legitimidade conferida (ou não) à tentativa de se exercer uma influência. Com o mundo tendendo cada vez mais ao colaborativismo, você acha que essa influência monocrática está em declínio? Enfim, o líder está em xeque?

A ideia de "O líder em xeque" foi originada pela observação de alguns comportamentos relativamente comuns em empresas que fazem parte de uma sociedade competitiva e em rápida evolução. Essas mudanças, alavancadas em profundas transformações no campo do conhecimento técnico, têm feito com que alguns líderes sintam-se muito ameaçados e fragilizados. O conhecimento, que tinha antes um ciclo de vida mais longo (cerca de sete anos), tem agora apenas dois anos, de acordo com uma publicação recente da universidade de Harvard. Além disso, não podemos esquecer que os aspectos inerentes ao poder formal - caracterizado pelas estruturas hierárquicas - ainda em uso em muitas organizações, se contrapõe ao colaborativismo desejado por muitos. Grande parte dos executivos atuais (pseudolíderes) ainda traz na memória a estrutura organizacional que vinha sendo utilizada (e ainda é, em muitos casos), baseada na utilização do poder pela outorga do capital (manda quem pode e obedece quem tem juízo). Não é fácil abdicar do poder em benefícios de outrem que amanhã poderá ser o principal concorrente ao seu cargo na empresa. Então, pela mudança, pelos paradigmas de poder ultrapassados, pela nova sociedade informada e capacitada, sim, muitas vezes o líder está em xeque. E é exatamente isso que eu retrato nos 17 casos narrados no livro.

É um tanto quanto consensual entre estudiosos e profissionais a ideia de que as coisas não funcionam sem líderes. O que você pensa sobre isso? A autogestão de um determinado grupo é possível?

Só o diabo é mais antigo que a liderança. Mesmo assim, muitos acreditam que ele foi um anjo caído porque não soube liderar no seu nível de poder. As coisas também funcionam sem líderes, mas funcionam mal e não mais têm condições de competir na nova sociedade do conhecimento, no mundo da tecnologia e da alta competitividade. O líder é fundamental porque as sua matéria prima é gerar comprometimento. Como o comprometimento só ocorre quando existe a construção de uma legítima visão compartilhada, onde objetivos comuns norteiam os comportamentos (tanto dos indivíduos quanto da organização), faço coro aos que afirmam que os líderes são fundamentais em todos os segmentos da sociedade e não somente nas empresas. A autogestão é um termo que eu não gosto muito. Gestão vem de gestor: aquele que parece que nasceu para mandar, que lida com todos os fatores da produção e assim por diante. Eu gosto mais de grupos onde existem líderes liderando líderes. Grupos com alta maturidade podem usufruir desta nova forma de atuação em equipe. É o estado da arte da liderança. É o comprometimento levado ao seu nível mais elevado. Isso só se obtém com líderes formadores de novas lideranças.

Na parte do livro em que fala sobre planejamento estratégico, você diz que a mudança de cultura dentro de uma empresa depende, entre outras coisas, do comportamento dos líderes e dos liderados. Como um líder deve se portar diante das mudanças e de que forma a postura dos colaboradores pode estabilizar ou desestabilizar a liderança?

Líderes e liderados fazem parte sistêmica de um todo maior que, no caso, é a empresa. Um não sobrevive sem o outro. Aliás, mais importante do que o próprio líder são os liderados. É deles que emana o poder da liderança. Como no caso do poder formal, a outorga do poder vem através do capital. Na liderança, o poder vem dos liderados. Eles têm o poder de escolher e mudar o seu líder. O líder, para se manter como tal nos processos de mudança, deve agir com transparência, abertura ao diálogo, poder de convencimento e argumentação, promovendo a compreensão das razões da mudança e o papel de cada um no processo. Os liderados podem desestabilizar um processo de mudança e o líder, através de um comportamento de passividade, pode acabar parando essa mudança. Isso porque os liderados, quando sem alguém que os conduza, podem acabar optando por não fazer nada contra a mudança, mas nada a favor, também. Um dos principais papéis do líder é, então, reduzir essas resistências às mudanças (que são normais), através de um posicionamento claro e objetivo. Esconder as informações sobre a mudança irá criar um sentimento de desconfiança mútua e espaço para que os "fantasmas" do inconsciente atuem sobre o comportamento dos liderados.

Todo mundo diz que um bom líder precisa saber delegar. Mas, delegadas as tarefas, ele precisa ser capaz de fazer com que elas sejam cumpridas. Você concorda? Como isso é possível?

No atual momento de competitividade e múltiplas e complexas tarefas, o líder tem que delegar para pessoas que tenham a devida maturidade para levar a cabo a tarefa repassada aos seus colaboradores. A maturidade compreende alguns fatores sistêmicos importantes: o liderado deve ter conhecimento técnico daquilo que será delegado; tem que ter capacidade de relacionamento interpessoal para bem executar o que foi solicitado pelo líder e o devido comprometimento com os resultados esperados. Se os liderados não possuírem esses requisitos fundamentais, o líder não deverá delegar. Para que sejam obtidos bons resultados com a delegação é necessário:
  • - Preparar os liderados
  • - Controlar e acompanhar os mesmos de acordo com as suas maturidades (quanto mais alta a maturidade, menor a necessidade de controle; quando menor for a mesma, mais intenso deverá ser o controle sobre os colaboradores que receberam a delegação).
Vale lembrar ainda que o líder delega poder e jamais a responsabilidade perante a empresa. Essa responsabilidade perante a empresa sempre será do líder. Por isso, a maior importância do líder é a de delegar bem.

Qual a importância e o limite da afetividade na relação entre líderes e liderados?

A afetividade faz parte da vida humana. Mais uma vez, a diferença será o nível de maturidade entre líderes e liderados. O grande risco de o líder desenvolver relações afetivas no trabalho com pessoas de maturidade baixa é transformar essa relação em uma relação paternalista (como se fosse uma relação entre pai e filhos). As pessoas de maturidade baixa irão gostar dessa relação e irão se comportar como filhos e dependentes do pai, decorrendo desta relação uma postura profissional muito deficiente. O que sempre sugerimos é um equilíbrio entre os comportamentos afetivos e os racionais. Alguém que compreenda o ser humano na sua integralidade, mas que saiba cobrar metas; alguém que dê um feedback positivo, mas que, no momento do erro, saiba promover o feedback crítico e assim por diante. A melhor forma de o líder ser afetivo com os seus liderados é proporcionando condições de desenvolvimento profissional, como coaching e feedbacks. Neste caso, ambas as partes saberão os limites do afetivo e do racional.

Plano de Negócios x Modelo de Negócios

A cada dia, fica mais evidente que ambas as ferramentas são úteis em situações diferentes.

A partir de 2010, quando Alexander Osterwalder apresentou ao mundo seu livro “Business Model Generation”, inovador em forma e conteúdo, imediatamente nasceu a polêmica sobre se “Modelo de Negócios” (MN) destronaria o “Plano de Negócios” (PN) como a melhor ferramenta para planejamento de empreendimentos. Ânimos acirrados dos dois lados, as discussões pareciam não ter fim. Baixada a poeira, fica cada vez mais evidente que ambas as ferramentas são úteis em situações peculiarmente diferentes.
Desnecessário explicar e defender PN.  Consagrada por anos entre acadêmicos, investidores e empreendedores, a construção de um PN é uma excelente alternativa para o planejamento de um empreendimento quando o negócio tem um passado, ou seja, existe uma história com números, estatística, enfim, resultados reais que podem ser consultados. PN funciona melhor quando se conhece com razoável grau de qualidade as principais variáveis do negócio (por exemplo, o segmento de clientes, o dilema problema/solução, como deve ser a distribuição, qual a elasticidade do preço etc).  Por mais que o conhecimento do passado não seja garantia de previsão do futuro, se a empresa tem uma história, se o comportamento do mercado para este tipo de produto é conhecido, etc, há certa previsibilidade e o planejamento é muito facilitado pelo PN.  Isto acontece em geral em empresas que já estão estabelecidas e conhecem bem seu mercado e seus produtos.  PN é uma ferramenta melhor quando se parte de certezas.
O outro lado da moeda tem mais a ver com MN. Não por acaso o livro do Osterwalder tem sido disseminado pelos quatro cantos do mundo como uma espécie de panaceia divina para empreendedores. MN é inegavelmente a melhor alternativa para se planejar o futuro empreendimento nos casos em que há poucos subsídios sobre quem de fato é o cliente e qual é seu real problema (o chamado “job to be done”), quando não se faz ideia de qual solução seja mais adequada, nem de como ela deve ser produzida, entregue e quanto deve custar, enfim, quando se está no escuro em relação a qual a melhor oferta para uma demanda não identificada. MN é claramente uma ferramenta ideal para as situações em que tudo que se tem são hipóteses e a maior parte delas não testadas, isto é, precisamente para o caso de Startups, quando não se tem um passado de onde aprender e calibrar as estimativas. MN é uma ferramenta melhor quando se parte de incertezas.
Evidentemente que com os devidos cuidados, você pode usar tanto PN quanto MN em uma ou outra situação.  Além disto, não se trata somente de qual ferramenta é melhor, mas ainda mais importante é o grau de expertise e confiança que se tem com uma ou com outra.  Não existem regras invioláveis, mas existem melhores práticas.  Use o que funcionar melhor para você para que o empreendimento venha a funcionar bem no mercado.

Fonte: Endeavor MAG, 18/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/start-up/plano-de-negocio/plano-de-negocios-x-modelo-de-negocios

#SonhoGrande | Gustavo Ziller - Aorta | Endeavor Brasil

terça-feira, 17 de julho de 2012

Saiba como criar uma loja no Facebook e lucrar com o F-commerce

As redes sociais deram cara nova a um tipo antigo de marketing, o conhecido boca a boca. Agora, no ambiente virtual, as recomendações de amigos e até de desconhecidos têm poder de influência sobre decisões de compra.
O Facebook, como uma das redes sociais mais populares e com funcionalidades diversificadas, acabou se tornando um atraente canal de vendas, criando o chamado F-commerce, capaz de converter as indicações em vendas no instante em que são feitas.
O empreendedor que deseja vender pela rede social pode desenvolver sua própria plataforma de comércio eletrônico, o e-commerce, ou adquirir um aplicativo com essa função, que será integrado à página da empresa.
Na primeira opção, ele terá que contratar um programador, um designer, além de ter gastos com servidor para hospedagem da página e com certificados para garantir segurança na navegação. Os custos para o desenvolvimento de uma solução personalizada podem chegar a R$ 10 mil.
Já os aplicativos de criação de loja virtual no Facebook têm custo muito menor para os micro e pequenos empresários. Algumas soluções cobram apenas uma taxa sobre as vendas, como a brasileira Like Store, cujo custo de instalação do aplicativo é gratuito. Outras, têm valor fixo, como o aplicativo vendorshop, que oferece um plano mensal a partir de US$ 19,99 para pequenos negócios.
Segundo Guilherme Rios, sócio-diretor da Social Agency, agência especializada em ações de marketing nas redes sociais, o uso de aplicativos é mais viável para quem está começando e tem volume baixo de venda. “Como elas entram em operação rapidamente, o retorno também é rápido”, diz.
Ele explica que todos os aplicativos do Facebook ficam hospedados em um servidor fora do site e apenas utilizam a aparência do Facebook como uma moldura. Por isso, a página de Mark Zuckerberg não recebe nada pelas transações ou mesmo pela criação da loja virtual. “A vantagem é que a operação de venda acontece num ambiente familiar para as pessoas”, declara.


Fan Page

Crie uma página da empresa no Facebook. Divulgue conteúdo relevante para engajar os usuários e criar uma comunidade de interesse. A loja virtual será uma espécie de canal  dentro da fan page da empresa.

É possível ter loja completa ou fazer ações pontuais

As soluções de criação de loja virtual no Facebook oferecem praticamente todas as funcionalidades de um sistema de e-commerce mais complexo, como gestão de pedidos e estoque, criação de catálogos de produtos, cadastro de clientes e relatório de vendas. Os usuários conseguem fazer buscas na página ou visualizar os produtos em lista.
Rios diz que podem ser desenvolvidas várias estratégias para fechar negócios pelo Facebook. Ele cita o exemplo da empresa de artigos esportivos Centauro, que cria lojas temáticas no Facebook em momentos específicos como Dia das Mães e dos Namorados, e o Ponto Frio, que faz o caminho inverso, levando o Facebook para o site corporativo.
“Na hora de realizar uma compra no site da empresa, os usuários podem usar o login e senha do Facebook, onde ele já tem cadastro”, declara.

Sistema de pagamentos é independente da rede social

Além de adquirir um aplicativo ou desenvolver sua própria loja virtual no Facebook, é necessário contratar um serviço de processamento de pagamentos, como o PagSeguro, do UOL. É ele que realiza as transações financeiras com os bancos e as administradoras dos cartões de débito e crédito. As taxas para o processamento dessas operações são em torno de 5% do valor da transação.
Ricardo Grandinetti, gerente de produto de Like Store, empresa que cria lojas no Facebook, diz que a principal diferença de uma loja na rede social para um sistema de e-commerce comum é o poder de divulgação das redes sociais.
“É possível conectar a empresa a seus grupos de interesse na rede social. Os produtos que mais fazem sucesso no comércio por este canal são os que despertam interesse e geram vendas por impulso”, afirma.
Por isso, segundo Grandinetti, uma loja no Facebook tem de ser o mais simples possível. “Não é necessário investir em visual nem criar nada muito rebuscado. A loja só tem que funcionar bem”, diz.

Fonte: Uol Noticias, 17/07/2012.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/07/17/saiba-como-criar-uma-loja-no-facebook-e-lucrar-com-o-f-commerce.jhtm

Marketing Digital: Blogs ainda são uma boa arma

Apesar da grande força das redes sociais, os blogs ainda podem ser efetivos como ferramentas de marketing. Veja como.

Mesmo em tempos de mídias sociais, blogs continuam extremamente importantes como ferramenta de marketing, seja para negócios B2C ou B2B.
Ao produzir bom conteúdo educativo sobre o seu negócio, a empresa estabelece uma posição de liderança, aumenta a autoridade (e o tráfego) via Google e mídias sociais, facilita o processo de venda e cria um ativo de marketing permanente e difícil de ser replicado.
No entanto, na hora da implementação muitas empresas acabam escorregando. Esse artigo traz 6 dicas de como fazer um blog efetivo para atrair e converter potenciais clientes:
Defina as personas: um erro comum de muitas empresas é escrever para si próprias, não para seu público alvo.  Antes de definir o tema do blog, pense nos “compradores” do seu negócio e monte personagens que represente-os. Depois procure responder perguntas diversas sobre seus perfis e interesses.
Ensine: Essa é a maior “receita de bolo” de um bom blog: descubra problemas do seu público alvo e ensine a resolvê-los.
Conteúdo educativo se espalha muito mais do que informações corporativas, atraindo assim mais potenciais clientes. Ensinar também estabelece relacionamento e credibilidade, além de ajudar a criar demanda pela solução.
Pesquise: Faça uma boa pesquisa de palavras chave no Google e investigue problemas e dúvidas nas mídias sociais antes de produzir conteúdo, assim você garante que não dará “tiro no escuro”.
Tenha uma boa plataforma: Blogs não têm muito segredo, mas é importante ter um mínimo de adequação técnica. Uma plataforma como o Wordpress resolve grande parte das questões de SEO e gestão de conteúdo. Além disso, um bom layout no blog ajuda a melhorar conversão e compartilhamento.
Outro ponto importante: mantenha o blog no mesmo domínio do site da sua empresa, assim um se aproveita da autoridade ganha pelo outro.
Pense como um publisher: um bom blog se assemelha a uma revista. Várias pessoas podem produzir conteúdo, mas alguém deve fazer o papel de editor do blog, garantindo a consistência, a revisão, a organização da “pauta” e a frequência de publicação. Sobre este último, um post por semana já é bem suficiente para a empresa começar a ver resultados dentro de alguns meses.
Promova: pense no Twitter, Facebook e Linkedin como canais de distribuição para alavancar os conteúdos produzidos no seu blog. Outra dica simples é inserir os artigos do blog na newsletter da empresa.
Escrever como convidado em outros blogs da indústria também ajuda na exposição do conteúdo para novas audiências.
Para quem quiser aprender mais sobre este assunto, temos em nosso site um eBook gratuito com dicas e práticas de como criar bons blogs de negócio.

Fonte: Endeavor MAG, 17/07/2012.

http://endeavor.org.br/endeavor_mag/marketing-vendas/midia-social/marketing-digital-blogs-ainda-sao-uma-boa-arma

#SonhoGrande | Pedro Chiamulera - ClearSale | Endeavor Brasil

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cinema funciona com energia de bicicletas


Magnificent Revolution exibe filmes usando somente a energia gerada pelos pedais da plateia.
Não há fim previsto às recentes inovações de cinema móvel!  No Reino Unido, existe o Cinema de Pedais Magnificent Revolution — filmes  exibidos usando somente energia gerada por pedaladas de bicicleta.
Similar às boates movidas pela dança(artigo original em inglês), o Cinema de Pedais Magnificent Revolution usa a energia cinética dos espectadores para fazer funcionar o sistema. Os clientes podem simplesmente pedalar para assistir seu filme em sua bicicleta favorita - é só encaixar no gerador do local e começar. Enquanto o resultado da energia faz a exibição funcionar, a trilha sonora e todos os efeitos de áudio do filme são transmitidos usando um transmissor sem fio, que pode ser escutado pela plateia através do celular ou rádio FM. Os eventos são gratuitos, com uma doação sugerida de 5 libras. Uma variedade de bebidas e lanches fornecidos ficam à venda.
Magnificent Revolution, com sede em Londres, também oferece geradores de bicicleta de 100W e outros equipamentos e oficinas para ajudar uma variedade de projetos movidos por pedais similares. Uma ideia para se inspirar e aplicar em seu empreendimento?
Fonte: Endeavor MAG, 16/07/2012.